"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Como Lidar Com o Assédio Moral. Faça o Teste

O assédio moral tem sido alvo de imensa demanda na Justiça do Trabalho. Preencha o teste, saiba o que caracteriza o assédio moral, e como lidar com ele.

Por Ernesto Berg.

O assunto assédio moral vem assumindo considerável e expressiva dimensão, a partir dos anos 90 nos Estados Unidos e Europa, e desde os começos dos anos 2000 no Brasil, onde tem sido alvo de imensa demanda na Justiça do Trabalho.
Esse teste é útil por dois motivos: poderá avaliar se você sofre algum tipo de assédio moral em sua companhia, e poderá fazer com que a pessoa que o pratica se conscientize dos graves danos morais e profissionais que isso causa, não só à pessoa afetada, como também, a quem o comete, consciente ou inconscientemente.
Responda às questões usando de máxima sinceridade para que o resultado seja o mais real possível.

AQUI

Fonte: Administradores.com

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Assédio moral no trabalho traz graves danos psicológicos



Tão antigo quanto o trabalho, o assédio moral caracteriza-se por condutas que evidenciam violência psicológica contra o trabalhador. Eventuais brincadeiras, broncas e conflitos são normais no ambiente de trabalho, mas passam a ser considerados assédio moral quando se tornam sistemáticos. Essas atitudes podem causar graves danos psicológicos e físicos.

Expor o empregado a situações humilhantes, impor metas inatingíveis, negar folgas e emendas de feriados quando outros empregados são dispensados, agir com rigor excessivo ou colocar apelidos constrangedores no empregado são alguns exemplos que podem configurar o assédio moral. "Muita gente coloca como assédio um conflito que é de ordem pessoal, um desentendimento, um mal-entendido, que são eventos que podem causar dor e problemas, mas não constituem assédio moral", alerta o psicólogo e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roberto Heloani.

O assédio moral, segundo ele, é a exposição sistemática do trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas, que têm a intenção de desestabilizar a vítima. "O assédio faz com que a pessoa perca a autoestima, se sinta desqualificada, emocionalmente abalada. Muitas vezes, o objetivo é eliminar o sujeito do ambiente de trabalho, forçá-lo a pedir demissão", explica.

Apesar de inúmeras condenações na Justiça, algumas estratégias de motivação e cobrança de resultados que ultrapassam todos os limites éticos continuam presentes em algumas empresas. "Ainda hoje, funcionários que não cumprem metas são obrigados a se vestir de mulher ou de palhaço, a passar pelo corredor polonês, a usar capacete em formato de fezes e coisas piores", afirma o pesquisador. O assédio moral, segundo ele, não acontece em empresas com gestões ignorantes e despreparadas. "É nas grandes empresas, nas universidades, nos hospitais, nos órgãos da Justiça", revela.
 

Segundo o psicólogo, essa prática está, muitas vezes, diretamente relacionada à corrupção, seja na esfera privada ou na pública. "Já tivemos vários casos, por exemplo, de servidores públicos e também funcionários de grandes empresas que não aceitaram entrar em esquemas de corrupção. Esse indivíduo acaba se tornando uma persona non grata e uma forma de se livrar dele é assediá-lo moralmente. Chega a um ponto que ele não aguenta mais", conta.

Heloani, que estuda o assédio moral no trabalho há 17 anos e é uma das referências no Brasil, esteve recentemente na Universidade Estadual de Londrina (UEL) palestrando sobre o assunto. Na ocasião, ainda foi lançado o segundo volume do livro "Sociedade em transformação: estudo das relações entre trabalho, saúde e subjetividade", do qual Heloani é um dos organizadores.  

Continue lendo AQUI.

Fonte:  Folha de Londrina

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Acordo judicial firmado pela Ambev para coibir a prática de assédio moral

Santa Casa de Misericórdia de Penedo e de São Miguel dos Campos devem prestar contas das doações recebidas, no prazo de 90 dias; doações são referentes ao cumprimento do acordo judicial firmado pela Ambev para coibir a prática de assédio moral na empresa



Maceió/AL – O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas conseguiu reverter R$ 150 mil às instituições filantrópicas Santa Casa de Misericórdia de Penedo e Santa Casa de Misericórdia de São Miguel dos Campos, como cumprimento do acordo judicial firmado pela Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) para coibir a prática de assédio moral na empresa. O acordo foi firmado pela Ambev após o MPT constatar que gerentes da distribuidora de bebidas tratavam seus empregados com humilhações e condutas discriminatórias.
Na última quinta-feira, 29 de setembro, os representantes das instituições filantrópicas estiveram reunidos com o procurador do Trabalho Rafael Gazzaneo, autor da ação civil pública ajuizada contra a Ambev, e assumiram o compromisso de prestar contas, no prazo de 90 dias, dos R$ 75 mil que cada instituição recebeu por força do acordo judicial. A Santa Casa de Penedo informou que deve destinar o recurso para reformas no setor de enfermaria do hospital. Já a Santa Casa de São Miguel dos Campos informou que deverá utilizar a doação para adquirir equipamentos hospitalares.
O procurador Rafael Gazzaneo destaca que doações como essa são resultado da atuação institucional do Ministério Público do Trabalho. “Ao propor a ação civil pública, o MPT, além de reprimir as violações trabalhistas, requer que o Poder Judiciário condene a empresa demandada a pagar uma indenização por dano moral coletivo. No caso, a Ambev, em razão do acordo judicial, assumiu a obrigação de pagar 150 mil reais de indenização, estando o referido valor sendo, agora, repassado à sociedade, através de doações a hospitais de natureza filantrópica que atendem, prioritariamente, pacientes do Sistema Único de Saúde”.
Somente neste ano, o Ministério Público do Trabalho conseguiu reverter mais de R$ 600 mil a instituições sem fins lucrativos de Alagoas. Os valores doados são provenientes de acordos judiciais, ações civis públicas e outros procedimentos descumpridos junto ao Ministério Público do Trabalho, que geram multas e indenizações a serem pagas por empresas e instituições como forma de punição pelas irregularidades trabalhistas praticadas.
Para que uma instituição filantrópica receba doações do Ministério Público do Trabalho em Alagoas, é preciso fazer um cadastro junto à instituição, de acordo com as especificações descritas no edital disponível na página da instituição (www.prt19.mpt.mp.br/informe-se/doacoes-instituicoes). Dentre as exigências que constam no edital, está o fato de que a instituição deve ser privada, sem fins lucrativos, de reconhecida utilidade pública, além de ser localizada em Alagoas.

Caso Ambev

O MPT em Alagoas assinou acordo judicial junto à Justiça do Trabalho que obriga a Ambev a coibir qualquer prática que caracterize assédio moral na empresa. O procurador do Trabalho Rafael Gazzaneo ajuizou ação civil pública contra a companhia depois de ex-empregados denunciarem que a empresa tratava os trabalhadores de forma grosseira e humilhante, na presença dos demais colegas.
Conforme o acordo judicial, a Ambev está proibida de praticar qualquer conduta que cause constrangimento ao trabalhador ou que afete sua honra, moral, imagem, dignidade e/ou integridade física e psíquica. A Ambev assumiu a obrigação de pagar R$ 150 mil a título de indenização por dano moral coletivo, reversível ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ou a instituições sem fins lucrativos de natureza filantrópica indicadas pelo MPT. A Companhia de Bebidas das Américas poderá pagar multa de R$ 5 mil por cada trabalhador prejudicado, se insistir em praticar assédio moral contra seus empregados.

  Assessoria MPT

Fonte: BOAINFORMACAO