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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Mulheres sofrem assédio moral na construção civil da Capital

A entrada de um número cada vez maior de mulheres na indústria da construção civil e do mobiliário de Campo Grande, tem apresentado problema de assédio moral a essas trabalhadoras, tanto nos canteiros de obras, nas funções técnicas (pedreiro, carpinteiro, azulejista...) como também nos escritórios e outras repartições internas das empresas construtoras.

A denúncia é de José Abelha Neto, presidente do Sintracom (Sind. dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande), que tem realizado constante fiscalização “in loco” para evitar problemas dessa natureza com profissionais do sexo feminino.

Abelha Neto afirma que “Não são muitos casos, mas já registramos algumas reclamações, inclusive de assédio sexual. Temos feito palestras e sempre que nossos diretores podem, têm conversado com os profissionais do sexo masculino, para evitar esse tipo de procedimento, que pode ser caracterizado como crime, passível de sanções”.
O Sintracom também está produzindo material educativo para que a inserção da mulher nesse mercado de trabalho, que até bem pouco tempo era restrito aos homens, seja feita de maneira segura e respeitosa. “É tudo tão novo que nem mesmo os dicionários não trazem o feminino de pedreiro, carpinteiro e outras profissões”, afirma o sindicalista Abelha Neto.

Hoje em Campo Grande, são mais de 300 mulheres nos canteiros de obras, sem contar aquelas que trabalham nos escritórios e em outras repartições das construtoras e que também são de responsabilidade do sindicato protege-las profissionalmente. “Não temos dúvida de que o numero de mulheres só tem a crescer em nosso mercado, pois elas já provaram que são boas e caprichosas profissionais”, afirma Abelha Neto.

O Sintracom coloca o telefone 3325-7205 para que as mulheres, vítimas de assédio moral ou sexual, façam suas denúncias à entidade, que tem como mobilizar a direção e fiscalização rapidamente para sanar qualquer problema dessa natureza. “Não podemos e não vamos permitir qualquer forma de violência contra nossos trabalhadores e trabalhadoras nos canteiros de obras ou nos escritórios das construtoras de nossa cidade”, afirma.

Abelha Neto disse também que os problemas que surgiram até agora, foram contornados de maneira pacífica, sem necessidade de recurso junto à justiça.


Fonte: a crítica

2 comentários:

  1. Boa noite. Estou pensando em entrar com um processo por assédio moral há 3 anos (quase completos). Falei com 3 advogados, e o que eu fecharia negócio me disse que é muito possivel que nós não ganhemos a causa por já ter passado tanto tempo, então não seria recomendável correr atrás agora só pra me causar mais dor lembrando do ocorrido.. Não fiz isso antes pq achei q não arrumaria testemunhas e pensei que o limite seriam 5 anos, não 2/3. Vocês acham válido eu ainda tentar, sendo que falta menos de um mês pro prazo pra entrar com ação de danos morais se encerrar?
    Obrigada,
    Aline.

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    Respostas
    1. Boa noite Aline,
      A sua dúvida é pertinente.
      O prazo para entrar com ação é de 2 anos, e na ação você pleitear reparação por fatos ocorridos até 5 anos atrás.
      Infelizmente é REVOLTANTE para quem sente na carne a dor do assédio.
      O desgaste de um processo só que em está dentro pra saber. É DUUUUUUUURO!
      Como bem pontuou seu advogado, há um sério risco de nadar muito e morrer na praia.
      Essa é uma decisão que só você pode tomar, visto que envolve um grande desgaste emocional e financeiro, já que perdendo, você corre o riso de ser condenada a pagar além do seu próprio advogado, o da outra parte, seus assediadores.
      É triste não ter coisas mais animadoras para dizê-la.
      Um grande abraço
      Assediados
      Caso deseje nos contar a sua história, teremos prazer em publicá-la. Escreva para assediados@gmail.com
      As vezes o desabafo e alerta a outros é tudo que nos resta.

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