"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


terça-feira, 22 de julho de 2014

Encontro de Mulheres ressalta a importância de denunciar o assédio moral

15/07/2014
Encontro de Mulheres ressalta a importância de denunciar o assédio moral

“A unificação já”. Foi com esse grito de guerra que começou o segundo dia, em 15 de julho, do 17º Encontro Nacional de Mulheres Trabalhadoras dos Correios, que contou, também, com a chegada de mais delegações. Além disso, já no início da manhã, houve a votação do regimento interno do encontro.

“Não temos cores, raças ou opções. Somos homens e mulheres na mesma luta por direitos e justiça”, afirmou a representante da comissão de mulheres, Lourdes Félix, do Ceará, mediadora do dia. Com base nisso, o assunto abordado durante a primeira parte do encontro, o assédio moral, expos às participantes a necessidade de denunciar toda e qualquer manifestação de abuso no local de trabalho. 

Margarida Barreto, médica do trabalho e doutora em psicologia social, apresentou o tema “Violência no Trabalho” e destacou a importância de romper o silêncio. “Às vezes, a própria organização da empresa contém uma pressão generalizada para a produção, que gera angústia e ansiedade. É terrível dar o melhor de si e ouvir o tempo todo reclamações e comparações. Esse processo de humilhação e desqualificação constante, é considerado terrorismo no trabalho”, explicou a especialista. Ela ainda ressaltou que o assédio é um sofrimento e muitas mulheres acabam levando esse sentimento para dentro de suas casas. 

De acordo com a doutora, o silêncio dá forças a quem humilha e promove o medo entre os colegas de profissão, que acreditam que possam ser as próximas vítimas, já que não houve punição nos demais casos. 

“Seremos as primeiras a ser penalizadas, mesmo concursadas. Geramos custos para a empresa. Somos mães e utilizamos sete meses do ano para criar uma mais-valia. Temos que legitimar nossos espaços”, declarou Rosana Carvalho, da delegação do Paraná. Para a representante de Pernambuco, Maria Alves, o atual sistema de empregabilidade busca, cada vez mais, formas de reprimir os trabalhadores. “Outras questões vão continuar existindo, como, também, as raciais. Precisamos de uma sociedade igualitária para todos”, analisou.

Segundo a doutora Barreto, existem muitos casos de assédio moral no Brasil, com maior número de denúncias na região sudeste. “A empresa é corresponsável nesses casos. É dever do empregador manter um ambiente saudável, na prática. Nos Correios, por exemplo, casos de lesões por esforço repetitivo, acidentes e, fundamentalmente, a terceira patologia que mais aparece na instituição, transtornos mentais, são os mais contabilizados. É necessária, sim, uma política severa para combater e banir o assédio moral no ambiente de trabalho”, concluiu. 

Fonte: Fentect

Nenhum comentário:

Postar um comentário