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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Gerente da CEF acusado de praticar assédio moral é promovido para Agência do TRT

Há quase três meses o Sindicato dos Bancários da Paraíba denunciou a prática de assédio moral na agência Bayeux e até agora a Caixa Econômica Federal não se pronunciou sobre o comportamento do gerente geral daquela unidade. E, ao contrário do que se esperava, em vez de ser punido o assediador foi promovido para a gerência geral da agência que a Instituição Financeira Pública mantém no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PB). 
A auditoria instaurada para apurar as denúncias, além de não afastar de imediato o gerente-assediador, tem sido morosa, corporativista e parcial. Só foram convocados para prestar esclarecimentos os funcionários subordinados ao acusado; além da situação vexatória de depor e voltar a trabalhar sob a batuta do astuto chefe, os empregados foram intimidados pelo auditor responsável, que ainda tentou induzi-los a mudar o foco das denúncias, conforme mensagens encaminhadas à diretoria do Sindicato. 
Além de convocar apenas os empregados da dependência em questão, a auditoria não convocou testemunhas-chaves, como: o Sindicato, que encaminhou as denúncias; os empregados transferidos no período de um ano para fugir do assédio; prestadores de serviço, estagiários e bancários que trabalharam sob a gestão do assediador em Itabaiana, onde o mesmo bateu o recorde de permanência em uma única agência. 
Ante o silêncio da Caixa e a falta de lisura na apuração das denúncias, conforme indicam os fatos, a diretoria do Sindicato dos Bancários da Paraíba procurou o apoio do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Ministério Público Federal (MPF) e da Comissão de Direitos Humanos da Seccional Paraíba, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PB), para fazer prevalecer o direito e o respeito às vítimas de assédio moral. Aliás, o MPT que vem fazendo uma campanha de combate ao assédio moral, prometendo apuração imediata, faz três meses que tomou conhecimento do fato, mas também não se pronunciou até o momento. 
O Circo - Em vez de agir com a seriedade que o caso requer, foi montado um verdadeiro ‘’circo’’ para blindar o acusado dentro da Caixa Econômica Federal. E antecipando-se ao desfecho do espetáculo, a Superintendência Estadual da Paraíba, providenciou um rodízio de administradores e promoveu o assediador a Gerente Geral da Agência da Caixa no Tribunal Regional do Trabalho na Paraíba (TRT-PB). Ele agora está na capital, ganhando mais e nem tem de conviver lado a lado com tantos subalternos, como sempre sonhou. E é por tudo isso que os alguns depoentes arrolados estão colocando a auditoria sob suspeição. 
A Caixa Econômica Federal, “o banco que acredita nas pessoas”, no slogan, mas que as desrespeita na prática, é uma instituição financeira pública, patrimônio do povo braslieiro, parceira estratégica do governo federal e responsável pela execução de importantes programas sociais. Portanto, deveria dar o bom exemplo, apurando as denúncias com transparência e isenção, sem deixar margem para a prática do assédio moral no âmbito de suas unidades espalhadas por todo o País. 

5 comentários:

  1. UMA VERGONHA. No Banco do Brasil vem acontecendo o mesmo. Meu espôso é funcionário do BB aqui na Bahia, onde o Assédio Moral praticado pelo Gerente de Relacionamento é rotina. Vários colegas dele já pediram transferência por não mais suportar a pressão. Quando eles fazem as denúncias acaba sobrando para eles, pois são subordinados ao Chefão.
    Já pedi ao meu esposo para pedir transferência, mas por ele ser cadeirante e já manter um bom relacionamento na cidade prefere aguardar um pouco mais. Diz ele: um dia o Diabo perde; quem sabe Deus não tocará seu coração e ele será transferido.
    Que Deus proteja os funcionários da Caixa que estão passando pelo mesmo problema de meu esposo. FORÇA, FÉ EM DEUS, VOCÊS VENCERÃO.

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    1. Realmente Santos, é uma vergonha!
      Seu esposo, como qualquer outro assediado, precisa munir-se de provas e testemunhas para entrar com uma ação no mínimo, por dano moral. Muito importante também é buscar orientação em um grande escritório de advocacia, dos bem conhecidos e de nome no campo do assédio moral; mesmo que seja em Salvador,já que vocês então na BA, ou mesmo em outra parte do Brasil. O mais importante nesses caso é estar bem orientado e assessorado.
      É o que mais desejamos ver acontecendo por todos os cantos do mundo onde exista assédio moral no trabalho; assim como diz o seu marido, esperamos que o Diabo perca e que Deus vença!
      Volte sempre!
      Abraço
      Assediados

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  2. Sou funcionário novato aqui em Brasília e hoje presenciei um fato impressionante. A gerente geral da agência reclamou com dois funcionários da Caixa Seguros em um tom de voz altíssimo, de modo que o pessoal que tava no mesmo andar ficaram assustados, Então fui comentar com um colega do lado e ele me disse que isto é constante..... Pensei "Caceta, onde eu vim parar...." Deus me livre...

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    1. Realmente meu caro Anônimo,
      Que Deus te livre!
      Mas aproveite pra ir filmando e gravando os ataques de insanidade despótica da tal gerente. Isso pode ser útil em algum momento.
      Abraço e volte sempre!
      Assediados

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