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quarta-feira, 12 de março de 2014

Operárias da Construção Civil lançam Campanha Contra Assédio Moral e Sexual nas obras



“Tudo tem limite. Basta de assédio!”

Todos os dias nos canteiros de obras de Belém, os trabalhadores, principalmente mulheres, são humilhados e constrangidos. São forçados a se demitirem, colocados em situações de perigo a sua saúde ou no caso das operárias, ouvem cantadas e piadinhas, chegando a agressões físicas e assédio sexual.
É por isso que nesse dia 7 de março, cerca de 100 operárias, foram ao sindicato para Lançar a Campanha contra Assédio Moral nas obras. As trabalhadoras estão cansadas e não vão mais tolerar!
A Secretaria de Mulheres do Sindicato esteve à frente da atividade e iniciou com uma homenagem a Militante do Movimento Mulheres em Luta e do Pstu, Sandra Lúcia e seu filho Icauã que foram brutalmente assassinados a facadas pelo namorado da mesma. Essa é a realidade do nosso país, em que pelo menos 15 mulheres morrem por dia, vítimas da violência machista. Enquanto se investe mais de 30 milhões na Copa, para combater a violência contra as mulheres só são destinados 25 milhões.
Para além da campanha foi debatida a importância do dia 8 de março, dia de luta da mulher trabalhadora, a qual sofre violência, falta de creches, de saúde, transporte e moradia digna. Não é por acaso que as mulheres, principalmente negras e homossexuais, são as maiores vítimas de assédios nos canteiros, pois recebem o machismo, racismo e homofobia. As operárias também não querem somente flores nesse dia, querem lutar, pois esse é nosso lugar.
O lançamento contou com a participação e apoio do movimento Mulheres em Luta, Quilombo Raça e Classe, Setorial LGBT e do Vereador Cleber Rabelo, do PSTU. As operárias da Construção Civil não estarão sozinhas, pois o assédio moral e sexual é uma ferramenta dos Patrões para oprimir e explorar ainda mais os trabalhadores.
Márcia Lobato, coordenadora da Secretaria de Mulheres do Sindicato, destacou que “na nossa campanha já temos cartazes, blusas, faixas, fizemos debates em várias obras, mas sabemos que isso ó não é suficiente, é preciso que essa luta esteja no dia a dia e que a patronal tenha medo de cometer qualquer assédio contra nós, pois sabe que o sindicato e as trabalhadoras vão denunciar”.
A campanha continuará com mais debates nas obras, apuração de casos de assédio, reunião com trabalhadores, produção de cartilhas e agora com o Disk-Denúncia. Esse é só o começo da nossa Luta, agora as operárias vão para cima Contra o Assédio nas obras e todo trabalhador está convidado a construir.
 

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