"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


domingo, 30 de junho de 2013

Republicações 8

Em Junho de 2011, após uma reunião com a coordenação da empresa em que trabalho, que segundo os mesmos objetivava que os funcionários pudessem expor as facilidades e dificuldades encontradas no local de trabalho, e tornar a administração mais próxima da nossa realidade, uma das pessoas presentes, que não sei se por medo e/ou incompetência, opta pela estratégia do puxa-saquismo, ao retornar ao local de trabalho, contou à gerente todos os detalhes do que cada um dos presentes havia dito durante a reunião. Para se ter uma ideia das atitudes do “pombo-correio”, ao final da reunião foi dada a todos a oportunidade de fazer uma ponderação final. A fala que se seguiu foi a seguinte: “Você não imagina a alegria que senti quando passei no processo seletivo desta empresa, porque eu tinha sido demitida de outra, e isto me deixou muito triste, já que trabalho desde os 11 anos. Quando fomos admitidos fizeram uma reunião conosco,  e você não sabe a alegria que senti   quando você entrou na sala (falando para a Coordenadora), porque eu tinha "sonhado com você..." Esse tipo de atitude me deixa extremamente irritante.

A minha percepção sobre os comentários foi de que nada do que foi dito comprometia as equipes de trabalho ou a gerência. Apenas pequenas dificuldades como a necessidade de material de escritório em alguns momentos, envelopes plásticos, melhor adequação dos horários de almoço em alguns setores, orientação de novos profissionais na contratação para que dúvidas recorrentes não se repetissem, e outras coisas assim.

Como trabalhamos para o SUS, não nos é permitido cobrar por nenhum serviço, e isso é sabido por todos. Nesta reunião comentei que quando saíssemos dali eu iria para um grupo e faríamos o “Bingo da Saúde”, onde não bastava acertar os números, mas também a uma pergunta relacionada a orientações dadas nos últimos 3 meses, e comentei que eu havia lhes comprado um bom presente e que quando contei ao grupo o que faríamos, os participante resolveram que gostariam de dar dinheiro para que fossem comprado mais brindes para sortear no bingo. Por decisão do grupo os mesmos decidiram por um valor de R$ 5,00. Entretanto dar o dinheiro não era pré requisito para participar do bingo, já que eles não queriam que as pessoas trouxessem coisas da “1,99”. A Coordenadora perguntou então se o restante das equipes sabia sobre o bingo, porque boas idéias precisavam ser compartilhadas.

A minha ponderação final foi que não era fácil quando nos chamam para uma reunião (aquela era a primeira), porque não sabíamos o que seria feito com as coisas que falássemos. Acho que eu já estava antevendo o que aconteceria.


Durante a reunião, em que circulou pacote de biscoito recheado de mão em mão, comecei a ficar incomodada com uma unha quebrada e abri a tesourinha que tenho no chaveiro e cortei a unha, como continuava incomodando, lembrei que tinha uma lixa na bolsa, pois mandara lavar o carro e a tirara do quebra sol, porque odeio quando a unha quebra e fica daquele jeito. Peguei a lixa umas três vezes porque a unha não parava de incomodar. (Você deve estar imaginando o que isso tem de relevante, mas vai descobrir em relato posterior).

Na reunião geral do dia seguinte a gerente me atacou com veemência diante de outros colegas, perguntando por que é que só a minha equipe tinha reclamado de falta de material de escritório e outras coisas. Eu disse que ela não sabia o que estava falando e ele gritou: "O que?" ao que eu respondi: ‘Você não estava lá, não foi só a minha equipe que se pronunciou, vários falaram a mesma coisa. ’ Ela disse que eu não sabia respeitar. Eu respondi que não havia ido lá para tapar a boca das pessoas e que elas estavam livres para dizer o que quisessem.

Ela continuou: “E que negócio é esse pegar dinheiro das pessoas? A gente é o que? A gente é SUS! E se um usuário desses faz uma ouvidoria dizendo que você está cobrando pra eles participarem do grupo?” Respondi que dar dinheiro fora uma iniciativa do grupo, e que não era “cobrança”, já que não era um pré-requisito para participar do bingo. Falei que a Coordenadora não falara nada sobre isso, apenas perguntara se o restante das equipes sabia sobre o bingo, porque a ideia de um podia ser útil a outro, e que ela dissera que em uma visita à nossa unidade, fizera uma pergunta sobre algo que acontecia em outra equipe e a pessoa não sabia.

Ela respondeu: “Mentira! Ela nunca veio aqui falar com ninguém, ela queria era pegar vocês. Você fala demais! Você não conhece a chefe! (referindo-se a coordenadora) Dependendo do "ALÔ" com que ela me atende eu sei se posso ou não, falar o que eu queria falar.”

- Durante este episodio comecei a me sentir muito mal com o rosto e os olhos queimando muito. Ao chegar a minha casa verifiquei a minha Pressão Arterial (PA) que é sempre muito baixa, e a mesma apresentava alteração significativa. Nos dias seguintes a PA manteve-se sempre tendente a elevar-se.

Quanto à fala em relação “a chefe” (coordenadora), ficou nas entrelinhas que ela (gerente) tem um grau de intimidade tamanha, que nos coloca em grande desvantagem se precisarmos levar algum problema até ela; ou que ela é alguém em quem não se pode confiar. Alguém que está sempre querendo “nos pegar”.




Qualquer uma das opções é assustadora!

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Sindicatos cobram lei para punir assédio moral

Representantes sindicais relatam que a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras seria comum, motivando afastamentos de trabalho por depressão e até suicídio


Coordenada por Paulo Paim (4º à dir.), audiência debate discriminação contra servidores federais no Brasil e no exterior
Foto: Marcos Oliveira
A tipificação criminal da prática de assédio moral no ambiente de trabalho foi cobrada por representantes sindicais e de associações de servidores e empregados de empresas públicas que participaram de audiência na Comissão de Direitos Humanos (CDH) ontem. Pelos relatos, a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras seria habitual, motivando afastamentos por depressão e até suicídios.

Defendendo agilidade no exame de projetos que tratam do assunto, os dirigentes se comprometeram a encaminhar à comissão um documento sintetizando as propostas, junto com um levantamento das matérias que tramitam no Senado e na Câmara. Paulo Paim (PT-RS), que solicitou a audiência e coordenou os trabalhos, deve definir com a presidente da CDH, Ana Rita (PT-ES), a forma de fazer chegar as demandas a quem pode contribuir com soluções nas duas Casas do Legislativo.

Itamaraty

No debate estavam duas entidades de trabalhadores do Ministério das Relações Exteriores. Nos últimos meses, a imprensa brasileira noticiou casos de assédio moral e sexual, além de atos discriminatórios.

O caso de maior repercussão decorreu de denúncia de contratados do consulado brasileiro em Sidney, na Austrália. Foram acusados o cônsul-geral, Américo Dyott ­Fontenelle, e o cônsul-geral-adjunto, Cesar Cidade.

Adriano Pucci, que representou o Itamaraty no debate, refutou a ideia de “corporativismo” como obstáculo às apurações. Além da remoção de seus postos, hoje os acusados respondem a processos administrativos que devem ser julgados em breve, conforme Pucci.

O presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores, Alexey van der Broocke, defendeu a penalização do assédio. Sobre o Itamaraty, ele disse que denúncias começaram a ser recebidas desde a criação do sindicato, em 2009, mas pouco foi feito. Ele observou que o cônsul Américo Fontenelle, por exemplo, era reincidente na prática.

Jornal do Senado


Curso de assessoria de imprensa no serviço público será neste fim de semana em Ariquemes-RO

Na abertura do Curso, será apresentada uma palestra sobre assédio moral. 


As inscrições estão sendo realizadas no Escritório Regional do deputado Saulo Moreira em Ariquemes



Tem início no próximo sábado (29), na cidade de Ariquemes, às 8 horas, no plenário da Câmara Municipal de Vereadores, o primeiro Curso de Assessoria de Imprensa no Serviço Público, promovido pela Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia através da Escola do Legislativo, por indicação do deputado Saulo Moreira (PDT).

Na abertura do Curso, será apresentada uma palestra sobre assédio moral. As inscrições estão sendo realizadas no Escritório Regional do deputado Saulo Moreira em Ariquemes, mas, ainda no sábado pela manhã, os interessados poderão efetivar suas matrículas. As aulas serão ministradas no sábado e domingo.

De acordo com o deputado, o objetivo do curso é capacitar o aluno a atuar como assessor de imprensa em um organismo público, identificando temas e elaborando conteúdos jornalísticos que possam despertar o interesse da mídia (veículos de comunicação). O curso apresenta as ferramentas e técnicas desta atividade e aborda como um planejamento de comunicação é utilizado em prol do fortalecimento da imagem do assessorado ou da instituição.

O Curso de Assessoria de Imprensa no Serviço Público abordará os seguintes temas: Funções da Assessoria de Imprensa; Assessoria de Comunicação Social; Perfil do Profissional de Assessoria de Imprensa;  Áreas de atuação do Assessor de Imprensa; Identificação e definição das ferramentas da Assessoria de Imprensa; Técnicas e linguagens das ferramentas de Assessoria de Imprensa; Desenvolvimento das estratégias de comunicação;  Reconhecimento das mídias de interesse para projeção da informação;  Estruturação do planejamento de comunicação integrada; Gerenciamento de crises;  Elaboração de release; Técnicas de Entrevista Coletiva; Noções sobre assédio moral;  Técnicas de Cerimonial; e o Código de Ética do Jornalista.

A capacitação será ministrada pelo diretor do Departamento de Comunicação Social da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia, Paulo Ayres. O ministrante é técnico legislativo da ALE, sendo detentor ainda das seguintes titulações: professor, jornalista, radialista, supervisor em gestão de pessoal, analista de recursos humanos, consultor em gestão de recursos humanos e tecnólogo em gestão de recursos humanos. Também é ex-presidente Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Rondônia e atual presidente da Associação dos Tecnólogos em Gestão de Recursos Humanos do Estado de Rondônia.

DECOM/ ALE/RO [ Maique Pinto ] 


Fonte: EM RONDONIA.com

quinta-feira, 27 de junho de 2013

O Sindsaúde-DF tornou-se uma referência em assedio moral

A fama é a pior possível. O Sindsaúde-DF tornou-se uma referência em assedio moral, demissão constantes e sem justa causa, salários aviltantes, calotes, entre outras práticas nefastas.

Nas varas da Justiça do Trabalho no Distrito Federal, o Sindsaúde tornou-se motivo de chacota dos funcionários e juízes trabalhistas que tratam as ações contra o sindicato com declarada ironia: de novo?.

Os funcionários trabalham em clima de aparente tranquilidade, mas nas entrelinhas a prática insidiosa de relação de “poder”, onde o 'triângulo' exerce a vigilância cumpliciada dos que lhe babam as tetas, e a vigilância ameaçadora dos que recusam tal técnica, é bem o tom da superficial impassibilidade.

Nenhum funcionário é desligado do quadro funcional da entidade de forma concordata e como manda as leis trabalhistas. Todos, invariavelmente todos, são obrigados a procurar a Justiça para receber seus direitos.

Fornecedores de serviços, gráficas, gráficos, imobiliárias, escritórios de advocacia, e quem mais se arrisca a prestar serviços ao Sindsaúde, está fadado ao logro, a arapuca, a insidia, a emboscada, ao esparro.

Engana-se quem pensa que essa prática condenável e nojenta é desconhecida dos seus parceiros e congêneres. Não, não é. A classe sindical de Brasília, parlamentares de direita e de esquerda, militantes de todos os matizes, os taxistas, os ascensoristas, os vigilantes e até o “Louro José”, tem conhecimento dos fatos.

Fingem não ver, e anos, após anos acobertaram e silenciaram sobre as práticas criminosas do Sindsaúde.

Mas o rei está ficando nu. E mesmo com tão poucos com coragem para denunciar, pouco a pouco os tirocínios desse sindicalismo irresponsável, que de tão insustentável, vai ficando epidemicamente mórbido.

Mórbido, porque morre um pouco na mente de cada um dos que lá passaram, dos que souberam, e até dos que se calaram, o ideal de um sindicalismo responsável e cidadão, que se comprometeu, lutou e defendeu as causas dos trabalhadores.

A ação criminal impetrada pelo anterior e atual presidente da entidade contra os 31 ex-funcionários do Sindisáude, é um prova cabal da irresponsável e criminosa prática dos seus dirigentes, que ao invés de pagar os direitos trabalhistas dos seus ex-colaboradores, investe em caríssimo advogado, (que provavelmente não vão pagar), para intimidar pais e mães de famílias que por hora estão passando enormes dificuldades financeiras.

São criminosos, e sobem nos palanques e nos trios elétricos empunhando bandeiras para reivindicar direitos que eles não praticam.

Enganam para permanecer no poder. Enganam retirando o dinheiro da conta para não pagar multas do Ministério Público do Trabalho. Enganam percorrendo gabinetes de parlamentares contando mentiras. Enganam tentando corromper advogados. Enganam seus milhares de sindicalizados com falsas e invejosas promessas. Enganam!

Enganam tanto, que perderam a noção de enganar. Estão expostos, estão nus, estão execrados pelos que já sabem, e com certeza pelos que ainda vão saber. E serão enganados por suas próprias enganações.

Que nojo!

CÂMARA EM PAUTA

Fonte: Tribuna de Taguatinga

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Assédio moral: impacto sobre os profissionais de enfermagem

Resumo
          O assédio moral é conhecido como violência moral no trabalho, sendo qualquer conduta abusiva, por meio de palavras, atos ou comportamentos, que possam danificar a integridade física ou psíquica do trabalhador. Assim o objetivo desse trabalho foi realizar uma revisão detalhada sobre o assédio moral na enfermagem. O estudo foi realizado por meio de revisão da literatura nas bases de dados Scielo, Bireme e Google acadêmico no período de julho a outubro de 2012, utilizado as palavra as chaves assédio e assédio moral. Os dados foram analisados mediante a técnica da revisão. Observou-se que assédio moral no trabalho representa um jogo de poder que violenta, humilha e intimida pelo medo, e que, sobretudo, afeta a saúde e o desempenho de trabalhadores e trabalhadoras. Essa tem sido uma trágica realidade para os profissionais de enfermagem, em especial para o imenso contingente feminino da categoria, que se vê violentado cotidianamente, seja pela imposição de uma relação de subordinação injusta a outros profissionais de mesmo grau de escolaridade e responsabilidade, seja pelas condições desiguais de trabalho, salário e jornada a que estão obrigados. Constata-se a necessidade de elaboração de políticas sociais para inibição do assédio social e campanhas educativas para inibição dessa pratica na enfermagem.
         

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Sindicato de Jundiaí protesta contra o assédio moral na agência empresarial do Banco do Brasil

O Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região paralisou, nesta sexta-feira 14, a agência empresarial do Banco do Brasil, localizada na Vila Virgínia próxima à Av. Nove de Julho, até o meio dia e realizou um ato para denunciar o assédio moral que vem sendo praticado contra os funcionários por um gestor da agência.

Entre as principais denúncias feitas pelos bancários estão: pressão sem limites para o cumprimento de metas feitas inclusive com o uso de palavras obscenas, imposição de jornada extra sem pagamento de horas extras, limitação do uso do banheiro para uma vez ao dia, ameaças de transferência para quem reclama, entre outros abusos.

A falta de respeito e o assédio moral são tão fortes dentro desta agência que ela já foi apelidada de “inferno” pelos funcionários, inclusive de outras agências. Para criticar de forma irônica essa situação lamentável, o Sindicato realizou um ato lúdico em frente à agência, colocando duas pessoas caracterizadas como “demônio” (sinalizando o assediador) e “santo” (sinalizando a luta contra o assédio).

“O Sindicato não vai tolerar esse tipo de situação que tanto mal está causando aos funcionários da agência, levando muitos inclusive a ter que tomar remédio de tarja preta. Estaremos ao lado dos companheiros denunciando essa prática criminosa e exigindo que ela pare imediatamente ou que o assediador seja afastado do banco”, afirma Silvio Rodrigues da Silva Santos, funcionário do Banco do Brasil e diretor do Sindicato.

Fonte: FeTeCSP

terça-feira, 25 de junho de 2013

Assédio moral pode resultar em demissão de funcionários públicos

Por Paola Lima


Funcionário público que praticar assédio moral contra seus subordinados poderá ser demitido por justa causa. É o que propõe o Projeto de Lei do Senado 121/2009. O projeto inclui o assédio moral entre as condutas vedadas aos servidores públicos, listadas no artigo 117 da lei que dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos da União, das Autarquias e das Fundações Públicas Federais (Lei 8.112/90). No artigo 132 desta lei, o projeto inclui a penalidade de demissão ao servidor que infringir a regra de vedação à prática do assédio moral.

Pelo texto, que será votado em decisão terminativa na CCJ, fica proibido coagir moralmente subordinado, através de atos ou expressões reiteradas com intenção de “atingir a sua dignidade ou criar condições de trabalho humilhantes ou degradantes, abusando da autoridade conferida pela posição hierárquica”.

Para o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), autor do projeto, o assédio ou coação moral, além de constranger, desestabiliza o empregado durante sua permanência no ambiente de trabalho, forçando-o muitas vezes a desistir do emprego. O relator da proposta na CCJ, senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), deu parecer favorável à aprovação, com apenas uma emenda de redação. O relator alterou a ementa do projeto de forma a detalhá-la melhor.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Assédio moral em TI: fábricas de software

Por Henrique Lobo Weissmann Serpa de Andrade

INTRODUÇÃO

Um software é bem mais que um conjunto de instruções a serem executadas por um computador: é o fruto de um processo complexo composto por atributos tecnológicos e humanos, sendo o segundo o foco deste trabalho. Para que um projeto seja realmente bem sucedido, mais que um bom design é necessário que as pessoas que o constroem possuam boas condições de trabalho a fim de obter sucesso no caminho que começa com uma necessidade e termina com um cliente bem atendido por um sistema computadorizado. O sucesso vai além da mera entrega: deve incluir também a satisfação de todos os membros da equipe na execução do projeto. 

Dentre as possíveis formas de se produzir software, no Brasil se popularizou bastante a partir da década de 1990 as chamadas fábricas de software, que são empresas com foco no desenvolvimento de software customizado para o público em geral, normalmente sem foco em um nicho específico de mercado. Apesar de suprir bem uma fatia significativa do mercado, tal como será exposto neste trabalho o ambiente da fábrica de software muitas vezes propicia a ocorrência do assédio moral, cujo evitar é um dos maiores desafios da administração atual. 


Esta pesquisa se motivou pela minha percepção de que claramente há algo de errado com o modo como lidamos com o ato de produzir software em fábricas. Percepção baseada na minha própria experiência e, ainda mais importante, dos inúmeros relatos com os quais tomo conhecimento vindos de amigos, grupos de discussão na Internet, blogs e toda forma de comunicação que rodeia este segmento do mercado.

Uma percepção isolada não é suficiente para motivar alguém a escolher como tema do seu trabalho de conclusão de curso em Ciência da Computação uma área aparentemente tão distante como o Direito. A decisão pelo tema se deu por acaso: o sócio da minha esposa, Rafael Moraes estava defendendo sua dissertação de mestrado intitulada “O Assédio Moral e a Política Empresarial de Metas” que chegou às minhas mãos por acaso. Lendo aquele trabalho imediatamente minha percepção isolada tomou cara: tive um insight que tornou claro pra mim que nosso ambiente de trabalho muitas vezes não facilita a ocorrência do fenômeno do assédio moral: implora por ele.


Conforme lia a dissertação de Rafael Moraes (e seu subsequente livro homônimo eram muito claros os paralelos entre o fenômeno por ele descrito e as situações que chegavam à mim por vias direta e indireta. Claro: um único texto ainda não era suficiente para que eu pudesse ter certeza do que estava acontecendo. Isto iniciou uma pesquisa bibliográfica extensa que virou minha visão e postura profissional de ponta-cabeça. O trabalho de conclusão de curso caiu como uma luva para que eu pudesse responder ao seguinte questionamento: como ocorre o assédio moral em fábricas de software? Fábricas de software propiciam a ocorrência do assédio moral? 

Esta aventura intelectual mostrou-se surpreendente para mim conforme auto criticava minha própria postura profissional e também as que observava em colegas e nos relatos que recebia. Ficava claro que o assediador muitas vezes não se tornava assediador por livre iniciativa, mas sim era levado a isto a partir da cultura empresarial, mercado ou inúmeros outros fatores. 

Ao analisar o conceito de fábrica de software tive uma série de surpresas.Tal como será exposto neste trabalho, aquela percepção de que muitos tem de que o termo não é apropriado confirma-se. Para tal fiz uma análise histórica que me levou a 1969 quando o termo é cunhado pela primeira vez com sucesso na Hitachi japonesa,não surpreendentemente com um significado bastante distinto conforme está exposto neste trabalho. 

Apenas uma pesquisa bibliográfica não me saciava: precisava também observar o fenômeno se concretizando. Para isto publiquei e divulguei na Internet um formulário no qual os trabalhadores de fábricas de software pudessem relatar suas experiências a fim de que fosse possível traçar um perfil do assediado e assediador estatisticamente. Talvez tenha sido a parte mais emocionante desta jornada acadêmica quando percebi claramente o medo que as pessoas têm de tratar o assunto. Enquanto os posts no meu blog http://devkico.itexto.com.br gerava milhares de acessos, observei apenas dezenove relatos fornecidos pelo formulário, incluindo algumas “pseudo-ameaças” para que eu não levasse a cabo este trabalho ou tornasse-o público. Infelizmente dado o pequeno número de relatos não foi possível satisfazer o objetivo de ter uma estatística melhor sobre o fenômeno ainda, porém já estou articulando uma nova estratégia que me levará ao sucesso neste objetivo,espero, em muito breve.

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domingo, 23 de junho de 2013

Republicações 7




Relato 7  (Ainda não terminou)


"É interessante notar que o assédio moral é um fenômeno social e que só recentemente foi pesquisado a fundo por especialistas. Dentre eles a Marie-France Hirigoyen que recomendo a leitura de seu livro onde ela  faz uma análise de toda a ação perversa que há por trás deste tipo de violência. Perceba você, então, que falamos de um padrão comportamental, ou seja, a repetição e reiteração de práticas que são manifestadas pelo  agressor. 
E daí? Você pode perguntar, o que eu tenho a ver com isso? Se você pensar que pode estudar e conhecer a estratégia do agressor e anulá- la, tudo.
Dois outros livros me ajudaram muito nessa reviravolta contra os assediadores: A arte da guerra de Sun Tzu e Mentes Perigosas da Dra Ana Beatriz Barbosa Silva. No Blog eu deixo muito claro a relação psicopática de determinados assediadores. 
E mais uma vez o que isso tem a ver? depois que eu passei a abordar minha situação de assédio do ponto de vista do agressor, isto é, conhecendo-o a vida deles nunca mais foi a  mesma (risos). A minha também!
Passei então a adotar as estratégias de guerra do milenar general e comecei um processo gradual de neutralização e vitória sobre eles. Eu sou empregado público e já era pra ter sido demitido por justa causa a muito tempo, mas isso não ocorreu. Para um psicopata, nada é mais frustrante do que armar esquemas e estes não funcionarem. Veja que estou falando de gente sem escrúpulos, corruptos, criminosos de colarinho branco etc.
Mas, tudo tem um preço. O meu: mais de dois anos de depressão e uma tentativa frustrada de suicídio, pra azar de meus inimigos.
A principal estratégia deles é te isolar pra que você sinta a solidão da violência. No seu caso, isso já não está funcionando já que estamos aqui trocando experiências. E essa é a idéia.
Para uma vítima de assédio, cada passo é o mais importante. 
A reversão é gradual, demora pra ser amenizada, tem que ter paciência.
Comigo ainda não acabou. Nem com a denúncia no MPT. 
Mas, eles, hoje, estão, digamos, mais assustados comigo. Quando souberam que eu estava cursando Direito entraram em desespero e isso me foi verbalizado aos berros dentro da sala de um gerente (risos).
Busque dentro de você uma força interior inabalável: eles não resistem a isso. Detalhe, só estão te atacando porque sentiram-se ameaçados por você.
Um forte abraço"

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Afastamento de servidores em Prudente por transtorno mental chega a mais de 20%

Sindicato acredita que a maioria dos casos está relacionada a problemas com o assédio moral dos trabalhadores


Dos 994 casos de adoecimento de servidores municipais da Prefeitura de Presidente Prudente que necessitaram de afastamento do trabalho por um período de mais de 15 dias no ano de 2012, em um universo de 4 mil funcionários ativos, 21% apresentaram algum tipo de transtorno mental, segundo levantamento divulgado pelo sindicato da categoria. Ainda conforme a entidade, o índice representa a principal causa de afastamento de servidores para tratamento de saúde.

Ouvindo os relatos dos trabalhadores, o sindicato acredita na hipótese de que a maioria dos transtornos mentais pode ter sido desencadeada pelo assédio moral. “A sobrecarga de trabalho, a desvalorização, as perseguições, as transferências indevidas, os constrangimentos e as humilhações cometidas por chefes caracterizam o assédio moral”, explicou a presidente da entidade, Ana Lúcia de Mattos Flores.

Com o objetivo de enfrentar o problema, o Sindicato dos Servidores Municipais de Presidente Prudente e Região lançará nesta sexta-feira (21) uma campanha de combate ao assédio moral no serviço público, que será desenvolvida nas 39 cidades de sua base de atuação.

O evento, a partir das 18h30, no Salão Nobre das Faculdades Integradas Antônio Eufrásio de Toledo, na Vila Furquim, em Prudente, contará com uma palestra da médica do trabalho Margarida Barreto sobre o tema.

Doutora em psicologia social, ela é coordenadora da Rede Nacional de Combate ao Assédio Moral e outras Manifestações de Violência Laboral. Após a palestra, às 21h, o sindicato lançará a cartilha “Assédio Moral é Crime... Denuncie!”, que será distribuída aos servidores municipais da região.

“A informação é a maior arma que o trabalhador tem para defender-se eficazmente contra a prática do assédio moral. É preciso conhecer seus direitos e saber como intervir ao presenciar ou vivenciar esse episódio”, disse a presidente.

Ela explicou que a campanha também contará com outras atividades de  enfrentamento do assédio moral no serviço público, problema que considera “cada vez mais frequente nos locais de trabalho”.

O sindicato pretende fornecer aos servidores públicos municipais de Prudente e da região informações básicas sobre a caracterização do assédio moral, abordando causas e consequências, com a perspectiva de humanizar as relações no ambiente de trabalho, além de orientar e incentivar os funcionários a denunciarem os “agressores”.

Segundo Ana Lúcia, a campanha também pretende fazer com que os municípios adotem leis específicas para coibir o assédio moral no serviço público.

Executivo

O secretário municipal de Comunicação de Presidente Prudente, Marcos Tadeu Cavalcante, informou que quando há uma denúncia de assédio moral praticado contra servidor público a Prefeitura abre sindicância para apuração do caso.

Fonte: iFronteira

quinta-feira, 20 de junho de 2013

AUDIÊNCIA PÚBLICA - ASSÉDIO MORAL NO SERVIÇO PÚBLICO


COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA



O Senado Federal organiza, na segunda-feira, dia 24 do corrente, a partir das 9hs, no Plenário nº 2, Ala Senador Nilo Coelho, Anexo II, Senado Federal, audiência pública para tratar do problema do assédio moral no serviço público. O SINDITAMARATY terá assento à mesa.

Tendo em vista a importância da matéria, aliada ao atual momento de relatos graves de assédio moral no serviço exterior brasileiro, o SINDITAMARATY convida os servidores para comparecer. A presença de assistência numerosa é importante para o debate do tema, que precisa ser bem conhecido e identificado e requer tipificação legal o quanto antes. 

Fonte: SINDITAMARATY

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Prefeitura de Dourados-MS Realiza Simpósio Sobre Saúde do Trabalhador


A Prefeitura de Dourados através da Secretaria de Saúde recebe inscrições para o Simpósio da Saúde do Trabalhador, que será realizado no dia 28 deste mês.  O evento organizado pelo Cerest (Centro Regional de Referência à Saúde do Trabalhador) tem como objetivo promover o conhecimento sobre a saúde do trabalhador, informando e conscientizando sobre a importância da prevenção dos riscos e agravos das condições de trabalho.

O público-alvo são profissionais da saúde, acadêmicos e trabalhadores em geral. O evento vai promover diversas palestras que podem realmente interessar o trabalhador, como por exemplo, doenças ocupacionais, seguridade social, assédio moral, entre outros temas.

De acordo com o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Eduardo Arteiro Marcondes, com a realização desse simpósio o Cerest vai interagir com os acadêmicos e profissionais em geral, reforçando as ações de promoção, prevenção e vigilância da saúde do trabalhador.

“Esperamos também a conquista de metas estabelecidas no Plano de Ações da Saúde de Dourados, bem como maior número de pessoas conscientizadas e comprometidas para um ambiente mais saudável e uma melhor qualidade de vida”, destaca.

Programação

O evento vai acontecer das 7h30 às 17h, no Plenário José Cerveira no CAM (Centro de Administração Municipal), na Rua Coronel Ponciano 1.700, Parque dos Jequitibás.

A abertura está marcada para 8h, mas quem deseja participar deve chegar às 7h para fazer o credenciamento.

A palestra de abertura será feita pela coordenadora do Cerest Évelyn Melo da Cunha. Das 8h às 8h45 acontece a palestra “A Importância da Integração dos Serviços na Rede SUS”; das 8h45 às 9h “Sinan – Importante Notificar”; Das 9h15 às 10h “Doenças Ocupacionais”; das 10h às 10h30 “Seguridade Social e a Saúde do Trabalhador”; das 10h30 às 11h mesa redonda.

Das 13h30 às 14h “Ergonomia”; das 14h às 15h “Assédio Moral”; das 15h15 às 16h30 “Voz como Instrumento de Trabalho”; das 16h30 às 17h mesa redonda e encerramento.

As inscrições estão sendo feitas através do telefone (67) – 3428-2400 e e-mail cerest.sems@dourados.ms.gov.br

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Assédio moral: até onde vai essa conduta imoral?

Por Valtermario de Souza Rodrigues*


“Deus me proteja da sua inveja; Deus me defenda da sua macumba;
Deus me salve da sua praga; Deus me ajude da sua raiva;
Deus me imunize do seu veneno; Deus me poupe do seu fim.
Deus me acompanhe; Deus me ampare; Deus me levante;
Deus me dê força; Deus me perdoe por querer;
Que Deus me livre e guarde de você.”
 (Trecho da música Reza de Rita Lee)



Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que é tão antigo quanto o próprio trabalho.

Ao começar escrever esse artigo me lembrei, carinhosamente, de Dona Maninha, minha tia-avó, falecida no interior da Bahia em 2005 aos 106 anos de idade e dona de uma sabedoria singular. Ela dizia: “Todo tempo não é um…”. Essa frase, que eu achava meio sem sentido, se aplica muito bem ao tema assédio moral.

No passado, condutas de assédio moral normalmente não se constituíam em implicações ao agressor. Atualmente, o tema está bastante divulgado e por consequência as pessoas buscam, na Justiça de Trabalho, reparação por danos causados à sua saúde física e mental, portanto, “Todo tempo não é um…”. Na época da escravidão acontecia tortura física, atualmente a tortura é psicológica, com danos, muitas vezes irreparável.

No mundo corporativo há dois ambientes distintos: o ambiente externo, voltado para o mercado, onde a concorrência está cada vez mais acirrada, e o ambiente interno, foco desse artigo, onde, também, é comum acontecer competições, concorrência, conflitos, enfim…, nesse caso entre os próprios colaboradores.

Os conflitos no ambiente empresarial ocorrem com certa frequência, afinal, são pessoas humanas convivendo em um mesmo ambiente, que carregam seus valores morais, certas peculiaridades, expectativas diferentes, anseios e objetivos distintos. Nesse jogo de interesses podemos dizer que a competição é até aceitável, desde que não transcenda os limites da ética.

Tentar puxar o tapete do colega em benefício próprio ou utilizar-se de meios escusos como a humilhação pode implicar sérios problemas para a vítima, tais como: dor, tristeza, isolamento social, sofrimento.

Um ato isolado de humilhação não é considerado assédio moral. Este se caracteriza pela ação repetitiva e sistemática, direcionada a uma determinada pessoa componente de uma equipe, durante a jornada de trabalho e degradação deliberada das condições de trabalho.

Em resumo o assédio moral se caracteriza por:

Repetição sistemática,
Intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego),
Direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório),
Temporalidade (durante a jornada, por dias e meses),
Degradação deliberada das condições de trabalho.


Marie France Hirigoyen, psiquiatra francesa e pioneira no estudo desse tema, define assédio moral no trabalho como toda e qualquer conduta abusiva, manifestando-se, sobretudo, por comportamentos, palavras, atos, gestos ou escritos que possam trazer danos à personalidade, à dignidade, à integridade física ou psíquica de uma pessoa, pôr em perigo seu emprego ou degradar o ambiente de trabalho.

No Brasil, são recentes os debates sobre assédio moral. O assunto ganhou força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto, tema da sua dissertação de mestrado em Psicologia Social, defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/SP, sob o título Uma jornada de humilhações.

Na Folha de S. Paulo, em novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo, saiu a primeira matéria sobre a pesquisa brasileira. A partir de então o tema é presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país.

Afinal, é possível combater o assédio moral no trabalho? Sim. A prevenção, sem dúvida, é o melhor caminho. Cabe às empresas dar aos seus colaboradores todas as condições de trabalho para o bom desempenho de suas funções (treinamento, informação, equipamentos necessários, tempo e espaço físico); fazer campanhas de conscientização de forma que os funcionários se sintam respeitados e estimulados a expressarem suas opiniões sem medo de retaliações.

Ao gestor de pessoas é de importância fundamental a habilidade na comunicação: ter cuidado com as palavras, gestos e tom de voz. Como diria o velho guerreiro, Chacrinha, quem não se comunica se trumbica, portanto, uma das características do bom líder é a capacidade de comunicar bem, fazer críticas e dar feedback sem que a pessoa que o recebe se sinta desvalorizada ou constrangida, lembrando que a crítica deve ser construtiva e sempre com foco no comportamento e não na pessoa.

Você foi vítima de assédio moral? Sentiu-se humilhado? Se a resposta for sim, você tem todo o direito de expressar seu ponto de vista em conversa direta e em particular com seu agressor. Não é interessante fazer comentários sobre o incidente com seus colegas. Fofocar não resolve o problema. O caminho é não esperar uma crise de depressão para tomar providências. Tente resolver o conflito no ato, afinal, “Todo tempo não é um…”.

*Valtermario de Souza Rodrigues é analista administrativo sênior da Distribuidora Automotiva.

Fonte: ABRH-Nacional Brasileira

domingo, 16 de junho de 2013

Republicações 6

Relato 6 (Como tudo começou)


"No Brasil, por conta de sua desigualdade social, os concursos públicos são disputadíssimos e, portanto, não é nada fácil conquistar uma vaga. Toda uma indústria se cria por trás disso. Curso preparatório, apostilas, vídeo aulas etc. É muita gente querendo a mesma coisa.

É natural que você crie expectativas caso conquiste sua vaga. O que não se conta nos cursinhos preparatórios é o que as pessoas encontrarão depois de aprovadas.

Não é preciso pesquisar muito para descobrir que o que é público é complexo e todo tipo de situação irregular pode ser encontrada; é crônico e histórico.

Quando o recém contratado chega ao seu local de trabalho, se depara com funcionários que já estão lá durante anos, e, em alguns casos sentem- se como donos das empresas. Donos em todos os sentidos, inclusive da verdade; a deles, evidentemente.

Se der o azar, então, de ter atrapalhado algum esquema de contratação de terceiros- que é um negócio lucrativo ou de nepotismo arraigado- aí a pessoa pagará caro. Não é preciso falar que corrupção, fraude, e toda sorte de ilícitos prolifera, caso não aja uma gestão eficiente sobre essas empresas, e se você não se enquadrar terá vida curta.

Bom, nem preciso dizer que este é o ambiente preferido de psicopatas que se instalam ali confortavelmente e sem qualquer previsão de punição (já que controlam toda a engrenagem da coisa). Sentem- se soberanos e livres p/ agir.

Em 2004 prestei concurso e passei para a vaga disponibilizada na empresa pública que hoje trabalho. Foi uma alegria e sensação de objetivo atingido, dado a dificuldade que é se preparar, competir e passar em concursos dessa natureza.

Passei entre os primeiros e logo estava entregando documentos, fazendo exames, e me vi no curso de formação cheio de projetos, como é natural desse momento. Havia pedido demissão da universidade onde trabalhava e que gostava tanto, pela proposta de estabilidade, o que no caso, não é verdade.

Eu já havia sido alertado sobre o setor que desempenharia minhas atividades não era um lugar muito fácil, por assim dizer, mas quem  imaginaria o inferno que estava por vir?

Passado o período probatório, que durou o curso de formação, fomos, então, designados para nossos locais de trabalho com seus respectivos chefes e colegas.

No começo, tudo as mil maravilhas, nos tratavam muito bem, em alguns casos. Até teve gente que disse que eu falava demais e que não era nada “daquilo que eu dizia”: no caso, esta pessoa está afastada do trabalho até o presente momento.

Seguiu-se alguns meses e de repente me vejo indicado pra trabalhar com a chefia. Não posso dizer que fiquei contente, pois eu não sabia muito bem o que aquilo representava de concreto e parece que minha intuição estava certa. O que me alentou é que trabalharia com um colega que tinha afinidade. Assim como eu, vários dos novos contratados foram sendo chamados também, o que parecia um curso natural, como em qualquer outro lugar...

O que eu não imaginava era que isso atrairia a inveja de alguns, que depois dos inúmeros transtornos que me causaram, fui entender, se tratar de um desvio comportamental: o chamado transtorno de personalidade.

Pois bem, minha presença lá ofuscava o brilho do narcisismo deles, mas isso em sua mente insana, já que pra mim era somente uma função a desempenhar e não me sentia melhor que ninguém por estar ali, aliás, não entendo como alguém pode pensar que aquilo é o topo do mundo.

Dentre eles, gostaria de chamar a atenção para o camarada que liderou a execração induzindo até superiores a se levantarem contra mim com a intenção deliberada de desestruturar minha situação na empresa: e vários deles, incrivelmente caíram em sua conversa. Conhecido como amigão de todos, foi fácil se aproveitar desse carisma junto às pessoas e trair sua lealdade, enganando- as.

Tempos depois, este comportamento revelou- se um padrão, já que ele agiu da mesma forma prejudicando outros colegas, sendo responsável, inclusive, pela demissão injustificada de um. Estranho é o fato de ele possuir uma habilidade incomum de induzir superiores a realizarem seu jogo.

Cerco armado, foi fácil convencer alguns superiores a me perseguir e começa a partir daí todo o processo de assédio moral descendente que se desencadeou sobre mim.

Não contente, o “cidadão” encabeçou uma campanha difamatória através de uma comunidade de uma rede social associada ao setor que trabalhamos. Seu objetivo, ali, era o de colocar todos contra mim, manipulando e distorcendo fatos e, assim, estimular a rejeição natural do grupo quando entende que alguém violou seus códigos morais: Funcionou.

Neste primeiro momento, então, ele e sua gangue conseguiram me isolar do grupo, tornando- o hostil a mim- provocando a emulação moral através do apelo emocional que instigavam nas pessoas: diziam que eu era um delator. Estas, por sua vez, tão confusas quanto eu, pela falta de informação consistente, mas levadas pela fofoca, acabavam por adotar atitudes agressivas comigo em diferentes níveis: umas deixavam de falar, ora por medo, ora por raiva, outras, já apelavam para a ofensa e até ameaças; As pessoas me retaliaram, muitas vezes sem saber o porquê ou sem sequer me conhecer, mas simplesmente pelo boato que se criou. Já a chefia, procurou me isolar nos postos de trabalho para que eu ficasse incomunicável sem poder dar minha versão do que estava acontecendo.  

Tal era o temor e ira diante da ideia de que eu seria um delator, o que me chama a atenção para o que de fato temem para serem delatados, pois, a não ser que sejam criminosos, não deveria temer uma possível e infundada delação, não é?

Seguiram, então, uma sucessão de perseguições, humilhações, e abusos por parte de colegas (curiosamente, ligados ao invejoso que iniciou tudo) e superiores que culminaram no meu afastamento por depressão, stress pós traumático e síndrome ansiolítica.

Veja que por conta disso, os escalões superiores da empresa, estão tendo que lidar com a saia justa em que fui obrigado a promover pra me defender: processos judiciais que iniciarei e a denúncia que fiz junto ao MPT entre outras, que se preciso for, adotarei. Tudo por causa desse indivíduo que os chefes se deixaram levar, e, agora, já que caíram na onda dele, terão que responder por seus atos na justiça trabalhista.

Perceba que tudo se resolveria caso os responsáveis pela execração feita a mim no site de relacionamentos tivessem sido punidos. Todo esse mal estar, essa dor de cabeça, não estaria ocorrendo até hoje.

Eu me pergunto qual é a razão que levou o apurador a proteger e blindar aquelas pessoas, ou seja, o que deve ter por trás disso? É no mínimo suspeito.

Tentei a comunicação com cada setor da empresa, que como resposta, seguia- se retaliações mais intensas e punições arbitrárias. Veja que fui ao RH, assistente social, médico do trabalho, sindicato, chefia, sempre tentando o diálogo e a coisa só piorava.

Como são muito bem articulados, acabaram por apelar pra seus contatos em vários setores da empresa, incluindo aí o próprio RH, para que então, fosse possível caracterizar aí uma possível situação de demissão por justa causa. Não é preciso dizer que as punições foram muito bem encomendadas com a finalidade de deixar meus registros sempre atualizados dentro deste objetivo. Sequer dava pra contar com o sindicato, já que esse, em sua composição, é representado, adivinhe por quem?

Bem, tente ficar no meu lugar e imaginar como você reagiria na mesma condição. Perceba que não seria nada fácil, tal o grau de aviltamento e perversidade direcionada à minha dignidade humana, ferindo meu nome, honra e imagem, isso de forma repetitiva e consecutiva e sem que houvesse uma única punição aos envolvidos que, pelo contrário, ainda se viram prestigiados e estimulados em sua conduta réproba exatamente por quem deveria discipliná-los, o que pressuponho, então, cumplicidade em toda a ação.

Quem me atacasse ganhava pontos com a chefia, então, era uma festa só, dá pra perceber, não é?

O camarada entrava nesse jogo reproduzindo as ações do assediador somente porque isso agradava seu chefinho ou era divertido fazê-lo: eu os chamo de cãezinhos do chefinho, é aquele tipo de gente medíocre que sente uma necessidade mórbida de ser capacho e rastejar diante de perversos e que não ligam pra coisas como amor próprio, brio ou dignidade. Eles são assim, essa é a sua natureza.

Nessas horas é que você enxerga o que é o ser humano. Colegas por afinidade viravam as costas, não se aproximavam para não serem associados a mim, outros sem motivo algum tornaram- se meus inimigos; gente que nunca me viu, falava mal de mim somente por conta das mentiras. Enfim, como dá pra perceber foram momentos difíceis e que até hoje repercutem (envolvendo os mesmos personagens), tudo por que eu sem saber atravessei o caminho de psicopatas.





sexta-feira, 14 de junho de 2013

Cuiabá: igreja é condenada a indenizar trabalhadora por assédio moral

Uma ex-empregada de uma entidade beneficente, pertencente a uma das maiores denominações evangélicas do país, deverá receber R$ 33 mil a título de dano moral devido ao assédio moral praticado por seu superior durante o trabalho. A decisão é da juíza Leda Borges de Lima, em atuação na 8ª Vara do Trabalho de Cuiabá.

A ex-empregada trabalhava como auxiliar administrativa na entidade e passou a sofrer represálias do advogado que atuava na assessoria jurídica da igreja após cobrar o registro de sua Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). O problema da regularização foi relatado à direção da denominação religiosa, que prometeu saná-lo, o que não ocorreu.

A trabalhadora ajuizou ação contra a igreja e uma fundação a ela vinculada, sendo a entidade beneficente incluída no polo passivo, posteriormente. No processo, a trabalhadora afirmou que havia sido contratada para receber o piso da categoria, mas nunca ganhou mais que o salário mínimo e teve sua Carteira de Trabalho retida pelo superior, que não realizou o registro. Segundo ela, todas as vezes em que cobrava a regularização, ouvia dele promessas que só adiavam o processo.

Conforme foram aumentando as cobranças por parte da trabalhadora, que ainda se justificava dizendo que precisava comprovar seus rendimentos para conseguir o financiamento estudantil, também foram crescendo as atitudes repressivas de seu chefe.

Consta no processo que cerca de dois anos após ser contratada, seu superior aceitou fazer o registro, mas apenas daquele mês em diante e não a partir da data de ingresso. Mais uma vez questionado, o assessor jurídico se exaltou, esbravejou e afirmou que já havia pago tudo e que se ela insistisse no registro retroativo, ficaria devendo R$ 3 mil.

A partir daí, o relacionamento ficou mais difícil. Seu superior proibiu que ela recebesse valores pagos pelos pastores, atitude que trouxe surpresa e desconfiança a eles, deixando no ar a suspeita de que ela estava furtando dinheiro, e, ainda, fez acusações sobre a sua conduta moral à família da trabalhadora, com quem guarda parentesco (é primo da mãe da trabalhadora).

Por fim, ela passou a ser mantida em ócio forçado, em sua mesa, sem nada fazer. Dias depois o contador da igreja apresentou as contas relativas ao acerto, indicando o registro apenas a partir daquele mês. Ele ainda orientou para que ela aceitasse as condições, pois se continuasse pedindo a anotação integral de sua carteira, seu superior faria pressão até que ela deixasse o emprego.

A igreja negou as acusações. Todavia, a magistrada entendeu que a entidade atraiu para si os efeitos da confissão ficta (quando se presumem serem verdadeiros os fatos alegados pela outra parte). Isso porque os representantes da igreja nada souberam dizer sobre os fatos que fundamentaram o assédio e o dano moral, nem mesmo sobre a contratação da empregada durante os depoimentos.

"Esses e os demais fatos alardeados na exordial, alçados à condição de verdade ante a confissão ficta do empregador, são inadmissíveis, porém, no caso in examine, existe a agravante de a empregadora (aqui considerado o grupo) ser uma das instituições religiosas mais tradicionais e com grande credibilidade perante a sociedade", escreveu a magistrada, destacando que, não se espera de uma Instituição dessa natureza e porte a burla aos direitos trabalhistas de seus empregados, tampouco a prática de atos caracterizadores do assédio moral, "mas antes o "andar correto" perante as leis de Deus e também às leis dos homens".

A magistrada condenou a igreja ao pagamento de R$ 30 mil devido ao assédio moral por ela sofrido, em especial quanto ao ócio forçado a qual foi submetida como tentativa de minar suas investidas de regularização de seu contrato de trabalho. Os outros R$ 3 mil atribuídos pela juíza são decorrentes da retenção indevida da CTPS da ex-empregada.

Além do dano moral, a trabalhadora também pedia na Justiça a condenação da igreja e das outras rés ao pagamento dos direitos decorrentes da não anotação de sua carteira de trabalho, como férias, 13º salário, diferenças salariais e multas relativas à dispensa sem justa causa. Como ainda antes da primeira audiência foram regularizados e pagos os direitos, não houve decisão nestes pontos.

Fonte: Só Notícias

quinta-feira, 13 de junho de 2013

MPT aplica multa de R$ 300 mil à ZF de Sorocaba

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (Smetal) pede aos trabalhadores que denunciem casos de descumprimento do TAC

Carolina Santana
carolina.santana@jcruzeiro.com.br

Casos de horas extras excessivas levaram o Ministério Público do Trabalho (MPT) a aplicar multa de R$ 300 mil à multinacional ZF em Sorocaba. A fabricante de autopeças terá de pagar a indenização à Fraternidade de Aliança Toca de Assis. A condenação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (Smetal). Por meio de sua assessoria de imprensa, a fábrica afirmou não reconhecer a configuração de assédio moral, apesar de ter assinado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC).

No TAC, assinado perante o Ministério Público, a empresa se compromete a não abusar mais da jornada e a não praticar assédio moral. Segundo nota da assessoria de imprensa da Procuradoria do Trabalho (15ª Região), a unidade da ZF em Sorocaba foi investigada pelo procurador Gustavo Rizzo Ricardo, após denúncias de que funcionários estariam sendo coagidos a realizarem horas extras contra a sua vontade. "Caso não aceitassem ficar além do expediente, eram ameaçados e constrangidos pelas chefias imediatas", relata nota do órgão público.

O Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (Smetal) pede aos trabalhadores que denunciem casos de descumprimento do TAC. "Os trabalhadores podem contar com o Sindicato para promover as ações sindicais necessárias e levar as denúncias ao Ministério Público", afirma Ademilson Terto da Silva, presidente da entidade.

Além de não coagir os trabalhadores, respeitar o descanso semanal remunerado e limitar as horas extras em, no máximo, duas horas por dia, a ZF se compromete, junto ao MPT, a criar canais de denúncia para que os funcionários relatem casos de assédio na empresa. Os casos devem ser apurados por equipe capacitada e os eventuais assediadores devem ser punidos.

A indenização de R$ 300 mil será destinada a órgãos públicos como o Ministério do Trabalho e Emprego, Polícia Federal e Polícia Militar, na forma de bens automotivos; e à entidade Fraternidade de Aliança Toca de Assis, na forma de bens móveis e alimentos. O descumprimento do TAC resultará em multa de R$ 5 mil por item infringido e por trabalhador em situação irregular. As multas serão destinadas ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Caso isolado

Por meio de nota enviada à redação o grupo ZF afirmou que o episódio foi uma situação isolada e, por isso, não reconhece a prática lesiva de assédio moral apontada pelo Ministério Público do Trabalho. Segundo o informativo, o caso ficou restrito a 25 colaboradores e aconteceu durante o ano de 2010, na retomada da produção após a crise mundial que assolou a economia em 2008 e 2009. O grupo possui variadas unidades de negócios na América do Sul. O evento citado refere-se à unidade de negócios Sistemas de Direção.

"Em acordo assinado com o Ministério Público, a ZF Sistemas de Direção deixou claro o não reconhecimento de práticas lesivas ou qualquer tipo de assédio moral investigados pelo MPT". A multinacional promoveu palestras com todos os colaboradores abordando os malefícios da prática de assédio moral. "A ZF Sistemas de Direção é uma empresa legalista, possui código de conduta e valores organizacionais em todo o mundo, onde o respeito e a transparência são práticas diárias para com seus colaboradores", finaliza a nota.

Fonte: Cruzeiro do Sul