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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

O Famigerado Assédio Moral

Por JR Santiago

Somos pessoas que possuímos nossos valores, temos nossas competências e sendo assim, temos que ser incluídos, ou ao menos informados das decisões sobre as quais estamos envolvidos de alguma forma, ainda mais que as relações atuais de trabalho não podem se limitar a serem uma evolução das antigas relações existentes ente os senhores e seus escravos. Algo que nos envolve, que nos pressiona, que nos sufoca...

A verdade é que muitas vezes o assédio moral, por ser formado por uma série de pequenas ações, torna-se algo difícil de explicar, e até mesmo de se identificar.

No entanto, a maneira como ele nos atinge, por mais paradoxal que possa parecer, é algo claramente notado. De repente pequenos pedidos e solicitações começam a nos aborrecer. Não sabendo ao certo o motivo de haver a necessidade de desenvolver algumas atividades, passamos a questioná-las, primeiro internamente.

Logo a seguir aparecerem outras demandas que não têm qualquer relação com as anteriores. A confusão começa a fazer parte de nossa mente, e passamos a duvidar cada vez mais de nossa capacidade de entendimento. Nossa capacidade de discernimento, do ponto de vista profissional, começa a fraquejar.

Quando enfim decidimos compartilhar as razões de nossas dúvidas junto aqueles que, a princípio, são nossos líderes, nada mais nos é acrescentado ou explicado. Neste momento é quando mais notamos uma certa carência, e o pior, nos culpamos por isso.

E o fluxo parece sempre ser o mesmo, não há diretrizes, tão pouco objetivos claros a serem atendidos, apenas a manutenção de uma falida relação de chefia / subordinado, como se o subordinado não tivesse qualquer espaço para desenvolver seu raciocínio e utilizar de suas competências da forma mais adequada. Aí vem o desanimo, a falta de vontade que é um trampolim para o comodismo.

Muitas vezes, infelizmente, muito embora estejamos dentro de um lema corporativo de defender e valorizar as pessoas, com certa frequência muitos profissionais adotam atitudes que, de firme mesmo, tem apenas o interesse de usar as competências de seus colaboradores de maneira míope sem qualquer preocupação em valorizá-los.

“Pode deixar que penso por você...” ou “Sei bem o que estou fazendo”....passam a ser mais do que simplesmente frases, mas sim diretrizes que limitam a usar de forma pejorativa o que existe de melhor das pessoas.

Cabe a cada um de nós, funcionários, colegas de trabalho e até mesmo “chefes” nos atermos a forma pelo qual estamos construindo nossas relações com nossos colegas, bem como com as atividades que desenvolvemos.

Somos pessoas que possuímos nossos valores, temos nossas competências e sendo assim, temos que ser incluídos, ou ao menos informados das decisões sobre as quais estamos envolvidos de alguma forma, ainda mais que as relações atuais de trabalho não podem se limitar a serem uma evolução das antigas relações existentes ente os senhores e seus escravos.

Fonte: A Crítica

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