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quarta-feira, 21 de março de 2012

Sindicato alerta para o assédio moral

O Sindicato dos Comerciários de Marília faz uma alerta para os casos de assédio moral, prática que expõe os trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho. Segundo a advogada Adriana Rodolpho as relações do trabalho quando afetadas pelo assédio moral influenciam diretamente o trabalho e a vida em sociedade.

“Não só a vida no trabalho, como a vida em família é afetada pelo assédio moral, ou seja, a saúde mental e física pode ser afetada, tornando a vida em sociedade difícil”, diz Adriana, ressaltando que a prática, apesar de comum, é muito difícil de ser comprovada. “O que dificulta são as provas, já que o assédio moral é psicológico e poucas vezes têm provas documentais e as testemunhas temem perder o emprego”, explica.

Ela aconselha o trabalhador que se sentir assediado a fazer um boletim de ocorrência, ter laudos de saúde de psicólogos ou psiquiatras e testemunhas das ações do empregador. A advogada lembra ainda, que não se deve confundir o assédio moral com disciplina rígida e responsabilidade no trabalho. “Uma coisa é o assédio moral e outra são os procedimentos e regras das empresas”, diz.

Para Mário Herrera, presidente do Sindicato dos Comerciários, os assédios mais comuns são às ameaças de demissões.

“O trabalhador tem que denunciar e ter provas de preferência de colegas de trabalho do assédio moral ou sexual, para posteriormente ingressar com uma ação judicial”, frisa Herrera. “Os trabalhadores devem ficar atentos e procurar sua entidade sindical, pois o sigilo é uma obrigação nossa”, ressaltou Herrera sobre o papel do sindicato e a segurança das informações dentro da entidade.
Entre os casos mais comuns de assédio moral estão as ameaças constantes de demissão; preconceito contra trabalhadores doentes ou acidentados; constrangimento e humilhação públicas; autoritarismo e intolerância de gerências e chefias; espionagem e vigilância de trabalhadores; isolamento e segregação de trabalhadores por parte de gerências e chefias; insultos e grosserias de superiores; demissões por telefone, telegrama e e-mail; perseguição através da não promoção de trabalhadores; calúnias e inverdades dissimuladas no ambiente de trabalho por chefias; e discriminação salarial segundo sexo e etnia.

Fonte: Jornal da Manhã

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