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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Assédio moral no ambiente de trabalho

Por Flávia Lopes Viana

Todos sabem que a livre concorrência impera no Brasil e, para esta livre concorrência acontecer, muitas empresas se utilizam de meios nada ortodoxos para atingir metas e aumentar a sua produtividade. Isso não seria de todo mal, se não fossem as práticas abusivas que tais empresas se utilizam para isso. Acabam se utilizando de meios abusivos atingindo a honra, integridade física e psicológica de seus empregados.
Para essa prática reprovável damos o nome de Assédio Moral, que é toda ação ou omissão, por dolo ou culpa, cometida pelo empregador ou através de seus prepostos, de forma repetitiva, intencional, que atinge a dignidade, integridade física do trabalhador, que por sua vez acaba suportando tal situação para manter o seu emprego, mas que se vê por muitas vezes deprimido, nervoso, e doente, já que esta prática abusiva acaba minando suas forças físicas e psicológicas.
Estas ações podem ser diretas ao empregado tais como acusações sem fundamento, insultos, humilhação em público, bem como direta que a propagação de boatos, e até mesmo a exclusão social daquele empregado dentro de seu ambiente de trabalho, dentre as ações mais reprovadas utilizadas pelo empregador são; dar instruções confusas e imprecisas ao trabalhador; distribuição de funções estranhas ou incompatíveis com o cargo; sobrecarregar o trabalhador com tarefas sem necessidade ou deixá-lo sem atividades, sobrecarregar com trabalhos urgentes ou prazos impossíveis de cumprir; não lhe dirigir a palavra ou não cumprimentá-lo na presença de terceiros; criticas em público; circulação de boatos maldosos, retirada de instrumentos de trabalho tais como telefone, computador, proibição de relacionamento com demais colegas de trabalho, pressão para o empregado a pedir demissão, transferência de setor/área, cidade, estado para que ele peça demissão, más condições de trabalho, humilhação em público, apelidos, brincadeiras de mau gosto.
As práticas acima citadas são absolutamente reprováveis, pois a forma de relacionamento pessoal que não primam pela cortesia e respeito no trato entre superiores e subordinados, configura hostilidade e esta deve ser totalmente extirpada do ambiente de trabalho mediante intensa fiscalização e repreensão por parte do empregador, consciente amigo, e verdadeiramente interessado em seus subordinados.
Por fim, estas ações não atingem apenas o empregado em seu estado mental, mas causam também a degeneração do ambiente corporativo, que diminui a eficácia e rendimento do grupo, e por consequência causa perda de renda para este empregador já que ocorre a baixa da produção pelo alto índice de absenteísmo e também pela falta de motivação de seus empregados, sendo passíveis ainda de ações trabalhistas vultuosas para recompor aquela situação injusta ocorrida dentro do contrato de trabalho.
 
Fonte:  JusBrasil


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