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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Assédio moral cresce 36% no 1º trimestre

A região de Campinas registrou um aumento de 36% nas denúncias de assédio moral no trabalho no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. O MPT (Ministério Público do Trabalho) registrou de janeiro a março deste ano 34 casos contra 25 em 2012. No ano de 2013 inteiro a região notificou 40% do total de denúncias do Estado de São Paulo. No último ano, 179 notificações ocorreram no MPT contra 149 denúncias no ano anterior, um aumento de 20%.
Os segmentos que mais tiveram ocorrências foram bancário, metalurgia, telemarketing e saúde. A procuradora do MPT, Renata Coelho, credita o aumento das denúncias de assédio moral no trabalho a dois fatores. "O trabalhador está mais informado sobre seus direitos e o outro fator determinante é o uso da gestão de metas cada vez maiores". Por esse motivo, empresas que trabalham com vendas de produtos, como os bancos e telmarketings, aparecem no topo de denúncias. "Fizemos campanhas específicas para os bancários. Por não atingirem as metas, eles são isolados, humilhados e alvo do que chamamos de conduta de terror. Ele não interessa mais, então forçam que ele peça a demissão". De acordo com o diretor de Saúde do Sindicato dos Bancários de Campinas, Gustavo Moreno Frias, nos últimos dez anos a situação se agravou. "Uma pesquisa nacional indicou que 18% dos bancários usam remédios controlados por problemas psicológicos provocados pela gestão de metas", afirmou Frias.
Para o MPT o trabalhador que se sentir assediado deve reunir provas materiais, como e-mails, recadinhos e pegar nomes de pessoas que estejam nas reuniões nas quais houve humilhação e registrar a reunião no celular. "Depois disso deve levar à instância ética da empresa. Se não resolver, deve procurar o sindicato e o MPT", orientou a procuradora.

Fonte: Destak

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