"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


terça-feira, 30 de setembro de 2014

Transtorno mental e assédio moral serão debatidos hoje em Pato Branco

Uma ação conjunta do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) promovem hoje, às 19h, no auditório do Sindicomércio, as palestras Transtorno mental e do comportamento relacionado ao trabalho e Assédio moral no trabalho.

Segundo a coordenadora do Cerest macrorregião Sul — que compreende as regionais de saúde de Pato Branco, Guarapuava e Francisco Beltrão —, Maricéa Engel, a iniciativa deve ampliar o conhecimento geral em relação aos transtornos que podem estar relacionados às condições de ambientes de trabalho.

Maricéa destacou que diferente de notificações a agravos de saúde do trabalhador, como acidente de trabalho fatal; acidente de trabalho com mutilações; e acidente com exposição e material biológico, os transtornos mentais relacionados ao trabalho não são documentados, o que ainda impede uma quantificação de ocorrências.

Para a coordenadora da Cerest, é importante a organização de uma rede de assistência e também a conscientização dos segmentos para os cuidados que podem evitar esse tipo de transtorno.

“O problema mental de um trabalhador pode ser desde social, dificuldade de relacionamento, impaciência, agressividade, pode apresentar danos psicológicos, causando amargura, distúrbio do sono, ou até mesmo um dano maior, como um dano físico”, apontou Maricéa.

Ela também destacou que o assédio moral é uma violência no ambiente de trabalho e que também deve ser notificado.

Maricéa ainda explicou que, em virtude dos baixos registros de agravos à saúde, os únicos indicativos dessa natureza se refletem a casos extremos, quando chega a esfera do Ministério do Trabalho, do INSS por afastamento das funções ou procura do trabalhador a um profissional de saúde.

Conforme a coordenadora, mesmo que o convite tenha sido direcionado aos profissionais da saúde, toda a comunidade pode participar para ter maior clareza da legislação de agravos à saúde do trabalhador.

Fonte: diariodosudoeste

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Empresa é condenada por obrigar trabalhador a andar em brasas em “treinamento motivacional”


A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a um agravo com o qual a Distribuidora de Medicamentos Santa Cruz Ltda. pretendia se isentar da condenação de indenizar em R$ 50 mil um trabalhador que foi obrigado a andar com os pés descalços num corredor de carvão em brasas durante "treinamentos motivacionais". O caso causou espanto entre os ministros na sessão desta quarta-feira. O presidente da Turma, ministro Lelio Bentes Corrêa, se disse "chocado e estarrecido". "Em 12 anos de TST, nunca vi nada parecido", afirmou.
O trabalhador disse que foi obrigado, junto com outros colegas, a caminhar em um corredor de dez metros de carvão incandescente durante um evento motivacional da empresa. Alegou, ao pedir a indenização, que a participação no treinamento comprometeu não só sua saúde, mas a integridade física de todos que participaram da atividade.
A empresa confirmou que realizou o treinamento com a caminhada sobre brasas. Entretanto, disse que a atividade foi promovida por empresa especializada, e que a participação não foi obrigatória. Uma das testemunhas destacou que todos, inclusive trabalhadores deficientes físicos, tiveram que participar do treinamento e que alguns tiveram queimaduras nos pés.
Segundo a distribuidora, o procedimento não teve a "conotação dramática" narrada pelo trabalhador, e ocorreu em clima de descontração e alegria, sem nenhum incidente desagradável ou vexatório. Lembrou ainda que o treinamento foi realizado dois anos antes da reclamação trabalhista e que, assim, não seria cabível condenação por dano moral, uma vez que, na época, o trabalhador não falou nada e continuou a trabalhar para a empresa.

Ranking e fotos comparativas 

Ocupante do cargo de supervisor de vendas, o trabalhador também alegou que todo mês a empresa submetia os supervisores a um ranking de vendas, em campanha intitulada "Grande Prêmio Promoções", onde o primeiro colocado tirava uma foto ao lado de uma réplica de Ferrari, e o pior colocado ao lado de um Fusca. As fotos eram afixadas no mural da empresa e enviadas por e-mail para todos da equipe. O funcionário com pior desempenho também era obrigado a dançar músicas constrangedoras na frente de todos, como "Eguinha Pocotó".
A empresa negou as alegações, mas depoimentos testemunhais comprovaram a exposição.
 
Condenação

O juiz de origem entendeu que a empresa ultrapassou todos os limites do bom senso, por expor o empregado ao ridículo e à chacota perante os demais colegas. "Ato repugnante, vergonhoso e humilhante e que beira ao absurdo, sendo, por óbvio, passível de indenização por dano moral," destacou. A empresa foi condenada a pagar R$ 50 mil a título de dano moral, sendo R$ 10 mil em decorrência das humilhações sofridas nas campanhas e R$ 40 mil pela caminhada sobre o carvão em brasas.
A distribuidora de medicamentos recorreu da decisão, mas o Tribunal Regional da 3ª Região (MG) manteve a condenação e negou o seguimento do recurso de revista.

TST

Em agravo de instrumento na tentativa de trazer o recurso ao TST, a empresa alegou que trabalhador não comprovou o dano sofrido e insistiu na tese de que o "treinamento motivacional de vendas e liderança" ocorreu dois anos antes do ajuizamento da ação. O pagamento de "prendas", segundo a empresa, era feito apenas por aquele que ficasse em pior colocação, e a entrega de carrinhos Ferrari ou Fusca representava "uma espécie de classificação nos resultados das vendas". Outro argumento é que a caminhada sobre a passarela com carvão em brasa não era obrigatória e não causou qualquer queimadura ou comprometimento da saúde e integridade física do trabalhador.
O relator do processo, ministro Walmir Oliveira da Costa (foto), destacou que a empresa pretendeu reabrir o debate em torno da comprovação do dano por meio de provas, o que é inviável de acordo com a Súmula 126 do TST. Além disso, o relator destacou que "não se pode conceber, em pleno século XXI, que o empregador submeta o empregado a situações que remetam às trevas medievais". O fato de o treinamento motivacional apresentar ao participante a possibilidade de caminhar por corredor de dez metros de carvão em brasa "é o bastante para constatar o desprezo do empregador pela dignidade humana do empregado".
O ministro destacou ainda que o acórdão do TRT deixou evidenciado o fato ofensivo e o nexo de causalidade, ou seja, sua relação com o trabalho. Para ele, o dano moral é consequência da conduta antijurídica da empresa.
Durante o julgamento, na última quarta-feira (24), o ministro Lelio Bentes foi enfático ao condenar a conduta empresarial.  "Fiquei chocado com a situação", afirmou. "É de se estarrecer que em pleno século XXI nos deparemos com condutas tão aviltantes e que demonstram tanta insensibilidade por parte do empregador."
O caso também foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho para as devidas providências.

(Taciana Giesel/CF)


Fonte: TST

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Vendedora que sofreu bullying no trabalho será indenizada em R$ 30 mil

Segundo o processo na Justiça, a funcionária era submetida à cobrança de metas excessivas, forma de venda constrangedora e humilhante, além da divulgação da improdutividade de forma discriminatória


Uma vendedora que, segundo a Justiça, sofreu assédio moral e bullying no trabalho será indenizada em R$ 30 mil, em Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais. Ela foi submetida à cobrança de metas excessivas, forma de venda constrangedora e humilhante, além da divulgação da improdutividade de forma discriminatória. A trabalhadora ajuizou ação na Vara do Trabalho de Pouso Alegre, que condenou a loja em primeira instância. A empresa recorreu, mas o caso ainda está em julgamento na segunda instância.

Na visão do juiz substituto Márcio Roberto Tostes Franco, a vendedora conseguiu provar o assédio moral. Uma testemunha relatou que havia divulgação dos resultados de cada vendedor. Segundo ela, os nomes ficavam registrados em uma ficha atrás da mesa do gerente, que fica no salão da loja. Os vendedores que batiam metas eram assinalados em azul e os que não batiam, em vermelho. Todos assinavam a lista. Ainda conforme a testemunha, havia ameaça de dispensa em caso de não cumprimento de metas.

Quem não batesse as cotas durante três meses consecutivos, era dispensado. Além disso, a gerência determinava que o vendedor embutisse a garantia complementar e seguro na venda e também que não marcasse corretamente o horário de trabalho no ponto.

Para o magistrado, é evidente que a empresa praticou ilícito trabalhista, o que leva ao dever de indenizar a trabalhadora. Ele explicou que o dano moral, no caso, é presumido, derivando do próprio fato ofensivo. Para o juiz, a funcionária foi alvo de mobbing (assédio moral) e bullying e teve a dignidade ferida. Assim, fixou indenização.  

Fonte: em.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

SINTESMAT e SSPM promovem palestra sobre assédio moral

O Sindicato dos Servidores Técnicos Administrativos da Unemat (Sintesmat) e a Federação Sindical dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso em parceria com o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cáceres (SSPM) promove amanhã, sexta-feira, 26, a partir das 14h no Auditório do Hospital Regional uma palestra do sobre Assedio Moral no Trabalho. O evento é gratuito e aberto ao público em geral.
O palestrante será o doutor Luís Sérgio Lessi, higienista ocupacional.

A iniciativa também conta com apoio da Unemat e do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde e do Meio Ambiente do Estado do Mato Grosso (Sisma-MT).

O presidente do SSPM convoca os servidores do município para participarem do evento. Ele explica que esta será uma grande oportunidade para que eles conheçam os vários tipos de assédio e aprendam como acionar juridicamente os autores desse tipo de delito.

Fonte: JornalOeste

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A verdade sobre o assédio moral

Documentário dos Bancários de Porto Alegre evidencia cenário de pressão nos bancos

 

O documentário "Quem está doente é o banco - A verdade sobre o assédio moral", realizado pelo Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, já está disponível no Youtube e vale a pena ser assistido. O vídeo de 36 minutos mostra o drama, o sofrimento e o impacto sobre a saúde do trabalhador a que estão submetidos os bancários em seus locais de trabalho.

> Clique aqui para ver o documentário

A produção é do Coletivo Catarse e os personagens são homens e mulheres que adoeceram no trabalho bancário e contam as suas histórias de sofrimento. Sofrimento, aliás, que, muitas vezes, nem sabiam que estavam passando. Fica transparente a relação de causa e efeito entre assédio moral e casos de afastamento por adoecimento psíquico de bancários.

Lançamento

A sessão de estreia aconteceu no último dia 8, no CineBancários, na capital gaúcha, com a presença de bancários e integrantes do Grupo de Ação Solidária (GAS), do Sindicato, e representantes de entidades, como a Contraf-CUT.

> Clique aqui para ler a notícia do lançamento.

Após a exibição, houve um debate com a participação da doutora em psicologia da UFRGS, Maria da Graça Jacques, da juíza auxiliar da Corregedoria do TRT 4ª Região, Andrea Nocchi, do ex-presidente do Sindicato, Mauro Salles, e do produtor do Coletivo Catarse, Marcelo Cougo.

Eles chamaram a atenção para a responsabilidade dos bancos, salientando a necessidade do fim das metas abusivas, do combate ao assédio moral e da mudança da gestão das empresas para proteger a saúde dos trabalhadores.

Nesta quinta-feira (18), o documentário foi exibido no auditório da Contraf-CUT, em São Paulo, durante a reunião do Coletivo Nacional de Saúde do Trabalhador, mostrando para dirigentes sindicais de todo o Brasil o drama do assédio moral na vida dos bancários.

Fonte: CUT

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Assédio moral chega ao limite no Compliance HSBC

Por: Renata Ortega


Há alguns meses, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região vem cobrando do HSBC mudança nos métodos de gestão do setor Compliance/AML, do Centro Administrativo Vila Hauer. A área, responsável pela fiscalização de irregularidades na conta de clientes, nasceu há pouco mais de um ano com a promessa de ser um ótimo lugar para se trabalhar. Contudo, com o passar do tempo, os trabalhadores do setor passaram a ser sistematicamente assediados pela organização do trabalho estabelecida pelo banco.
Limite – O Sindicato recebe denúncias cotidianamente de bancários sobre constrangimentos por causa de horas extras, fiscalização abusiva e cobranças sistemáticas e desmedidas. No mês de agosto, foi instalado no setor, inclusive, o ETCS (Eletronic Time Capture System), um sistema já utilizado pelo HSBC na China, Índia e em alguns departamentos no Brasil, que controla todas as atividades dos funcionários, com registro e monitoramento de todas as tarefas, incluindo idas ao banheiro, ginástica laboral e demais pausas.
Apesar das cobranças e exigência do Sindicato por mudança no tratamento com os bancários, o HSBC ainda não tomou nenhuma providência para melhorar as condições de trabalho no setor Compliance/AML. “O banco está sendo conivente com o assédio moral praticado contra esses funcionários e isso é inadmissível!”, destaca Claudi Naizer, dirigente sindical. "É prática comum do HSBC virar as costas para as necessidades de seus trabalhadores. Ao implantar de forma unilateral um sistema utilizado em outros países, sem respeitar nossa cultura, o banco deixa claro sua postura de autoritarismo e desrespeito", completa Cristiane Zacarias, coordenadora nacional da COE/HSBC. 


SEEB Curitiba

Fonte: bancariosdecuritiba.org.br

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Frente intensificará divulgação para combater assédio moral

por Valmir Ribeiro
edição de Grace Maciel

Integrantes da Frente Sindical e Associativa contra Formas de Assédio no Serviço Público discutiram, nesta quarta-feira (17), as diversas possibilidades de ampliar a conscientização e dar maior publicidade a casos de assédio, tanto iniciativa privada, quanto no serviço público. Os participantes também examinaram um Projeto de Lei que tramita no Congresso Nacional com objetivo de combater a prática.
 
Segundo os sindicalistas, diversas modalidades de assédio estão enraizadas na cultura brasileira. Além disso, a falta de informação e o desconhecimento da população sobre o que é assédio moral faz com que muitas vítimas não se percebam assediadas. 

De acordo com o coordenador da Frente e presidente do Sinditamaraty, Alexey van der Broocke, há pouca vontade política por parte dos poderes Executivo e Legislativo em trabalhar por uma lei que possa combater, com eficiência, os diversos tipos de assédio que os trabalhadores brasileiros sofrem na execução de suas atividades.
 
“Esta gestão perdeu a grande oportunidade de combater essa prática junto a servidores do estado”, defendeu Alexey.

Durante as discussões em torno do tema, os sindicalistas apontaram a burocracia, a lentidão e a instabilidade nos julgamentos pelo Poder Judiciário como um relevante fator a inibir a reação das vítimas junto aos assediadores.
 
Os integrantes aproveitaram a ocasião para analisar o Projeto de Lei (PL 7086/2014), de autoria da deputada Iriny Lopes (PT-ES), que, além de criar regras de combate a este tipo de assédio na esfera pública, dispõe sobre normas de equidade de gênero e raça, de igualdade das condições de trabalho, de oportunidade e de remuneração no serviço público.
 
Ao analisarem os detalhes do projeto, os sindicalistas defenderam a inclusão de uma emenda que tipifique o assédio moral como, também, a elaboração e inclusão de um texto que penalize a conduta de quem faz denuncia de assédio para atingir, de maneira caluniosa, profissionais de hierarquia superior e (ou) inferior dentro do ambiente de trabalho. Os integrantes da Frente decidiram marcar uma audiência com a deputada Iriny, com o objetivo de apresentar sugestões à proposta da parlamentar.

Como estratégia para dar maior publicidade aos diversos casos de assédio, a Frente está buscando caminhos, junto à imprensa brasileira, de sugerir diversas abordagens que deem maior visibilidade a o tema, tanto em programas noticiosos, como, também, nas consagradas telenovelas brasileiras.  A ideia é mostrar para a sociedade que o ambiente de trabalho, no Brasil, tem se caracterizado por numerosos casos de assédio tanto no serviço público quanto na iniciativa privada. A análise da problemática revela que prática é responsável por graves humilhações, injúrias, difamações e, em muitos casos, até mesmo suicídios.
 
Em carta que será encaminhada à Rede Globo, a Frente argumenta que o problema representa uma chaga em todos os ambientes de trabalho e que, por esta razão, merece ser explorado amplamente nos diversos instrumentos de comunicação de que dispõe a emissora, tais como: novelas, telejornais, programas de auditório, entre outros. “A Frente Sindical e Associativa contra as Formas de Assédio no Serviço Público entende como necessário constituir nos lares brasileiros, foco de instigação ao saneamento do ambiente de trabalho”.
 
A Frente enviará solicitações semelhantes a todas as outras emissoras de TV com a meta de colocar, em definitivo, a temática do assédio em ambientes de trabalho na agenda social brasileira.

Participaram do encontro representantes da CSPB, do Sinditamaraty, do Sindfazenda, da Fenafisco, do Sinasempu e da OAB sindical.  





Fonte: cspb.org.br

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Proposta prevê pena de demissão para assédio moral no serviço público

Projeto do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) considera coação moral de uma autoridade contra seu subordinado os atos ou expressões repetidos que atinjam a dignidade ou criem condições de trabalho humilhantes ou degradantes.
assedio_moralO relator da matéria na CCJ, senador Pedro Taques (PDT-MT), alterou a legislação para enquadrar o assédio moral como improbidade administrativa e torná-lo motivo de demissão.
Taques, explicou que uma decisão do STJ, reconheceu o assedio moral de um ex-prefeito contra uma servidora municipal como ato de improbidade administrativa, e justificou que com a mudança, nem mesmo a estabilidade do serviço público será suficiente para evitar a punição nestes casos.
A proposta apresentada em 2009, pelo senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) defini a conduta como coação moral de uma autoridade contra seu subordinado os atos ou expressões repetidos que atinjam a dignidade ou criem condições de trabalho humilhantes ou degradantes. Arruda justifica que a coação constrange o empregado e o desestabiliza, forçando muitas vezes a desistir do emprego, o senador lembra que há varias propostas como a dele em análise no Congresso Nacional com este objetivo, mais reconhece, que há resistência de diferentes setores do governo.
“Todos olham o governo, não é só o governo federal não. É o federal, e toda a cadeia pública, o governo estadual, o governo municipal, eles afirmam que isso vai criar precedentes jurídicos e é verdade, nós estamos querendo é criar precedente jurídico mesmo. Se você não criar então você não tem como resolver esses dilemas que atinge milhares de brasileiros, em todos os cantos do nosso país”, afirmou.
A proposta deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Protesto contra assédio moral fechou agência bancária em Búzios.



Após uma denúncia feita por funcionários da agência Santander de Búzios, que fica na Avenida Bento José Ribeiro Dantas, em frente a Câmara de Vereadores da cidade, representantes do Sindicato dos Bancários fechou as portas da agência, colando cartazes com as palavras "Greve" e "Humilhada do mês"
Segundo informações, funcionários de cargos mais alto estariam cometendo injustiças e humilhações contra alguns funcionários que decidiram tomar esta atitude . E não seria a primeira vez que esta situação estaria acontecendo na agência. 
O Banco não quis se pronunciar afirmando que a assessoria de comunicação é o responsável por falar com a imprensa.
"Não aguentamos mais esta situação" declarou funcionário do banco que preferiu não se identificar, com medo de perseguição.
 
Fonte: eduandersilva

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Portugueses são os europeus mais stressados. E o trabalho tem muita culpa

Seis em cada dez dos portugueses são afectados pelo stress no trabalho. Conheça as quatro causas do stress laboral.

 

 Os portugueses são os cidadãos europeus que mais sofrem com o stress, revelam estudos da União Europeia. A crise financeira não é alheia ao aumento das perturbações mentais, em muitos casos, derivadas do stress no trabalho.

Seis em cada dez dos portugueses são afectados pelo problema, diz o vice-presidente da Ordem dos Psicólogos, Samuel Antunes, entrevistado no programa "Trabalho sem Fronteiras" - no âmbito da parceria Renascença/Euranet.

O psicólogo especialista em saúde laboral sublinha que os empregadores tendem a reduzir os custos com o pessoal, aumentando as cargas horárias e de trabalho, esquecendo-se que "esse é um mau princípio de gestão". O absentismo cresce, mas as pessoas, sujeitas a um ambiente menos saudável, mesmo que estejam no local de trabalho, não produzem. Para Samuel Antunes, "ainda é pior do que faltar".

Para a União Europeia a preocupação é grande: as perturbações mentais, associadas ou não ou trabalho, custam 240 milhões de euros por ano. Em Portugal, segundo estimativas da Ordem dos Psicólogos, os custos devem rondar os 300 milhões de euros.

As quatro causas do stress laboral
Segundo um recente inquérito europeu, realizado pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), os trabalhadores associam o stress laboral sobretudo a quatro causas: reorganização do trabalho ou a insegurança, horários de trabalho alargados e volume de trabalho excessivo, intimidação (ou "bullying") e assédio moral.

Quatro em cada dez dos inquiridos pensa que o stress não é devidamente abordado no local de trabalho. Mais de metade considera mesmo que o stress laboral é uma situação normal.

Além dos problemas mentais, como a depressão, esgotamento ou dificuldades de concentração, o stress pode ser também responsável pelo consumo excessivo de álcool, tabaco ou drogas e provocar doenças cardiovasculares, gástricas ou músculo-esqueléticas.

Neste momento, e até ao fim de 2015, decorre uma campanha europeia, lançada pela EU-OSHA, em defesa de locais de trabalho seguros e saudáveis, que envolve diversas empresas e entidades.

Dois casos


A Ordem dos Psicólogos é a parceira oficial da campanha e, segundo Samuel Antunes, está a trabalhar com a Autoridade para as Condições de Trabalho sublinha que o objectivo é sensibilizar empresas e trabalhadores para a avaliação de risco e ajudar as pessoas a lidar com as situações de stress no local de trabalho. Ou seja, através da intervenção do psicólogo, evitar que se chegue a casos extremos como os relatados na reportagem Renascença divulgada no "Trabalho Sem Fronteiras".

Duas mulheres – de 57 e 40 anos – foram alvo de assédio moral nos seus locais de trabalho e passaram por graves problemas psicológicos. Além da depressão, tiveram ou têm ainda outros problemas de saúde que deixaram mazelas para o resto da vida. E que alteraram os seus comportamentos.

 

Fonte: sapo.pt

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Executivo da Oi vítima de assédio moral será indenizado em R$ 10 mil

 A Oi S/A, empresa de telefonia móvel que sucedeu a Brasil Telecom S/A, foi condenada a pagar R$ 10 mil de indenização por danos morais a um executivo que foi vítima de assédio moral. A decisão foi da juíza Mônica Ramos Emery, na 10ª Vara do Trabalho de Brasília. Segundo ela, ficou evidente a degradação do ambiente do trabalho para o trabalhador.

“A natureza das atribuições de um executivo de uma das grandes empresas de telefonia do Brasil, conduz a uma tensão preexistente que tem que ser apreciada com muito cuidado pelo empregador, responsável pela manutenção do equilíbrio do ambiente de trabalho de forma permanente”, sustentou a magistrada em sua sentença.

O executivo era responsável pela estratégia de marketing e vendas da unidade de Data Center em Brasília. Ele contou na sua reclamação trabalhista que passou a sofrer assédio moral a partir da sucessão ocorrida entre a antiga Brasil Telecom e a Oi, quando foi realocado no Rio de Janeiro para gerenciar a reestruturação, a adequação processual e o marketing da unidade, além de conduzir a manutenção de quase 300 grandes clientes corporativos.

Periodicamente, conta o executivo, ele enviava relatórios aos seus gestores e à diretoria da empresa apontando falhas no operacional e relatando novas oportunidades de investimento, bem como sugerindo corte de gastos e retenção de clientes. Com a mudança da estrutura da Oi, o empregado declarou que passou a sofrer chacotas e piadas dos colegas de trabalho, o que o motivou a participar de seleções internas para mudança de área, sem obter sucesso.

O trabalhador também alega que foi orientado por sua chefia a não se importar com a queda da receita do negócio pelo qual era responsável. Um dos gerentes ainda o teria informado que a receita da unidade Data Center seria zerada. Além disso, o empregado foi subavaliado em relatório de desempenho gravado no sistema de recursos humanos da empresa, situação que lhe causou abalos psicológicos.

Na tentativa de comunicar os acontecimentos, registrou as denúncias em e-mail enviado aos superiores hierárquicos, ao vice-presidente e ao diretor de Recursos Humanos da Oi. O caso culminou com sua demissão em janeiro de 2010. Em sua defesa, a Oi negou todas as acusações.

Na sentença, a juíza Mônica Ramos Emery constatou que o executivo sempre teve postura firme diante das situações que entendia irregulares ou injustas. “Não se pode negar o sofrimento do empregado que precisa resistir dentro de um ambiente hostil para não abrir mão do emprego, fonte de sua sobrevivência. (...) Embora evidente o conflito - ou seja, o reclamante sempre conseguiu, de uma maneira ou de outra, reagir e fazer-se ouvir - os fatos continuaram ocorrendo ao longo do tempo, exigindo novas reações, dificultando a comunicação, diminuindo o respeito, gerando a banalização do sofrimento”, concluiu a magistrada.
 
Bianca Nascimento / MB
Processo nº 0002119-80.2012.5.10.010

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Os impactos do assédio moral nas relações bancárias

Por Mario Cesar Felippi Filho

O presente estudo, contudo, tem como objetivo primordial identificar os impactos que o assédio moral ocasiona para o empregado nas relações bancárias.


RESUMO
 
Na atualidade, o assédio moral tem apresentado maior incidência no ambiente de trabalho, principalmente em virtude da grande concorrência ocasionada pela globalização, da busca incessante pelo lucro decorrente do capitalismo desmedido, do incentivo ao individualismo, da cobrança exagerada por metas, por maior produtividade, por diminuição dos custos etc. Tais circunstâncias, verificadas em especial nas relações bancárias, expõem o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, tornando o ambiente de trabalho doentio não apenas para quem se encontra sofrendo qualquer tipo de assédio, mas também para as pessoas que utilizam os seus serviços. O presente estudo, contudo, tem como objetivo primordial identificar os impactos que o assédio moral ocasiona para o empregado nas relações bancárias. Para o melhor resultado do estudo, foram entrevistados 05 (cinco) colaboradores de uma agência bancária da cidade de Jaraguá do Sul-SC, utilizando uma pesquisa exploratória qualitativa por meio de revisão bibliográfica. O resultado da pesquisa evidenciou que os impactos do assédio nas relações de trabalho são percebidas na forma de insegurança, medo, desânimo e baixa produtividade e que as normas existentes sobre o assédio moral não são suficientes e nem eficientes para o seu combate.
Palavras chave: Assédio Moral. Saúde do trabalhador. Metas Abusivas. Instituições Bancárias.
{C}
ABSTRACT
Today, bullying has shown a higher incidence in the workplace, mainly because of the great competition caused by globalization, the relentless pursuit of profit resulting from rampant capitalism, encouraging individualism, excessive billing by goals for increased productivity, by decreasing costs etc. Such circumstances, verified especially in banking relationships, expose the worker to humiliating and embarrassing, making the environment unhealthy work not only for those who are suffering any harassment, but also for people who use their services. The present study has the primary objective to identify the impact that bullying leads to the employee in banking relationships. For the best result of the research, 05 employees of a bank agency of the city of Jaragua do Sul-SC were interviewed using a qualitative exploitation research through literature review.The result of this research showed that the impacts of harassment in employment relationships are seen as insecurity, fear, discouragement and low productivity and that the existing rules on bullying are not enough nor efficient to tackle bullying
Keywords: Harassment. Health worker. Unfair targets. Banking institutions.
 
INTRODUÇÃO
 
O assédio moral tem despertado grande interesse social em razão das enormes repercussões originadas pela sua ocorrência. Inúmeros são os trabalhos e pesquisas que vêm surgindo sobre a presente temática, bem como reportagens e denúncias veiculadas na imprensa.
Entretanto, o assédio moral ainda é pouco compreendido e discutido por grande parte das empresas brasileiras. Estas, em sua grande maioria, não levam em conta o quanto a cobrança de metas abusivas, pressões, ameaças contra funcionários etc., podem afetar a saúde física e mental do trabalhador. Atualmente, o que se vê, em especial, nas Instituições bancárias, são práticas de incentivo a competição de forma agressiva, resultando em um ambiente de trabalho consternado.
Muitos dos empregados do ramo bancário não conseguem perceber que estão sofrendo alguma forma de assédio moral e, por isso, convivem com esta situação degradante, pensando não serem indevidas quando praticadas por superior hierárquico.
Pesquisas indicam que trabalhadores assediados moralmente ficam desmotivados, acreditando não serem bons profissionais. Com o passar do tempo, começam a menosprezar-se podendo chegar à depressão ou até mesmo ao suicídio.
Frente a esta realidade o assédio moral surge como um desafio que precisa ser exaustivamente debatido. Iniciativas como capacitações de supervisores e gestores responsáveis pela liderança no ambiente de trabalho devem ser implementadas para a manutenção de um ambiente saudável, no qual seja efetivamente respeitada a integridade física e principalmente psíquica do trabalhador.
O presente artigo tem como objetivo primordial identificar os impactos que o assédio moral ocasiona para o empregado nas relações bancárias. Busca-se, ainda, a abrangência do conceito de assédio moral, bem como a suas formas mais usuais nas relações empregatícias das Instituições Financeira.
Para a realização desse artigo foi utilizado uma pesquisa exploratória quantitativa em que foram entrevistados 05 (cinco) colaboradores de uma agência bancária da cidade de Jaraguá do Sul-SC, além das técnicas de investigação consubstanciadas na pesquisa bibliográfica ena consulta ao periódico no sindicato dos bancários da referida cidade.
 
1 ASSÉDIO MORAL
 
Na atual conjuntura mercadológica, a grande concorrência entre as empresas, em especial, perante as Instituições Financeiras, decorrentes de uma série de fatores comoglobalização, busca incessante pelo lucro decorrente do capitalismo desmedido, incentivo ao individualismo, cobrança exagerada por metas, por maior produtividade, por diminuição dos custos, deram causa para que o ambiente de trabalho deixasse de ser um local harmonioso, para se tornar um verdadeiro campo de batalha.
As pessoas, consequentemente, se tornam muito individualistas e dessa forma se importam cada vez menos com as consequências dos seus atos praticados de forma desmedida em nome da busca pelo sucesso e pela riqueza.
Neste panorama, o colega de trabalho, seja o superior hierárquico, seja o de mesmo nível, é visto como concorrente, adversário ou até mesmo inimigo, dando azo ao surgimento dos abusos que caracterizam o assédio moral.
Nesse enfoque, Hirigoyen (2011, p. 65), muito bem explica que o assédio moral pode compreender:
Toda e qualquer conduta abusiva manifestando-se sobretudo por comportamentos, palavras, atos, gestos, escritos que possam trazer dano à personalidade, à dignidade ou à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pôr em perigo seu emprego ou degradar seu ambiente de trabalho.
De igual modo, leciona Soboll (2008b, p.34-35) que:
[...] um conjunto de comportamentos hostis, repetitivos e prolongados, que, articulados, se configuram como armadilhas. Estas são elaboradas intencionalmente, com a finalidade de minimizar os espaços de ação, pressionando a pessoa de tal maneira que se torna insustentável a sua permanência num projeto, num setor ou na empresa, podendo levar a pedido de afastamento, transferências ou desligamento, com possíveis  repercussões para a saúde e para a vida, profissional e social.
 
Importante destacar que o assédio moral é caracterizado especialmente pela frequência e a intencionalidade da conduta e não uma desavença isolada ou esporádica por conta do trabalho, mas sim exposição de trabalhadores em situações constrangedoras e humilhante, ambientes carregados de sentimentos angustiantes, é prejudicial à saúde do trabalhador.
Segundo Freitas, Heloani e Barreto (2008, p. 48):
A violência é humana e social e, como tal, tem direção, intenção e armadilhas peculiares, que dependem dos objetivos manifestos ou não (dominação de classe, interclasse, relação de gênero, sujeição, manipulação, entre outros) e de como se concretizará. Ela constitui fenômeno complexo que desestabiliza e devasta a vida daquele que a sofre, impondo uma nova ordem ao que estava acertado. Portanto a violência é uma ação contraria que desautoriza e exclui o estabelecido, criando novas normas e valores.
 
Como é sabido, a legislação brasileira art 7º, XXII da CF (Constituição Federal), determina que o empregador deve garantir um ambiente seguro, saudável a integridade física e psíquica do empregado. Muitas empresas, ao invés de protegerem a integridade do seu funcionário, terminam contribuindo para a criação de um ambiente doentio, onde o assédio moral encontra brechas para se estabelecer. Com isso, o trabalhador se sente desamparado por todos, causando- lhe, assim, um sentimento de fraqueza diante do agressor.
Infelizmente, as instituições bancárias, na grande maioria das vezes, não  estão respeitando o direito do trabalhador ao referido ambiente seguro e saudável. Onde deveria haver cooperação e companheirismo entre os que fazem parte destes ambientes laborais, ocorre uma concorrência desmedida imposta por um mercado agressivo que está em busca na maioria das vezes, apenas do lucro, da diminuição de custo, etc.
1.1TIPOS DE ASSÉDIO MORAL
O assédio moral é visto como um fenômeno interpessoal, já que seria algo que ocorreria entre dois indivíduos ou entre um grupo e um indivíduo.
Conforme ALKIMIN (2010) existem três tipos de assédio moral, o assédio moral descendente vertical, assédio moral descendente horizontal e assédio moral ascendente, conforme segue:
{C}Ø {C}Assédio Moral Descendente Vertical: se caracteriza por ser praticado por um superior hierárquico contra um subordinado. Neste caso, o superior impõe metas inatingíveis em condições mínimas, assim sendo prejudica as funções desse funcionário colocando-o em situações constrangedoras a frente dos colegas de trabalho.
{C}Ø {C}Assédio Moral Descendente Horizontal: praticado pelos parceiros de trabalho um tratamento diferenciado em relação a um colega. Quando acontece esse tipo de assédio, o constrangimento da vítima em relação ao grupo é mais evidente e mais complicado de ser percebida pela visão do chefe, pois a vítima se sente mais acuada para expor o seu problema.
{C}Ø {C}Assédio Moral Ascendente: praticado por um subordinado contra um superior hierárquico. Neste caso, o subordinado faz ataques contra o superior, com o intuito de tirá-lo do cargo, ou até mesmo induzindo-o a pedir a demissão.
O assédio moral mais comum dentro das Instituições Bancárias é o assédio descendente vertical, decorrentes de planejamentos estratégicos mal elaborados e valores organizacionais da própria instituição, como, por exemplo: planos de metas abusivos, hostilização do funcionário devido a baixa rentabilidade da sua carteira de clientes e meta do mês não cumprida etc.
Essas exigências dos bancos aos funcionários geram, quase sempre, consequências prejudiciais até mesmo para os próprios clientes bancários, já que a política de metas, em alguns casos, desconsidera a boa-fé nas relações bancário/correntista. Assim, o funcionário, não raras as vezes, se obriga a induzir o cliente a adquirir produtos e serviços que não são vantajosos ou fogem de seu perfil de investidor, com a única finalidade de atender ao indutor do mês.
1.2.CARACTERIZAÇÃO DO ASSÉDIO MORAL NO SETOR BANCÁRIO
 
O assédio Moral é identificado por atitudes geralmente discretas, mas violentas para a saúde do trabalhador. Estas  podem ser taxadas  como desumanas  e cruéis.
A vítima  assediada  geralmente é isolada do grupo e passa a ser humilhada em seu local de trabalho. O mais comum perante  as relações no setor bancário é a prática pela gerência (Assédio Moral Descendente Vertical) contra seus subordinados.
Segundo o Ministério Público do Trabalho-BSB (2013) segue as características que tornam o ambiente bancário mais propício à prática de assédio:
{C}·      Burocracia excessiva, forte pressão por produtividade;
{C}·      {C}Metas que desconsideram a situação econômica conjuntural/ estrutural;
{C}·      {C}Baixa importância dada pela empresa à relação profissional/cliente;
{C}·      {C}Discrêpancia entre a jornada de trabalho real e a jornada de trabalho formal, registradas em cartões ponto (os funcionários encerram suas atividades na sua própria senha e permanecem trabalhando “logados” em outras senhas fornecidas pela gerência, com a finalidade de evitar deixar vestígios da sobrejornada);
{C}·      {C}Políticas  de demissões e transferências para agências mais distantes dentro da mesma localidade;
{C}·      {C}Tratamento hostil dispensado pelos gestores dos estabelecimentos bancários; exigência  de um perfil (que pode ser estético ou baseado em uma análise da vida pregressa  do empregado);
{C}·      Insegurança nas agências bancárias, agressões físicas e psicológicas decorrentes de constantes assaltos;
{C}·      {C}Processo de qualificação permanente;
{C}·      Progressão na carreira vinculada ao cumprimento de metas;
{C}·      {C}Políticas institucionais de competição entre os bancários;
{C}·       Institucionalização de um padrão de comportamento dos bancários pautado nas seguintes premissas: ser amável, comunicativo, ter disposição para vender produtos, fidelizar clientes;
Tais características adquirem relevada importância poiscontribuem para identificar locais de trabalho que já existem ou estão muito propensos a iniciar alguma forma de assédio moral. 
Na sequência, segue atitudes que expressam o assédio moral no setor bancário, conforme orientação estabelecida pela cartilha disponibilizada pelo Sindicato dos bancários da cidade de Jaraguá do Sul-SC feita pelo Ministério Público do Trabalho-BSB (2013):
{C}·      {C}Retirar a autonomia do empregado;
{C}·      {C}Contestar, a todo momento, as decisões do empregado;
{C}·      {C}Sobrecarregar o funcionário de novas tarefas;
{C}·      {C}Retirar o trabalho que normalmente competia àquele empregado ou não atribuir atividades a ele, deixando-o sem quaisquer tarefas a cumprir, provocando a sensação de inutilidade e de incompetência, ou colocando-o em uma situação humilhante frente aos demais colegas de trabalho;
{C}·      {C}Ignorar a presença do empregado, dirigindo-se apenas aos demais trabalhadores;
{C}·      {C}Falar com o empregado aos gritos;
{C}·      {C}Evitar a comunicação direta com o assediado: ocorre quando o assediador se comunica com a vítima apenas por e-mail, bilhetes ou terceiros e outras formas indiretas de comunicação;
{C}·      {C}Isolar fisicamente o empregado no ambiente de trabalho, para que ele não se comunique com os demais colegas;
{C}·      {C}Desconsiderar, injustificadamente, opiniões da vítima;
{C}·      {C}Delegação de tarefas impossíveis de serem cumpridas ou que normalmente são desprezadas pelos outros;
{C}·      {C}Determinação de prazo desnecessariamente curto para finalização de um trabalho;
{C}·      {C}Vigiar excessivamente apenas o empregado assediado;
{C}·      {C}Limitar o número de vezes e monitorar o tempo em que o empregado permanece no banheiro;
{C}·      {C}Pressionar os bancários para realizar tarefas para as quais não se sentem habilitados (p. ex.: se falta um caixa, o empregado deve suprir a ausência, ainda que não se sinta habilitado para este fim);
 
Não há como se negar que o assédio moral desestabiliza emocionalmente, ferindo a identidade e a dignidade do trabalhador, causando danos psicológicos, interferindo na qualidade de vida dos empregados.
Contudo, não se pode confundir o mero assédio com uma simples discursão em que palavras ofensivas podem ter sido ditas no calor do momento. O assédio moral é identificado quando ocorrem agressões com frequência, que desestabilizam psicologicamente a vitima.
Para Freitas, Heloani e Barreto (2008, p. 37):
O assédio moral é uma conduta abusiva, intencional, frequente e repetida, que ocorre no ambiente de trabalho e que visa diminuir, humilhar, vexar, constranger, desqualificar e demolir psiquicamente um individuo ou um grupo, degradando as suas condições de trabalho, atingindo a sua dignidade e colocando em risco a sua integridade pessoal e profissional.
 
Algumas atitudes do agressor deixam claro o ato do assédio moral, tornando-se uma situação insuportável para quem sofre e destrói aos poucos a autoestima e confiança do seu trabalho
 
2 LEGISLAÇÃO BRASILEIRA
 
Como não é uma violência física propriamente dita, o assédio moral é difícil de ser punido pelo seu alto grau de subjetividade. Ele atinge o psíquico da pessoa e muitas vezes só é possível notar quem sofre desta violência quando o malefício já tenha causado danos à saúde do mesmo.
Segundo FELKER(2006), estudos apontam que o assédio moral é um problema mundial e preocupante para os orgãos mundiais de defesa do trabalhador, por isso é necessário uma atenção em especial à prevenção e combate ao assédio moral.
No Brasil ainda não há uma lei federal sobre o assédio moral, mas existem no Congresso Nacional, diversos projetos de lei a fim de alterar a legislação no tocante assédio moral.
A Deputada Federal Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, é a autora do projeto de lei n. 2.593/2003, que dispõe sobre a proibição da prática de assédio moral nas relações de trabalho, o art 483 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto - Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943 passa a vigorar acrescido das alíneas h, i e J.
Segundo Marques (2009,p.45),         
h)Praticar o empregador ou permitir aos seus prepostos, o assédio moral contra ele,através de gesto ou palavra, que venha a atingir a autoestima e a segurançadapessoa, fazendo-a duvidar de sua competência e capacidade laboral, prejudicando sua saúde, implicando em dano ao ambiente de trabalho, à evolução da carreira profissional ou à estabilidade do vínculo empregatício do empregado; i)na caracterização do assédio moral do trabalhador,poderá o empregado pleitear rescisão de seu contrato e pagamento das respectivas verbas indenizatórias; j) para os casos em que se caracterize o assédio moral por razão de gênero, raça, ou etnia, bem como por idade, poderá o empregado ou empregada pleitear recebimento em dobro das parcelas rescisórias a que fizer jus;
 
Alguns dispositivos da CLT(Consolidação das Leis  do Trabalho) que tratam especificamente dos direitos e deveres de empregado e empregador, bem como normas gerais da CRFB/88 ( Constituição da República Federativa do Brasil de 1988), estão sendo utilizados atualmente para punir os casos levados a apreciação do Poder Judiciário, em que se constatou a existência de assédio moral.
Isso não significa, contudo, que não se deva criar uma lei específica sobre o assédio moral. Pelo contrário, uma legislação especifica seria de suma importância para se estabelecer critérios objetivos do que é assédio, de que forma ocorre e como o empregado deve ser indenizado, conferindo mais segurança aos magistrados no momento de julgamento, uma vez que os trabalhadores terão limites mais claros de suas atuações no ambiente de trabalho.
Algumas cidades já se adiantaram criando leis sobre o tema, buscando a caracterização, a identificação e a punição de quem pratica o assédio. Abaixo, segue uma lista com os municípios que já possuem legislação sobre o assédio moral:
{C}Ø Lei contra assédio moral de Americana – SP (Lei nº 3671, de 07/06/2002);
{C}Ø {C}Lei contra assédio moral de Campinas – SP (Lei nº 11.409, de 04/11/2002);
{C}Ø Lei contra assédio moral de Cascavel – PR (Lei nº 3.243, de 15/05/2000);
{C}Ø {C}Lei contra assédio moral de Guarulhos – SP (Lei nº 358/02);
{C}Ø {C}Decreto de regulamentação de lei de Iracemápolis – SP (Dec. 1.134, de 20/04/2001, aprovado em 30/04/2001);
{C}Ø {C}Lei contra assédio moral de Jaboticabal – SP (Lei nº 2.982, de 17/12/2001);
{C}Ø {C}Lei contra assédio moral de Natal – RN (Lei nº 189/02, de 23/02/2002);
{C}Ø {C}Lei complementar na Câmara Municipal de Porto Alegre – RS;
{C}Ø {C}Lei contra assédio moral de São Gabriel do Oeste – MS (Lei nº 511, de 04/04/2003, aprovada em abril de 2003);
{C}Ø {C}Lei contra assédio moral de São Paulo – SP (Lei nº 13.288, de 10/01/2002); Lei contra assédio moral de Sidrolândia – MS (Lei nº 1078/2001, aprovada em 05/11/2001).
Embora a legislação brasileira não tenha ainda uma lei específica para coibir e punir a prática do assédio moral, muitas organizações disponibilizam ferramentas para seu combate, como, p. ex., o Ombusdman que propicia denúncias anônimas agindo no sentido de medir conflitos entre as partes envolvidas. Confirmadas às agressões devem ser aplicadas medidas cabíveis, contra o agressor, como suspensão ou até mesmo a demissão.
Pelo exposto, facilmente se constata o quão importante é a criação de leis claras e objetivas sobre o assédio moral, para regulamentar e coibir tal pratica danosa, mas que infelizmente ainda é corriqueira nas Instituições Financeiras.
3 ENTREVISTA ESTRUTURA
 
Com base nos conceitos levantados nesse artigo, buscou-se desenvolver uma entrevista estruturada com 5 (cinco) bancários no qual  atuam hoje em funções gerenciais, para maior aprofundamento sobre a questão do assédio moral nas relações  bancárias.
A entrevista foi aplicada  no dia 30 de junho 2014, no período da tarde, no ambiente da agência situada na cidade de Jaraguá do Sul-SC com perfil de ambos os sexos, na faixa etária de 28 (vinte e oito) a 45 (quarenta e cinco) anos com um tempo de  experiência  de 5 (cinco) a 20 ( vinte )anos.
Tal entrevista foi elaborada com o objetivo de obter dos entrevistados, suas percepções, seus conceitos e opiniões sobre o assédio moral.
No início da entrevista, foram feitas perguntas de cunho mais pessoal, relativas à escolha da profissão. Em outras palavras, se gostavam  da profissão que exerciam, com a intenção de deixar os entrevistados mais tranquilos e à vontade  em responder as demais perguntas.
Todos os entrevistados responderam que adoram o que fazem. Dentre  os motivos apresentados, o mais citado foi o relacionamento com o cliente, a abrangência de conhecimentos constante e, por fim,a boa remuneração.
Na sequência, ao serem questionados sobre o que mudaria  no ambiente de trabalho,  responderam, em suma clima ruim, a competição exagerada  entre os profissionais e relacionamento interno.
A título exemplificativo, segue a resposta do segundo entrevistado:
“[...] Eu tentaria mudar o clima ruim na agencia, deixar um ambiente menos pesado, unir mais as pessoas, se prontificar a ajudar sempre que necessário se colocando no lugar do cliente.Trabalhar em equipe, pois todos estão na busca pelo mesmo objetivo”. (entrevistado 2)
 
No que se refere o assédio moral foi questionado sobre o conhecimento de seu significado. A princípio, todos afirmaram que sabem do que se trata, tendo citado como exemplos de sua ocorrência: pressão por trabalho, exigências excessivas de produção, outorga de apelidos,  humilhação pública e  chamar atenção na frente  de outros.
“ O assédio moral é quando um superior  ou colega  te humilha, trata mal, te faz sentir mal frente ao trabalho executado”. (entrevistado 1)
“ O assédio moral representa uma conduta psicológica repetitiva de atos assediados à vitima com a finalidade de sua exclusão do ambiente”. (entrevistado 3)
“Humilhações constantes, ranking de produção, corrente de e-mail,  expondo a todos em reuniões, inferiorizando os que não atingiram os objetivos da carteira gerenciada”. (entrevistado 5)
Quanto aos impactos do assédio moral, as opiniões foram muito parecidas. Os entrevistados responderam, de um modo geral, que as pessoas assediada moralmente, sofrem de um abalo psíquico-emocional, afetando na sua saúde física, mental, auto estima, perde a vontade de trabalhar, se sente desvalorizada, podendo ocasionar doenças como depressão.
“ Tendo uma forma de trabalho mais tranquila e respeitosa, objetivando a entrega do que foi proposto para o cargo”. ( entrevistado 2)
“A cobrança precisa ser feita de uma maneira adequada, e o colaborador precisa ter conciência de suas obrigações e objetivos, dessa forma todos saem ganhando”. (entrevistado 3)
“ Trabalhando 10 anos na mesma instituição, sempre entreguei 150% da meta. No final do ano passado tive um estresse muito forte, já não  conseguia entregar a pontuação solicitada. Sai de férias e perdi a carteira, só não fui demitido porque faço parte da diretoria do sindicato dos bancarios”.(entrevistado 4)
 Em relação ao combate do assédio moral nas agencias, foi sugerido  treinar colaboradores que desempenham funções de supervisão e chefia e a criação de  comitês para melhoria do clima organizacional, senão veja-se:
“ Quem tem cargo de chefia, precisa cobrar de uma maneira adequada e respeitosa, por isso todos deveriam passar por um treinamento constante”. (entrevistador 1)
“ O gestor  é responsável  pelos colaboradores em seu quadro profissional, precisa impor respeito e confiança”. ( entrevistador 2)
 
Por fim, no que se refere as normas para coibir o assédio moral, os entrevistados responderam, em resumo, que o banco disponibiliza algumas ferramentas para moderá-lo, como o código de ética, políticas internas, pesquisa anual de clima organizacional (fale francamente) e ombudsman, usado como central de críticas, sugestões, reclamações ou para represar conflitos.
Embora, na teoria, estas ações sejam eficazes, pôde-se perceber  pelas respostas dos entrevistados que, na prática, seus colaboradores se sentem inseguros em fazer qualquer tipo de denúncia, por acreditarem que possam sofrer algum tipo de retaliação.
“Honestidade para responder a pesquisa e medo de perder o emprego.” (entrevistado 1)
“ O banco tem criado comitês, tem canais à disposição para reclamação” (entrevistador 2)
“ A empresa deixa bem claro o quanto precisamos ter ética profissional”. (entrevistador 3)
“Temos o Ombudsman, mas causa uma insegurança ao utilizar, medo de ter interferência na carreira e oportunidades futuras”. (entrevistador 4)
“ Sem dúvida, receberia uma advertência, e um registro na minha funcional junto ao RH”. (entrevistador 5) 
Assim, pode-se perceber que o assédio moral perante os bancários é um tema considerado de grande importância, pois influência na sua saúde diretamente, podendo a pessoa  a vir desenvolver um estresse, depressão, síndrome do pânico, devido a cobrança e pressão pscicológica.
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 
Não se sabe a real origem do assédio moral nas instituições bancárias, mas o que se tem certeza é que a postura arrojada destas empresas, somada a um ambiente corporativo altamente competitivo, muitas vezes com a avaliação individual e composição de metas insistentemente crescentes, resultam num ambiente acirrado e muito agressivo na busca por resultado. Esta formula beneficia a lucratividade dos bancos, mas desgasta as relações interpessoais de seus colaboradores, muitas vezes tornando-se graves incidências de assédio moral no ambiente de trabalho.
Talvez o ambiente seja mesmo a principal causa do assédio moral, porém não se pode esquecer que uma empresa é formada por pessoas e que muitas vezes, estas podem não estar preparadas para desempenhar certas responsabilidades ou seu perfil não seja adequado a função que ela necessita desenvolver. O que se tem certeza, é que uma análise mais criteriosa de perfil psicológico, somado ao treinamento e capacitação de liderança e relacionamento interpessoal no trabalho, podem ajudar a tornar uma empresa naturalmente agressiva e competitiva, num ambiente de trabalho mais saudável e igualmente comprometido com o resultado.
 
 
REFERÊNCIAS
 
ALKIMIN, Maria Aparecida. Assédio Moral na Relação de Trabalho. 2ª ed. 2ª reimpr. rev. e atual. Curitiba: Juruá, 2010.
Assédio moral contra o empregado. Disponível em: http://www.guiatrabalhista.com.br/tematicas/assediomoral2.htm. Acesso em: 15 abril. 2014.
Assédio moral e metas abusivas ameaçam saúde de bancários. Disponivel em:http://reporterbrasil.org.br/2014/01/assedio-moral-abusivas-ameacam-saude-de-bancarios. Acesso em 24 abril. 2014
BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: PUC, 2000. Disponível em: <http://www.assediomoral.org/spip.php?article1>. Acesso em: 26 abril. 2014.
BEZERRA, Christiane Singh. FERREIRA, Gabriela Cerci Bernabe. Considerações sobre o poder diretivo do empregador sob a ótica do contrato de trabalho e dos direitos fundamentais do trabalhador. Disponível em: <<http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11296#_ftn13>>Acesso em: 15 abril. 2014.
BRASIL. Consolidação das Leis do Trabalho. Decreto-Lei n. 5.452, de 1º de maio de 1943. Publicada no D.O.U em 9 de agosto de 1943. Disponível em: <<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm>> Acesso em 20 abril. 2014.
BORGES, Marciel Mendes. Teoria da jurisprudência so assédio moral: um estudo as agencias bancárias do estado do Rio Grande do Norte.- 2012
CARRION, Valentin. Comentários à Consolidação das leis do trabalho. 28ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
FELKER, Reginald Delmar Hintz. O Dano moral, o assédio moral e o assédio sexual nas relações do trabalho: doutrina, jurisprudência e legislação. São Paulo: LTR, 2006.
FREITAS, Maria Ester de; HELOANI, José Roberto; BARRETO, Margarida. Assédio moral no trabalho. São Paulo: Cengage Learning, 2009.
HIRIGOYEN, Marie-France. Mal-Estar no Trabalho: redefinindo o assédio moral. Tradução de Rejane Janowitzer. 6ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2011.
MARQUES JR, Fernando Antonio. Assédio Moral no Ambiente de trabalho.São Paulo: LTr, 2009
RUFINO, Regina Célia Pezzuto. Assédio Moral no Âmbito da Empresa. 3ª ed. São Paulo: LTr, 2011.
SOBOLL, L. Assédio Moral no Brasil: a ampliação conceitual e suas repercussões. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2008b

Mario Cesar Felippi Filho

Bacharel em Direito pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (2007). Pós-graduado em nível de Especialização (com habilitação para o Magistério Superior) em Direito Penal e Processual Penal pela Universidade do Vale do Itajaí, em convênio com a Associação Catarinense do Ministério Público (2008). Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Vale do Itajaí - UNIVALI (2013). Professor Universitário na área de Direito Penal e Processual Penal junto ao Centro Universitário - Católica de Santa Catarina (2009/atual). Conselheiro Estadual da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Santa Catarina (gestão 2013-2015). Advogado militante nas áreas Civil e Criminal.


Fonte: JusBrasil