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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Rede Ricardo Eletro é condenada por dano moral

Hoje o assédio moral causa preocupação não só para funcionários, mas também para os patrões. Os trabalhadores ainda têm dificuldade em definir a diferença entre cobrar metas e assédio moral. Algumas medidas podem ser adotadas para evitar esse transtorno. A informação, o diálogo, o treinamento e cursos especializados ajudam.

Os tribunais estão cheios de processos com esse tema, as indenizações variam de R$ 10 mil a R$ 2 milhões em média. A última, divulgada pela imprensa, foi o caso da loja Ricardo Eletro Divinópolis LTDA, condenada a pagar uma indenização de R$ 30 mil mais R$ 250 por mês para auxílio na compra de medicamento contra depressão a um vendedor que sofria ofensas homofóbicas cometidas por um gerente de vendas de uma das lojas da rede em Vitória (ES). A Ricardo Eletro nega as acusações, mas a decisão foi unânime e não há mais como recorrer.

O assédio moral começou a ser punido no Brasil apenas em 2001, com a lei editada em Iracemápolis, SP. De acordo com alguns pesquisadores, o assédio moral sempre existiu, inclusive, que seja tão antigo quanto o trabalho hierarquicamente organizado. A diferença é que as discussões e os trabalhos científicos em torno do tema ganharam ênfase nos últimos tempos, quando nos deparamos com situações cada vez mais graves de violação aos direitos fundamentais dos trabalhadores.

Prevenir é o melhor remédio. Segundo os advogados o dano maior não é o financeiro e sim a imagem da empresa que pode ficar comprometida não só para o público como para o próprio mercado de trabalho.

Fonte: Brasília em Tempo Real

2 comentários:

  1. Quem já sofreu ou sofre Assédio Moral No Trabalho (AMT) sabe a diferença entre as perdas pessoais e as perdas da empresa.

    A empresa tem CNPJ, não é feita de carne e ossos, não tem emoções; empresa não é pessoa na estreita acepção.

    Já o empregado tem CPF, carne, nervos, filhos, vida no mais estrito sentido. Os danos sofridos, via de regra, seguem-no pelo resto da vida. Sofrer AMT é como pisar numa mina em campo de guerra; além da mutilação objetiva, carrega os "flashbacks" mesmo sem o desejar.

    Como outras vítimas de catástrofes, também desenvolvem Síndrome de Estresse Pós Traumático, além de outros distúrbios de ansiedade. Raras são as pessoas que saem incólumes dessas relações, em empresas que mais parecem campos de concentração.

    Nenhum empregador vai admitir que houve assédio e/ou que foi negligente.

    Nem o Demóstenes assumiu suas contravenções. E o Cachoeira foi citado na CBN, um dia desses, como EMPRESÁRIO de jogos ilegais. Assim está o Brasil. O PL 6757/2010, na câmara federal, pode ajudar a mudar.

    Então, amigos, é o empregador que precisa discernir e definir o que é AMT e o que é cobrar metas.

    As vítimas de AMT sabem muito bem essaa diferença, e se não quisessem saber, não teriam como, pois carregam as marcas do campo minado e os flashbacks, pelo resto de suas vidas.

    Não penso que todo empregador e/ou chefe é carrasco, mas vivem num ambiente bastante tentador para "ativar este gene".

    Ainda sobre negar que houve AMT, o Beiramar também disse que era empresário de agropecuária e os traficantes costumam dizer que é a primeira vez que estão na coisa.

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    1. Verdade seja dita: apenas quem já sofreu assédio moral no trabalho, sabe mensurar o tamanho do dano sofrido. Os prejuízos são imensuráveis, e dinheiro algum é capaz de reparar.
      Assediados

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