"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


quarta-feira, 17 de julho de 2013

Em audiência no Senado, sindicalista de Cruzeiro do Sul ataca assédio moral no serviço público

Uma acriana teve participação de destaque em audiência pública promovida no último dia 24 pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal para debater a prática de assédio moral no serviço público. Foi a presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF), Leilane Ribeiro de Oliveira, natural de Cruzeiro do Sul, que discursou contra na discriminação sofrida pelos servidores administrativos que trabalham na PF.

 Em uma sessão marcada por lágrimas de revolta, Leilane destacou que os servidores administrativos da PF lutam há anos por valorização profissional e pela reestruturação de sua carreira, problemas para os quais o governo estaria de olhos fechados. “Dizem que estamos negociando, mas tudo é imposto de forma unilateral. Não existe diálogo de fato”, protestou. “Estamos vivendo dias de ditadura disfarçada de democracia”, acrescentou, sob fortes aplausos.

Para Leilane, a inabilidade do atual governo em ouvir a sociedade é que está levando o povo às ruas para protestar. “Ano passado, fizemos a maior greve do serviço público em muitos anos, mas ninguém teve as reivindicações atendidas. Quem sabe se tivesse sido diferente a atual onda de protestos não existiria”, refletiu.

Diante das diversas queixas femininas de assédio moral e sexual, Leilane convocou as mulheres a “gritar” em sinal de protesto. “Ainda hoje muitos homens tentam ignorar a voz das mulheres. Não podemos abaixar o tom diante desses abusos”. Ela destacou ainda a campanha “Levante a cabeça!” lançada pelo SINPECPF contra o assédio moral. “Não podemos mais abaixar a cabeça diante desses abusos”, alertou, conclamando os demais servidores e também os senadores a lutar contra o assédio moral.

O que é o assédio moral? – É a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Geralmente são praticadas por superiores hierárquicos que se aproveitam da posição para assediar os subordinados, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-a a desistir do emprego ou a trabalhar deprimida e desmotivada.

Fonte: JuruáOnline

Nenhum comentário:

Postar um comentário