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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Irregularidades em empresa de telemarketing geram R$ 300 mi em multas

Ação realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego constatou as principais irregularidades cometidas neste setor; saiba o que fazer em caso de abuso.

 

 JULIANA BAETA



O jargão “tempo é dinheiro” é realmente levado a sério em algumas empresas de telemarketing, conforme constatado na última fiscalização nacional do Ministério do Trabalho e Emprego. A ação ocorrida em dezembro passado na Contax, empresa que terceiriza atendentes para operadoras e bancos, teve o resultado divulgado neste mês. Foram emitidos 800 autos de infração para três operadoras e quatro bancos atendidos pela empresa. "A conclusão é que na empresa, o trabalho é organizado com o objetivo de aumentar a produtividade e obter lucro", afirma a auditora fiscal Odete Cristina Pereira Reis, que encabeçou a fiscalização em Minas e integrou a equipe de auditores que fez a fiscalização nacional.

Oi, Net, Vivo, Bradesco, Itaú, Citibank e Santander foram autuados por terceirização irregular e descumprimento das normas regulamentadoras. O total das multas a serem pagas pelas empresas é de cerca de R$ 300 milhões.

A fiscalização começou há mais de um ano e foi desencadeada depois das ações que aconteceram simultaneamente em Minas Gerais e em Pernambuco, sendo que em Minas foi realizada uma ação fiscal em 2013 pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/MG). Na ocasião, foram autuadas três unidades da Contax localizadas em Belo Horizonte, abrangendo 11 mil trabalhadores e resultando em 246 autos de infração.

Por causa disso, o a SRTE/MG chegou a encaminhar ao Ministério Público do Trabalho um relatório detalhado sobre a precarização do ambiente de trabalho e adoecimento dos trabalhadores devido a organização do trabalho na empresa.

Como as irregularidades continuavam acontecendo na empresa em Minas e também em todo o país, foi criado um grupo subordinado à Secretaria e Inspeção do Trabalho (SIT) para fiscalizar a instituição em todo o país.

"Tivemos que realizar essa ação a nível nacional porque percebemos que isso se repetia sempre. É uma organização de trabalho que causa assédio moral, que leva a vários tipos de adoecimentos, que explora os trabalhadores com metas abusivas que não tem como ser atingidas. Essas empresas que foram autuadas agora apresentam irregularidades constantemente", explica Odete Reis.

A Contax, atualmente, tem mais de 100 mil empregados e é uma das maiores prestadoras de serviço de call center do país. Ela atua como intermediária das contratações para as outras empresas.


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