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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Especialistas ensinam como se defender do "bullying corporativo"

Julia Viana
do Click Carreira


Humilhar, abater e desmotivar – ações que normalmente não associamos ao mercado de trabalho, acontecem todos os dias nas empresas. Os nomes são muitos - assédio moral, mobbing ou bullying – mas a degradação causada é a mesma.

Os motivos que levam a essas situações são vários. Inacreditavelmente, ainda há empresas que acreditam que podem se beneficiar do assédio de um gestor, por exemplo, e acabam sendo permissivas com casos em que o chefe pressiona a equipe exageradamente para aumentar a produtividade. “No longo prazo, no entanto, o assédio nunca traz benefícios”, explica Aghata Alves, gerente de treinamento, desenvolvimento e qualidade de vida da Aon Consultoria. “Com o tempo, a produtividade de quem sofre o bullying cai. A pessoa pode até adoecer.” 

Quem pode ajudar  - Definir bullying ou assédio moral não é fácil. Como explica Agatha, o limite de uma brincadeira ou uma chamada de atenção é muito individual. “A humilhação está no limite do outro. Cada um tem um conjunto de crenças e valores, então é uma questão delicada”, explica. 

Segundo Andréia Garbin, chefe da divisão de saúde do trabalhador e meio ambiente da prefeitura de São Bernardo do Campo, quem sofre não deve conversar diretamente com quem pratica o bullying. A orientação é para que a pessoa procure setores na empresa que possam ajudar, como o RH ou áreas médicas. “O RH é onde a vida do funcionário é organizada e funciona como um setor de mediação, com acesso a todos os setores”, explica. Segundo ela, lá existe condição de programar ações para minimizar conflitos. “Em alguns casos, a pessoa fica tão frágil que chega a adoecer. Aí é bom que se dirija a um médico.”
  
Andreia lembra um caso em que um funcionário estava se sentindo ameaçado pelo gestor: “Houve um momento em que ele cansou e foi falar com o diretor da empresa”, conta. “O diretor, por sua vez, veio pedir ajuda ao RH”. Juntos analisaram o episódio para solucionar o problema.
  
Ela ressalta ainda que, mesmo quando as pessoas tentam solucionar o problema do assédio e não ficam passivas, existe uma barreira para lidar com o assunto: Muitas empresas não dão atenção às queixas. Como o tema está em alta, muitas vezes ele acaba sendo banalizado.”

Quando há dificuldade de falar sobre a violência dentro da empresa, pode ser o caso de buscar ajuda externa. “As queixas também são acolhidas nos sindicatos, no Ministério do Trabalho, no Ministério Público (na área da saúde)”, informa Andréia.

Fonte: http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=413063

2 comentários:

  1. Parabéns pelo artigo. Esta luta não pode ser apenas no âmbito do judiciário e nem só no individual. O inimigo não são pessoas e sim práticas culturais destrutivas.

    Já cheguei a comentar em outros momentos sobre a busca de ajuda. A capacidade de buscar ajuda envolve um conjunto de habilidade desenvolvidas desde tenra infância.

    Reitero que é muitíssimo rara a expectativa de eficácia na busca de ajuda na própria empresa. Raríssimas são as organizações comprometidas com educação preventiva e reparadora.

    Um indicador de possível êxito na busca de ajuda interna (no RH ou área médica) é a existência de programas de preventivos para todos os níveis verticais e horizontais. Na ausência disto, recomento fortemente que se busque, inicialmente, orientação e suporte fora da empresa, para só então avaliar a melhor conduta a ser tomada junto à empresa(no RH e/ou área médica ou outra).

    Minha experiência como psicólogo tem mostrado que são imprescindíveis a ajuda profissional de psicólogos, advogados e outros significativas (família e amigos.

    Um psicólogo familiarizado com a questão deverá saber encaminhar para um advogado e vice-versa.

    De igual modo o psicólogo deverá ser capaz de avaliar a necessidade de encaminhamento para um especialista médico.

    Outros elementos da rede de apoio social e profissional se seguirão a estes.

    Florival Scheroki
    Doutor em psicologia pela USP/SP
    Psicólogo clínico
    scheroki@gmail.com

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