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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mulheres são principais vítimas de assédio moral e sexual

As mulheres são as principais vítimas de assédio sexual e moral no emprego, com a maior parte das queixas a surgirem em Lisboa e Porto, revelam os dados da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).

Histórias de “assédios extremamente violentos, persistentes e continuados”, são conhecidos pela ACT, que registou um aumento significativo dos casos de assédio moral, sexual e de violação do dever de ocupação efetiva do trabalho – desde 2009, registaram-se 299 crimes e, só no ano passado, as denúncias quase duplicaram (140).

“Começa-se a ter claramente a percepção de que existe este fenômeno e de que a tendência pode ser precisamente para o seu agravamento”, diz o inspetor-geral José Luís Forte, reconhecendo, no entanto, que para os inspetores este é um crime difícil de detectar e que o “ato inspectivo ainda não está muito direcionado para estas situações”.

“É assédio moral impedir as mulheres de acompanharem os filhos ao médico ou castigá-las porque têm o azar de terem um filho mais vezes doente do que os outros”, acrescenta o responsável.

Deste tipo de crime que afeta psicologicamente os trabalhadores, mas também as suas famílias, Rita Garcia Pereira, advogada, conhece casos de quem foi obrigado a permanecer na empresa sem secretária, computador ou telefone. Ao seu escritório já chegaram trabalhadores desesperados a quem foram dadas tarefas inexequíveis, como transcrever para folhas A4 toda a lista telefônica. Mas Rita Garcia Pereira também já teve clientes aflitos por lhes terem sido atribuídas funções para as quais não tinham qualificações suficientes.

Os trabalhadores com atividades profissionais em espaços isolados ou em horários de trabalho defasados da maioria, está mais vulnerável a estes crimes, explica Catarina Paulos, psicóloga e investigadora, sublinhando ainda que “os casos de depressão são muito frequentes”.

O assédio provoca também um aumento do absentismo laboral: “Há uma diminuição da produtividade. As pessoas não se sentem bem, começam a faltar ao trabalho e numa situação limite podem mesmo abandonar o local de trabalho”, alerta a investigadora.

No entanto, o trabalhador não é a única vítima. Ao perderem a auto-estima, os trabalhadores têm “tendência a isolar-se e a não partilhar as suas angústias com a família e muitas situações podem mesmo acabar em separações e divórcios”.

Fonte: nofemininonegocios.com

5 comentários:

  1. Minha esposa passou a ser assediada justamente porque ficou grávida. É como se quisessem dizer que a vida é um bem surpéfluo que fica atrás da produtividade. De forma estratégica resolvemos a questão com ela indo pra outro setor, cuja superintendente é mulher, e merecida ente recebeu sua promoção. Eu, particularmente, acredito que as mulheres sofrem muito mais assédio moral que os homens; isso quando não é decorrência de assédio sexual.

    http://mentesatentas.blogspot.com.br/

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  2. Infelizmente esta é a realidade em muitos países, e o nosso não é diferente. Felizmente para sua esposa foi possível contar com habilidades estratégicas para livrá-la do tal assediador. Nem todas tem a mesma sorte e muitas acabam demitidas após o período de estabilidade.
    Concordamos com você que o número de mulheres assediadas é maior que o de homens e que de fato muitas delas, em decorrência da recusa às investidas ao assédio sexual.

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  3. Caros boa noite!


    Estou elaborando o meu trabalho de pós-graduação com o tema Assédio moral no trabalho: Adoecimento Psíquico e suas possíveis consequências, como parte neste trabalho preciso apresentar a parte prática, que consiste em apresentar no mínimo cinco questionários e/ou entrevistas de pessoas que sofreram assédio moral ( pessoas que já entraram causa na justiça ou fizeram algum boletim de ocorrência).
    Gostaria de solicitar a ajuda de vocês, os questionários serão enviados por e-mail e as pessoas não terão seus nomes divulgados. Abaixo deixarei o meu contato para que as pessoas interessadas em relatar o assédio que sofreram entrem em contato.


    Desde já agradeço muito a todos, acredito que este trabalho pode contribuir e muito para nossa sociedade.


    Rosana Dias
    Estudante de Gestão de Pessoas na PUC Minas
    Contato: rosanadiasbe@hotmail.com

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  4. Trabalho em uma empresa onde as colegas ficam o tempo todo me a sediado elas falam que e brincadeira mais eu mim sito contragida e humilhada fatei 3 dias pq não queria mais ter contato com elas o que devo fazer.

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  5. Trabalho em uma empresa onde as colegas ficam o tempo todo me a sediado elas falam que e brincadeira mais eu mim sito contragida e humilhada fatei 3 dias pq não queria mais ter contato com elas o que devo fazer.

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