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terça-feira, 5 de junho de 2012

Secretário nega arquivamento de processo contra GCM em Taboão

Por Sandra Pereira


Coronel Silas diz que GCM acusado de assédio moral foi punido

“Quem não estiver contente coloca a viola no saco”. Foi por causa dessa frase, dita como forma de “incentivar” os Guardas Civis Municipais (GCMs) de Taboão da Serra a participar de uma atividade da corporação,  no Cemur, com a participação do prefeito Evilásio Farias (PSB) e o então secretário Salvador Grisaffi, que o GCM  José Carlos Alonso foi alvo de um Processo Administrativo Disciplinar destinado a apurar suposto assédio moral praticado por ele contra colegas.

Alonso foi punido com pena de repreensão após o relatório de 11 páginas do corregedor responsável pela investigação do caso. De acordo com o secretário Municipal de Segurança, Coronel Silas Santana, o processo contra o GCM não foi arquivado, conforme publicou o Jornal na Net – relembre aqui. 

Pouco tempo após a punição Alonso foi promovido em razão da aprovação do novo Estatuto da GCM que definiu os critérios de hierarquia na corporação.

“Não é porque o GCM cometeu uma transgressão simples que está impedido de receber promoção. O Alonso cometeu um deslize, foi devidamente punido. A promoção veio depois em razão dele ser um bom profissional”, afirmou o secretário.

Ele apresentou à reportagem do Jornal na Net cópias do processo administrativo de nº 002/2001 que em 9 de maio de 2001 estabeleceu punição de repreensão, que segundo o comandante é uma pena de alerta.

Recentemente, a Polícia Civil de Taboão instaurou inquérito para apurar as denúncias de assédio moral e ameaça contra o ex-secretário de Segurança e Defesa Social do município, Salvador Vicente Grisafi por parte de agentes da Guarda Civil Municipal. 

O 1º Distrito Policial de Taboão protocolou no mês passado o ofício nº 471 junto ao Juizado Especial Criminal da Comarca de Taboão da Serra, em resposta à determinação da Juíza de Direito, Dra. Carolina Conti Reed, em que determina, por decisão do Juiz-Relator do caso, Paulo Garcia, o prosseguimento na investigação das denúncias.

O caso é estudado desde 2011. Em primeiro momento, o Ministério Público opinou pela rejeição da medida, por ausência de justa causa, ante a falta de elementos de prova de materialidade e autoria que impediam sua imputação, quando o MP rejeitou a queixa-crime. Interposto recurso, reconhecendo a prova testemunhal, houve mudança. 

Fonte: Jornalnanet

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