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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sindicato do RJ denuncia assédio moral no Projac/TV Globo

AMBIENTE DE TENSÃO E ESTRESSE NO PROJAC CHEGA A NÍVEIS PREOCUPANTES 



Sindicato exige respeito à saúde física e mental do trabalhador!


Nos últimos meses, o Sindicato dos Radialistas/RJ tem recebido, com significativa frequência,  informações e denúncias sobre algumas atitudes discriminatórias que estariam sendo tomadas pela direção da TV Globo, principalmente em relação aos profissionais mais antigos da casa, bem como sobre o comportamento  cada vez menos amistoso – por vezes até agressivo – da parte de alguns diretores artísticos da emissora no trato com suas equipes, o que está gerando um clima de estresse e tensão nas relações de trabalho no Projac, com evidente prejuízo à saúde física e mental dos trabalhadores ali lotados.

Esses relatos apontam, entre outras irregularidades, o desrespeito ao horário de refeição dos empregados e a sobrecarga de trabalho (equipes que pegam no estúdio às 13 horas e gravam, sem intervalo, até às nove da noite), além de repentinas mudanças no horário de tabela com menos de 12 horas e funcionários que recebem aviso de férias com menos de 30 dias.

Outra queixa frequente é que a emissora  não está cumprindo a obrigação de organizar as folgas programadas, impedindo assim os funcionários de planejarem os seus compromissos pessoais. Ainda segundo as denúncias, alguns diretores artísticos costumam tratar os profissionais aos gritos e, não raramente, até mesmo com ofensas e palavrões. E O QUE É MAIS GRAVE: profissionais mais antigos estariam sendo injusta e absurdamente discriminados, não apenas pela falta de um plano de cargos e salários que, em alguns casos, nivela a remuneração de funcionários com mais de 30 anos de casa a profissionais iniciantes, como também pelo fato de muitos deles estarem sendo demitidos, após os 50 anos de idade, como “prêmio” a uma vida inteira de dedicação à empresa. Gente que, às vésperas da aposentadoria, se vê de uma hora para outra sem a sua fonte de subsistência e a de sua família. Somente em 2012, as demissões de profissionais nesta faixa etária, sabidamente mais experientes, chegaram a 38% do total das demissões sem justa causa realizadas pela empresa. Percentual este que sugere a possibilidade de haver prática de assédio moral.

É bom lembrar que essa prática discriminatória, embora sempre negada pela empresa, é uma antiga política do grupo da família Marinho. 

Atualmente, a Infoglobo – braço do grupo que edita os jornais  O Globo, Extra e Expresso, é alvo de investigação  da Procuradoria do Trabalho da 1ª Região. A procuradora Luciana Tostes de Guadalupe e Silva, responsável pelo processo, diz tratar-se de “uma afronta à Constituição”, que em seu artigo 7º, proíbe diferenças de salários, de exercício de funções e de critérios de demissão ou admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. 

Há ainda denúncias de que os veículos adaptados para as equipes da UPP não oferecem qualquer tipo de proteção aos funcionários, que são obrigados a viajar no meio de equipamentos soltos, aumentando o risco de acidentes, tendo, inclusive, histórico de mortes no passado. Toda essa atmosfera de insegurança que foi criada no Projac está levando as pessoas a adoecerem mais, e casos de afastamento do trabalho motivados por depressão, esgotamento nervoso e outras causas psicológicas têm se multiplicado na emissora, conforme constataram informalmente diretores do Sindicato.

É PRECISO DAR UM BASTA URGENTEMENTE NESTA SITUAÇÃO!

Diante deste quadro preocupante, o  Sindicato dos Radialistas/RJ exige da direção da TV Globo um tratamento mais digno e humano nas relações de trabalho, que preserve a sanidade de seus empregados. Além disso, quer pôr um fim às práticas irregulares que contribuem para gerar esse clima de terror e medo, especialmente entre os profissionais veteranos.

Com base nas denúncias recebidas, a diretoria do Sindicato está mapeando os casos e reunindo material para, posteriormente, enviar ao Departamento Jurídico que estudará as providências legais que poderão ser tomadas com o objetivo de preservar esse direito básico de todo trabalhador, que é o seu bem-estar.

Fonte: FITERT 
            Sindicato dos Radialistas/RJ



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