"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


quarta-feira, 1 de julho de 2015

Servidores denunciam casos de assédio na administração municipal

Servidores municipais denunciaram, durante audiência na tarde desta terça-feira (30), uma série de casos de assédio na administração pública. O debate foi convocado pela Comissão Permanente de Cidadania e Direitos Humanos, composta pelos vereadores Magali Picarelli (presidente), Paulo Pedra (vice), Coringa, Cazuza e Luiza Ribeiro, e contou com a presença de representantes de diversos órgãos.
 
“Infelizmente é normal, corriqueiro. Essa audiência tem que ser o pontapé inicial para começarmos o combate ao assédio moral e dar mais qualidade à prestação dos serviços públicos. Alguns casos viram doença, como a depressão. A maior doença dos próximos anos vai ser a depressão, que chega de maneira invisível, e ataca a pessoa”, apontou o vereador Paulo Pedra.
 
As denúncias desses tipos de casos ganharam força após professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) entrarem em greve, no final de maio. Eles, principalmente os convocados, dizem sofrer pressão de superiores para retornarem às salas de aula.
 
“Sofremos isso veladamente no nosso serviço. Estamos em greve e estamos sofrendo um assédio moral, de certa forma, velado, principalmente sobre os contratados”, disse a professora Alessandra D’Ávila, que atua com turmas do 5º ano na Escola Fauzi Scaff. Segundo ela, esse não é o único tipo de assédio que os profissionais sofrem. A pressão pode, inclusive, comprometer o ensino aos alunos.
 
“Nos vemos obrigados, por nossos superiores, a mantermos um índice na sala de aula. Então, temos que alterar nossas notas para alcançar esse índice. O professor que é contratado sofre mais ainda. O professor se vê na condição de atender a esses coordenadores, supervisores, atender esse pedido para não correr o risco. Vemos, de certa forma, nosso trabalho sendo desqualificado”, denunciou.
 
Há casos de assédio registrados também na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social) e Fundac (Fundação Municipal de Cultura), onde músicos seriam obrigados até mesmo a dividir cachês de apresentações.
 
 Joatan Loureiro, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil), propôs a criação de uma comissão para acompanhar os casos, com membros de diversos órgãos competentes. 
 
“O assédio moral causa uma violência tão grande: a física e psíquica. Isso ocorre muito ainda hoje. Muitas vezes por disputa do cargo, pelo salário comissionado. E de que forma? Desmoralizando a pessoa. Não éramos mais para vivenciar esse tipo de coisa no poder público”, observou.
 
Jeozadaque Garcia
Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal
 
 
 
 

Nenhum comentário:

Postar um comentário