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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Médica detona gestão da Saúde de Mari e denuncia assédio moral contra servidores

A denúncia pública feita nesta quarta-feira (19) pela Dra. Vera Lúcia Assis Cartaxo, médica do PSF do Bairro Vermelho envolve a pratica de improbidade administrativa 

 

A denúncia pública feita nesta quarta-feira (19) pela Dra. Vera Lúcia Assis Cartaxo, médica do PSF do Bairro Vermelho envolve a pratica de improbidade administrativa, assédio moral, perseguição e desrespeito aos usuários do serviço público de saúde.
A Dra. Vera Cartaxo relatou que passou a ser assediada moralmente pela Secretária de Saúde do município de Mari, a Sra. Margareth Martins de Paiva, irmã do prefeito, por não concordar com algumas medidas administrativas adotadas pela chefe da pasta da saúde mariense, dentre as quais a que determina que os pacientes hipertensos e diabéticos tenham que fazer um cadastro junto a Farmácia Popular da cidade de Sapé para poder receber o medicamento necessário para o tratamento.
Segundo a médica, a medida prejudica o tratamento dos pacientes, dificulta o recebimento dos medicamentos e o mais grave, o afastamento dos pacientes das unidades de saúde da família, além de com a dificuldade em receber o medicamento os pacientes deixam de procurar atendimento médico e com isso o atendimento a esses pacientes terem diminuído consideravelmente.
Some-se a isso o fato de que o cadastro na Farmácia Popular em Sapé é feito por um funcionário da Secretaria de Saúde de Mari, sem que tenha nenhuma procuração dos pacientes para realizar tal procedimento em nome deles, conforme determina o regulamento para se ter acesso a esse tipo de serviço.
A discordância da médica lhe gerou alguns dissabores, conforme a mesma revelou ao radialista Marcos Sales no Programa Liberdade de Expressão, a exemplo de advertência para que ela não colocasse no receituário a indicação de onde o paciente pegaria o medicamento, no caso era indicado a Farmácia Básica Municipal, e desconto em seu contra cheque por falta não ocorrida, tanto assim o foi que em janeiro deste ano a médica recebeu o ressarcimento das faltas a ela aplicada injustamente.
A médica foi mais além, denunciou o tratamento diferenciado que a Secretária e a Coordenadora da Atenção Básica, Laudicéia Gerônimo, dispensa aos médicos contratados com relação a carga horária, entrega incompleta dos medicamentos da farmácia básica e falta de recursos humanos, como sendo recepcionista e vigilante nas unidades de saúde.
Cartaxo disse que tentou resolver toda essa problemática de forma administrativa, inclusive tendo conversado com a Secretária Margareth Martins por três vezes desde novembro do ano passado, o que não adiantou, tendo que a mesma tomar outras medidas como esta de procurar a imprensa para denunciar a situação.
A médica ainda afirmou que espera que a Secretária Margareth Martins acabe com o cadastro dos diabéticos e hipertensos por parte da secretaria e que com os recursos do Governo Federal compre os medicamentos para a Farmácia Básica do município. Ainda durante a sua fala, ela pediu que cessassem as perseguições contra os servidores da saúde e que os médicos fossem tratados com igualdade.
 Expressopb


Fonte: Portal 25horas

 

por Andressa Oliveira
edição Grace Maciel


Dirigentes sindicais realizaram encontro na sede da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), na última quinta-feira (13) com o intuito de criar uma frente contra o Assédio Moral no serviço público brasileiro. O projeto tem o apoio de várias entidades sindicais e da Comissão de Direito Sindical e Associativo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF).

Representando a CSPB esteve presente o diretor de Qualificação e Certificação de Entidades Sindicais, Gonzaga de Negreiros, que destacou a importância de um grupo como esse para o serviço público. “O serviço público tem algo ainda encastelado, algo encoberto, onde o assédio moral está prejudicando os servidores e nós da CSPB junto com outras entidades como o SindItamaraty, o SindFazenda, o SindLegis e outras representações estamos formando essa frente para discutir esse tema e tentar encontrar práticas que coíbam esse mal”. Concluiu Negreiros.

O representante do SindItamaraty, Alexey Van Der Brook, destacou a luta da entidade em prol do fim do assédio moral. “O SindItamaraty vem já algum tempo, priorizando a luta contra o assédio moral. Por que nós consideramos que é uma contribuição essencial para o bom andamento de trabalho. É fundamental um ambiente de trabalho livre de qualquer pressão”.

Já para Caroline Sena, representante da OAB-DF, é necessário aproximar o governo da sociedade para criar um debate mais aprofundado do tema. “A OAB tem todo o interesse em estabelecer esse vinculo mais aproximado entre as entidades sindicais e a sociedade. E temos total interesse em fomentar esse debate e aproximar os três poderes dessa luta”.

Além do diretor da CSPB, participaram do encontro:  Luis Roberto (SindFazenda), Alexey Van Der Brook (Sindtamaraty), A. Rigueire (Sindtamaraty), Eliane Cristina M. S Cesário (Sindtamaraty), Eduardo Marques (Sinasempu), Ogib Teixeira Filho (Sindilegis/Confelegis),  Caroline de Sena (representante do presidente da Comissão da OAB, Ítalo Magalhães).

"Assédio Moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego".

Assista ao compacto do Programa Fala + Brasil que fala sobre o Assédio Moral e saiba mais sobre o assunto. - See more at: http://www.cspb.org.br/fullnews.php?id=14906_cspb-na-luta-contra-o-ass-dio-moral.html?number=10#sthash.5yXBOk1Q.dpuf

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