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quinta-feira, 29 de março de 2012

Seeb/Campo Grande cobra providência da CEF sobre denúncia de assédio moral

(Campo Grande-MS) - Diretores do Seeb/Campo Grande se reuniram sexta-feira passada pela manhã com a Gerência Regional da CEF (Caixa Econômica Federal) em Mato Grosso do Sul para expor reclamações de funcionários do banco relacionadas à redução de horas extras, extrapolação da jornada de trabalho e assédio moral. Foram discutidas questões como intercalação na jornada de trabalho (expediente no horário de almoço, por exemplo) e pressões para o cumprimento de metas.

Há reclamações por desrespeito ao horário de trabalho em quatro agências da Caixa em Campo Grande. Em outra unidade da CEF, também na Capital, houve denúncia de assédio moral

No encontro a presidenta do Sindicato, Iaci Azamor, destacou a insistência da entidade em torno da melhoria das condições de trabalho e valorização dos/as profissionais da Caixa. 

O gerente-regional do banco, Cláudio Rubbo, disse que deve estar ocorrendo um “ruído” nas orientações dadas pela direção do banco no Estado. Sobre as pressões, Rubbo disse que “não parte daqui (Gerência Regional), absolutamente, nenhuma orientação nesse sentido”. O bancário reconheceu que a redução das horas extras afeta as finanças dos/as funcionários/as. “Perde um pouco de salário”, argumentou, acrescentando que para 2012 a Caixa adotou um planejamento de horas extras.

Segundo funcionários da Caixa, parte das cobranças do setor de gestão vem por meio do que consideram assédio moral. Há denúncias sobre esse tipo de comportamento inadequado em uma agência na Capital.

Além da CEF, o Sindicato tem recebido queixas de assédio moral em outros bancos, entre eles o Itaú Unibanco e o Banco do Brasil. O secretário de assuntos jurídicos da entidade, Cícero Roberto dos Santos, um dos presentes à reunião, alertou que o assédio moral no BB tem sido “pesado”. “No Banco do Brasil está alarmante a situação”, reforçou Iaci Azamor.

As cobranças extremas e descabidas por metas quase sempre são feitas através de frases corriqueiras como, reproduz Cícero, “se não dar resultado, vou tirar sua função”. 

O gerente-regional da CEF, Cláudio Rubbo, assegurou que vai conversar com gestor de agência da instituição em Campo Grande sobre denúncias de assédio moral. A cobrança dos gestores a seus subordinados não pode ser “fora da ética”, explicou Rubbo durante a reunião com diretores do Sindicato.

Também participou do encontro Irene Junqueira de Menezes, da Gerência Regional. Ela ressaltou a necessidade de serem discutidos processos de gerenciamento, como mudança do horário de trabalho. Irene acresceu que há cobrança do Procon (Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor) no sentido de que seja cumprido o limite máximo de espera de clientes e usuários/as para atendimento nos caixas: 15 minutos. Do Sindicato, além de Iaci e Cícero, participou da reunião Benício Faustino, secretário de relações sindicais e saúde.

Fonte: Seeb/Campo Grande em Fetec Cut Centro Norte

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