"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


terça-feira, 12 de março de 2013

Plenária Nordeste discute assédio moral


“Eu não sabia o que era tomar um tarja preta, descobri isso depois de sofrer  assédio moral”, conta Luiz Cláudio Lima Guimarães,  que trabalha há cerca de trinta anos na 1ª Superintendência da Codevasf, em Montes Claros. Guimarães e o colega Juliano Cangussu de Oliveira Campos foram perseguidos pela Codevasf e sofreram com ameaças e humilhações constantes da empresa.

A Codevasf trabalha com a construção de infraestruturas de grande porte, logo, utiliza um considerável número de maquinários e materiais como bombas e caixas d’água. A empresa não dispõe de almoxarifado para esse fim, nem um funcionário responsável por esse controle. Por isso os bens são registrados em nome do trabalhador de maneira indevida. Os chefes, de acordo com Guimarães, só registram em seus nomes materiais de fácil controle, como aparelhos de ar-condicionado.

Guimarães e Oliveira ocupavam cargos de comissão na empresa e tiveram 619 bens registrados em seus nomes. Quando deixaram a função, os trabalhadores solicitaram que seus nomes fossem retirados do recebimento de equipamento, fato ignorado pela empresa. O drama dos dois começou quando mais de uma centena de bombas, avaliadas em cerca de R$2 milhões de reais desapareceram. A seção sindical de Montes Claros foi comunicada e a diretoria nacional entrou no caso.

Além de sofrer perseguição dentro da empresa, Guimarães e Oliveira sofreram com humilhações vindas dos colegas como piadas de mau gosto e insinuações. “No dia-a-dia é aquela brincadeira que se torna abusiva. O assédio moral é dissimulado, disfarçado e por isso é difícil de identificá-lo”, explica a advogada do SINPAF, Camila Sousa, que também já foi vítima da prática. Para a diretora nacional de saúde do trabalhador e meio ambiente, Mirane Costa, o assédio moral caracteriza a degradação das relações de trabalho no ambiente de trabalho que traz impactos para a saúde física e emocional, profissional e na vida familiar e social do trabalhador.

Para Camila Sousa o papel do sindicato deve ser combativo. “A pessoa que está sofrendo tem medo. Daí a importância do dirigente sindical, pois ele não é uma pessoa só, é uma instituição e tem amparo políticos e  jurídicos”, observa Camila.

Fonte: SINPAF

Nenhum comentário:

Postar um comentário