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segunda-feira, 15 de abril de 2013

ASSÉDIO MORAL: Oficiais de Justiça de Carapicuíba se rebelam


Um Oficial de Justiça de Carapicuíba (SP) foi vítima de assédio moral por parte de um juiz da comarca local. O fato ocorreu na presença de uma advogada que é parte num dos processos em tramitação no fórum e diante de todos os colegas da Central de Mandados. Os servidores da comarca ficaram revoltados com o ocorrido.

O Oficial tinha que cumprir um mandado de imissão na posse de um imóvel ocupado, mas ao chegar ao local, se deu conta de que havia, entre os ocupantes, uma criança de cerca de um ano e um idoso cego. Por isso, preferiu comunicar ao juiz antes de dar andamento ao mandado. A advogada que entrou com o pedido de reintegração de posse ficou indignada e levou sua versão para o magistrado, contra o Oficial.

De acordo com os funcionários, o referido magistrado entrou na repartição aos berros disparando ofensas, tais como: “Você está com preguiça de cumprir essa ‘p.’ de mandado?” O Oficial tentou explicar que antes de cumprir a medida queria informar a situação que encontrou no local. No entanto, o magistrado continuou com as ofensas: “Por que você não cumpriu a p. desse mandado?” E disparou contra a fé pública dos Oficiais: “O Oficial não é pago para interpretar mandados, e sim para cumprir ordens. Se eu fosse juiz-corregedor dessa p., vocês iam ver”, ameaçou.

Revoltados, os servidores recorreram à Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp) e Associação Paulista dos Técnicos Judiciários (Apatej) para que as entidades tomassem providências contra o juiz. Após reunião na Central de Mandados, os servidores decidiram fazer uma moção de repúdio ao assédio moral praticado. O documento foi assinado pelos presidentes das duas entidades e por todos os servidores da seção de administração e distribuição de mandados, que também se sentiram ofendidos com a atitude do magistrado.

A presidente da Aojesp, Yvone Barreiros Moreira, na companhia do presidente da apatej, Mário José Mariano (Marinho), e do Diretor do Cartório, Antônio Loreato, recorreu à juíza-corregedora da Central de Mandados de Carapicuíba, Leila França Carvalho Mussa. A magistrada foi pessoalmente intermediar um diálogo com o juiz. Ele recebeu as duas Entidades e convidou o Oficial de Justiça ofendido para uma reunião. Após uma longa conversa entre as partes, o caso foi resolvido com um pedido de desculpas por parte do juiz. (Com o objetivo de resguardar a imagem dos envolvidos no fato, optamos por preservar o nome do Oficial de Justiça e do magistrado).

Assojaf/GO

Fonte: PROMAD

2 comentários:

  1. Só um pedido de desculpa? Isto é Brasil o país da impunidade. Isto é uma vergonha.

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    Respostas
    1. Pois é caro Anônimo,
      Apenas um pedido de desculpas...
      Se fosse o oficial que tivesse dito os mesmos impropérios ao juiz,certamente ele não teria aceito um mero "pedido de desculpas".
      Volte sempre!
      Assediados

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