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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Bradesco demite bancária por denunciar assédio moral



Demissão. Essa foi a resposta obtida pela bancária do Departamento de Operações de Pessoa Jurídica da Plataforma Operacional (DOPJ) do Bradesco, após buscar seus direitos e denunciar aos setores responsáveis os problemas recorrentes no local de trabalho, sobretudo com relação ao assédio moral praticado pelos coordenadores da área.

A auditoria interna da SA 8000 foi um dos caminhos procurado pela funcionária, assim como apontam as orientações da certificação, que diz promover práticas de trabalho socialmente aceitas. Entretanto, nenhuma providência foi tomada, o que levou a funcionária a procurar o diretor departamental, Layette Lamartine Azevedo Junior.

Assédio moral, pressão, desrespeito e humilhações foram relatados pela bancária ao responsável do departamento. Porém, como resposta, a trabalhadora foi demitida. “Não é respeitada a responsabilidade social alardeada pelo banco em função da certificação SA 8000 sobre respeito aos direitos fundamentais do trabalho e de organização dos trabalhadores. A demissão da bancária é a prova de que o discurso não é revertido na prática”, critica o diretor do Sindicato Vanderlei Alves.

Segundo o dirigente, os problemas com assédio moral se intensificaram no setor após a centralização da plataforma operacional (DOPJ). “As denúncias são recorrentes. Conforme relatos dos bancários, a plataforma se tornou um “pesadelo” para trabalhar, pois há coordenadores que humilham, gritam, ironizam e cobram uma experiência que não é proporcionada aos funcionários, assim como os cargos que não estão enquadrados de acordo com as funções.”

Ele ainda relata que muitos funcionários da área estão afastados devido a doenças psicológicas que adquiriram durante o período de trabalho no banco. Stress e depressão são os principais sintomas. “O descontentamento e desânimo é geral, por isso a bancária demitida tentou os caminhos disponíveis para melhorar as condições de trabalho”, explicou Alves, ressaltando que o Sindicato entrou em contato com os responsáveis do banco para cobrar uma resposta.

Denuncie pelo Sindicato – Apesar da funcionária ter exercido o direito legítimo de denunciar problemas no local de trabalho, o Sindicato orienta os bancários a utilizarem o canal de denúncia de combate ao assédio moral disponível no site da entidade. Fruto da conquista da Campanha Nacional Unificada de 2010, o instrumento foi renovado na campanha deste ano.

Além de manter o anonimato, o Sindicato tem o prazo de dez dias úteis para apresentar a denúncia ao banco, que, por sua vez, tem 60 dias corridos para apurar o caso e prestar esclarecimentos ao Sindicato.


Fonte: FeTeC Bancários CUT SP

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