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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Medidas preventivas de segurança e assédio moral são temas de aula no Cetra

       O Centro de Treinamento e Apoio aos Servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo (Cetra) realizou em 22/11, em conjunto com o projeto Aulas Magnas, mais um ciclo de palestras para servidores e magistrados no Fórum João Mendes Júnior. 

        As exposições ficaram a cargo do chefe da Assessoria Policial Militar do TJSP, coronel PM Renato Cerqueira Campos, com o tema “Medidas Preventivas e de Segurança”, e do advogado Aparecido Inácio Ferrari de Medeiros, que falou sobre “Assédio Moral no Mundo do Trabalho”.

        O coronel começou sua exposição alertando que, como vivemos em um contexto de violência urbana, devemos adotar algumas medidas de proteção. “Evitar riscos desnecessários e manter constantemente o estado de atenção faz com que deixemos de ser a vítima ideal. O importante é não reagir diante da abordagem. A chance de dar errado é grande”, disse.

        Cerqueira Campos deu algumas dicas de segurança, como ter cuidado em caixas eletrônicos, manter portas e vidros do carro trancados, adotar itinerários alternativos e, caso ocorra uma pequena colisão com outro veículo, só averiguar após ter certeza de que encontrou um local seguro. Para concluir sua palestra, destacou a importância do registro do crime para os estudos de policiamento de cada região. “A construção do projeto de proteção depende da participação de todos nós. É fundamental que as vítimas registrem a ocorrência do crime para o planejamento do policiamento nas imediações. A ideia é que todos participem para que possamos construir a nossa proteção de forma conjunta.”

        O advogado Aparecido Inácio, que trabalha com processos sobre assédio moral há mais de vinte anos, explicou que o tema nada mais é que o terror psicológico exercido no trabalho. “O objetivo é desmoralizar o funcionário, discriminá-lo por suas características físicas ou escolhas religiosas, por exemplo, expondo-o a situações constrangedoras, repetitivas e prolongadas”, disse.

        Ele contou que o assédio pode gerar punições disciplinares e indenizatórias e indicou algumas providências que devem ser tomadas: anotar com detalhes todas as ocorrências (colegas que assistiram e o conteúdo da conversa); evitar conversar com o agressor sem testemunhas; procurar o sindicato e relatar o acontecido para os diretores; e buscar apoio em familiares, amigos e colegas, pois a solidariedade é fundamental para a recuperação da autoestima, dignidade, identidade e cidadania. 

        O advogado explicou que uma das formas de prevenir o assédio é criar um ambiente seguro para que os funcionários se sintam à vontade para expressar suas opiniões. “Um ambiente de trabalho saudável é um conquista diária possível. A solidariedade é um remédio para agressores e vítimas.” Inácio também elogiou o Tribunal de Justiça de São Paulo, que disponibilizou em sua página um link para envio de denúncias sobre o tema.

        O evento foi realizado com o apoio da Presidência do TJSP, da Corregedoria Geral de Justiça (CGJ), da Escola Paulista da Magistratura (EPM), da Secretaria de Primeira Instância (SPI) e do Centro de Apoio aos Juízes (CAJ). As palestras foram acompanhadas por 193 servidores e magistrados no auditório do fórum e transmitidas para 1.010 funcionários de 106 comarcas do interior e litoral do Estado pelo sistema de ensino a distância.

Fonte: PROMAD

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