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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Juíza é acusada de assédio moral, coação e ameaça

Denúncia foi feita por uma funcionária do Fórum da cidade, que alega ter sofrido ameaças e assédio moral em seu trabalho devido a motivações política


O jogo da política no interior não é fácil. Um fato bastante visto nas cidades pequenas é de que quem está empregado, trabalhando de forma comissionada em uma determinada prefeitura não pode ser oposição, onde caso seja contra ao prefeito que esteja no poder, corre o risco de ficar sem o emprego.

A verdadeira prática da coação é imperada nos municípios. Mas o que está acontecendo no município de São Sebastião é bastante inusitado, pois segundo a oficiala de justiça do município, Adriana Mércia Plácido Araújo, as ameaças partiram da juíza da cidade, Joyce Araújo, onde a mesma está sendo acusada de assédio moral no trabalho, coação, ameaça e abuso de autoridade. A funcionária da justiça procurou o Jornal Extra, e explicou que essa situação estaria acontecendo por ela ter declarado voto contra ao atual prefeito do município, Charles Pacheco, na última eleição em outubro do ano passado.

A oficiala disse também que as ameaças estavam vindas de sua chefa devido à mesma ser beneficiada financeiramente pelo gestor do município. “Trabalho há mais de 10 anos como oficiala no município, a juíza está há quase dois anos, mas venho sendo perseguida por conta de minha escolha na última eleição. Não sou a única que está recebendo ameaças, mas as outras pessoas têm medo. Essa juíza é favorecida pelo prefeito, tanto que por meio de contratos irregulares, algumas pessoas foram contratadas para trabalharem como cargo de comissionado”. 

Relatos de assédioPara a reportagem, Adriana Mércia informou que o assédio começou através de advertências verbais, onde a juíza chamava a oficiala em sua sala e na frente de outros funcionários a advertia sem dar chance de defesa. “Ela me humilhava. Tanto que uma vez ameaçou instaurar um processo disciplinar contra mim. E só não houve uma segunda humilhação por que eu acabei recusando a ir à sala dela novamente”. A oficiala contou também que estava de atestado médico na época em que começou a sofrer o assédio e que não entende o porquê de ter sido chamada tantas vezes, se não havia motivo. “Só pelo fato de eu ter me recusado a ir à sala, ela ameaçou não deferir a minha licença médica, onde se sabe que ela não tem essa competência para tal decisão”. 

Outra acusação feita pela funcionária da justiça foi a da que a juíza se aproveitou de um processo de adoção para coagir a oficiala. “Ela foi além e ameaçou prejudicar meu um processo de adoção no qual eu sou a adotante. Onde ela mesma há quatro meses deferiu a adoção para mim e depois para me atingir ameaçou tirar a guarda da minha filha. Com isso pedi que ela fosse afastada do processo de adoção, é triste o que está acontecendo comigo”, ressaltou Adriana. Diante de toda essa situação, a oficiala informou ainda que já deu entrada na Corregedoria do Tribunal de Justiça e também junto ao presidente do TJ.

A mesma disse também que entrou com um pedido de segurança junto ao Departamento da Polícia Federal e a Secretaria de Segurança do Estado. Juíza nega acusação Com a acusação feita pela funcionária, o Jornal Extra procurou a juíza do município, Joyce Araujo, que negou perseguir a oficiala, onde alegou que a funcionária sofre de problemas psiquiátricos e que por isso estaria inventando essa perseguição. “Caso ela vá à frente com isso, irei acioná-la na justiça, nunca tive mais de três contatos com essa mulher.

Ela está criando isso”. A juíza ainda acrescentou em contato com a reportagem que se caso classificasse o conteúdo como ofensivo, entraria com uma ação judicial contra o Jornal Extra. A magistrada falou também sobre o problema da adoção. “A questão em relação a isso, é que ela sofre desses problemas, e no meu entendimento uma pessoa que sofre disso não teria como cuidar de uma criança. Mas não estou mais a frente do processo, pedi para me afastar para não haver mais confusão. Ela também alega que as perseguições são por conta de motivações políticas, nego isso também, pois não tenho ligação nenhuma com o prefeito”


Carlos Victor Costa carlosvictorcosta@hotmail.com

Fonte: ExtraAlagoas

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