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quarta-feira, 18 de julho de 2012

CGJ promove palestra sobre assédio moral para novos juízes

A psicóloga Laura Pedrosa falou sobre o tema e o estímulo a essa conduta no ambiente de trabalho


A Corregedoria Geral da Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) realizou, nesta quarta-feira (11/07), a palestra “Violência Psicológica e Assédio Moral no Trabalho” para os seus novos magistrados. O evento faz parte do Curso de Formação de Juízes do Judiciário estadual, organizado pelo corregedor geral da justiça do TJPE e coordenador científico do curso, desembargador Frederico Neves.

A psicóloga Laura Pedrosa explicou a definição de assédio moral e como o atual contexto histórico e econômico tem estimulado essa conduta no ambiente de trabalho. “Com o advento da globalização, as relações de trabalho se tornaram cada vez mais competitivas. Essa busca pelo crescimento profissional pode acarretar relações de trabalho conflituosas.”

De acordo com ela, o assedio moral é uma das inúmeras modalidades de conflitos existentes no trabalho. “Nem tudo é assédio moral. As pessoas confundem muito esse conceito. Assédio moral é toda conduta, repetitiva, onde se coíbe o profissional através de atos humilhantes e vexatórios. O que é diferente da injuria e do autoritarismo, quando o superior age de maneira áspera com todos os funcionários, sem exceção”, pontuou. Durante a palestra, Laura Pedrosa trouxe relatos de pessoas que foram vítimas de assédio moral para ajudar os gestores a fazerem essa distinção.

O assédio moral pode trazer danos à saúde do trabalhador, tanto psíquica quanto fisicamente. “Ele pode adquirir depressão, síndrome do pânico, choro compulsivo ou, ainda, pode ter problemas cardíacos e transtorno alimentar. Por isso, é preciso discutir e tratar essa questão, pois ela é prejudicial para o trabalhador e para a própria atividade desenvolvida no ambiente de trabalho”, disse a psicóloga. 

Laura Pedrosa afirmou, no entanto, que existe uma tendência a tratar apenas a vítima, enquanto o agressor também precisa de ajuda. “Ele também é uma vítima. Sua atitude pode ser resultante de diversos fatores que precisam ser trabalhados para que ele mude de conduta em relação aos funcionários”, explicou.

Curso para juízes - A preparação para os novos juízes pernambucanos tem carga horária de 200 horas/aula e a maior parte das aulas acontece na sede da Escola Superior de Magistratura de Pernambuco. Durante o curso, estão sendo trabalhados temas como Gestão de Pessoas, Media Training, Direito Eleitoral, Psicologia, Processo Judicial Eletrônico (PJe), dentre outros. 


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Rosa Miranda | Ascom - CGJ

Fonte: Poder Judiciário de Pernambuco

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