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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Portugueses são os europeus mais stressados. E o trabalho tem muita culpa

Seis em cada dez dos portugueses são afectados pelo stress no trabalho. Conheça as quatro causas do stress laboral.

 

 Os portugueses são os cidadãos europeus que mais sofrem com o stress, revelam estudos da União Europeia. A crise financeira não é alheia ao aumento das perturbações mentais, em muitos casos, derivadas do stress no trabalho.

Seis em cada dez dos portugueses são afectados pelo problema, diz o vice-presidente da Ordem dos Psicólogos, Samuel Antunes, entrevistado no programa "Trabalho sem Fronteiras" - no âmbito da parceria Renascença/Euranet.

O psicólogo especialista em saúde laboral sublinha que os empregadores tendem a reduzir os custos com o pessoal, aumentando as cargas horárias e de trabalho, esquecendo-se que "esse é um mau princípio de gestão". O absentismo cresce, mas as pessoas, sujeitas a um ambiente menos saudável, mesmo que estejam no local de trabalho, não produzem. Para Samuel Antunes, "ainda é pior do que faltar".

Para a União Europeia a preocupação é grande: as perturbações mentais, associadas ou não ou trabalho, custam 240 milhões de euros por ano. Em Portugal, segundo estimativas da Ordem dos Psicólogos, os custos devem rondar os 300 milhões de euros.

As quatro causas do stress laboral
Segundo um recente inquérito europeu, realizado pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), os trabalhadores associam o stress laboral sobretudo a quatro causas: reorganização do trabalho ou a insegurança, horários de trabalho alargados e volume de trabalho excessivo, intimidação (ou "bullying") e assédio moral.

Quatro em cada dez dos inquiridos pensa que o stress não é devidamente abordado no local de trabalho. Mais de metade considera mesmo que o stress laboral é uma situação normal.

Além dos problemas mentais, como a depressão, esgotamento ou dificuldades de concentração, o stress pode ser também responsável pelo consumo excessivo de álcool, tabaco ou drogas e provocar doenças cardiovasculares, gástricas ou músculo-esqueléticas.

Neste momento, e até ao fim de 2015, decorre uma campanha europeia, lançada pela EU-OSHA, em defesa de locais de trabalho seguros e saudáveis, que envolve diversas empresas e entidades.

Dois casos


A Ordem dos Psicólogos é a parceira oficial da campanha e, segundo Samuel Antunes, está a trabalhar com a Autoridade para as Condições de Trabalho sublinha que o objectivo é sensibilizar empresas e trabalhadores para a avaliação de risco e ajudar as pessoas a lidar com as situações de stress no local de trabalho. Ou seja, através da intervenção do psicólogo, evitar que se chegue a casos extremos como os relatados na reportagem Renascença divulgada no "Trabalho Sem Fronteiras".

Duas mulheres – de 57 e 40 anos – foram alvo de assédio moral nos seus locais de trabalho e passaram por graves problemas psicológicos. Além da depressão, tiveram ou têm ainda outros problemas de saúde que deixaram mazelas para o resto da vida. E que alteraram os seus comportamentos.

 

Fonte: sapo.pt

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