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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sinpro Minas repudia demissão e assédio moral a dirigente sindical

O Sindicato dos Professores do Estado de Minas (Sinpro Minas), que representa os professores do ensino privado, repudia a atitude arbitrária do Instituto Educacional Meta, de Poços de Caldas, que demitiu o professsor Yuri de Almeida, diretor do sindicato.

Com a alegação de que não haveria mais turma, a escola fez tentativas para forçar a demissão por justa causa. O professor Yuri, cumprindo o seu papel sindical, denunciou as irregularidades na instituição de ensino, que atrasa o pagamento dos professores, não paga férias e 13º salário e descumpre vários itens da Convenção Coletiva de Trabalho. O Sinpro Minas já entrou com diversas ações individuais e já chamou a escola em reunião para providenciar uma regularização, com ofícios e ata assinada.

No entanto, no final de fevereiro, a escola teria comunicado informalmente à regional do Sinpro Minas em Poços de Caldas a dispensa do professor, que ficaria à disposição do sindicato. Porém, como não houve qualquer comunicação oficial sobre a rescisão do contrato de trabalho ou qualquer acordo para a liberação do professor para o sindicato, Yuri foi trabalhar normalmente e se deparou com outro docente em seu lugar.

A decisão da escola caracteriza um desrespeito não só ao dirigente sindical, mas à livre organização da categoria. “Alguns alunos disseram que a escola informou que eu havia faltado. Fui conversar com a diretora, e ela, em público, pegou em meu braço, ordenando que eu saísse da sala porque não era mais professor. Também alegaram que faço motim na escola para professores entrarem com ações na justiça e até greve. A polícia foi chamada e a escola informou que houve um acordo com o sindicato, o que não é verdade”.

O diretor foi perseguido e humilhado em público, o que também caracteriza assédio moral. Diante disso, o Sinpro Minas informa que tomará as medidas judiciais cabíveis e reitera o repúdio a qualquer prática de assédio moral e perseguição de professores e dirigentes sindicais.

Fonte: Sinpro MG

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