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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Assédio Moral nas escolas privadas: “Todos podemos ser vítimas!”

O assédio moral, desonesto e muitas vezes silencioso, traz consequências desastrosas para o vitimizado e para a sociedade. Recebemos cada vez mais no Sinpro, reclamações de professores da educação básica ou do ensino superior que alegam estarem sendo vítimas de assédio moral por parte de pais, alunos, colegas de profissão, coordenadores e proprietários de estabelecimento de ensino. É um problema que vem se agravando ano após ano e esta diretamente relacionado com a precarização das condições de  trabalho que nossa categoria está enfrentando no cotidiano.

O assédio moral se caracteriza por atos e comportamentos agressivos que visam, sobretudo, à desqualificação, à desmoralização profissional e desestabilização emocional e moral dos assediados, tornando o ambiente de trabalho ou o local de convivência completamente desagradável, insuportável e hostil. Tal situação ocasiona, em muitos casos, até um pedido de demissão por parte do empregado, que acaba se sentindo aprisionado a uma situação desesperadora, e que muitas vezes lhe desencadeia problemas de saúde e traumas sérios.

 Os casos mais comuns de assédio moral de que os educadores padecem nas escolas são:

- Serem desrespeitados, sofrerem ameaças físicas e violência verbal por parte dos alunos.

- Serem tratados como simples empregados, prestadores de serviços e não como educadores por pais e alunos.

- Serem vítimas de Bullying cibernético com situações de constrangimento em site de relacionamento e mídia eletrônica.

- Serem convocados (convidados) para reunião em dias não-letivos sem remuneração para o trabalho.

- Serem ignorados e desprestigiados no ambiente educacional por colegas, coordenadores e direção da escola.

- Serem tratados de forma desrespeitosa com agressões verbais por parte dos dirigentes da escola.

- Terem as cargas de aulas reduzidas sem autorização do docente.

- Terem os horários de aulas elaborados de forma totalmente incompatíveis com os critérios sugeridos pelo professor.

- Sofrerem ameaças de demissão constantes e não terem os diretos trabalhistas garantidos pela convenção coletiva respeitados pelas instituições de ensino.
 
Muitos professores que sofrem com essas atitudes acabam adoecendo e tendo sua saúde e qualidade de vida comprometida, sua auto-estima deteriorada e sua carreira profissional comprometida e em muitos casos interrompida. O estresse e a depressão são as principais doenças que atingem o professores vítimas dessas ações.

Mas, conscientes de que esses problemas podem atingir a todos, unidos e solidários, podemos combater esse mal e desmascarar o agressor e a Instituição com os seguintes atos:

Resistir: anotar com detalhes todas as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).

Dar visibilidade: procurar a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.

Organizar: Buscar o apoio dos colegas é fundamental dentro e fora da escola. Lembrem-se de que todos podem ser vítimas dessas discriminações.

Evitar: conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.

Exigir por escrito: explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível, mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.

Procurar seu sindicato e relatar: o acontecido para diretores e outras instâncias como médicos ou advogados do sindicato assim como para o  Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos.
 
Buscar apoio: junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da autoestima, dignidade, identidade e cidadania.

Caso você seja vitima ou testemunhe esses atos contra algum colega de trabalho, não tenha medo, denuncie a situação, pois possivelmente outras vítimas surgirão.  A valorização do profissional de educação e de seu ambiente de trabalho faz parte da luta coletiva do nosso sindicato e se converte em uma de nossas bandeiras políticas.

Quando estabelecermos unidos um ambiente democrático e saudável para o desenvolvimento das nossas atividades educacionais, anularemos aqueles que se orgulham de serem opressores.

Procure o sindicato, denuncie! 

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