"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Funcionários não costumam reportar atitudes antiéticas, diz pesquisa

Para 55% das pessoas, as empresas adotam, frequentemente ou às vezes, comportamentos inadequados, tendenciosos ou de interesses pessoais

 

Mais de 90% das pessoas não reportariam condutas antiéticas no ambiente profissional. Esse foi um dos resultados revelados em uma pesquisa realizada pelo CPDEC - Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Educação Continuada, em parceria com o NEIT - Núcleo de Economia Industrial e Tecnologia da Unicamp.

Na pesquisa ‘Ética nas Organizações’, foram entrevistados 812 profissionais de diversos segmentos, que trabalham em empresas públicas, privadas ou de capital misto. A maioria deles está inserida no mercado de trabalho há mais de uma década (73%) e atua em empresas de grande porte (57%) que contam com mais de 1.001 funcionários. 87% dos entrevistados exercem cargos de liderança, sendo que 68% são diretores ou gerentes.

De acordo com o estudo, atitudes antiéticas não são reportadas porque as pessoas temem retaliação por parte de colegas ou gestores (97%) e/ou acreditam que nenhuma ação corretiva será tomada (94%). Além dessas razões, o receio de que a confidencialidade não seja mantida é apontado por 92% dos respondentes, ainda que a empresa tenha ferramentas para que os funcionários comuniquem certas situações de forma anônima (o estudo mostrou que 66% das empresas disponibilizam tais mecanismos). “Os dados evidenciam que apenas criar ferramentas desse gênero não é suficiente porque, na prática, não existe credibilidade neste processo. As empresas devem criar formas mais eficazes de ouvir seus profissionais, sem que eles se sintam desconfortáveis ou receosos”, explica Rodnei Domingues, diretor do CPDEC e um dos coordenadores da pesquisa.

Outros dados foram revelados no estudo, que indicou que 76% das empresas têm código de ética (100% das organizações privadas o possuem) e que os direitos trabalhistas tendem a ser respeitados (nunca são violados, na visão de 85% dos respondentes). No entanto, esses fatores não impedem que se verifiquem condutas antiéticas por parte das organizações. A pesquisa apontou também que 90% das companhias manipulam dados, relatórios ou informações financeiras para mascarar resultados próprios, segundo as respostas dos entrevistados.

Para 55% das pessoas, as empresas adotam, frequentemente ou às vezes, comportamentos inadequados, tendenciosos ou de interesses pessoais, nos processos de seleção, contratação, promoção ou desligamento de funcionários.

Além disso, 41% dos respondentes disseram que a empresa já propôs, ao menos uma vez, reuniões em locais impróprios, como bares e casas noturnas.
Outro dado apontou que 85% dos entrevistados disseram que as organizações praticam algum tipo de discriminação (racial, social, sexual, quanto à idade ou doenças etc.) para com os colaboradores. Isso acontece frequentemente ou às vezes.

Ainda segundo o estudo, para 51% dos entrevistados, as companhias mentem para clientes, fornecedores e para o público em geral, visando interesses próprios, com frequência ou às vezes.

Fornecer contribuições impróprias para outras organizações ou para agentes governamentais também é uma prática recorrente (48% das pessoas responderam que isso acontece frequentemente ou às vezes).
Nas questões que tratam da postura dos próprios colaboradores dentro das empresas, o resultado mais relevante refere-se ao uso de recursos materiais da organização para fins pessoais: 62% dos profissionais veem esse comportamento no dia a dia, com frequência ou às vezes. 59% dos entrevistados responderam já ter observado, ao menos uma vez, roubos ou furtos no ambiente de trabalho. De acordo com 20% das pessoas, bullying, assédio moral ou sexual são práticas que acontecem com frequência ou às vezes.

No entanto, os comportamentos antiéticos não acontecem só internamente, eles também são observados na relação com os stakeholders, sendo: em clientes (para 34% dos respondentes), em fornecedores (para 42%), nos órgãos públicos (para 46%) e nos prestadores de serviço (para 35%).

O estudo abordou também questões voltadas à percepção que a sociedade tem de diferentes setores, como, por exemplo, as organizações de capital misto ou autarquias, avaliadas como as piores no quesito imagem, segundo 81% dos entrevistados, que acreditam que houve aumento de condutas antiéticas nos últimos cinco anos neste setor.

Além disso, 69% deles acreditam que isso também aconteceu nas organizações públicas e outros 32% nas empresas privadas. “A percepção geral dos entrevistados é que houve melhorias quanto ao comportamento ético nas empresas privadas e piora nas empresas de capital público e misto”, afirma o professor Miguel Juan Bacic, do Instituto de Economia da Unicamp, e um dos responsáveis pelo estudo. “A análise dos resultados mostra que, mesmo tendo havido avanços nos últimos anos - tal como a implantação de códigos de ética -, há ainda um longo caminho a trilhar neste campo”, completa.


Fonte: Administradores.com

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Audiência pública debaterá assédio moral no trabalho e terceirização

O encontro acontece no dia 30 de abril, às 19 horas, na Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde


Violência psicológica, constrangimento, humilhação. Os ingredientes básicos para a definição do quadro de assédio moral são inerentes às relações humanas, sobretudo no mundo do trabalho. Na última década, porém, a conduta começou a ser estudada, denunciada e, finalmente, coibida e punida.

Estudos envolvendo as áreas de Psicologia, Medicina, Medicina do Trabalho, Administração de Empresas, Direito e outros tornaram possível, de certa forma, delinear e conceituar o assédio moral. E, por se tratar de fenômeno comum no ambiente de trabalho, já são muitos os casos que chegam à Justiça Trabalhista.

Mas ainda assim, muitas pessoas, especialmente trabalhadores, não entendem o significado destas ações e quais consequências podem trazer para suas vidas. Por isso, nesta semana de luta pela educação pública, além do 1º de maio, Dia do Trabalhador, os sindicatos de todo Brasil participarão de atividades convocadas pelas Centrais Sindicais.

Em Lucas do Rio Verde, a data será marcada, no dia 30 de abril, às 19 horas, com a realização de uma audiência pública na Câmara de Vereadores. Convocada pelo Sintep, Sinserp e pela vereadora Cleusa De Marco (PT), o encontro visa debater o assédio moral no trabalho e as consequências da terceirização. O Procurador do Ministério Público do Trabalho, 23º Região - Mato Grosso, Leomar Daroncho, será o palestrante.

“Convidamos toda sociedade, trabalhadores, funcionalismo público e empresários para participar deste debate que tem como objetivo fomentar o diálogo constante sobre o tema, além de tentar manter relações tranquilas de trabalho em nosso município.

Comemoramos o Dia dos Trabalhadores com essa luta que requer a máxima compreensão e apoio da sociedade, pois estes problemas representam sérios riscos para o bem estar e o futuro do país”, destaca a vereadora Cleusa.

Audiência Pública

Assédio Moral no Trabalho e Consequências da Terceirização

Palestrante: Leomar Daroncho, Procurador do MPT-MT

Data: 30 de abril

Horário: 19 horas

Local: Câmara de Vereadores de Lucas do Rio Verde


Fonte: CenárioMT

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Sindicato fecha agência bancária em Curitiba por assédio moral

Diante da morosidade da direção do Bradesco em resolver a situação dos funcionários da Agência Água Verde, que estão sendo vítimas de assédio moral organizacional desde 2014, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região voltou a fechar agência do Bradesco no Água Verde na manhã desta segunda-feira (20) e desta vez, por tempo indeterminado. O motivo é a denúncia de assédio moral. 

Segundo o sindicato, no último dia 25, a agência, localizada na Avenida Iguaçu, já havia sido fechada e o banco ficou de tomar providências para mudar a situação complicada dos bancários, que estão submetidos a um gerente geral que humilha e cobra excessivamente pelo cumprimento de metas. Contudo, até o momento o cenário permanece inalterado e o Sindicato continua recebendo denúncias e reclamações.

Segundo as denúncias recebidas pelo Sindicato desde o final do ano passado, o gerente geral da agência costuma humilhar os funcionários, fazendo cobranças excessivas pelo cumprimento das metas. Frases como “a porta da rua é a serventia da casa”, “quem não cumprir as minhas ordens vai acabar no olho da rua” e “o vendedor de abacaxis que trabalha em frente à agência é mais competente que os funcionários” costumam ser pronunciadas em meio a ameaças de demissão.

“Desde antes da paralisação, o Sindicato fez diversas tentativas de negociação, para que a diretoria e o Recursos Humanos do Bradesco se posicionassem e tomassem providências. O que o banco pareceu não entender é que é preciso uma atitude urgente, no sentido de amenizar o clima instaurado na agência”, relata Karla Huning, secretária de Assuntos Jurídicos do Sindicato. Contudo, o Bradesco apenas realizou uma reunião, pedindo aos funcionários da agência para “virarem a página”, que estaria tudo bem.


Fonte: BEMPARANÁ

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Bancária que trabalhou oito anos em "porão" será indenizada por assédio moral

Uma bancária que trabalhou oito anos no núcleo de triagem do Banco Santander em Niterói/RJ receberá R$ 50 mil por assédio moral. O local, apelidado de porão pelos funcionários, era insalubre, sem janelas e sem higiene, e continha mofo, ratos e baratas. A 2ª turma do TST não conheceu do recurso da instituição, mantendo a condenação.
A autora relata que o Santander estava impedido de dispensar empregados no Município do Rio de Janeiro em virtude de liminar deferida em ACP ajuizada pelo sindicato da categoria. Então, ela e um grupo de colegas foram transferidos para o núcleo de triagem, em dezembro de 1998, na tentativa de dispensá-los.

Além da transferência, a bancária disse que, embora fosse assistente de agência, passou a contar e separar cheques, documentos velhos e cortar papéis para brochuras. A partir de 2004, foi afastada e ficou em casa, aguardando ordens com promessas de recolocação. Em 2006, foi dispensada, depois que o TRT da 1ª região reformou a sentença da ACP, possibilitando ao banco demitir.

Testemunhas confirmaram que o ambiente de trabalho era degradante. Um colega disse que o Ministério do Trabalho autuou a agência pelas péssimas condições, e que no núcleo de Niterói, criado para a transferência e demissão de empregados, os vazamentos eram habituais e chegou a matar um rato.

Concluindo que a transferência foi uma "manobra perversa do banco para levar a cabo as dispensas", o TRT confirmou a condenação fixada pelo juízo de primeiro grau e arbitrou a indenização em R$ 50 mil.

O banco então recorreu ao TST sustentando que houve perdão tácito por parte da bancária, tendo em vista que não pleiteou a rescisão indireta do contrato de trabalho e recusou a alteração de seu posto de trabalho. O relator, ministro José Roberto Freire Pimenta, afastou essa hipótese.

Para o relator, "ao manter o contrato de trabalho, visando a sua própria subsistência, ainda que em condições degradantes, não é possível, por si só, entender que a trabalhadora relevou as situações vividas e tampouco perdoou tacitamente o banco".


 Fonte: Olhar Jurídico

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Escola Viva reapresenta programa sobre Assédio Moral

Iranei Barreto


O Escola Viva desta segunda (20) vai falar sobre assédio moral e sexual nas escolas e universidades com o professor Mário Jorge Calheiros Feijó, Médico Psiquiatra e Psicoterapeuta. O programa estreias às segundas, com reprise de terça a sexta, às 12h30, pela TVE Alagoas (Canal 03 da TV Aberta e 06 da NET).

O programa quer entender como alunos e professores devem agir nestes casos, como a instituição deve se posicionar, quais são as penalidades legais para quem comete o assédio e as possíveis sequelas emocionais para as vítimas.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Itaú deve indenizar bancária que teve depressão após discussão com gestora

Funcionário que desenvolve depressão após assédio moral de chefe deve receber indenização por danos morais. Com base nesse entendimento, a 8ª Vara do Trabalho de Brasília condenou o Itaú Unibanco a pagar R$ 20 mil a uma bancária que ficou doente depois de sofrer crise nervosa durante discussão com uma gestora.

Na ação, a empregada afirmou que a coordenadora era constantemente rígida, grosseira, tratava os trabalhadores com indiferença e até os ridicularizava. A bancária também relatou que a superior hierárquica transformou o ambiente de trabalho em um local hostil.

Em janeiro de 2012, a funcionária apontou que teve uma crise nervosa após uma discussão com a gestora. Por causa disso, ela teve que ser socorrida e levada ao hospital.

O Itaú Unibanco, em sua defesa, negou todos os fatos descritos pela trabalhadora e também a existência de nexo de causalidade entre a doença da bancária e o trabalho desempenhado por ela. Porém, a testemunha ouvida durante a instrução do processo confirmou em seu depoimento a ocorrência da prática de assédio moral no ambiente de trabalho. Além disso, a perícia médica apontou que a depressão da bancária está relacionada ao trabalho.

Para a juíza Vanessa Reis Brisolla ficou comprovado que a gestora acusada de assédio moral tinha um comportamento inadequado, pois tratava os empregados de hierarquia inferior de forma ríspida e grosseira. De acordo com Vanessa, é obrigação legal do empregador, por intermédio de seus prepostos, respeitar os funcionários. “É notória, pois, a ofensa à dignidade da trabalhadora, atraindo para o reclamado a obrigação de reparar os danos morais sofridos”, fundamentou.

Em sua decisão, a juíza sustentou que a indenização tem natureza de reprimenda social, para que fatos semelhantes não aconteçam com outros trabalhadores. “A condenação, no caso, tem função satisfatória, pois deve propiciar sensação de satisfação ao lesado, além de punitiva, que é o caráter de desestímulo ao lesante a fim de evitar que tais fatos ocorram novamente, pelo que a indenização por dano moral assume, ainda, caráter pedagógico”, explicou. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-10.

Processo 0000613-41.2013.5.10.008

Fonte:  ConJur

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Mulheres sofrem assédio moral na construção civil da Capital

A entrada de um número cada vez maior de mulheres na indústria da construção civil e do mobiliário de Campo Grande, tem apresentado problema de assédio moral a essas trabalhadoras, tanto nos canteiros de obras, nas funções técnicas (pedreiro, carpinteiro, azulejista...) como também nos escritórios e outras repartições internas das empresas construtoras.

A denúncia é de José Abelha Neto, presidente do Sintracom (Sind. dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Campo Grande), que tem realizado constante fiscalização “in loco” para evitar problemas dessa natureza com profissionais do sexo feminino.

Abelha Neto afirma que “Não são muitos casos, mas já registramos algumas reclamações, inclusive de assédio sexual. Temos feito palestras e sempre que nossos diretores podem, têm conversado com os profissionais do sexo masculino, para evitar esse tipo de procedimento, que pode ser caracterizado como crime, passível de sanções”.
O Sintracom também está produzindo material educativo para que a inserção da mulher nesse mercado de trabalho, que até bem pouco tempo era restrito aos homens, seja feita de maneira segura e respeitosa. “É tudo tão novo que nem mesmo os dicionários não trazem o feminino de pedreiro, carpinteiro e outras profissões”, afirma o sindicalista Abelha Neto.

Hoje em Campo Grande, são mais de 300 mulheres nos canteiros de obras, sem contar aquelas que trabalham nos escritórios e em outras repartições das construtoras e que também são de responsabilidade do sindicato protege-las profissionalmente. “Não temos dúvida de que o numero de mulheres só tem a crescer em nosso mercado, pois elas já provaram que são boas e caprichosas profissionais”, afirma Abelha Neto.

O Sintracom coloca o telefone 3325-7205 para que as mulheres, vítimas de assédio moral ou sexual, façam suas denúncias à entidade, que tem como mobilizar a direção e fiscalização rapidamente para sanar qualquer problema dessa natureza. “Não podemos e não vamos permitir qualquer forma de violência contra nossos trabalhadores e trabalhadoras nos canteiros de obras ou nos escritórios das construtoras de nossa cidade”, afirma.

Abelha Neto disse também que os problemas que surgiram até agora, foram contornados de maneira pacífica, sem necessidade de recurso junto à justiça.


Fonte: a crítica

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Kinoplex tem que pagar horas extras e conceder intervalos a empregados


Ministério Público do Trabalho pediu à Justiça que a rede de cinemas fosse responsabilizada por infringir normas trabalhistas



Depois de pedir à justiça a responsabilização da rede de cinemas Kinoplex, por não pagar horas extras e não conceder intervalo intrajornada a trabalhadores, dentre outras irregularidades, o Ministério Público do Trabalho (MPT) conseguiu firmar acordo com a rede de entretenimento. O acordo foi homologado na Justiça do Trabalho no dia 27 deste mês.
A rede Kinoplex não poderá realizar qualquer tipo de desconto salarial em desacordo com a legislação, especialmente descontos por furtos não comprovados ou por falta de produtos em seu estoque. A rede de entretenimento também terá que efetuar o pagamento das horas extras dos trabalhadores; providenciar assentos ergonômicos para os empregados; cessar toda prática de assédio moral, conceder integralmente intervalo intrajornada; fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), em especial para manuseio de máquinas ou panelas de pipoca; além de ter que informar aos trabalhadores os riscos que possam originar-se no local de trabalho.
O acordo ainda determina que a rede Kinoplex submeta os trabalhadores a exames médicos, considerando em novo planejamento e implantação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) os riscos à saúde dos trabalhadores, além de equipar o estabelecimento com material necessário à prestação de primeiros socorros; mantendo-os sob  os cuidados de pessoa treinada para esse fim.
O Kinoplex ainda deverá dispor, em sua estrutura física, de saídas que facilitem o abandono de local de trabalho com rapidez e segurança em caso de emergência. A rede de cinemas ainda deverá manter Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) em funcionamento.
Ficou acordado que o termo inicial para implementação das obrigações inicia-se em 27 de setembro de 2015, com prazo de término para setembro de 2018. Em caso de descumprimento, a empresa Cinemas São Luiz deverá pagar multa no valor de R$ 20 mil por cada termo do acordo descumprido.
A Ação Civil Pública
Em outubro de 2014, o MPT ajuizou Ação Civil Pública na Justiça do Trabalho, pedindo a condenação da empresa por submeter seus empregados a irregularidades no ambiente de trabalho.
Em depoimentos colhidos pelo Ministério Público do Trabalho, ex-empregados do Kinoplex relataram que eram proibidos de trabalhar sentados (mesmo após longos períodos laborando em hora extra), tinham que pedir permissão para utilizar o banheiro e também manuseavam máquinas, a exemplo de uma pipoqueira, sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Além da exaustão causada pelas irregularidades citadas, gerentes da empresa ainda repreendiam os funcionários na presença de clientes, incentivavam o pedido de demissão por parte dos ‘insatisfeitos’ e também obrigavam os ex-empregados a pagar por mercadorias que estivessem em falta. Empregados também denunciaram a falta de pagamento de horas extras.
No fim do ano passado, durante a ACP, a Justiça do Trabalho chegou a conceder liminar para regularizar o ambiente de trabalho na Rede, visto que a situação clara de assédio moral e inadequação no meio ambiente de trabalho não foi constatada apenas nos cinemas Kinoplex em Maceió, mas também em outros estados como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Fonte: TribunaHoje

 

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Trabalhadora demitida durante a gravidez se recusa a voltar ao trabalho

Uma monitora de crianças do transporte escolar demitida durante a gravidez deverá receber indenização pelo período de estabilidade provisória da gestante, mesmo após ter rejeitado proposta da empresa para ser reintegrada ao trabalho. A trabalhadora, de Curitiba, alegou que já tinha sofrido assédio moral durante o contrato de trabalho e temia futuras perseguições caso retornasse ao emprego.

Ao julgarem o caso, os desembargadores da Quarta Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PR) observaram que a estabilidade provisória da gestante é direito irrenunciável, que não se condiciona a pedido de reintegração ou aceite de proposta do empregador para retorno ao trabalho. Da decisão, que reformou a sentença de primeiro grau, cabe recurso. 

Reprodução
Reprodução


A trabalhadora estava no terceiro mês de gestação quando recebeu o aviso prévio, em fevereiro de 2013. Ao ter o contrato rompido com a Volkmann Transporte Escolar e Turismo Ltda, a monitora acionou a Justiça do Trabalho pedindo reintegração ou o pagamento de indenização referente ao período de estabilidade da gestante, que vai desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

Durante audiência realizada pouco antes da data marcada para o parto, a empresa concordou em readmitir a funcionária. A monitora, no entanto, recusou a proposta. Ela alegou que já havia sofrido assédio moral durante o contrato de trabalho e que temia futuras perseguições.

Os desembargadores consideraram o argumento válido e reconheceram como legítima a recusa à reintegração. A decisão de segundo grau, relatada pelo desembargador Luiz Eduardo Gunther, condenou a empresa de transporte escolar ao pagamento de indenização em valor equivalente à somatória dos salários, 13º, férias acrescidas do terço constitucional e FGTS acrescido da multa de 40%, referentes ao período entre a rescisão contratual e o quinto mês após o parto.


Fonte:  Bonde

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Empresa multada em R$ 15 mi pelo MPT pode ter bens bloqueados


MPT na Bahia


O Ministério Público do Trabalho na Bahia (MPT-BA) pede à Justiça o bloqueio de bens imóveis da Tel Telemática e Marketing, do setor de call center. O objetivo é garantir o pagamento de multa de R$ 15 milhões a ser aplicada a empresa por descumprir liminar que coíbe a prática de assédio moral e o pagamento de salários fora do prazo legal, além de impor adoção de medidas de saúde e segurança no local. Na ação civil pública contra a companhia, o MPT pede indenização de R$ 30 milhões danos morais coletivos.
O pedido de bloqueio foi feito durante audiência na 1ª Vara do Trabalho de Feira de Santana (BA), nesta quarta-feira (25). O descumprimento da liminar foi verificado pela Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Feira de Santana, ligada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em fiscalização feita em fevereiro. A inspeção ocorreu após o MPT voltar a receber denúncias sobre as irregularidades. A companhia é uma das campeãs em número de reclamações trabalhistas, respondendo a mais de cem ações na Justiça, e lidera o ranking de inquéritos no MPT.
A decisão, concedida ao MPT em abril de 2014, estabelecia 16 obrigações à Tel Telemática, sob pena de multa de R$ 2,5 mil por trabalhador afetado. “As multas podem chegar a R$15 milhões”, diz o procurador do Trabalho Rômulo Almeida. O procurador Maurício Brito também compareceu à audiência.
A juíza Daniela Carvalho concedeu prazo de 40 dias para que o MPT e a empresa se manifestem sobre os documentos apresentados e se pronunciem sobre o pedido de bloqueio de bens e a cobrança da multa pelo descumprimento repetido da liminar. Nova audiência está marcada para 26 de agosto.
Impasse – As tentativas de um acordo esbarram na negativa da empresa de reconhecer as práticas ilegais. O advogado da companhia chegou a afirmar que um acordo só seria possível caso não houvesse “o reconhecimento de qualquer dos fatos apontados.” Na audiência, a defesa apresentou um laudo de instituição privada que indica que problemas não ocorrem nos pontos onde mantém atividade em Feira de Santana.
No processo, o MPT lista mais de cem ações movidas por ex-funcionários devido a atrasos de salários, ao não pagamento de horas extras, assédio moral, discriminação, limitação de idas ao sanitário e ambiente de trabalho inadequado.
A liminar determina que a empresa deixe de convocar os empregados quando estiverem no sanitário e de adverti-los caso passem muito tempo nesses locais. Há também uma recomendação para que não sejam usados métodos que causem assédio moral, como a publicação de rankings e avaliações de desempenho.
A empresa terá, ainda, que garantir iluminação e condicionamento de ar nas quatro unidades da Bahia, além de realizar exames médicos complementares, notificar a ocorrência de doenças ocupacionais e estruturar um Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).

ACP-0000240-47.2014.5.05.0191

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Seduc disponibiliza ferramenta de combate ao assédio moral no trabalho

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) conta com uma ferramenta importante para o combate ao assédio moral em todas as estruturas da Pasta, desde as salas de aula até os departamentos administrativos. Um banner no site www.seduc.to.gov.br dá acesso à legislação e informações que regulamentam o assédio moral, conforme o artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Qualquer servidor público que por ventura sentir-se assediado moralmente no local de trabalho pode entrar em contato com a Ouvidoria Geral do Estado, pelo telefone 3218 2424 ou pelo número 162. Por recomendação do Ministério Público Estadual a Seduc também disponibilizou um técnico para atuar diretamente nos casos de denúncias.

É considerado assédio moral um conjunto de ações abusivas dentro do ambiente de trabalho. São atitudes que, repetidas com frequência, tornam insustentável a continuação no emprego, causando danos psicológicos e até físicos ao empregado.

A subsecretária de Educação, Morgana Gomes, alerta que as denúncias são anônimas e devem ser feitas por quem sofre este tipo de violência, como forma de coibir esta prática. “Todo aquele servidor da Seduc que se sentir acuado, humilhado ou prejudicado em seu local de trabalho, por causa de atitudes de seus chefes podem e devem denunciar o quanto antes”, completou. 


Fonte: Surgiu