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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Frente em defesa do Hospital Universitário de Santa Maria denuncia assédio moral em função da Ebserh

Sindicatos têm recebido denúncias de pressão por causa da Ebserh



A decisão de aderir ou não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) tem gerado uma guerra de nervos não apenas na UFSM, mas especialmente junto a servidores técnico-administrativos e estudantes que atuam junto ao Hospital Universitário (Husm) e ao Centro de Ciências da Saúde (CCS). As denúncias de pressões veladas ou explícitas para que tanto os técnicos como os estudantes não se manifestem contrariamente à adesão têm chegado diariamente tanto na Assufsm como na Sedufsm e foram explicitadas na tarde desta quarta, 20, durante Aula Pública no Auditório Lói Berneira, organizada pela direção do Centro de Educação. “O clima está tão pesado que alguns colegas têm até medo de ser vistos conversando com alguém do sindicato”, denuncia Loiva Chansis, da Assufsm. Tem sobrado farpas até para os estudantes de Medicina, que através do Diretório Acadêmico (Dazef), têm se posicionado contrariamente à empresa gestora de hospitais.
 

Tendo em vista essa situação, somando-se ainda o fato de que há uma alegação de que a precariedade aumenta a cada dia por falta de funcionários e de recursos, a Frente em Defesa do Hospital Universitário pretende acionar o Ministério Público Federal (MPF) nos próximos dias com uma solicitação para que seja feita uma investigação tanto no que se refere a possível assédio moral por parte daqueles dirigentes que supostamente estariam pressionando os servidores, bem como em relação à alegada falta de verba e de funcionários. “O reitor garante que os recursos têm sido repassados normalmente e que não haveria motivo para uma situação de calamidade no Husm. Então, aonde é que está o problema? Está faltando ou não recurso? Quem está falando a verdade?”, questiona Rondon de Castro, presidente da Sedufsm.
 

Para o técnico em enfermagem, Carlos Renan do Amaral, que já foi diretor administrativo do Hospital Universitário entre os anos de 2006 e 2010, a conversa sobre o sucateamento da unidade hospitalar é antiga. Ele comentou durante a aula pública que, quando assumiu o setor administrativo, em 2006, apenas um aparelho de Raio X funcionava. Mas isso, segundo ele, por um problema de gestão. Amaral explica que o Husm não tinha sequer um contrato para a manutenção desse equipamento. Para o ex-diretor, o sucateamento em algumas áreas é intencional, pois o objetivo seria debilitar a unidade para que alguns dos serviços prestados aos usuários acabem na iniciativa privada. 

Constitucionalidade

Helenise Sangoi Antunes, diretora do Centro de Educação da UFSM, destacou a necessidade de haver uma união de todos os segmentos para convencimento dos conselheiros universitários de que seria uma temeridade aprovar a adesão à Ebserh no momento em que ainda pairam dúvidas sobre a constitucionalidade da lei que criou a empresa. A professora também rechaçou as diversas formas de pressão que estão sendo feitas em favor da adesão: “Se aderir é uma opção da universidade, por que toda essa pressão”, ponderou Helenise.


Para muitos dos que se manifestaram durante a aula pública, o que tem ocorrido é muita desinformação do que realmente é a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Em relação aos membros do Conselho Municipal de Saúde, Wanderley Vasconcelos, da coordenação da Assufsm, destacou que o diálogo que tem sido feito demonstra que algumas opiniões foram revertidas a partir dos argumentos esclarecedores sobre o caráter da Ebserh.


Carlos Renan do Amaral ressaltou a posição da Associação de Prefeitos que se manifestou favorável à Ebserh. Segundo ele, os gestores municipais estão equivocados por falta de informação, pois as prefeituras acabarão sendo chamadas a pagar a conta. Amaral explica que o Husm é uma referência no atendimento terciário, sendo a atenção básica uma obrigação do poder público municipal. “No momento em que a empresa passar a gerir o Hospital, ou ela vai trancar o atendimento para pacientes que não cumprem o requisito do serviço a que se destina o hospital, ou a direção vai simplesmente cobrar das prefeituras os recursos que elas recebem do governo federal para fazer a atenção básica”, analisa ele.


Paralisação
 

Durante o evento que ocorreu esta tarde no Auditório Lói Berneira, Tiago Gabbatz, do Diretório Acadêmico da Medicina, informou que está havendo um diálogo com os residentes do Husm, que pretendem começar uma paralisação a partir da próxima segunda, 25. Conforme Gabbatz, diante da situação difícil pela qual estão passando, esses profissionais vão reivindicar que uma medida seja tomada para solucionar problemas urgentes. Para isso, pretendem cobrar uma ação do Ministério Público e também da reitoria da UFSM e direção do Husm.

Texto e fotos: Fritz R. Nunes
Assessoria de Imprensa da Sedufsm
Fonte: CSP

Sindicatos têm recebido denúncias de pressão por causa da Ebserh

A decisão de aderir ou não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) tem gerado uma guerra de nervos não apenas na UFSM, mas especialmente junto a servidores técnico-administrativos e estudantes que atuam junto ao Hospital Universitário (Husm) e ao Centro de Ciências da Saúde (CCS). As denúncias de pressões veladas ou explícitas para que tanto os técnicos como os estudantes não se manifestem contrariamente à adesão têm chegado diariamente tanto na Assufsm como na Sedufsm e foram explicitadas na tarde desta quarta, 20, durante Aula Pública bo Auditório Lói Berneira, organizada pela direção do Centro de Educação. “O clima está tão pesado que alguns colegas têm até medo de ser vistos conversando com alguém do sindicato”, denuncia Loiva Chansis, da Assufsm. Tem sobrado farpas até para os estudantes de Medicina, que através do Diretório Acadêmico (Dazef), têm se posicionado contrariamente à empresa gestora de hospitais.

Tendo em vista essa situação, somando-se ainda o fato de que há uma alegação de que a precariedade aumenta a cada dia por falta de funcionários e de recursos, a Frente em Defesa do Hospital Universitário pretende acionar o Ministério Público Federal (MPF) nos próximos dias com uma solicitação para que seja feita uma investigação tanto no que se refere a possível assédio moral por parte daqueles dirigentes que supostamente estariam pressionando os servidores, bem como em relação à alegada falta de verba e de funcionários. “O reitor garante que os recursos têm sido repassados normalmente e que não haveria motivo para uma situação de calamidade no Husm. Então, aonde é que está o problema? Está faltando ou não recurso? Quem está falando a verdade?”, questiona Rondon de Castro, presidente da Sedufsm.

Para o técnico em enfermagem, Carlos Renan do Amaral, que já foi diretor administrativo do Hospital Universitário entre os anos de 2006 e 2010, a conversa sobre o sucateamento da unidade hospitalar é antiga. Ele comentou durante a aula pública que, quando assumiu o setor administrativo, em 2006, apenas um aparelho de Raio X funcionava. Mas isso, segundo ele, por um problema de gestão. Amaral explica que o Husm não tinha sequer um contrato para a manutenção desse equipamento. Para o ex-diretor, o sucateamento em algumas áreas é intencional, pois o objetivo seria debilitar a unidade para que alguns dos serviços prestados aos usuários acabem na iniciativa privada.

Constitucionalidade

Helenise Sangoi Antunes, diretora do Centro de Educação da UFSM, destacou a necessidade de haver uma união de todos os segmentos para convencimento dos conselheiros universitários de que seria uma temeridade aprovar a adesão à Ebserh no momento em que ainda pairam dúvidas sobre a constitucionalidade da lei que criou a empresa. A professora também rechaçou as diversas formas de pressão que estão sendo feitas em favor da adesão: “Se aderir é uma opção da universidade, por que toda essa pressão”, ponderou Helenise.

Para muitos dos que se manifestaram durante a aula pública, o que tem ocorrido é muita desinformação do que realmente é a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Em relação aos membros do Conselho Municipal de Saúde, Wanderley Vasconcelos, da coordenação da Assufsm, destacou que o diálogo que tem sido feito demonstra que algumas opiniões foram revertidas a partir dos argumentos esclarecedores sobre o caráter da Ebserh.

Carlos Renan do Amaral ressaltou a posição da Associação de Prefeitos que se manifestou favorável à Ebserh. Segundo ele, os gestores municipais estão equivocados por falta de informação, pois as prefeituras acabarão sendo chamadas a pagar a conta. Amaral explica que o Husm é uma referência no atendimento terciário, sendo a atenção básica uma obrigação do poder público municipal. “No momento em que a empresa passar a gerir o Hospital, ou ela vai trancar o atendimento para pacientes que não cumprem o requisito do serviço a que se destina o hospital, ou a direção vai simplesmente cobrar das prefeituras os recursos que elas recebem do governo federal para fazer a atenção básica”, analisa ele.

Paralisação


Durante o evento que ocorreu esta tarde no Auditório Lói Berneira, Tiago Gabbatz, do Diretório Acadêmico da Medicina, informou que está havendo um diálogo com os residentes do Husm, que pretendem começar uma paralisação a partir da próxima segunda, 25. Conforme Gabbatz, diante da situação difícil pela qual estão passando, esses profissionais vão reivindicar que uma medida seja tomada para solucionar problemas urgentes. Para isso, pretendem cobrar uma ação do Ministério Público e também da reitoria da UFSM e direção do Husm.
Texto e fotos: Fritz R. Nunes
Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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Sindicatos têm recebido denúncias de pressão por causa da Ebserh

A decisão de aderir ou não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) tem gerado uma guerra de nervos não apenas na UFSM, mas especialmente junto a servidores técnico-administrativos e estudantes que atuam junto ao Hospital Universitário (Husm) e ao Centro de Ciências da Saúde (CCS). As denúncias de pressões veladas ou explícitas para que tanto os técnicos como os estudantes não se manifestem contrariamente à adesão têm chegado diariamente tanto na Assufsm como na Sedufsm e foram explicitadas na tarde desta quarta, 20, durante Aula Pública bo Auditório Lói Berneira, organizada pela direção do Centro de Educação. “O clima está tão pesado que alguns colegas têm até medo de ser vistos conversando com alguém do sindicato”, denuncia Loiva Chansis, da Assufsm. Tem sobrado farpas até para os estudantes de Medicina, que através do Diretório Acadêmico (Dazef), têm se posicionado contrariamente à empresa gestora de hospitais.

Tendo em vista essa situação, somando-se ainda o fato de que há uma alegação de que a precariedade aumenta a cada dia por falta de funcionários e de recursos, a Frente em Defesa do Hospital Universitário pretende acionar o Ministério Público Federal (MPF) nos próximos dias com uma solicitação para que seja feita uma investigação tanto no que se refere a possível assédio moral por parte daqueles dirigentes que supostamente estariam pressionando os servidores, bem como em relação à alegada falta de verba e de funcionários. “O reitor garante que os recursos têm sido repassados normalmente e que não haveria motivo para uma situação de calamidade no Husm. Então, aonde é que está o problema? Está faltando ou não recurso? Quem está falando a verdade?”, questiona Rondon de Castro, presidente da Sedufsm.

Para o técnico em enfermagem, Carlos Renan do Amaral, que já foi diretor administrativo do Hospital Universitário entre os anos de 2006 e 2010, a conversa sobre o sucateamento da unidade hospitalar é antiga. Ele comentou durante a aula pública que, quando assumiu o setor administrativo, em 2006, apenas um aparelho de Raio X funcionava. Mas isso, segundo ele, por um problema de gestão. Amaral explica que o Husm não tinha sequer um contrato para a manutenção desse equipamento. Para o ex-diretor, o sucateamento em algumas áreas é intencional, pois o objetivo seria debilitar a unidade para que alguns dos serviços prestados aos usuários acabem na iniciativa privada.

Constitucionalidade

Helenise Sangoi Antunes, diretora do Centro de Educação da UFSM, destacou a necessidade de haver uma união de todos os segmentos para convencimento dos conselheiros universitários de que seria uma temeridade aprovar a adesão à Ebserh no momento em que ainda pairam dúvidas sobre a constitucionalidade da lei que criou a empresa. A professora também rechaçou as diversas formas de pressão que estão sendo feitas em favor da adesão: “Se aderir é uma opção da universidade, por que toda essa pressão”, ponderou Helenise.

Para muitos dos que se manifestaram durante a aula pública, o que tem ocorrido é muita desinformação do que realmente é a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Em relação aos membros do Conselho Municipal de Saúde, Wanderley Vasconcelos, da coordenação da Assufsm, destacou que o diálogo que tem sido feito demonstra que algumas opiniões foram revertidas a partir dos argumentos esclarecedores sobre o caráter da Ebserh.

Carlos Renan do Amaral ressaltou a posição da Associação de Prefeitos que se manifestou favorável à Ebserh. Segundo ele, os gestores municipais estão equivocados por falta de informação, pois as prefeituras acabarão sendo chamadas a pagar a conta. Amaral explica que o Husm é uma referência no atendimento terciário, sendo a atenção básica uma obrigação do poder público municipal. “No momento em que a empresa passar a gerir o Hospital, ou ela vai trancar o atendimento para pacientes que não cumprem o requisito do serviço a que se destina o hospital, ou a direção vai simplesmente cobrar das prefeituras os recursos que elas recebem do governo federal para fazer a atenção básica”, analisa ele.

Paralisação


Durante o evento que ocorreu esta tarde no Auditório Lói Berneira, Tiago Gabbatz, do Diretório Acadêmico da Medicina, informou que está havendo um diálogo com os residentes do Husm, que pretendem começar uma paralisação a partir da próxima segunda, 25. Conforme Gabbatz, diante da situação difícil pela qual estão passando, esses profissionais vão reivindicar que uma medida seja tomada para solucionar problemas urgentes. Para isso, pretendem cobrar uma ação do Ministério Público e também da reitoria da UFSM e direção do Husm.
Texto e fotos: Fritz R. Nunes
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Sindicatos têm recebido denúncias de pressão por causa da Ebserh

A decisão de aderir ou não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) tem gerado uma guerra de nervos não apenas na UFSM, mas especialmente junto a servidores técnico-administrativos e estudantes que atuam junto ao Hospital Universitário (Husm) e ao Centro de Ciências da Saúde (CCS). As denúncias de pressões veladas ou explícitas para que tanto os técnicos como os estudantes não se manifestem contrariamente à adesão têm chegado diariamente tanto na Assufsm como na Sedufsm e foram explicitadas na tarde desta quarta, 20, durante Aula Pública bo Auditório Lói Berneira, organizada pela direção do Centro de Educação. “O clima está tão pesado que alguns colegas têm até medo de ser vistos conversando com alguém do sindicato”, denuncia Loiva Chansis, da Assufsm. Tem sobrado farpas até para os estudantes de Medicina, que através do Diretório Acadêmico (Dazef), têm se posicionado contrariamente à empresa gestora de hospitais.

Tendo em vista essa situação, somando-se ainda o fato de que há uma alegação de que a precariedade aumenta a cada dia por falta de funcionários e de recursos, a Frente em Defesa do Hospital Universitário pretende acionar o Ministério Público Federal (MPF) nos próximos dias com uma solicitação para que seja feita uma investigação tanto no que se refere a possível assédio moral por parte daqueles dirigentes que supostamente estariam pressionando os servidores, bem como em relação à alegada falta de verba e de funcionários. “O reitor garante que os recursos têm sido repassados normalmente e que não haveria motivo para uma situação de calamidade no Husm. Então, aonde é que está o problema? Está faltando ou não recurso? Quem está falando a verdade?”, questiona Rondon de Castro, presidente da Sedufsm.

Para o técnico em enfermagem, Carlos Renan do Amaral, que já foi diretor administrativo do Hospital Universitário entre os anos de 2006 e 2010, a conversa sobre o sucateamento da unidade hospitalar é antiga. Ele comentou durante a aula pública que, quando assumiu o setor administrativo, em 2006, apenas um aparelho de Raio X funcionava. Mas isso, segundo ele, por um problema de gestão. Amaral explica que o Husm não tinha sequer um contrato para a manutenção desse equipamento. Para o ex-diretor, o sucateamento em algumas áreas é intencional, pois o objetivo seria debilitar a unidade para que alguns dos serviços prestados aos usuários acabem na iniciativa privada.

Constitucionalidade

Helenise Sangoi Antunes, diretora do Centro de Educação da UFSM, destacou a necessidade de haver uma união de todos os segmentos para convencimento dos conselheiros universitários de que seria uma temeridade aprovar a adesão à Ebserh no momento em que ainda pairam dúvidas sobre a constitucionalidade da lei que criou a empresa. A professora também rechaçou as diversas formas de pressão que estão sendo feitas em favor da adesão: “Se aderir é uma opção da universidade, por que toda essa pressão”, ponderou Helenise.

Para muitos dos que se manifestaram durante a aula pública, o que tem ocorrido é muita desinformação do que realmente é a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Em relação aos membros do Conselho Municipal de Saúde, Wanderley Vasconcelos, da coordenação da Assufsm, destacou que o diálogo que tem sido feito demonstra que algumas opiniões foram revertidas a partir dos argumentos esclarecedores sobre o caráter da Ebserh.

Carlos Renan do Amaral ressaltou a posição da Associação de Prefeitos que se manifestou favorável à Ebserh. Segundo ele, os gestores municipais estão equivocados por falta de informação, pois as prefeituras acabarão sendo chamadas a pagar a conta. Amaral explica que o Husm é uma referência no atendimento terciário, sendo a atenção básica uma obrigação do poder público municipal. “No momento em que a empresa passar a gerir o Hospital, ou ela vai trancar o atendimento para pacientes que não cumprem o requisito do serviço a que se destina o hospital, ou a direção vai simplesmente cobrar das prefeituras os recursos que elas recebem do governo federal para fazer a atenção básica”, analisa ele.

Paralisação


Durante o evento que ocorreu esta tarde no Auditório Lói Berneira, Tiago Gabbatz, do Diretório Acadêmico da Medicina, informou que está havendo um diálogo com os residentes do Husm, que pretendem começar uma paralisação a partir da próxima segunda, 25. Conforme Gabbatz, diante da situação difícil pela qual estão passando, esses profissionais vão reivindicar que uma medida seja tomada para solucionar problemas urgentes. Para isso, pretendem cobrar uma ação do Ministério Público e também da reitoria da UFSM e direção do Husm.
Texto e fotos: Fritz R. Nunes
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Sindicatos têm recebido denúncias de pressão por causa da Ebserh

A decisão de aderir ou não à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) tem gerado uma guerra de nervos não apenas na UFSM, mas especialmente junto a servidores técnico-administrativos e estudantes que atuam junto ao Hospital Universitário (Husm) e ao Centro de Ciências da Saúde (CCS). As denúncias de pressões veladas ou explícitas para que tanto os técnicos como os estudantes não se manifestem contrariamente à adesão têm chegado diariamente tanto na Assufsm como na Sedufsm e foram explicitadas na tarde desta quarta, 20, durante Aula Pública bo Auditório Lói Berneira, organizada pela direção do Centro de Educação. “O clima está tão pesado que alguns colegas têm até medo de ser vistos conversando com alguém do sindicato”, denuncia Loiva Chansis, da Assufsm. Tem sobrado farpas até para os estudantes de Medicina, que através do Diretório Acadêmico (Dazef), têm se posicionado contrariamente à empresa gestora de hospitais.

Tendo em vista essa situação, somando-se ainda o fato de que há uma alegação de que a precariedade aumenta a cada dia por falta de funcionários e de recursos, a Frente em Defesa do Hospital Universitário pretende acionar o Ministério Público Federal (MPF) nos próximos dias com uma solicitação para que seja feita uma investigação tanto no que se refere a possível assédio moral por parte daqueles dirigentes que supostamente estariam pressionando os servidores, bem como em relação à alegada falta de verba e de funcionários. “O reitor garante que os recursos têm sido repassados normalmente e que não haveria motivo para uma situação de calamidade no Husm. Então, aonde é que está o problema? Está faltando ou não recurso? Quem está falando a verdade?”, questiona Rondon de Castro, presidente da Sedufsm.

Para o técnico em enfermagem, Carlos Renan do Amaral, que já foi diretor administrativo do Hospital Universitário entre os anos de 2006 e 2010, a conversa sobre o sucateamento da unidade hospitalar é antiga. Ele comentou durante a aula pública que, quando assumiu o setor administrativo, em 2006, apenas um aparelho de Raio X funcionava. Mas isso, segundo ele, por um problema de gestão. Amaral explica que o Husm não tinha sequer um contrato para a manutenção desse equipamento. Para o ex-diretor, o sucateamento em algumas áreas é intencional, pois o objetivo seria debilitar a unidade para que alguns dos serviços prestados aos usuários acabem na iniciativa privada.

Constitucionalidade

Helenise Sangoi Antunes, diretora do Centro de Educação da UFSM, destacou a necessidade de haver uma união de todos os segmentos para convencimento dos conselheiros universitários de que seria uma temeridade aprovar a adesão à Ebserh no momento em que ainda pairam dúvidas sobre a constitucionalidade da lei que criou a empresa. A professora também rechaçou as diversas formas de pressão que estão sendo feitas em favor da adesão: “Se aderir é uma opção da universidade, por que toda essa pressão”, ponderou Helenise.

Para muitos dos que se manifestaram durante a aula pública, o que tem ocorrido é muita desinformação do que realmente é a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Em relação aos membros do Conselho Municipal de Saúde, Wanderley Vasconcelos, da coordenação da Assufsm, destacou que o diálogo que tem sido feito demonstra que algumas opiniões foram revertidas a partir dos argumentos esclarecedores sobre o caráter da Ebserh.

Carlos Renan do Amaral ressaltou a posição da Associação de Prefeitos que se manifestou favorável à Ebserh. Segundo ele, os gestores municipais estão equivocados por falta de informação, pois as prefeituras acabarão sendo chamadas a pagar a conta. Amaral explica que o Husm é uma referência no atendimento terciário, sendo a atenção básica uma obrigação do poder público municipal. “No momento em que a empresa passar a gerir o Hospital, ou ela vai trancar o atendimento para pacientes que não cumprem o requisito do serviço a que se destina o hospital, ou a direção vai simplesmente cobrar das prefeituras os recursos que elas recebem do governo federal para fazer a atenção básica”, analisa ele.

Paralisação


Durante o evento que ocorreu esta tarde no Auditório Lói Berneira, Tiago Gabbatz, do Diretório Acadêmico da Medicina, informou que está havendo um diálogo com os residentes do Husm, que pretendem começar uma paralisação a partir da próxima segunda, 25. Conforme Gabbatz, diante da situação difícil pela qual estão passando, esses profissionais vão reivindicar que uma medida seja tomada para solucionar problemas urgentes. Para isso, pretendem cobrar uma ação do Ministério Público e também da reitoria da UFSM e direção do Husm.
Texto e fotos: Fritz R. Nunes
Assessoria de Imprensa da Sedufsm

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