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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Deputado pede mapeamento de assédio moral na AL


O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), solicitou durante a sessão matutina desta quarta-feira (14) que sejam “desengavetados” dois projetos de lei que tramitam na Casa e que combatem o assédio moral em órgãos públicos de Mato Grosso.

O primeiro projeto é do deputado Romoaldo Junior, líder do Governo no Legislativo. O segundo é de autoria do primeiro-secretário da Assembleia, deputado Mauro Savi (PR). Ambos visam acabar com a prática que culmina, na maioria das vezes, em demissão expontânea de servidores, que não aguentam a pressão e deixam seus cargos.

Para dar o exemplo aos outros órgãos públicos, um levantamento deve ser realizado na própria Assembleia, a pedido de Emanuel, identificando casos de assédio moral. “Temos recebido diversas denúncias anônimas de servidores que são vítimas de chefes despreparados no estado”, salientou o parlamentar. O mapeamento de possíveis casos no Legislativo Estadual será realizado via Planejamento Estratégico.

Emanuel uniu forças com a deputada Luciane Bezerra (PSB), que apresentou recentemente um outro projeto de lei que prevê o combate ao assédio sexual no estado. Segundo ela, o combate a essas práticas deve ser prioridade do governo, para que assim empresas privadas também possam ser punidas quando identificados casos semelhantes.

Assédio moral é a exposição repetitiva e prolongada dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. É praticado pelos chefes contra seus subordinados. São condutas desumanas e sem nenhuma ética. Humilhação repetitiva e de longa duração que interfere na vida do trabalhador de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais.

Infelizmente, ainda há casos em que os profissionais são submetidos a violências que denigrem a imagem e a autoestima da pessoa. Como resultado, surgem: baixo desempenho, absenteísmo e até o desligamento do colaborador da empresa. Trata-se do chamado assédio moral, que se manifesta por meio de situações constrangedoras ou degradantes como, por exemplo, rotulação de apelidos, delegação de atividades não compatíveis à função, bem como atitudes de gestores que fazem do "abuso do poder" uma constante junto aos membros da sua equipe. O resultado dessa agressão, muitas vezes, termina até mesmo na Justiça do Trabalho.

Fonte: Nortão Notícias

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