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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Policiais federais se dizem vítimas de assédio moral e perseguição nunca vistos



A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público discute neste momento a reestruturação das carreiras da Polícia Federal. Policiais federais de todo o País realizaram uma greve entre 7 de agosto e 15 de outubro e retornaram ao trabalho com a promessa do governo federal de negociar as reivindicações da categoria.

O presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcos Wink, afirma que a categoria é a única entre as integrantes das carreiras típicas de estado que recebe salários de nível médio, apesar de ter nível superior. Ele também afirma que as condições de trabalho são precárias, principalmente nas regiões de fronteira. Segundo ele, se as negociações não forem adiantes agora, os agentes federais voltarão a discutir a possibilidade de greve. Representantes dos ministérios da Justiça e do Trabalho participam da audiência.

Segundo Wink, cerca de 800 mil servidores federais de diversas áreas entraram em greve nos últimos anos, mas o governo "voltou sua ira" para os policiais federais, com uma série de represálias. Ele espera esta audiência pública possa contribuir para o diálogo.

"Estamos sofrendo uma série de retaliações, repressões, assédio moral. A Polícia Federal hoje sofre um assédio moral nunca visto no Brasil", disse.

Negociações

Wink afirmou também que a greve acabou há um mês e até hoje não foram chamados pelo governo para conversar. "Nós encerramos a greve acreditando na palavra do ministro da Justiça, de que iria negociar, e até agora nada", afirmou.

O sindicalista afirmou que muitos gestores têm dificuldade de lidar com a democracia e com movimentos reivindicatórios, por isso querem colocar os policiais "de joelhos", mas não vão conseguir.

Segundo Wink, a luta da sua entidade é regular em lei as atribuições que os policiais exercem hoje. "Portaria não cria cargo nem atribuição", disse. "Os delegados se apropriaram da Polícia Federal, ocuparam todos os cargos, mas quem faz todo o planejamento são esses agentes que estão aqui", afirmou.

O sindicalista lembrou que os agentes já chegaram a ganhar o mesmo que delegados, "nem por isso havia problemas de hierarquia". Wink representa cerca de nove mil agentes, escrivães e papiloscopistas.

A reunião está sendo realizada no Plenário 12.

Autor: Reportagem -Wilson Silveira , Edição -Marcelo Westphalem

Fonte: JusBrasil

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