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sexta-feira, 1 de abril de 2016

CRM faz relatório e denuncia más condições e assédio moral no SAMU

A diretoria do Conselho Regional de Medicina do Piauí levará até plenária um relatório produzido durante uma fiscalização surpresa que revela a precariedade e as más condições de funcionamento e de trabalho dos profissionais da Central Estadual de Regulação de Internações Hospitalares, o Samu Estadual, em Teresina. Além disso, encaminhará ofício ao Ministério do Trabalho, solicitando apuração quanto a assédio moral por parte da coordenação geral do Samu Estadual. 
O órgão tomou a iniciativa após receber denúncias do Ministério Público Estadual (MPE), do Sindicato dos Médicos do Piauí e até mesmo da direção clínica do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), falando sobre as más condições de funcionamento e de estrutura do local. Uma fiscalização foi realizada na última sexta-feira (19) e segundo o Conselho, quase foi impedida com ordem da coordenadora geral da Central Estadual de Regulação, enfermeira Christiane Mâcedo da Rocha Leal.
O conselho relata que os representantes Paulo Matheus Pereira Nunes e o diretor Caetano Cortez Rufino Filho, chegaram a tarde a Central de Regulação do Samu e iniciaram o trabalho de fiscalização quando foram abordados por um funcionário que teria avisado para que os fiscais se retirassem do local sob ordem da coordenação, e que comparecessem em dia e hora marcados, pois a presença do CRM poderia "atrapalhar o serviço do setor de regulação". Os conselheiros, usando de suas prerrogativas legais e regimentais deram continuidade mesmo assim.
Segundo o Conselho as denúncias recebidas foram confirmadas e entre as irregularidades foram flagradas falta de estrutura nas instalações físicas, não fornecimento de refeição para os profissionais plantonistas do regime de 12 horas; falta de condições adequadas para o repouso médico e dos demais plantonistas, com camas sem lençóis, quarto sem ar condicionado e sem privacidade quanto às janelas, além de repouso médico improvisado em um depósito; cadeiras quebradas; ausência de copos descartáveis e telefones sem identificador de chamadas, além da reclamação dos funcionários de que a rede de telefonia é ruim, oferecendo chiados. Há também denúncias de que os profissionais médicos estejam sofrendo constrangimentos e assédio moral.
O Conselho alerta ainda que no aspecto funcional, a Central Estadual de Regulação de Internações Hospitalares é precária, pois em municípios onde faltam médicos, fica inviabilizado o serviço de regulação, sobrecarregando o trabalho das equipes do Samu Estadual. Segundo outra denúncia recebida, no Samu aéreo a escala encontra-se incompleta, com somente cinco profissionais, o que dificulta a sua adequada operacionalização, além disso, embora a aeronave tenha incubadora, falta o ventilador neonatal, imprescindível para salvar a vida de recém-nascidos. A aeronave também é despressurizada, o que pode restringir o transporte de determinados pacientes graves.
Emmanuel Fontes informou que o relatório da fiscalização será encaminhado para a reunião da plenária do Conselho para que sejam tomados os devidos encaminhamentos para providências quanto às punições previstas em lei e em resoluções do Conselho Federal de Medicina.

Rayldo Pereira
Com informações do CRM
rayldopereira@cidadeverde.com


Fonte: CidadeVerde

 

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