"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Seminário sobre assédio moral: inscrições gratuitas de 17 a 24 de Setembro


O Seminário Regional para debater o Assédio Moral que será realizado em Passo Fundo, terá as inscrições abertas aos servidores das comarcas da região a partir do dia 17 de setembro. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo email sindjus@sindjus.com.br ou pelo telefone (51) 3224.3730 até o dia 24 de setembro. O encontro, que está sendo organizado pelo Sindjus/RS, acontecerá no auditório da Faculdade de Direito Anhanguera (Rua Paissandu, 1200, Centro).

Durante o seminário, serão discutidos aspectos do assédio moral relacionados a saúde do trabalhador e também suas implicações jurídicas. Os painéis, que acontecem das 13h às 17h, estarão a cargo da Médica do Trabalho do Sindjus/RS e mestranda em Assédio Moral pela UFRGS, Jane Maria Wolff e da advogada especialista no tema, Jaqueline Matiazzo.

Outros participantes

Além dos servidores, o encontro é aberto a professores e alunos do curso de Direito da Faculdade Anhanguera. Estes, devem fazer as inscrições na coordenadoria do Curso, no mesmo prazo (17 a 24/9), ou até o preenchimento das vagas destinadas à Instituição.

Participação

É importante que os trabalhadores agendem e se organizem para participar do seminário. O assédio moral vem crescendo muito dentro do Judiciário e a categoria precisa estar preparada e informada para denunciar e combater a prática. As comarcas da região devem organizar os trabalhadores para participar da atividade.

Será fornecido certificado para todos os participantes.

Assessoria de Comunicação

JusBrasil

7 comentários:

  1. Boa Tarde,

    É preciso que todos tenham consciência que é um problema sério , afeta desde os funcionários da empresa e sua família , a empresa em si, o Estado.
    Para combater o Assédio Moral no Trabalho , mesmo que alguns advogados aconselham a sair da empresa ao perceber que está sendo uma vítima , fica difícil, tomar essa decisão não é fácil, pois o mercado de trabalho está cada vez mais exigente, a idade é um dos fatores agravantes, pois aos 30 anos já é considerado "velho" para alguns cargos,principalmente em São Paulo,mais despesas e o sustento da família, tudo isso faz com que a pessoa suporte as humilhações na empresa até o limite psicológico e físico. Deveria ter um "Disk Assédio" para denunciar anônimamente em algum setor da empresa ou não, em órgãos públicos , sindicatos e após esta denuncia , deveria afastar esse chefe assediador até que se apure os fatos e se preciso, afastar o funcionário, este deveria ter uma ajuda de custo pra se manter vivo, sustentar a família etc., pois o processo trabalhista é lento , chega de um ano a dois , e essa demora é fatal ao trabalhador,que depende deste salário.
    O que acontece hoje na verdade, é que o funcionario/vitima é prejudicado de imediato e o chefe/assediador permanece no cargo, não sofre dano algum, não é afastado, continua a receber seu salário milionário e dando risada da cara do outro funcionário pois ele sabe que provar é difícil e que as pessoas não colocarão em risco seu emprego também. É muito injusto isto. O funcionário que denunciar não tem "proteção" e vai viver do que até lá? de vento?
    quem vai ajudá-lo a sustentar a família?
    deveria ser a empresa que te contratou ela é responsável por ti até a resolução do problem que talvez eles mesmos poderiam ter evitado.
    Mas obrigado por este espaço para desabafar.

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    1. Caro anônimo,
      Nós é que agradecemos pelo uso do nosso espaço para desabafos.
      A sua ideia do "Disk Assédio" é muito boa, embora algumas empresas já façam uso de espaços semelhantes, com nome de "ouvidoria" ou outros semelhantes, nem sempre os assediados sentem-se seguros para fazê-lo, pois muitas vezes percebem que as denúncias caem em "espaços mortos", e se as punições não são exemplares, os assediadores se tornam até mais vorazes por desconfiarem de quem os denunciou.
      Faz-se necessário que estes espaços de denúncia, sejam verdadeiros oásis de segurança para o assediado, e só assim essa tragédia terá fim.
      Gratos por seus comentários e sugestões.
      Um grande abraço
      Assediados

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  2. Boa tarde

    minha filha trabalha em um empresa , Lojas de departamento, Riachuelo, quando algum funcionário se sente ameaçado, eles ligam para a central , denuncia e não se identificam os funcionarios, mas a denunicia é apurada e o assediador é chamado para esclarecer e detalhe é punido!! não precisa muito de provas, só o fato de algum funcionario denunciar anonimamente , já é um prova que há coisa errada e se continua o assedio e o nome dele é citado novamente, este é transferido, chamam atenção e pode ser demitido. Porque todas as empresas nao se preocupam com isso e fazem acontecer???????é só querer.
    Esse setor é tão sério que os chefes/supervisores morrem de medo.
    abraços

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    1. Caro Anônimo,
      Ficamos muito felizes em saber de empresas responsáveis como essa que você cita.
      Parabéns às Lojas Riachuelo!
      Este é um modelo de comportamento muito comum em empresas dos Estados Unidos. Com isso realmente os assediadores tem que temer, pois se não mudam de postura, acabam sem seus empregos.
      Bons exemplos devem ser copiados, estimulados e exaltados.
      Gratos por seus comentários.
      Um abraço
      Assediados

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  3. Essas são algumas formas de "violência psicológica ao trabalhador" a dor física é consequencia.:

    Deterioração proposital das condições de trabalho
    • Retirar da vítima a autonomia.
    • Não lhe transmitir mais as informações úteis para a realização de tarefas.
    • Contestar sistematicamente todas as suas decisões.
    • Criticar seu trabalho de forma injusta ou exagerada.
    • Privá-lo do acesso aos instrumentos de trabalho: telefone, fax, computador...
    • Retirar o trabalho que normalmente lhe compete.
    • Dar-lhe permanentemente novas tarefas.
    • Atribuir-lhe proposital e sistematicamente tarefas inferiores às suas competências.
    • Atribuir-lhe proposital e sistematicamente tarefas superiores às suas competências.
    • Pressioná-la para que não faça valer seus direitos (férias, horários, prêmios).
    • Agir de modo a impedir que obtenha promoção.
    v Atribuir à vítima, contra a vontade dela, trabalhos perigosos.
    • Atribuir à vítima tarefas incompatíveis com sua saúde.
    • Causar danos em seu local de trabalho.
    • Dar-lhe deliberadamente instruções impossíveis de executar.
    • Não levar em conta recomendações de ordem médica indicadas pelo médico do trabalho.
    • Induzir a vítima ao erro.

    2) Isolamento e recusa de comunicação
    • A vítima é interrompida constantemente.
    • Superiores hierárquicos ou colegas não dialogam com a vítima.
    • A comunicação com ela é unicamente por escrito.
    • Recusam todo o contato com ela, mesmo o visual.
    • É posta separada dos outros.
    • Ignoram sua presença, dirigindo-se apenas aos outros.
    • Proíbem o colega de lhe falar.
    • Já não a deixam falar com ninguém.
    • A direção recusa qualquer pedido de entrevista.

    3) Atentado contra a dignidade
    • Utilizam insinuações desdenhosas para qualificá-la.
    • Fazem gestos de desprezo diante dela (suspiros, olhares desdenhosos, levantar de ombros).
    • É desacreditada diante de colegas, superiores ou subordinados.
    • Espalham rumores a seu respeito.
    • Atribuem-lhe problemas psicológicos (dizem que é doente mental).
    • Zombam de suas deficiências físicas ou de seu aspecto físico; é imitada ou caricaturada.
    • Criticam sua vida privada.
    • Zombam de suas origem e de sua nacionalidade.
    • Implicam com suas crenças religiosas ou convicções políticas.
    • Atribuem-lhes tarefas humilhantes.
    • É injuriada com termos obscenos ou degradantes.

    4) Violência verbal, física e sexual.
    • Ameaças de violência física.
    • Agridem-na fisicamente, mesmo que de leve, é empurrada, fecham-lhe a porta na cara.
    • Falam com ela aos gritos.
    • Invadem sua vida privada com ligações telefônicas ou cartas.
    • Seguem-na na rua, é espionada diante do domicílio.
    • Fazem estragos em seu automóvel.
    •É assediada ou agredida sexualmente (gestos ou propostas).
    • Não levam em conta seus problemas de saúde.

    A lista está aumentando cda vez mais e a justiça não se posiciona! é gravíssimo pois se o funcionário sofre dentro da empresa ao sair o stress é tão grande que ele maltrata a todos da familia,amigos e quem passar na frente dele, incluo até violência no trânsito e acidentes.
    obrigado

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    Respostas
    1. e vou acrescentar o divórcio, consequentemente , os filhos sofrem por sofrerem devido a separação crescem revoltos e assim por diante..............................

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    2. Isto mesmo Anônimo!
      Todos estes exemplos de comportamentos são o cerne do assédio moral no trabalho.
      Os custos disso para a sociedade são inestimáveis, por isso precisam ser combatidos com tanta veemência.
      Gratos por sua valiosa explanação do tema.
      Volte sempre e seja nosso seguidor e divulgador.
      Um grande abraço
      Assediados

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