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domingo, 8 de julho de 2012

Assédio Moral é tema de debate no curso para formação de gestores


Brasília (DF) – Membros do Ministério Público do Trabalho (MPT) participaram nesta sexta-feira, 22/06, do encerramento da II etapa do 1º Curso de Formação e Capacitação de Gestores. O evento, que teve início na segunda-feira (18), pretendeu, por meio de palestras e da troca de experiências entre os próprios gestores, promover a modernização dos processos administrativos do MPT.

Como parte da programação prevista para o curso, a professora Ana Magnólia Mendes, graduada e doutorada em psicologia pela Universidade de Brasília, proferiu a palestra “Assédio Moral – Contribuições da Psicodinâmica e da dinâmica do Trabalho”.  A intenção foi mostrar aos gestores o panorama psicossocial do assédio moral, além de tentar delimitar de que forma as condições de trabalho e os modelos de gestão contribuem para essa prática.

Para a especialista, a desestruturação do coletivo de trabalho, entendida como a liberdade e autonomia dadas aos colaboradores para encontrar e definir o melhor modo de realizarem seu trabalho, juntamente com a ausência da humanização das relações de trabalho, são algumas das causas do assédio moral.    “Respeitar as diferenças pessoais pode prevenir a prática de assédio moral. Distribuir as atribuições de acordo com as competências de cada um é uma maneira de manter a qualidade do ambiente de trabalho”, afirmou a professora.

Ana Magnólia ressaltou a importância de não banalizar o mal, tratado por ela como sendo uma patologia resultante de uma ideologia defensiva, na qual o assediador usa da humilhação para afirmar sua própria autoestima e sua posição de poder. De acordo com ela, o assédio moral não é prejudicial só à vítima, mas também compromete a produtividade e a qualidade dos serviços oferecidos, o que, consequentemente, reflete negativamente na imagem da instituição. 

Atento a essa problemática, o MPT, por meio da Coordenadoria Nacional de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), combate a prática de assédio moral e de toda e qualquer forma de discriminação no trabalho. 

Orçamento

No encerramento, o procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, agradeceu a presença de todos e ressaltou que o curso é o resultado de um trabalho em equipe. Camargo aproveitou a oportunidade para falar aos presentes sobre a reunião que aconteceu nesta sexta-feira (22), na Procuradoria-Geral da República, com a Secretária de Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento, Célia Correa.

O encontro, que tem relação com a proximidade da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2013, foi sugerido pelo secretário-geral do Ministério Público da União (MPU), Lauro Pinto Cardoso Neto, que convidou todos os Diretores Gerais de cada ramo do MPU para expor as reais necessidades de cada órgão.

Como se trata de um tema muito relevante para o crescimento da instituição, Camargo fez questão de participar e mostrar à secretária as principais deficiências do MPT, como, por exemplo, a defasagem de mão de obra. “A nossa expectativa é que em 2013 a gente consiga pelo menos atingir o percentual mínimo de 25% de contratação. Não podemos ficar nessa situação em relação aos cargos de servidores”, afirmou o PGT, referindo-se à Lei 12.321/2010, que prevê o ingresso de servidores públicos em até 25% a cada ano, a partir de 2011, o que não vem ocorrendo.

De acordo com um levantamento do departamento de recurso humanos do MPT, o quadro atual de servidores é de 2.129 integrantes, quando o ideal e correto seria o de 4.841.

Camargo comentou, também, que o secretário-geral do MPU, Lauro Neto, aproveitou a presença da secretária para falar sobre a necessidade do aumento de subsídios dos membros e do aumento salarial dos servidores, a ampliação do plano de assistência à saúde, bem como o incremento da Portaria 301, PGR 5/6/2012, que prevê o direito a exames periódicos anuais de todos os servidores.

O PGT se mostrou confiante em relação aos encaminhamentos dados durante o encontro e ressaltou a importância de ter a secretária da SOF envolvida com a causa. “Ela se mostrou bastante sensível aos problemas da instituição e disse que vai ficar atenta para que as reivindicações sejam incluídas no orçamento”.

Ainda segundo o PGT, o comentário do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, também presente na reunião, sobre a necessidade de contratação de servidores no MPT, representou uma projeção positiva.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Procuradoria-Geral do Trabalho

Mais informações: (61) 3314 8232/8058


Ministério Público do Trabalho

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