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terça-feira, 27 de maio de 2014

Professores fazem dossiê sobre assédio moral



O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) do Rio de Janeiro começou a elaboração de um dossiê sobre assédio moral que os trabalhadores sofrem em seus ambientes de trabalho. O objetivo é cobrar dos gestores uma melhor relação pessoal nas escolas.

Serão realizadas reuniões e ouvidorias com os professores que apontam situações de humilhação nos ambientes escolares. No Rio de Janeiro, é comum professores terem que driblar problemas de falta de infraestrutura, bem como problemas de falta de segurança que acarreta em ameaças aos professores vindo de alunos. Alguns professores também são coagidos por gestores.

Trata-se de um crime silencioso que quase nunca tem testemunhas, que também tem como pano de fundo o machismo, a homofobia ou o racismo. O constrangimento moral pode gerar várias doenças, como estresse, síndrome de burnout, depressão, distúrbios cardíacos, endócrinos e digestivos, alcoolismo, dependência de drogas, dentre outras. A vítima pode se sentir tão acuada que pode tentar até o suicídio.

O tema do dossiê tem sido debatido em muitos sindicatos. Tanto no setor público quanto no setor privado, o assédio moral cada vez mais atinge os milhares de trabalhadores que são reféns de uma situação pelo medo de perder o emprego, pelo grau de subordinação, por perseguições políticas, entre outros fatores. Segundo a doutores em saúde pública, a vítima tem características que são ameaçadoras para o "assediador", como competência e experiência.

No serviço público, os cargos ocupados por indicados políticos se misturam aos funcionários de carreira e ocorre a "briga pelo poder" e a necessidade de auto-afirmação para se manter no posto, ou seja, a intenção é eliminar o colega de trabalho do ambiente para que ele não se destaque mais.

Fonte: Brasil Notícia

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