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domingo, 11 de março de 2012

Chefe de Cerimonial Diz que Zeladoras Usam Roupas de Prostitutas



No dia-a-dia a dita “dona” que ocupa a tão delicada e importante função de chefe de Cerimonial, é uma mistura de puxa-saco,  bajulação explícita com os políticos, “beijin-beijin” (e aí escorregando nas normas protocolares como bem recomenda renomados cerimonialistas). Agora com os colegas de trabalho, aqueles que não exercem cargos de relevância, a prática constante de humilhações, acusações e agressões, como a desta semana, quando zeladoras foram ridicularizadas, humilhadas, e suas roupas comparadas como a de prostitutas.

Diante de parlamentares, a desengonçada “dona”, tenta agradar a qualquer custo, arrumando até mesmo a gravata dos políticos. Como a figura em questão sabe perfeitamente que suas vítimas não tem acesso direto as autoridades, para então tomarem conhecimento de suas truculências, arbitrariedades e desrespeitos, aí, a “dona”, faz e acontece ao longo dos tempos impunemente.   

Esta semana, a chefe de Cerimonial voltou a “atacar” com suas práticas odiosas de assédio moral. Apesar da revolta de vários funcionários que tomaram conhecimento dos fatos, o sentimento era generalizado de que nada aconteceria, como sempre.  Mais uma vez ela protagoniza cenas de humilhações, de autoritarismo, de falta de preparo moral, profissional e ético.

Ano passado a dita servidora foi denunciada por prática de assédio moral ao chamar um técnico da casa de preto safado. Agora, humildes servidoras que atuam no serviço de limpeza foram desacatadas, agredidas, e humilhadas, simplesmente porque conversavam  em um corredor, enquanto aguardavam ordens. Pasmem: um corredor isolado, sem acesso público, sem comprometer em nada a atividade do organismo.  

Já chamou servidor de ladrão de café, gritou com inúmeros colegas, chama qualquer um de mentiroso, e mandar calar a boca é rotina. A regra é sempre atingir servidores humildes, preferencialmente os comissionados que temem serem demitidos, e desta forma acabam se calando. A “dona” se acha mesmo protegida, e por isto, se considera acima de tudo e de todos.

São inúmeros os casos de assédio moral, mas a toda poderosa cerimonialista continua a agredir colegas, diante do silêncio de seus superiores. A dita cuja do alto de sua prepotência “sapecou” contra as humildes zeladoras: “Acho que vou promover um Curso de etiqueta para vocês, porque vocês estão se vestindo muito mal, igual a uma prostituta. Acho horrível alguns comissionados que entram aqui e acham que são donos.”

Tenho me dedicado muito sobre esta questão do assédio moral, diante da gravidade do caso, e dos malefícios que esta prática acaba penalizando as vítimas. O assedio moral é toda e qualquer conduta que pode se dar através de palavras ou mesmo de gestos ou atitudes, que traz dano à personalidade, dignidade ou integridade física ou psíquica de uma pessoa.

No caso de organismos públicos, o assédio moral consiste na exposição dos servidores  a situações humilhantes e constrangedoras, geralmente repetitivas e prolongadas, durante o horário de trabalho e no exercício de suas funções. A situação é grave e merece mesmo uma profunda avaliação não no sentido de se declarar uma “caça as bruxas”, mas de  mudança de atitude. É difícil sobreviver num clima de repressão, de desrespeito, e de transgressão constante.

Destaco agora de forma resumida, alguns efeitos do assédio moral no trabalho:  queda da autoestima, depressão, angústia, crises de choro, mal-estar físico e mental, cansaço exagerado, estresse, insônia, pesadelos, isolamento, tristeza, favorecimento ao uso de álcool e drogas, tentativa de suicídio, diminuição da capacidade de concentração ou memorização, aumento de peso ou emagrecimento, aumento da pressão arterial, se acometido – agravamento de moléstias com o surgimento de novas doenças; e sensação negativa em relação ao futuro.

As colegas do Serviço Geral são mães, senhoras, cidadãs, que dignamente trabalham e lutam por suas sobrevivências. São pessoas humildes e que se sentem intimidadas, e por temerem represálias temem o encaminhamento de denúncia. Mas estamos atentos, e ainda assim vamos repassar o caso para a entidade sindical, novamente para o órgão responsável pela apuração de desvio de conduta, oferecer apoio de advogado, e repassar este artigo para seus superiores. Um dia quem sabe se faz justiça e se pune exemplarmente este “monstro”.

Por Paulo Ayres: Jornalista, Radialista, Professor, Tecnólogo em Gestão de Recursos Humanos, e Técnico Legislativo da Assembléia Legislativa. Principais funções e cargos exercidos: Diretor de Habilitação, Medicina e Educação de Trânsito e Chefe de Gabinete – DETRAN/RO; Assessor de Imprensa da Assembléia Legislativa do Estado de Rondônia; Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Rondônia;  Presidente do Lions Clube de Porto Velho Centro; Presidente da Associação dos Tecnólogos em Gestão de Recursos Humanos do Estado de Rondônia; e Conselheiro da Ordem Maçônica em Rondônia.

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