"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Abuso em alto-mar

Denúncias de trabalho degradante, ameaças, assédio moral e sexual em cruzeiros chegam à Justiça e à Secretaria de Direitos Humanos. O principal obstáculo à proteção dos brasileiros é que eles não estão sujeitos às leis trabalhistas do País

 

Fabíola Perez
 

Os cartazes fixados nas paredes da academia de dança de Florianópolis anunciavam uma oportunidade que parecia única. Salário em dólar e a chance de dançar para um público de todo o mundo fizeram com que o bailarino Arthur Fernando de Souza, 38 anos, e sua namorada se empenhassem em vencer o concurso que selecionava os melhores dançarinos de Florianópolis, em Santa Catarina, para se apresentar em espetáculos de balé em um navio da armadora Star Cruise, com sede na Malásia. Era fevereiro de 2008, auge da temporada de cruzeiros no Brasil, e mesmo tendo de arcar com os custos dos exames médicos e da passagem para São Paulo, Souza sentiu-se atraído pela proposta e pelo salário de US$ 900 por mês. Embalados pelo sonho de viver uma experiência internacional, ele e a namorada embarcaram para Hong Kong. Na primeira noite, porém, perceberam que haviam caído em uma enrascada. “Levamos um grande susto quando vimos que se tratava de um show erótico”, afirma Souza. “As meninas ficaram horrorizadas ao saberem que as apresentações seriam feitas com os seios à mostra.”

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