"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Trabalhadores da Acopla são assediados

Nem a CIPA funciona


A prática do assédio moral parece longe de ser erradicada. Enquanto projetos que pretende criminalizar a matéria correm e são engavetados no Congresso Nacional, os trabalhadores permanecem com os direitos suprimidos. Na Acopla, apesar de ser presidida pelo atual presidente do Sindicato das Empresas Metalúrgicas da Bahia (Simeb), não é diferente. Os trabalhadores denunciaram ao Sindicato dos Metalúrgicos de Simões Filho que são assediados moralmente quando exercem o direito de denunciar irregularidades observadas no chão de fábrica. As reivindicações são para buscar melhorias nas condições de trabalho e higiene.

Imagem Google
Eles relataram que os vasos sanitários estão quebrados e imundos, que os bebedouros não funcionam, a água fornecida para o consumo é quente e não disponibilizam copos descartáveis. Os metalúrgicos são ameaçados e maltratados pelos gerentes e encarregados com xingamentos. Devido a essa grande perseguição no chão de fábrica, um instrumento muito importante para garantir a segurança dos trabalhadores no chão de fábrica não funciona: a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Imagem Google
Mesmo tendo uma comissão formada, os trabalhadores eleitos se sentem constrangidos de agir como deveriam para promover um ambiente de trabalho mais saudável. A empresa simplesmente não respeita os direitos atribuídos aos cipistas. Até a própria Convenção Coletiva dos Metalúrgicos, que foi assinada pelo presidente da empresa à frente do Simeb é descumprida. A Acopla, independentemente do tempo de serviço dos trabalhadores, efetua a homologação fora do Sindicato da categoria, o que é proibido por lei.

Outras irregularidades apontadas pelos trabalhadores são o não pagamento da multa de 40% sobre o FGTS na recisão do contrato de trabalho sem justa causa, desconto exorbitante no contracheque do plano de saúde de co-participação. Mesmo não usando o plano, mensalmente é descontado R$ 194 no holerite do trabalhador. Além disso, o valor descontado da refeição é superior ao que determina a Convenção Coletiva dos Metalúrgicos, se o trabalhador faz hora extra é cobrado o almoço.

As irregularidades não param por ai. É negado ao trabalhador o direito ao acesso ao resultado dos exames periódicos, que é feito pela empresa. A perspectiva de promoção dentro da Acopla também é limitada. Há trabalhadores com mão de obra qualificada que há anos estão contratados como ajudantes. Isso impede que os trabalhadores tenham uma remuneração digna e justa, em relações às suas funções. Todas essas denúncias são lamentáveis quando saem de uma empresa cuja presidência está nas mãos da mesma pessoa que assina o Acordo Coletivo de Trabalho ao final de cada Campanha Salarial. É como aquele velho ditado: “Casa de ferreiro, espeto de pau”.

Fonte: Metalúrgicos da Bahia

Nenhum comentário:

Postar um comentário