"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Trabalhadores repudiam sistema de avaliação e assédio moral no Sul


Uma das atividades desta sexta-feira (22/03) na Plenária Sul foi o debate sobre assédio moral e precarização do trabalho. A advogada do SINPAF Camila Sousa apresentou as diferenças entre o assédio moral, dano moral e discriminação no trabalho.

Segundo Camila, o assédio moral se caracteriza por ações continuadas de depreciação do trabalho e da moral do trabalhador. “É importante a diferenciação. O assédio moral é um processo de várias ações, e não apenas um ato isolado”, explica Camila. Ela também explicou sobre os tipos de assédio moral. Além da forma clássica, que consiste no assédio ocorrido do chefe para com um subordinado, chamado de assédio descendente, existe o assédio horizontal, praticado entre colegas e o assédio ascendente. “O assédio ascendente se configura quando um grupo não aceita a liderança de um chefe sem justificativas”, afirma Camila.

Os trabalhadores relataram casos ocorridos em suas unidades. Cairo Ferreira, da seção sindical Londrina, contou sobre uma situação em que os gestores começaram a definir regras para o uso de roupas das mulheres. “Chegamos ao ponto de ter um código de conduta nas roupas das senhoras e senhoritas dentro da unidade”, afirma Cairo.

O diretor regional sul, Antônio Melchíades também relatou a desvalorização e o tratamento desigual dos profissionais. “Você pode ter trinta anos de empresa e ser um funcionário exemplar, no dia que fizer algo errado, é considerado o pior funcionário do mundo”, opina Melchíades. “Você não é valorizado pelo que você faz e sim condenado pelos erros que comete”.

Os delegados criticaram o Sistema de Acompanhamento e Avaliação de Desempenho (SAAD) que deixa transparecer a perseguição ao trabalhador. “Na Embrapa, o ‘mando’ é uma cultura institucionalizada, por isso é essencial a democracia na empresa, para que os oprimidos de hoje não virem os pequenos ditadores de amanhã”, critica a consultora de saúde do trabalhador Estela Scandola.

Para João Alves, da seção sindical Londrina, é preciso que os trabalhadores se conscientizem dos riscos que passam. “Não só a Embrapa está doente, mas a sociedade. Quem tem que começar a fomentar isso somos nós, não podemos mais ser reacionários de sofá”, diz Alves.


Fonte: Sinpaf

Nenhum comentário:

Postar um comentário