"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


terça-feira, 30 de abril de 2013

Auditor Fiscal do Trabalho atende servidores em Taubaté


Servidores municipais da Prefeitura de Taubaté compareceram, nesta terça-feira, 16, ao gabinete do vereador Salvador (PT). Os profissionais tiveram a oportunidade de conversar pessoalmente com Antônio Carlos, Auditor Fiscal do Ministério do Trabalho.

Insatisfeitos com as atuais condições de trabalho, os servidores apresentaram denúncia de assédio moral e de outras irregularidades que, segundo eles, vem acontecendo nas diversas repartições da prefeitura, desde que o atual prefeito assumiu o governo.

Antônio Carlos avaliou como produtiva a atividade realizada em Taubaté. “Foi importante para ouvir o que os servidores municipais gostariam de expor. Agora, vamos para as novas etapas”, disse o Auditor Fiscal, sem dar detalhes para não atrapalhar a fiscalização.

Ação do Legislativo - Responsável por apresentar denúncia à gerência regional do Ministério do Trabalho e a Procuradoria Regional do Trabalho, em São José dos Campos, motivando as investigações, Salvador considerou positiva a participação de servidores municipais.

“Alguns servidores municipais vieram ao gabinete e expuseram diversas situações que agora são de conhecimento do Ministério do Trabalho. Agora, vamos para as novas etapas. É um trabalho minucioso que está sendo realizado pelo Auditor Fiscal”, disse o parlamentar.

Próximo passo - Outras datas serão programadas para que novas diligências do Fiscal aconteçam na cidade. Enquanto isso, o vereador pretende tomar outras medidas em defesa dos servidores. O parlamentar quer coibir o assédio moral na administração municipal.

Fonte: Diário de Taubaté

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Carrefour é condenado a indenizar funcionária por assédio moral


A rede de hipermercados Carrefour foi condenada a pagar uma indenização de R$ 15 mil referentes a danos morais para uma funcionária que era chamada de "sapatona" por colegas de trabalho. Segundo a decisão da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a empresa deve ser responsabilizada por não ter tomado uma medida para coibir esta conduta. A decisão saiu na quarta-feira (10/04).

Na ação, a funcionária, de 53 anos, disse que uma colega do setor de tesouraria começou a chamá-la de “sapatona” pelo fato de ela ser solteira. Logo outros colegas passaram a se referir a ela da mesma maneira. A mulher diz que entrou em depressão e precisou ser afastada do trabalho por um ano. Segundo ela, ao retornar ao trabalho, os ataques continuaram, mas a empresa nada fez para acabar com essa situação.

A Sétima Vara do Trabalho de Brasília (DF) condenou o Carrefour ao pagamento de R$ 50 mil a título de danos morais, pois concluiu que a doença adquirida teve origem no ambiente de trabalho. No entanto, o Carrefour recorreu alegando não haver provas do ato ilícito.

O TST determinou então uma indenização de R$ 15 mil. O relator do recurso, ministro Hugo Scheuermann, concluiu que o valor fixado foi desproporcional e o reduziu para R$ 15 mil. Isso porque a trabalhadora não conseguiu demonstrar a ocorrência dos alegados atos de discriminação.

"Não havia tratamento discriminatório sobre sua sexualidade, ocorriam apenas comentários velados neste sentido", explicou o ministro. Ele avaliou que o ambiente de trabalho proporcionado pelos colegas era hostil, circunstância em que a omissão da empresa em adotar medidas para coibir as adversidades justificou sua responsabilização.

Em nota, a empresa afirma: "O Carrefour não comenta processos em andamento, mas reitera seu compromisso em respeitar e cumprir a legislação trabalhista, além de proporcionar condições adequadas de trabalho a todos os seus colaboradores. A empresa informa que todos os seus funcionários recebem uma formação, que abrange as diretrizes do Código de Conduta para os Negócios do Carrefour, onde são orientados, entre outros pontos, que todas as formas de discriminação ou assédios, qualquer que seja a sua natureza, não são tolerados. Os colaboradores são instruídos a agir de madeira responsável e respeitando as regras da companhia."

Fonte: newtrade

domingo, 28 de abril de 2013

II Congreso Iberoamericano sobre Acoso Laboral e Institucional



CONVIDAMOS VOCÊ PARA PARTICIPAR CONOSCO DO II CONGRESSO IBERO AMERICANO SOBRE ASSÉDIO LABORAL E INSTITUCIONAL.


LOCAL: BUENOS AIRES - ARGENTINA
DATA: DE 24 A 29 DE AGOSTO DE 2013.

INSCRIÇÃO GRATUITA

ATIVIDADES
NOVA DATA LIMITE PARA ENVIO DE RESUMOS

02/05/2013

DATA LIMITE PARA ENVIO DE TRABALHOS COMPLETOS

15/05/2013

PRÉ CONGRESSO

24/08/2013

CONGRESSO

25, 26, 27 E 28/08/2013

1º JORNADA NACIONAL SALUD Y DDHH

26/08/2013

PÓS CONGRESSO

29/08/2013


PROGRAMAÇÃO em PDF em anexo OU CLIQUE AQUI PARA IR PARA O BLOG do evento: http://www.congreso2013.blogspot.com.br/

ESPERAMOS VOCÊ!!!!

EQUIPE DO SITE

Documentos anexados




sexta-feira, 26 de abril de 2013

Carta de gerente geral do BB escancara assédio moral


Nos dias 4 e 5 de abril, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, reuniu gerentes-gerais de agências e departamentos no World Trade Center em evento chamado de Enlid (Encontro de Lideranças).

 ”Os diversos relatos dos gerentes são preocupantes. Segundo esses trabalhadores Bendine chegou a chorar na reunião, repetindo cena já ocorrida em eventos similares em outros estados. Isso nos leva a refletir se ele sofre de alguma doença”, questiona o diretor executivo do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Ernesto Izumi, acrescentado ainda que no Enlid, segundo relatos de participantes, houve disputa de torcidas que entoavam gritos de guerra para saber qual era a mais animada, além de gerente travestido de Super Sinergia, o qual era carregado por outros gerentes, além de fila para pedir autógrafo e aparecer na foto com Bendine.


 ”O Banco do Brasil está doente. Seus gerentes estão adoecidos pelo assédio moral da alta direção da empresa. Essa direção deve estar doente da cabeça. A presidenta Dilma tem de intervir imediatamente ou a empresa pública vai ser prejudicada pela queda de performance”, diz Izumi.

 Segundo o dirigente, enquanto a alta direção gastou recursos de hospedagem e transporte nos dois dias do encontro, nas agências e nos departamentos o que se vê são funcionários obrigados a fazer venda casada e tomando remédios tarja preta pela ameaça de corte de função, corte de gastos com vigilantes em prédios, redução das verbas para viagens a serviço, além da utilização de folgas obtidas para reduzir custos.

 "Enquanto isso, no Planalto Central, o governo não vê que o banco está tendo sua imagem comprometida pela prática antissindical, assédio moral e outras ilegalidades da alta administração do BB. Já denunciamos isso em protestos", diz Ernesto.

 Dia Nacional de Luta – Todos os funcionários do Banco do Brasil estão convocados a participar do Dia Nacional de Luta, em 30 de abril, contra a imposição do plano de funções, a cobrança de metas abusivas, e as ameaças de descomissionamento. Nesse dia haverá paralisação de 24 horas dos trabalhos para que o banco negocie mudanças no Plano de Função e passe a respeitar os trabalhadores.


SEEB São Paulo

Fonte: FETEC PR

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bancários: Sindicato protesta contra assédio moral no BB

Atos no complexo Verbo Divino e na Gerev Nordeste denunciaram situações constrangedoras como listas de avaliação ou cobrança insistente de metas via torpedos

Foto: Paulo Pepe

O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região realizou manifestações em frente aos complexos Verbo Divino e Gerev (Gerência Regional de Varejo Nordeste), ambos do Banco do Brasil, nesta quarta-feira 17, para protestar contra assédio moral e práticas antissindicais.

No complexo Verbo Divino, o protesto ocorreu por causa das atitudes do gerente-geral da Central de Atendimento, alvo de denúncias tanto por assédio moral quanto por práticas antissindicais.

Os funcionários contam que o gestor selecionou e montou grupos com bancários que apresentaram deficiências em avaliações. “Eles ficaram conhecidos como ‘os problemáticos’, em uma clara demonstração de assédio moral coletivo que o Sindicato já havia denunciado na semana passada para o Ministério do Trabalho e para Gestão de Pessoas do BB”, informa o diretor executivo do Sindicato Ernesto Izumi.

Prática antissindical – O gerente regional também negou a realização de uma reunião com dirigentes sindicais onde seriam esclarecidos direitos trabalhistas referentes às mudanças no plano de funções, que irão impedir aumentos salariais nas futuras promoções e outros problemas.

“Nós aproveitamos o protesto para fazer a reunião que o gestor Cláudio Santos havia negado e esclarecemos aquilo que ele queria esconder dos funcionários, que são os prejuízos no plano de função e a denúncia de assédio moral”, conta Ernesto.

Durante o ato, os funcionários também foram convidados a participar do Encontro das Centrais de Atendimento do BB, no sábado à partir das 9h30, na sede do Sindicato (Rua São Bento, 413), onde poderão debater propostas para resolver seus problemas no banco.

Gerev Nordeste – De acordo com funcionários das agências, o gerente regional de Varejo Nordeste chega a enviar dezenas de mensagens SMS por dia cobrando o cumprimento de metas. Os bancários contam que começam a receber as mensagens às 9h, quando as agências sequer abriram.

A dirigente sindical Adriana Ferreira conta que ameaças constantes de descomissionamento e de transferência para outras localidades, cobrança por metas de forma truculenta e humilhações públicas são outras reclamações constantes dos bancários com relação ao gestor.

“É inaceitável a maneira como o banco, na figura do gerente regional Geraldo, vem pressionado seus trabalhadores em busca de resultados, pois os funcionários estão adoecendo em número cada vez maior por causa dessas pressões. Não podemos deixar que essa imoralidade e desrespeito ao trabalhador vire regra do banco”, diz a dirigente.

Canal de denúncia – O Sindicato lembra o trabalhador que há uma ferramenta contra o assédio moral no site (clique aqui). A entidade orienta os funcionários que estão sofrendo com o problema que guardem possíveis provas como torpedos, e-mails e, se possível, conversas telefônicas e reuniões.

Frente de crédito irregular – Na terça-feira 16, mais uma mesa de crédito foi desmontada, no edifício Conde Prates, no centro de São Paulo, no mesmo prédio da Gepes. Segundo denúncias essa central estava vendendo ações da BB Seguridade por telefone, o que é ilegal, de acordo com a Comissão de Valores Mobiliários.

Dia Nacional de Luta – A resposta para todas essas injustiças que o banco está impondo aos seus trabalhadores tem de ser dada no Dia Nacional de Luta que o Sindicato está convocando. Por isso, é fundamental que todos os funcionários do BB participem da manifestação, no dia 30 de abril, contra a imposição do plano de funções, a cobrança de metas abusivas e as ameaças de descomissionamento.

Nesse dia haverá paralisação de 24 horas para que o banco negocie mudanças no Plano de Função e passe a respeitar os trabalhadores. “Só a mobilização e a união de todos os funcionários poderá reverter essa série de medidas desrespeitosas e tirânicas da direção do BB”, diz Ernesto.

Fonte: CUT SP

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Assédio moral em ambiente de trabalho – Uma ameaça real e de graves consequências

Yves A. R. Zamataro


O assédio moral é um fenômeno antigo, mas que vem tomando força a cada dia, provavelmente em decorrência do atual cenário mundial, no qual impera a competição selvagem, o materialismo e o individualismo.


Neste contexto, sábias as palavras de Hádassa Bonilha (Hádassa Dolores Bonilha. Assédio moral nas relações de trabalho. Campinas: Russel, 2004, p. 37):

"Pode-se afirmar, sem medo de errar, que o assédio moral nas relações de trabalho é um dos problemas mais sérios enfrentados pela sociedade atual. Ele é fruto de um conjunto de fatores, tais como a globalização econômica predatória, vislumbradora somente da produção e lucro, e a atual organização do trabalho, marcada pela competição agressiva e pela opressão dos trabalhadores através do medo e da ameaça. Esse constante clima de terror psicológico gera, na vítima assediada moralmente, um sofrimento capaz de atingir diretamente sua saúde física e psicológica, criando uma predisposição ao desenvolvimento de doenças crônicas, cujos resultados a acompanharão por toda a vida".

No ambiente de trabalho, o assédio moral é mais comum em relações de hierarquia, ou seja, entre chefe e empregado, mas não restritas a estes.

Pode-se defini-lo como a prática reiterada de condutas agressivas caracterizadas por atos, gestos, palavras, atitudes que exponham trabalhadores, no exercício de suas funções, a situações constrangedoras, humilhantes e vexatórias, com o intuito, simples e inequívoco, de desestabilizá-los, emocionalmente, tornando o ambiente de trabalho desagradável, insuportável e hostil e, ainda, levando, a pedidos de demissão.

São exemplos de condutas configuradoras do assédio moral:

1) Deterioração proposital das condições de trabalho como, por exemplo, retirar a autonomia de trabalho da vítima, atribuir-lhe proposital e sistematicamente tarefas inferiores ou superiores às suas competências, etc.

2) Isolamento e recusa de comunicação.

3) Atentado contra a dignidade: atribuições de tarefas humilhantes; utilização de termos desdenhosos para qualificar as vítimas, perante os seus colegas, etc.

4) Violência verbal, física ou sexual.

Não importa qual seja a espécie de assédio moral sofrida pela vítima, as consequências serão, sempre, devastadoras, tanto de ordem prática e financeira (perda do emprego, dificuldade de recolocação profissional etc.), quanto de ordem física ou psicológica.

Cabe ressaltar, entretanto, que as consequências por atos de assédio moral, em ambiente de trabalho, não são suportadas, apenas, pelas vítimas, mas, também, pelos agressores, pela própria empresa e, até mesmo, pela sociedade.

A responsabilização dos agressores no assédio moral deve ser efetiva, de modo a inibir a continuidade das condutas lesivas e a desestimular a sua prática.

No Brasil, inexistem, até o presente momento, disposições específicas acerca deste assunto.

Existem, atualmente, diversos projetos, nos âmbitos municipal, estadual e Federal. Dentre os quais, podemos destacar o PL 4.742/01, que pretende incluir o artigo 146-A, no CP, com a seguinte redação:

"Art. 146-A. Depreciar, de qualquer forma e reiteradamente a imagem ou o desempenho de servidor público ou empregado, em razão de subordinação hierárquica funcional ou laboral, sem justa causa, ou tratá-lo com rigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde física ou psíquica.

Pena – detenção de um a dois anos."

Esse projeto encontra-se junto à mesa diretora da Câmara dos Deputados desde 1/12/03.

Apesar disso, é evidente que sua tutela está contida nos princípios constitucionais, direitos e garantias fundamentais e na legislação civil, penal e trabalhista.

Na esfera penal, valemo-nos dos artigos 146 e 147:

"Artigo 146. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda.

Artigo 147. Ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico de causar-lhe mal injusto e grave."

Na esfera cível, consideramos a possibilidade da vítima pleitear indenização por danos morais que poderá ser ajuizada em face do seu agressor e, também, da própria empresa, face à responsabilidade solidária.

Por fim, na esfera trabalhista, terá a vítima direito à rescisão indireta do contrato de trabalho e à indenização, na forma do art. 483 da CLT, no que lhe corresponder.

____________

* Yves A. R. Zamataro é advogado do escritório Angélico Advogados.

Fonte: Migalhas

terça-feira, 23 de abril de 2013

Diretoria Executiva Nacional (DEN) divulga manual de combate ao Assédio Moral


Ana Flávia Câmara


“Meios preventivos e repressivos de combate ao Assédio Moral na Receita Federal do Brasil” é o nome do novo manual da DEN (Diretoria Executiva Nacional) com 56 páginas que está disponível no Espaço da Diretoria de Defesa Profissional, no site do Sindifisco Nacional. O ambiente de trabalho ideal, casos gerais e potencialmente presentes na Receita Federal do Brasil e classificações de Assédio Moral são algumas das questões que o leitor vai encontrar no manual.

“O Auditor-Fiscal tem uma rotina árdua, com atribuições de alto relevo que, porém, muitas vezes passam despercebidas aos olhos dos que desconhecem as suas funções de Estado, e essenciais a este. A pressão, a cobrança e os riscos são constantes, mas isso faz parte da profissão. O que não faz parte da carreira do Auditor-Fiscal é ter a sua dignidade ferida por condutas maléficas e subversivas. Tampouco ter a sua autoridade reduzida à subserviência, sob o falso e abusivo argumento da hierarquia funcional”, diz trecho final da cartilha destinada à “palavra do Sindifisco Nacional”.

Fonte: SINDIFISCO NACIONAL

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Metas abusivas geram assédio moral e adoecem bancários


A transformação das agências bancárias em balcões de vendas, impulsionadas por altas tecnologias e venda de produtos, tem reduzido significativamente o número de funcionários e cada vez mais acentuado as metas, na maioria das vezes abusivas.

O novo conceito de agência tem sido projetado, como afirmam os próprios executivos dos bancos, como “vitrines de produtos financeiros”, e o bancário como promotor de vendas.

Com este novo modelo, os bancários são forçados a cumprir metas insanas e inalcançáveis, o que tem ocasionado problemas de saúde, como LER/Dort e sofrimento mental.

Política de gestão – O combate ao assédio moral e o fim das metas abusivas têm sido as principais bandeiras relacionadas ao tema de saúde do trabalhador nas campanhas nacionais dos bancários nos últimos anos.

O secretário de Saúde do Trabalhador da Contraf-CUT, Walcir Previtale, critica a postura a Fenaban que se recusa a negociar a imposição de metas abusivas aos trabalhadores, seja na mesa temática de saúde do trabalhador, seja na campanha nacional.

Segundo o dirigente sindical, os banqueiros afirmam que as metas são estratégias privadas de cada banco e que a gestão é exclusiva de cada organização, cabendo apenas aos trabalhadores o respeito às decisões tomadas pelas instituições financeiras e cumprimento das metas impostas.

“A estratégia dos bancos é sempre a de individualizar todo o processo de trabalho que envolve as metas de produção. Impostas de maneira abusiva, de cima para baixo, elas devem ser alcançadas a qualquer custo e para eles compete a cada trabalhador buscar os meios, individualmente, para atingi-las”, destaca Walcir.

Na prática, a forma como a política de metas é organizada coloca o trabalhador em xeque. Segundo o diretor da Contraf-CUT, aquele que não consegue alcançar as metas impostas pelos bancos dificilmente conseguirá permanecer no emprego por muito tempo.

Violência organizacional – Conforme a pesquisadora e médica do trabalho, Margarida Barreto, as políticas de metas são pensadas e analisadas pelos superiores de forma autoritária, unilateral e inatingível. Trata-se de um modelo de gestão baseado na “excelência” que tem uma única mensagem: “vender, vender, vender”.

“O trabalhador tem a obrigação de ser forte, produzir melhor que o concorrente, atender todas as demandas e canalizar as energias individualmente”, destaca Margarida.

Na avaliação da pesquisadora, as metas são um desafio no que diz respeito a todos os trabalhadores e não somente aqueles que têm o problema manifestado. “O assédio moral faz parte da organização coletiva. Não podemos cair na indiferença com quem está ao nosso lado. Quando isso acontece, se banaliza e se caminha para a barbárie. A violência organizacional é um problema que diz respeito a todos nós”, ressalta.

Para o psicólogo e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Roberto Heloani, o que deve ser revisto é o modo como as empresas fazem a política de metas, sem consultar os trabalhadores. “Como é possível estabelecer metas sem contar com a opinião daquele que a pratica?”, questiona.

Saúde dos bancários – Segundo as estatísticas da Previdência Social, a categoria bancária lidera o ranking das doenças de origem musculoesqueléticas (LER/Dort) desde o reconhecimento da “tenossinovite do digitador” e outras lesões por esforços repetitivos como doença do trabalho, por intermédio da Portaria do Ministério da Previdência e Assistência Social nº 4.062, de 6 de agosto de 1987. Os bancários também estão entre os trabalhadores que mais são acometidos com as doenças relacionadas ao sofrimento mental.

“Os bancos, de forma deliberada, punem aqueles trabalhadores que não “batem as suas metas”. O que percebemos, no cotidiano do trabalho bancário, são práticas de assédio moral, associadas às cobranças de metas, que levam o trabalhador ao adoecimento e afastamento. Muitos desses empregados são demitidos em curto espaço de tempo”, denuncia Walcir.

Por este motivo, a Contraf-CUT, federações e sindicatos defendem e lutam pela democratização das relações de trabalho nos bancos. Para o dirigente sindical, “a imposição das metas, sem discussão com os trabalhadores, sem levar em conta as reais condições de trabalho para a execução das tarefas, é algo que precisa ser, de forma coletiva e organizada, combatida todos os dias”.

“Atualmente podemos classificar a imposição de metas e os mecanismos de cobrança para atingi-las como fatores de risco à saúde de milhares de bancários e bancárias. Todos os dias, sem exceção, esses trabalhadores são avaliados individualmente para saber se atingiram a meta do dia ou não. Fontes de grande sofrimento mental, tais avaliações desgastam, e muito, os bancários e os bancárias, trazendo sofrimento e doenças”, conclui Walcir.



Contraf-CUT

Fonte: FETECPR

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Assédio Moral: Confederação fará denúncia à OIT


Além de voltar a cobrar uma audiência na Secretaria-Geral da Presidência da República para falar sobre a preocupação do excesso de processos administrativos (PAD´s) abertos contra servidores nos últimos tempos, na próxima semana a Condsef também deve levar a denúncia à Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os PAD´s e as constantes denúncias de assédio moral que a Confederação e suas filiadas têm recebido estão causando grande preocupação.

Nunca tantos casos foram denunciados. A Condsef – Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal - tem coletado documentos que mostram que os casos não são isolados e estão por toda a administração pública em diversos estados. Essa semana foi divulgada a notícia de que o Senado pode votar projeto que prevê a punição ao assédio moral no serviço público.

O projeto é o PLS 121/09 apresentado pelo senador Inácio Arruda. O PLS propõe alterar a Lei 8.112/91 podendo, inclusive, punir a prática de assédio moral no ambiente de trabalho com demissão. O senador Inácio Arruda justificou a iniciativa lembrando que de acordo com a OIT e a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cenário para as próximas décadas aponta trabalhadores com sérios danos psíquicos relacionados aos ambientes de trabalho com práticas danosas, como é o caso do assédio moral. O projeto para punir o assédio no setor público está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado. Caso seja aprovado, o projeto segue para revisão na Câmara dos Deputados.

A prática de assédio moral é um crime que precisa ser duramente combatido. Em síntese, o assédio moral é a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. Por se tratar de uma questão privada, muitas vezes a vítima precisa redobrar esforços para conseguir provar na justiça que sofreu, ou vem sofrendo o assédio.

Denúncia é melhor combate ao assédio

Normalmente servem como provas documentos como atas de reunião, fichas de acompanhamento de desempenho, entre outros. Testemunhas idôneas para falar sobre o caso também colaboram para coibir a prática. São vários os tipos de assédio moral. Existe uma literatura vasta que pode auxiliar o trabalhador a identificar se ele é vítima dessa prática. Ainda sem lei específica para assédio moral, a denúncia segue sendo o melhor caminho para auxiliar no combate ao problema.

Fonte: Condsef

Fonte: FENAJUFE

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Estudantes realizam pesquisa sobre assédio moral na Estação Recife



Imagem Google

Os usuários do Metrô do Recife (Metrorec) que passarem pela Estação Recife no próximo sábado (20/04), das 9h às 14h, irão participar de uma pesquisa sobre o assédio moral. A ação faz parte do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da turma do 4º período do curso de Recursos Humanos do Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM).

Os alunos da faculdade tiveram a autorização da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) – Regional Recife para a realização de trabalho com os usuários do metrô.

Fonte: NE10

CNJ aplica pena de remoção compulsória a juiz de SP, em revisão disciplinar



O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) converteu a punição de disponibilidade, aplicada pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) ao juiz José Roberto Canducci Molina, da Comarca de Assis, em remoção compulsória. A decisão foi tomada nesta terça-feira (16/4) durante a 167ª Sessão Ordinária do Conselho. O magistrado foi acusado de assédio moral a servidores, desrespeito a advogados e adiamento seguido de audiências.

O relator do processo de Revisão Disciplinar 0006862-94.2012.2.00.0000, conselheiro Silvio Rocha, defendeu a manutenção da pena de disponibilidade. Ele considerou graves as acusações que pesam sobre o juiz, que passou a perseguir servidores que depuseram contra ele em processo aberto pela Corregedoria do TJSP. Segundo o relator, o juiz exigia dos servidores que os processos fossem encaminhados com a minuta do despacho ou sentença, sendo que uma estagiária informou ter feito “sentenças mais fáceis” para o magistrado assinar.

Mas a Presidência do CNJ considerou a pena excessivamente drástica para o caso e propôs a revisão da punição para remoção compulsória, que foi aprovada pela maioria dos conselheiros. Para eles, a elaboração de minutas de despacho e sentença faz parte da atribuição do estagiário. Ficaram vencidos os conselheiros Silvio Rocha, Jorge Hélio, Emmanoel Campelo, Ney Freitas e Vasi Werner.

Gilson Luiz Euzébio
Agência CNJ de Notícias

Fonte: CNJ

quarta-feira, 17 de abril de 2013

CDL promove palestra gratuita sobre assédio moral e sexual



Assédio moral é a exposição de trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho. Assédio sexual – que é crime, com pena de até dois anos de prisão – é uma coerção de caráter sexual praticada geralmente por uma pessoa hierarquicamente superior em relação à vítima.

Para tratar desses dois assuntos, a CDL de Florianópolis promove nesta quinta-feira, 18, palestra gratuita com o especialista Allexsandre Lückmann Gerent. O evento acontece no auditório José Dias (rua Felipe Schmidt, 679, Centro), a partir das 19 horas, e para entrar é preciso doar uma caixa de leite integral. As inscrições devem ser feitas no site (www.cdlflorianopolis.org.br). Informações pelo telefone (48) 3229-7078.

O quê
Palestra sobre assédio moral e sexual

Quando
18 de abril, a partir das 19h

Onde
Rua Felipe Schmidt, 679, Centro de Florianópolis

Fonte: ClicRBS

Vereadora denuncia Energisa por assédio moral contra trabalhadores


Na tarde desta quinta-feira (11) a vereadora da Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), Raíssa Lacerda (PSD), foi recebida em audiência pelo procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho na Paraíba (MPT-PB), Eduardo Varandas, para apresentar denúncias de assédio moral praticado contra servidores da empresa distribuidora de energia elétrica na Paraíba, a Energisa.

De acordo com as denúncias, a companhia de energia elétrica obriga seus funcionários a criar irregularidades nas linhas domésticas, a fim de acusar os moradores como responsáveis pela simulação estabelecida pela própria empresa.

“Solicitei ao procurador medidas para que a Energisa suspenda imediatamente estas agressões de assédio moral contra seus trabalhadores”, afirmou Raíssa Lacerda.

Na semana passada, foi realizada uma sessão especial na CMJP, proposta pela vereadora, para discutir as centenas de reclamações de consumidores autuados por supostos desvios de energia, os “gatos”.

Eduardo Varandas considerou graves as violações trabalhistas. “Cabe ao Ministério Público do Trabalho adotar providências através de um procedimento legal. Todas as denúncias apresentadas serão apuradas”, afirmou. Segundo Varandas, será designado, por prevenção ou por sorteio, um procurador do trabalho para acompanhar o caso.

“Por ser grande a quantidade de denúncias contra a empresa de energia elétrica, estas estão sendo protocoladas para que o MPT-PB possa deflagar o quanto antes a investigação pelo MPT-PB”, apontou Raíssa Lacerda. Também participou da audiência o líder sindical eletricitário Sidney Sandrinni, autor das denúncias de gatos fantasmas praticados pela Energisa.

Da assessoria da vereadora (Chico Pinto)  

Fonte: Paraíba Urgente

terça-feira, 16 de abril de 2013

Projeto que prevê o combate ao assédio moral é sancionado em Mato Grosso


Sancionada nesta quinta-feira (11), a Lei 9.900/2013 de autoria do primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Mauro Savi (PR), segue a legislação federal (nº 11.948/2009) que trata do combate ao assédio moral. A inciativa que já está em vigor, indica o dia 2 de maio para a realização de atividades como palestras e workshops, que tenham a finalidade de combater tal prática. De acordo com o projeto, fica a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) responsável pelas ações que serão desenvolvidas.

“Não podemos ser tolerantes com esse tipo de conduta que é criminosa e acarreta sérios danos ao trabalhador e também à sua família. É preciso respeitar o trabalhador e dar instrumentos para que ele possa identificar e passar a denunciar esse crime”, frisou Savi. 

O projeto que trata de um assunto ainda polêmico no Brasil, apresentado em 2011, ganhou a imediata adesão do deputado republicano Emanuel Pinheiro, já que o mesmo assinou a coautoria da proposição. "O assédio moral representa a degradação das condições de trabalho, onde a hierarquia e a subordinação passam a ser instrumentos da exploração desumana e antiética nas relações de trabalho", ressaltou Pinheiro. 

O primeiro-secretário explica que não existe ainda uma legislação específica para tratar do assédio moral no Brasil. Ele alega que, normalmente, os casos são julgados por condutas previstas no artigo 483 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Mas, que alguns estados e municípios já criaram leis específicas na tentativa de coibir a prática nociva ao trabalhador. 

Conforme argumenta Savi na justificativa do projeto, a reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil. O assunto ganhou destaque após a divulgação da pesquisa brasileira realizada pela doutora Margarida Barreto, cuja tese de mestrado sob o título “Uma jornada de humilhações” foi defendida em maio de 2000 na PUC/SP. 

Vale destacar que a caracterização do assédio moral, termo que surgiu em 1998, se dá pela prática repetitiva de certas condutas, entre as quais o parlamentar destaca: desqualificar o subordinado por meio de palavras, gestos ou atitudes; tratar o subordinado por apelidos ou expressões pejorativas; exigir do subordinado, sob reiteradas ameaças de demissão, o cumprimento de tarefas ou metas de trabalho; exigir do subordinado, com o intuito de menosprezá-lo, tarefas incompatíveis com as funções para as quais foi contratado. 

De acordo com informações do sítio www.wikipedia.org, os estados de Pernambuco (Lei n.º 13.314/2007) e São Paulo (12.250/2006), foram os primeiros a publicarem e regulamentarem leis específicas sobre o tema. Além disso, muitos municípios já trabalham em projetos de leis que também visam coibir o assédio moral. 

Em Mato Grosso, a tentativa de impedir o assédio moral parte principalmente dos sindicatos de trabalhadores que, às vezes, conseguem incluir cláusulas vetando a prática. O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, por exemplo, é o primeiro da categoria no País a conseguir incluir tal cláusula em acordo coletivo. 

Para maior esclarecimento do que seja o assédio moral, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) destaca as condutas mais comuns que caracterizam a prática: instruções confusas e imprecisas ao trabalhador; dificultar o trabalho; atribuir erros imaginários ao trabalhador; exigir, sem necessidade, trabalhos urgentes e sobrecarga de tarefas.

E também, fazer críticas ou brincadeiras de mau gosto ao trabalhador em público; impor horários injustificados; retirar-lhe injustificadamente os instrumentos de trabalho; agressão física ou verbal, quando estão sós o assediador e a vítima; revista vexatória; restrição ao uso de sanitários; ameaças; insultos e isolamento.

Fonte: MT Agora - Assessoria

segunda-feira, 15 de abril de 2013

ASSÉDIO MORAL: Oficiais de Justiça de Carapicuíba se rebelam


Um Oficial de Justiça de Carapicuíba (SP) foi vítima de assédio moral por parte de um juiz da comarca local. O fato ocorreu na presença de uma advogada que é parte num dos processos em tramitação no fórum e diante de todos os colegas da Central de Mandados. Os servidores da comarca ficaram revoltados com o ocorrido.

O Oficial tinha que cumprir um mandado de imissão na posse de um imóvel ocupado, mas ao chegar ao local, se deu conta de que havia, entre os ocupantes, uma criança de cerca de um ano e um idoso cego. Por isso, preferiu comunicar ao juiz antes de dar andamento ao mandado. A advogada que entrou com o pedido de reintegração de posse ficou indignada e levou sua versão para o magistrado, contra o Oficial.

De acordo com os funcionários, o referido magistrado entrou na repartição aos berros disparando ofensas, tais como: “Você está com preguiça de cumprir essa ‘p.’ de mandado?” O Oficial tentou explicar que antes de cumprir a medida queria informar a situação que encontrou no local. No entanto, o magistrado continuou com as ofensas: “Por que você não cumpriu a p. desse mandado?” E disparou contra a fé pública dos Oficiais: “O Oficial não é pago para interpretar mandados, e sim para cumprir ordens. Se eu fosse juiz-corregedor dessa p., vocês iam ver”, ameaçou.

Revoltados, os servidores recorreram à Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo (Aojesp) e Associação Paulista dos Técnicos Judiciários (Apatej) para que as entidades tomassem providências contra o juiz. Após reunião na Central de Mandados, os servidores decidiram fazer uma moção de repúdio ao assédio moral praticado. O documento foi assinado pelos presidentes das duas entidades e por todos os servidores da seção de administração e distribuição de mandados, que também se sentiram ofendidos com a atitude do magistrado.

A presidente da Aojesp, Yvone Barreiros Moreira, na companhia do presidente da apatej, Mário José Mariano (Marinho), e do Diretor do Cartório, Antônio Loreato, recorreu à juíza-corregedora da Central de Mandados de Carapicuíba, Leila França Carvalho Mussa. A magistrada foi pessoalmente intermediar um diálogo com o juiz. Ele recebeu as duas Entidades e convidou o Oficial de Justiça ofendido para uma reunião. Após uma longa conversa entre as partes, o caso foi resolvido com um pedido de desculpas por parte do juiz. (Com o objetivo de resguardar a imagem dos envolvidos no fato, optamos por preservar o nome do Oficial de Justiça e do magistrado).

Assojaf/GO

Fonte: PROMAD

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Entrevista "ping-pong"com o psicólogo Arthur Lobato

O programa Horizonte Debate de quinta-feira 04/04 teve como tema o assédio moral. 

Além do psicólogo Arthur Lobato, estiveram debatendo o advogado Antonio Isnaldo, e a desembargadora Camilla Guimarães. O programa é apresentado pelo mestre e doutor em filosofia, professor da PUC Minas, Pe. Márcio Paiva.



Abaixo, algumas perguntas respondidas pelo psicólogo Arthur Lobato sobre a violência laboral que prejudica a saúde do trabalhador.

É possível traçar um perfil das causas dessa violência?
Arthur Lobato: O trabalho no mundo globalizado caracterizado por competitividade, individualismo e uso de novas tecnologias; o autoritarismo nas organizações, vivemos em uma sociedade onde o importante é ter, consumir, isto faz com que se perca os valores como a solidariedade entre as pessoas.

Quais os principais efeitos do assédio moral sobre a vítima?
Arthur Lobato: O assédio moral afeta psiquismo e o emocional das pessoas, causando queda na auto estima, e os sintomas podem evoluir para um quadro depressivo ou de extrema ansiedade.

Como os empregadores podem agir para eliminar o assédio moral?
Arthur Lobato: Isso depende da vontade da organização do trabalho de coibir e punir praticas que levam ao adoecer do trabalhador. 

A ação relacionada ao assédio moral difere de acordo com o sexo ou a idade da vítima?
Arthur Lobato: Geralmente o assedio é feito contra pessoas competentes e questionadoras.

O que as pessoas, como sociedade, podem fazer para acabar com o assédio moral?
Arthur Lobato: Dar visibilidade a este inimigo invisível  através de palestras, debates, reportagens, e denunciar na justiça do trabalho, ministério público, e justiça cível.

O que o trabalhador que se sente assediado pode fazer?
Arthur Lobato: Dependendo da empesa, conversar com as chefias, caso contrario deve procurar o sindicato e os órgãos citados acima.

Quais são os principais atos caracterizados como assédio moral?
Arthur Lobato: O importante é que o assédio moral é um conjunto de praticas perversas e desumanas, direcionados ao longo de um tempo contra um pessoa que se torna o alvo. Ha recusa da comunicação, ordens contraditórias, excesso de serviço sem prazo para executar, criticas constantes ao trabalho, reuniões não são avisadas criando uma imagem de incompetente na vítima, fofocas, brincadeiras ofensivas, o que leva o isolamento da vítima.

Há setores onde o assédio moral é mais recorrente?
Arthur Lobato: Para isso é necessário ver as pequisas e denuncias, mas o setor de serviços, vendas serviço público, tanto o setor bancário  como o de telemarketing possuem pesquisas, assim como os químicos de SP, metalúrgicos, jornalistas, enfim ha categorias que estão ha mais tempo nesta luta.

O que difere o assédio moral das outras formas de violência?
Arthur Lobato: O assédio moral é uma das violências no ambiente de trabalho, e se diferencia por ser feito de uma forma sutil, diferente do conflito, que é explícito.

O que leva ao assédio moral?
Arthur Lobato: Geralmente desmotivar uma pessoa competente, vista como ameaça para uma chefia incompetente  ou infernizar o ambiente de trabalho de forma que a vitima peça demissão.

Como a vítima pode vencer a barreira do medo e denunciar?
Arthur Lobato: Para isto é importante o vinculo de solidariedade e apoio ente os trabalhadores.

Qual o perfil de assediadores e assediados?
Arthur Lobato: Os assediados são pessoas competentes, responsáveis, e, os assediadores são pessoas que tem prazer em fazer mal aos outros, para se manter no poder ou ocultar sua incompetência.

Como estabelecer um nexo causal entre os sintomas da vítima e o ambiente de trabalho?
Arthur Lobato: Como assedio é feito de forma sutil o importante são as provas documentais e testemunhais.

Quais são os danos psicológicos que os assediados podem sofrer?
Arthur Lobato: Depressão, ansiedade, stress pós traumático, tendencias suicidas e suicídio.

Assédio moral pode causar depressão?
Arthur Lobato: Sim o assédio é um processo realizado ao longo do tempo que adoece o trabalhador.


Fonte: Assedio Moral e Saúde no Trabalho

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Palestra sobre assédio moral capacita empresários em São Carlos-SP

Empresários e gerentes de diversos estabelecimentos comerciais compareceram à Palestra "Assédio Moral: Um fenômeno invisível", realizada no último dia 03, através de parceria entre o CME (Conselho da Mulher Empreendedora) do município e a ACISC (Associação Comercial e Industrial de São Carlos).

Na ocasião, Sinelândia Maria da Silva, responsável pelo Departamento de Cobrança da Masson & Peronti Advocacia, explicou que assediar significa estabelecer um cerco e não dar trégua ao outro, humilhando, inferiorizando e desqualificando-o de forma sistemática e repetitiva ao longo da jornada de trabalho. "Podemos definir o assédio moral como ataques verbais, gestuais, perseguições e ameaças veladas ou explícitas, que frequentemente envolvem fofocas e maledicências. Ele acontece quando um indivíduo rebaixa o outro ou um grupo de trabalhadores, através de meios vingativos, cruéis, maliciosos ou humilhantes. Ao longo do tempo, esse fenômeno desestabiliza o trabalhador, atinge sua dignidade e moral e devasta a sua vida", alertou.

A palestrante fez questão de salientar que o assédio moral no trabalho não é um fato isolado, pois o mesmo se baseia na repetição de práticas vexatórias e constrangedoras. "Esse fenômeno possui também outros requisitos para a sua existência, entre eles: Intencionalidade (intenção de ocasionar um dano psíquico ou moral ao empregado, para marginalizá-lo em seu ambiente de trabalho); Direcionalidade (uma ou mais pessoas são escolhidas como vítimas) e Dano psíquico (desestabilização emocional, culminando com isolamento social)", enumerou.

Por fim, Sinelândia afirmou que devido ao número crescente de denúncias, o assédio moral preocupa hoje não apenas o empregado, mas também o empregador. "Uma fórmula exata não existe, mas o diálogo, o treinamento, a troca de informações e cursos com especialistas podem ser uma ótima saída para evitar o problema. Além disso, a consciência de um comportamento adequado, com respeito ao próximo e ao espaço do próximo, evita essas situações desagradáveis", encerrou.

Logo em seguida, a advogada Márcia Cristina Masson Peronti afirmou que atualmente, muitas empresas já tomam atitudes para evitar que o assédio moral aconteça entre os seus funcionários. "Tenho observado, com frequência, a preocupação dos empregadores em contribuir para que as práticas de assédio sejam identificadas e imediatamente coibidas. É crescente o cuidado de empresas em orientar e disseminar a ideia de necessidade de manutenção de uma relação saudável e de respeito mútuo entre todos os colaboradores. Muitos empreendimentos contam com o apoio de profissionais de Direito para avaliar suas regras de procedimentos e adequá-las quando necessário", finalizou Márcia Peronti.


Fonte: ACISC

quarta-feira, 10 de abril de 2013

GRUPO DE APOIO CONTRA O ASSÉDIO MORAL E SEXUAL NO SINDICATO DOS GUARDAS CIVIS METROPOLITANOS DE SÃO PAULO


O Departamento Social do criou um Grupo de Apoio aos trabalhadores para ajudar no combate ao Assédio Moral ou Sexual, um dos maiores problemas dentro de nossa Corporação e uma das causas de adoecimento do Efetivo.

Ajude divulgando os encontros, ajude testemunhando para seu/sua colega, não se omita pois, não podemos mais permitir essas atitudes!!!

CONVITE
 
Convidamos os (as) Guardas Civis Metropolitanos que tenham sido ou estejam sendo vitimas de Assédio Moral e/ou Sexual a participarem do Grupo Terapêutico que acontece todas as quintas – feiras das 15:00 as 17:00 na sede da entidade, com a coordenação da Psicóloga e da Assistente Social.
Não é necessário fazer inscrição.

Salientamos que recomendamos o sigilo e o anonimato dos participantes.
 
O Sindguardas-SP quer ouvir você.
 
Por gentileza nos ajude a divulgar mais este serviço em prol de nossa categoria.
 
Maiores informações com Lino ou Claudete.

 
GUARDAS CIVIS UNIDOS NA LUTA CONTRA O ASSÉDIO MORAL E SEXUAL
Fonte: Sindguardas-SP

Rua Xavier de Toledo - 84 - 2º Andar - São Paulo
Telefones: 11 3231 - 0330 / 3231.4902
Próximo ao metro Anhangabaú

terça-feira, 9 de abril de 2013

Compreendendo o Assédio Moral no Ambiente de Trabalho

A publicação "Seminário Compreendendo o Assédio Moral no Ambiente de Trabalho", encontra-se para download no portal da Fundacentro. 

Para acessar a publicação em PDF clique no link abaixo: 


Informamos também que devido ao problema no navegador Windows internet Explorer, a publicação poderá ser vista somente no provedor Mozilla Firefox ou Google Chrome.

Título: Seminário Compreendendo o Assédio Moral no Trabalho - Palestras Proferidas - Classificação: Publicação

Tipo de Publicação: Livro

Número de Páginas: 63 

Ano: 2013


Resumo: O seminário "Compreendendo o assédio moral no ambiente de trabalho" teve como objetivos a difusão de informações e a reflexão sobre conceitos e pesquisas acerca do tema por meio de exposições de especialistas e estudiosos sobre saúde mental e trabalho no Brasil. As palestras proferidas trouxeram exemplos de situações vividas pelos trabalhadores a partir da contextualização do assédio moral como uma prática organizacional e apontaram repercussões psicossociais sobre as vítimas diretamente atingidas, incluindo as testemunhas, além de reflexões acerca do entendimento jurídico do tema a fim de buscar formas de prevenção e regulamentações a respeito.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Dano e assédio moral em TI: o assédio



Continuando a série de posts na qual exponho os resultados da minha pesquisa sobre o fenômeno do assédio moral em empresas de TI com foco em fábricas de software vou expor agora o conceito de assédio moral no Direito, Sociologia e Psicologia.

Se você foi um dos que contribuiu com a pesquisa me fornecendo seus relatos anônimamente muito obrigado!  Neste post você poderá descobrir se sua experiência correspondeu ou não ao assédio moral. Vamos lá?

O que é assédio moral?

O interessante do assédio moral é o fato de haver um conceito bem definido (bem próximo da unanimidade) para o fenômeno. Um advogado lhe daria uma definição similar à que transcrevo abaixo, retirada da tese de mestrado “Assédio Moral no Ambiente de Trabalho e a Política Empresarial de Metas” de Rafael Moraes Carvalho Pinto:

“O assédio moral no trabalho significa a prática de qualquer ato (…) dirigido contra o trabalhador (seja o subordinado, o colega do mesmo nível hierárquico ou superior) ou um grupo de trabalhadores que, de maneira sistemática, abusiva e reiterada (…)  provoque, de forma deliberada, a degradação do ambiente de trabalho, capaz de ofender a dignidade da vítima ou causar-lhe danos psíquicos ou físicos”

Uou! Vou traduzir isto para uma linguagem mais próxima do nosso dia-a-dia em TI: o que Rafael quer dizer é que o assédio moral possuí três características que o diferenciam enquanto fenômeno. São elas:

1.  DEGRADAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO DE FORMA INTENCIONAL

No assédio moral há dois atores: o assediador e a vítima. O vilão da história tentará de todas as maneiras minar as condições que propiciam a qualidade na execução do trabalho da vítima. O objetivo é claro: tornar o trabalho do assediado o mais difícil possível, seja através da instalação de um clima ruim dentro da fábrica ou até mesmo impedindo que esta possa usar ferramentas que auxiliem o seu trabalho.

Na pesquisa que estou fazendo é muito comum a ocorrência do assédio moral entre programadores e testadores. Segue aqui um exemplo: o desenvolvedor se sente incomodado com um testador e começa a queimar o seu filme dentro da empresa com o objetivo de anular sua credibilidade. Como não é mais levado a sério pelos demais colegas de trabalho que questionam todos os bugs por este abertos seu trabalho se torna cada dia mais difícil até que em determinado momento o sujeito apela e sai da empresa.

Outro exemplo interessante: na codificação de determinado sistema nada obriga a utilização de um editor de texto ou IDE, no entanto para um programador específico torna-se obrigatório o uso de uma ferramenta com a qual não possua qualquer experiência, tornando seu trabalho ordens de magnitude mais difícil durante o período de adaptação, a partir do qual surgirão uma série de ataques minando sua auto estima e credibilidade entre os colegas.

Estes são apenas dois exemplos simples. De forma geral, fofoca em ambiente de trabalho direcionadas a um indivíduo ou grupo também podem gerar o mesmo efeito. A criatividade humana é infinita neste aspecto: sempre dá pra infernizar o trabalho alheio.

2. REPETIÇÃO SISTEMÁTICA DO ATO DE FORMA CONTINUADA POR DETERMINADO PERÍODO DE TEMPO

Sabe aquela história do “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”? Pois é: ela se aplica aqui. Um ato isolado não pode ser considerado assédio moral. O dano psicológico no profissional causado pelo assédio moral é ordens de magnitude maior que o decorrente do ato isolado.

Isoladamente, os fatos que constituirão um assédio moral podem parecer inofensivos. Não são raras as situações nas quais a vítima, ao relatar suas experiências toma como resposta frases do tipo: “isto é frescura sua”, “você ficou chateado só com isto?”, “nossa, você é sensível hein?” e por aí vai. Você percebe o assédio somente a partir do momento em que todos os fatos são vistos em conjunto.

A palavra assédio é usada por uma boa razão. Buscando em um dicionário você obterá uma definição similar a esta: “permanência ou repetição de uma conduta” ou “importunação”. Lembre-se: repetição e continuidade.

Não há uma definição rígida para a continuidade do tempo ou da repetição do ato. Na primeira definição de assédio moral feita na Suécia pelo professor Heinz Leymann foi estipulado que o assédio moral estaria vigente se a continuidade fosse de no mínimo seis meses e os ataques ocorressem pelo menos uma vez por semana. Esta definição no entanto caiu por terra por não levar em consideração o nível da violência que poderia estar presente em cada ataque.

3. DIRECIONADO A UM GRUPO OU PESSOA


Patinho feio
O princípio fundamental do assédio moral é a discriminação, ou seja, o ato de tornar explícita de forma negativa determinada característica (ou grupo de características) de um certo grupo ou indivíduo com o objetivo de isolá-lo dos demais. Talvez seja a característica mais cruel do fenômeno.

Normalmente tudo começa devido a alguma característica física do sujeito, assim como sua opção religiosa, sexual, modo de falar, vestir, etc. É muito comum sob a forma de ridicularizações, isolamento social, piadinhas, etc. Não é raro que os demais colegas de trabalho passem a evitar o assediado temendo que também sejam identificados com este e, com isto, se tornem vítimas também (covardes).

É a recusa da diferença do indivíduo. Interessante observar que o fator diferencial não necessariamente é negativo. É muito comum o isolamento de profissionais justamente pelo fato de possuírem competência superior que cause medo em seu medíocre colega assediador. Um exemplo interessante é a vítima que foi elogiada por seu superior hierárquico devido à qualidade do seu trabalho diante dos seus colegas.

OS TIPOS DE ASSÉDIO MORAL

Há quatro tipos de assédio moral: vertical ascendente, vertical descendente, horizontal e misto.

No vertical descendente um superior hierarquico assedia seus subordinados. Muitas pessoas acreditam ser este o único tipo. Ocorre normalmente quando o administrador quer se ver livre de um subordinado sem ter de arcar com dispesas adicionais como por exemplo uma recisão de contrato. Então começa uma campanha composta por diversos pequenos ataques que vão minando o funcionário até que este desista e peça demissão.

O vertical ascendente ocorre quando um subordinado assedia seu superior. É muito comum em equipes de desenvolvimento quando, por exemplo, um novo gerente surge e a equipe não aprova seu modo de gestão. Neste caso, o pobre do gerente verá todas as suas decisões serem boicotadas pelos funcionários e sua moral ser estraçalhada até chegar o momento em que este desista de sua equipe. Muito comum sua ocorrência com gerentes inexperientes ou incompetentes.

A horizontal envolve colegas em um mesmo nível hierarquico. Pode ser ocasionada por mera competição, inveja, ciúme, medo, vaidade ou qualquer outro tipo de sentimento negativo que possa surgir entre dois ou mais indivíduos. Pelos relatos que vi costuma ser dos mais cruéis, envolvendo pequenos boicotes diários ou semanais, intrigas, ataques verbais, etc.

O misto, como o próprio nome já diz, ocorre quando há uma mistura dos casos listados acima. Ainda não encontrei um caso que eu possa usar de exemplo neste post.

Não confunda com assédio moral

Parece, mas não é (putz, to velho!)

Muitos dos relatos que recebi não eram assédio moral, mas sim outros tipos de problema. Abaixo segue uma pequena lista de “falsos positivos” que, acredito, seja importante divulgar a fim de evitar que você pague micos em sua empresa.


ESTRESSE

O fato do seu trabalho ser cansativo e estressante não quer dizer que você seja vítima de assédio moral. Estresse é o conjunto de reações que o organismo têm em resposta a agressões de ordem física ou psíquica que sofremos e que pode alterar o nosso equilíbrio.  O que diferencia o assédio moral do estresse é a intencionalidade. O primeiro é intencional, o segundo não.

Há a gestão por estresse, em que um gerente incompetente força a barra da sua equipe a fim de obter uma melhor produtividade. Intencionalmente este gestor não quer causar danos à sua equipe, mas sim o contrário. Seus problemas de saúde neste caso serão causados pela desmedida e imbecilidade do “gerente”, e não por sua intenção maléfica.

CONFLITO

O conflito surge quando há opiniões e posições divergentes sobre determinado assunto. É normal em qualquer relação humana, e não pode ser considerado assédio moral pois é uma relação simétrica (ou quase) entre duas ou mais partes. Enquanto houver conflito mútuo o assédio estará longe de você. Não: suas discussões no fórum interno da empresa com os outros programadores não pode ser considerada assédio moral.

É interessante observar que a partir do momento em que surgir uma relação de dominação, em que uma das partes tentar submeter a vítima a suas opiniões, pode surgir um assédio moral (desde que leve às três características do assédio que citei acima). Meu conselho? Saiba discutir que problemas não vão surgir. ;)

CHEFE AGRESSIVO (BOSSING)

Há o chefe agressivo, chato, insuportável que trata todos sem a menor delicadeza. Repare: ele não individualiza seu tratamento. É apenas uma pessoa incompetente no seu lidar com o próximo. Também não pode ser considerado como assédio moral. Resumindo: é apenas uma pessoa desagradável.

Este tipo de comportamento é também conhecido como “gestão por injúria”. É aquela anta que crê poder guiar seus subordinados através do grito. Steve Jobs adorava isto.

AGRESSÕES PONTUAIS

Em qualquer emprego um dia alguém vai te chatear. Se for um fato isolado não pode ser considerado assédio moral. Claro: pode te causar um dano moral, mas esta é outra situação. Lembre-se: é preciso que haja uma repetição sistemática para ser assédio.

MÁS CONDIÇÕES DE TRABALHO

Se você trabalha em um lugar feio e desagradável, em que todas as pessoas (ou a maior parte delas) esteja sofrendo com o ambiente, isto não caracteriza assédio moral pois não há isolamento de um indivíduo ou grupo. É contra a lei, mas não é assédio.

IMPOSIÇÕES PROFISSIONAIS (AS REGRAS DA EMPRESA)

Toda empresa tem suas regras. Ao ser contratado com certeza elas lhe foram informadas e você as aceitou, por mais chatas que possam parecer. É direito do empregador definir como seu negócio funciona.

Perfil do assediador e vítima

Não existem características que identifiquem de forma imediata um perfil assediador. Se houvesse seria discriminatório, o que jogaria todo este papo por terra. Normalmente é um conjunto de circunstâncias que leva alguém a desempenhar este papel. Pode ser que o sujeito seja realmente um mau caráter, mas também pode ser que o sujeito esteja sendo tão pressionado pela empresa que acabe acidentalmente desempenhando este papel. Esta é apenas uma das razões pelas quais um bom departamento de RH é importante dentro de uma empresa. O mesmo pode-se dizer a respeito do assediado.

Sendo assim, fica a dica: sim, você pode estar assediando alguém sem saber. Um pouco de auto crítica não faz mal a ninguém. E o contrário também é verdade: talvez sua auto estima esteja tão abalada devido à ação de um assediador que sequer se deu conta disto. Afinal de contas, foi uma série de pequenas agressões qeu acabaram por destruir a sua identidade, não é mesmo?

Continuando o trabalho

Neste post espero ter traduzido de uma forma mais clara o que vêm a ser o tal do assédio moral. No primeiro post quando pedi às pessoas que me fornecessem seus relatos não expus este conceito de forma tão clara para que pudesse ter uma visão a respeito da percepção do fenômeno que as pessoas tem. Agora que espero ter clarificado mais as coisas, peço novamente que me ajudem relatando experiências que tenham vivenciado. Com isto poderei tirar uma série de dados estatísticos com o objetivo de traçar um perfil do fenômeno em nossa área de atuação.

Basta clicar neste link para preencher o formulário. Seu anonimato é garantido. A título de curiosidade, 70% dos relatos não eram de assédio moral. :)

E como a fábrica de software propicia a ocorrência do assédio moral? Isto é assunto para o próximo post. ;)

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Fonte: /dev/Kico

P.S. Assediados

Se você conhece alguém que trabalha com Tecnologia da Informação (TI), quer seja:  Gerente de Projeto, Coordenador, Analista de Requisitos, Analista de testes/QA, Arquiteto, Desenvolvedor/Programador, Gerente de Configuração, Coordenador de operações ou  qualquer outra área ou equipe de atuação, ou se você mesmo é da área, colabore com a pesquisa respondendo ou divulgando aos seus contatos.

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