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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Professores do CE Almirante Tamandaré denunciam assédio moral


Os professores que eram lotados no Centro de Ensino Médio Almirante Tamandaré, escola da rede estadual, situada em São Luís, estão revoltados com a direção da unidade que decidiu remover, no período de férias, 12 professores da instituição. Os educadores alegam que a atitude foi autoritária, ignorando a opinião dos docentes sobre a remoção.

Os trabalhadores contam que, durante o procedimento de transferência, foram feitas diversas ligações, inclusive no período da noite, para intimidar os educadores a aceitarem as determinações da direção da unidade. Outro aspecto que revolta a categoria é o desrespeito ao profissional e a falta de critérios claros para a remoção.

De acordo com o professor Henrique Gomes, um dos educadores afetados pela remoção, as medidas administrativas deveriam ser acompanhadas pela discussão democrática e não pela imposição dos gestores da escola. Para ele, o que está acontecendo na escola é um caso claro de assédio moral, pois os procedimentos atingiram a dignidade dos trabalhadores. "Não somos contra a medida administrativa, o que queremos é o diálogo aberto, buscando compreender as necessidades de cada um", afirma.

Os casos de desrespeito no ambiente escolar preocupam os trabalhadores. No ano passado, por exemplo, uma perseguição semelhante realizada na escola da rede estadual em Itinga do Maranhão levou o professor de física, Abedenego Ribeiro, ao surto. Na ocasião, uma desastrosa ação da policia, provocada pela direção da escola onde o professor trabalhava, foi responsável pelos danos psicológicos ao educador.

Diálogo

A vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Maranhão (Sinproesemma), Benedita Costa, conta que, na última quarta-feira, 30, foi realizada uma reunião com a gestora da Unidade Regional de Educação - URE de São Luís, Sônia Maciel, diretores d CE Almirante Tamandaré e também professores da escola.
No encontro, Benedita sugeriu que a diretoria da escola estabelecesse diálogo com os trabalhadores, inclusive que, dentro da semana pedagógica, fosse realizada uma reunião para reavaliar as remoções, o que não aconteceu. "Com a ação democrática dos gestores, os professores vão se sentir valorizados e participativos no processo", defende Benedita Costa.

Para a dirigente, a atitude truculenta do gestor da escola é um dos exemplos que revelam a necessidade da realização de eleições diretas para diretor da escola, como propõe o Estatuto do Educador. "É por isso que defendemos as eleições diretas nas escolas, para que o professor escolha o seu representante de verdade e tenha mais voz. Dessa forma, acreditamos que vamos mudar o quadro de gestores truculentos, autoritários e antidemocráticos", justifica.

Nova jornada

Durante a reunião, também foi acordado que a jornada de 13 horas fosse aplicada na escola, pois o diretor da escola demonstrou não ter conhecimento sobre o encaminhamento definido entre a direção do Sinproesemma e o secretário de Estado de Educação, Pedro Fernandes, no qual o Estado deve conceder um terço da jornada de 20 horas do professor para as atividades extraclasses, como obriga a Lei do Piso.

Com o compromisso do secretário de cumprir a lei, os gestores de todas as escolas da rede pública estadual de educação devem realizar o mapeamento do ano letivo de 2013, seguindo a nova carga horária de 13 horas, sendo opcional ao professor o cumprimento de horas-extras que extrapolem a nova jornada legal.

Fonte: Sinproesemma

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