"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


segunda-feira, 4 de junho de 2012

Assedio Sexual e Moral no Trabalho

Sabe o que é mais irritante no assedio moral e sexual no trabalho. Não é só o fato de você estar sofrendo violência psicológica da parte do seu superior. É o fato que o seu superior está transando com a  oportunista. Assim para tirar você do lugar e coloca-la para "trabalhar" ele vai te assediando moralmente. No pensamento do pulha você não vai aceitar e vai pedir demissão. A fim de que a empresa não tenha as despesas de pagamentos obrigatórios caso queira te mandar embora.

Assim você sofre assedio moral em função dessas pessoas que gostam de 'comer' seus funcionarios e estes que estão aproveitando a oportunidade para subir na carreira. E quase conseguem.

Recebi um depoimento de uma conhecida que o seu superior na empresa em que ela trabalhava gostava de dar oportunidades as pessoas. Mas em troca da sua ajuda o 'sujeito' da oportunidade teria que pagar com favores sexuais. Não importava se homem ou se mulher. Porque o tal superior afirmava que gostava de dar oportunidade aos gays (nada contra, meus respeitos), porém também teriam que pagar com favores sexuais.

E como para toda ação existe uma reação há que se encontrar sempre quem se encaixa nesses tipos de pratica, sim, porque não existiriam se não houvesse quem se sujeitasse a tal lide, mas infelizmente o mercado de trabalho está repleto de pessoas que desejam um caminho menos tortuoso para alcançar o sucesso.

Enfim, a tal foi perseguida em seu trabalho por seu superior a fim de que pedisse demissão. Não se sujeitando as investidas de assedio moral. Ele a distratava, não cumprimentava, dizia que ela não servia para ocupar o cargo que estava trabalhando, e ainda colocava pressão pra bater a tal da meta que é o inferno de qualquer pessoa.

Perguntei porque ela não denunciou. Disse-me ela que era porque ele sempre a pegava desprevinida e sozinha. Sempre esquecia de gravar o que ele falava. A superior dele era amiga há vinte anos ou mais ou seja, proteção na certa. Depois o que acontece com todo mundo precisando de emprego você vai deixando o tempo rolar pra ver se consegue outro trabalho e nada de aparecer.

Assim unido a mais dois comparsas ele infernizou a vida dela até que ela não pedindo demissão foi mandada embora sem justa causa com desculpas esfarrapadas de que não servia para ocupar o cargo que estava ocupando.

Ela procurou ajuda sim de um superior que ao invez de ajudá-la fez coro junto com o gerente para que ela também se retirasse dali. Disse o tal chefe superior ao seu gerente que ela havia batido de frente com o seu gerente ao não aceitar certas condutas que ele praticava.

Além dessa violência o pior ainda mais grave são os outros que aceitam trabalhar para derrubar uma pessoa aceitando se submeter a isso a fim de que sua vaidade profissional seja preenchida e alcançada por meios tão baixos. Será que é possível lutar contra isso?


Dando vazão aos anseios do poder. Há uma disputa em saber quem manipula mais. Se o assediador que recebe do assediado uma resposta positiva, ou se o assediado que acha que é o suprasumo do sexo. Assim caminha a humanidade. Em  função ou em disfunção dessa tal loucura que não tem como fugir. Mas tem como evitar porque quando um não quer dois possivelmente não vão fazer.

Assim o ato de assedio moral tem fundamento em coisas encobertas que precisariam ser investigadas mais de perto.

As vezes uma rejeição da pessoa em relação ao assedio sexual; em função do complexo de inferioridade de quem persegue; em função de alianças feitas entre pessoas para que uma determinada outra pessoa seja retirada do cargo; em função de que o outro nunca pode perder principalmente quando não é ele que é promovido, tem que provar que o outro não serve para estar no cargo que está ocupando.

As pessoas não podem mais subir degraus enquanto um vai subindo o outro vai ocupando aquele degrau deixado vazio, para galgar novos espaços na sua carreira. Ela tem que derrubar o outro do balanço para ocupar seu lugar.

E assim sem um pingo de ética profissional entre os "profissionais" caminha-se entre assedios morais e sexuais como algo trivial. E o poder das denuncias está atrelado a outros corruptos que fazem parte desta "cadeia alimentar".

Fonte: Desencontro Marcado

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