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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O assédio moral em alta

As tradicionais negativas de transferências se enquadram dentro da política de aumentar a pressão sobre os trabalhadores, que tentam ser calados para facilitar a criminosa tentativa de privatizar a Empresa 



Se não bastassem todas as formas de exploração pelas quais o trabalhador passa nos Correios, a exploração é aumentada por meio das dificuldades na hora de chegar ao local de trabalho. Os pedidos de transferência dos trabalhadores, normalmente, só encontram respostas negativas por parte da Empresa e descaso dos sindicatos pelegos. A pressão tem aumentado ultimamente e ficado mais crítica com a política de que bom funcionário seria aquele que se cala e continua produzindo. Aqueles que se conscientizam e lutam pelos seus direitos sofrem assédio moral descarado pelos chefes e, frequentemente, até dos coordenadores regionais.

As tradicionais negativas de transferências se enquadram dentro da política de aumentar a pressão sobre os trabalhadores, que tentam ser calados para facilitar a criminosa tentativa de privatizar a Empresa em benefício dos grandes capitalistas. É sabido que para trabalhar, os trabalhadores têm que aceitar as vagas que aparecem não importa aonde for, e encarar todo o desgaste proveniente desse percurso extra, adicionado ao fato do trabalho que tem ficado cada vez mais desgastante. Vários funcionários esperaram durante anos pela transferência (sim, anos!) enquanto arbitrariedades ocorriam na “fila” da transferência, além é claro do descaso da área administrativa para com a área operacional, responsável pelo grosso dos lucros da Empresa.

Os pelegos sindicais, que trabalham sob o comando, direto ou indireto da Empresa, têm um descaso total sobre o problema, ao mesmo tempo que se empenham, de maneira criminosa, na mesa de negociação permanente, por exemplo, (que descaradamente “vendem” como a solução mágica de todos os problemas e reivindicações). Como sempre, há muitas promessas de que vão fazer e acontecer, mas nenhuma ação, pois, supostamente, seria melhor tentar uma “solução amigável” com a Empresa, como se esta quisesse realmente negociar alguma coisa que favoreça o trabalhador, mas acabam acomodam-se sem fazer absolutamente nada.

Enquanto isso, a Empresa tem promovido reuniões quinzenais para roubar os direitos dos trabalhadores, com a ajuda dos sindicatos pelegos, que afirmam estar alcançando “grandes conquistas” para os trabalhadores, mas que só têm como objetivo distrair e agradar, para que todo mundo esqueça a má vontade da Empresa em todas as negociações mais importantes.

Fonte: Causa Operaria

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