"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Respeito: Mauro Savi apresenta projeto para combater o assédio moral


Quantas vezes você já se sentiu humilhado ou desrespeitado pelo seu chefe ou por um colega no ambiente de trabalho? 

Se isso já aconteceu, fique atento, pois você pode ser mais uma vítima de assédio moral, uma conduta criminosa que na maioria das vezes não é reconhecida de imediato. Para esclarecer e combater essa prática extremamente nociva ao trabalhador, o deputado estadual Mauro Savi (PR) apresentou projeto de lei que institui o “Dia Estadual de Luta Contra o Assédio Moral”.

 Vale destacar que a caracterização do assédio moral, termo que surgiu em 1998, se dá pela prática repetitiva de certas condutas, entre as quais o parlamentar destaca: desqualificar o subordinado por meio de palavras, gestos ou atitudes; tratar o subordinado por apelidos ou expressões pejorativas; exigir do subordinado, sob reiteradas ameaças de demissão, o cumprimento de tarefas ou metas de trabalho; exigir do subordinado, com o intuito de menosprezá-lo, tarefas incompatíveis com as funções para as quais foi contratado.

 A proposta do deputado Mauro Savi ganhou a imediata adesão do deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR), que assinou a co-autoria do projeto. “O assédio moral representa a degradação das condições de trabalho, onde a hierarquia e a subordinação passam a ser instrumentos da exploração desumana e antiética nas relações de trabalho”, ressaltou Pinheiro.
 Conforme argumenta Savi na justificativa do projeto, a reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil. O assunto ganhou destaque após a divulgação da pesquisa brasileira realizada pela doutora Margarida Barreto, cuja tese de mestrado sob o título “Uma jornada de humilhações” foi defendida em maio de 2000 na PUC/SP.

 “Não podemos ser tolerantes com esse tipo de conduta que é criminosa e acarreta sérios danos ao trabalhador e também a sua família. É preciso respeitar o trabalhador e dar instrumentos para que ele possa identificar e passar a denunciar esse crime”, frisou Savi. 
 Seguindo a legislação federal que trata do assunto (Lei Federal nº 11.948/2009), o deputado propõe que o Dia Estadual de Luta contra o Assédio Moral seja o dia 02 de maio. Neste dia, a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (SEJUDH) deverá realizar atividades como palestras e workshops, que tenham a finalidade de combater tal prática.

 Não existe ainda uma legislação específica para tratar do assédio moral no Brasil. Normalmente os casos são julgados por condutas previstas no artigo 483 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).  Porém, alguns estados e municípios já criaram leis específicas na tentativa de coibir a prática nociva ao trabalhador.
 De acordo com informações do sítio www.wikipédia.org, os estados de Pernambuco (Lei n.º 13.314/2007) e São Paulo (12.250/2006), foram os primeiros a publicarem a regulamentarem leis espedíficas sobre o tema. Além disso, muitos municípios já trabalham em projetos de leis que também visam coibir o assédio moral.

 Em Mato Grosso, a tentativa de impedir o assédio moral parte principalmente dos sindicatos de trabalhadores que, às vezes, conseguem incluir cláusulas vetando a prática. O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, por exemplo, é o primeiro da categoria no País a conseguir incluir tal cláusula em acordo coletivo.
 Para maior esclarecimento do que seja o assédio moral, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), destaca as condutas mais comuns que caracterizam a prática: instruções confusas e imprecisas ao trabalhador; dificultar o trabalho; atribuir erros imaginários ao trabalhador; exigir, sem necessidade, trabalhos urgentes; sobrecarga de tarefas; fazer críticas ou brincadeiras de mau gosto ao trabalhador em público; impor horários injustificados; retirar-lhe injustificadamente os instrumentos de trabalho; agressão física ou verbal, quando estão sós o assediador e a vítima; revista vexatória; restrição ao uso de sanitários; ameaças; insultos, e isolamento.

Marcia Raquel

domingo, 30 de outubro de 2011

Preciso desabafar...

Oi pessoal. Desculpem o motivo do tópico, mas preciso desabafar...

Trabalho numa empresa que me paga mais ou menos bem (3 mil como clt), porém o ambiente não é bom: as pessoas aqui não gostam de mim. Trabalho numa sala em que ninguém fala comigo, todos se divertem o dia todo mas me excluem. Até mesmo um "amigo" que eu tenho aqui e que eu ia montar um negócio com ele está me tratando como um estranho, ele era um falso, agora está mostrando sua verdadeira cara e isso é o fim da minha associação com ele; esse meu "amigo" parece sentir vergonha do tratamento de desprezo que recebo por parte de todos... Absolutamente revoltante isso.

Esse meu trabalho está perdendo o sentido, só programo, não faço nada do que fazia nos trabalhos anteriores (analisar, modelar). Eu realmente estou me sentindo deprimido por conviver num lugar assim (em que todos me postergam) todos os dias. Sinceramente, o que vcs fariam se estivessem no meu lugar? (Não adianta falar com eles, pois além de ser humilhante, não adianta, pois eu não faço parte da panelinha deles).

Eu fico meio jogado aqui no canto (litaralmente me colocaram no canto da sala) e até o telefone tiraram da minha mesa (todo mundo tem, menos eu). 



Posso considerar isso como "assédio moral"? 






Infelizmente meu amigo, você está sofrendo, de fato, Assédio Moral no Trabalho. 


A postura dos colegas é algo esperado.  Embora o apoio deles seja muito importante, apoiá-lo, de certa forma, os coloca como possíveis alvos do assediador. Muitos passam inclusive a ter comportamentos de assédio com as vítimas, com o intuito de se manter seguros.


Reconhecer que você está sendo assediado, é o primeiro passo para mudar as coisas.


Prepare-se para enfrentar uma longa e árdua batalha. Prepare suas armas. Grave, filme, guarde e-mails e todo tipo de prova que poderá lhe ser útil, e vá à luta. 

Não esqueça de procurar bons profissionais. Advogado, Psiquiatra e Psicólogo, são profissionais extremamente úteis para lhe orientar e dar o suporte necessário nessa caminhada.


Mantenha contato com outros Assediados. Isso manterá você  informado e apoiado. Com isso você evita cair em armadilhas montadas pela própria empresa, atitude bastante comum nesses casos.


No final, você verá que sua luta valeu a pena, e se sentirá orgulhoso do ser humano que se tornou. Você estará tornando o mundo um lugar melhor para você e para os outros.


 

P.S. Assediados: Assédio Moral Adoece e Mata!

Este "Assediado" foi bloqueado em sua comunidade, por ser considerado "fake tumultuador" em http://www.guj.com.br/java/255533-assedio-moral

Se de fato este "Assediado" for "Fake", ele conseguiu reproduzir com muita fidelidade o que sofre, de fato, uma vítima de Assédio Moral no Trabalho.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Assédio Moral Contra Professores em Goiânia


Denúncia de violência e assédio moral contra professor de escola pública em Goiânia-Goiás
Assédio Moral Contra Professores em Goiânia-Goiás

Caros colegas;

Nos últimos anos no Brasil, frente às barbáries e contradições geradas pela desumana lógica capitalista em vigor, promotora de desigualdades e injustiças sociais, vários grupos sociais, organizações de trabalhadores e de professores, estão lutando incansavelmente pelo cumprimento dos seus direitos, pelo respeito à vida, pela liberdade de expressão, contra o autoritarismo, as desigualdades sociais e a violência nos campos e na cidade. 
Entretanto, setores ultraconservadores da nossa sociedade vêm promovendo variadas formas de perseguições e de intimidações a estas pessoas que ousam lutar e que não se calam na defesa dos injustiçados e oprimidos. 

A tentativa covarde e camuflada de tentar calar estas vozes que gritam por justiça, esta sendo demonstrada com o crescente aumento da criminalização dos movimentos sociais, de líderes de associações, de membros de grupos sociais, de professores e de trabalhadores em geral, que tomam corajosamente posições ou opiniões contrárias aos interesses de classes opressoras, grandes grupos, empresas ou mesmo do próprio estado, e acabam sendo caluniados, processados com falsas acusações e até mesmo presos ou assassinados. 

Tais acontecimentos são prova clara da ação de violação dos direitos humanos, na incriminação de pessoas inocentes, com o intuito de desqualificarem os mesmos frente à opinião pública, objetivando assim a desmobilização e o enfraquecimento da luta dos trabalhadores pelo direito e pela justiça social.

Na data em que se escreve esta carta, é celebrado o dia do professor, e infelizmente, é justamente um professor da Rede Municipal de Goiânia, que vem também sendo vítima de perseguições, criminalização e assédio moral por parte do grupo diretivo da Escola Municipal Hebert José de Souza (Av. Genésio de Lima Brito n. 7407, Jd. Balneário Meia Ponte).

O professor efetivo de geografia Wilmar Cardoso de Almeida, por ministrar aulas de caráter crítico, historicizada e com forte ênfase emancipatória aos seus alunos, ainda por formar junto com outros professores e funcionários um grupo de oposição ao atual diretor Sr. Paulo Henrique, vem sendo vítima de perseguições, calúnias e difamações.

Durante o mês de Setembro do corrente ano, uma ata recheada com falsas afirmações, foi escrita contra este mesmo professor, pelo atual grupo diretivo da escola (direção e coordenação) a fim de desqualificar e criminalizar o professor Wilmar Cardoso, e de forma despótica e violenta, retirá-lo do coletivo docente desta escola municipal. 

A ata de acusações falsas e levianas, foi encomendada e redigida pelo próprio diretor Paulo Henrique e sua coordenadora, por não aceitarem críticas e posicionamentos contrários à sua atual gestão. Ressalta-se ainda que a escola está em pleno período eleitoral, onde o atual diretor é também candidato. 

Essa tentativa covarde foi de incriminar o professor e denegrir sua imagem junto à comunidade escolar. O mesmo se encontra hoje afastado de suas funções docentes, fora da sala de aula e fora da escola, estando à disposição da Unidade Regional de Educação ligada à Secretaria Municipal de Educação de Goiânia.


Esta carta tem a intenção de publicizar tais fatos ocorridos na Escola Municipal Hebert José de Souza, a fim de conscientizar a população goianiense sobre a realidade de violência e o contexto de opressão e terrorismo em que estão submetidos trabalhadores da educação desta escola pública. 

O objetivo também é de formar uma rede de solidariedade em todas as esferas sociais (escolas, universidades, empresas, movimentos sociais, partidos, sindicatos, órgãos públicos) em favor do professor Wilmar Cardoso. 

Cremos também que a publicização de todos os fatos relatados servirá como forma de potencializar a luta em defesa da nossa frágil democracia brasileira, e que os direitos dos trabalhadores não venham ser mais solapados e anulados com atitudes imorais e desumanas como as praticadas pelo grupo diretivo da Escola Municipal Hebert José de Souza pertencente à Secretaria Municipal de Educação de Goiânia.

Fonte: http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/10/498833.shtml

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Preço das Investidas

Funcionária assediada sexualmente será indenizada


A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso da Global Serviços de Cobrança para reduzir o valor da indenização para uma funcionária assediada moral e sexualmente pelo gerente. A Turma entendeu que seria necessário o reexame da prova produzida para tanto. O procedimento é vedado pela Súmula 126 do TST.
A funcionária afirmou que foi contratada, em maio de 2007, para fazer cobranças de clientes inadimplentes. Segundo ela, o gerente, seu superior imediato, começou a convidá-la para almoçar, sair e ir ao seu apartamento. A funcionária sempre recusou as investidas e fugia das insinuações. Mesmo assim, o gerente insistia por meio de bilhetes. Com receio de perder o emprego, ela telefonou para os proprietários da empresa em Belo Horizonte.
O assédio sexual passou a ser ponderado, mas iniciou-se o assédio moral. O gerente mudou a mesa da funcionária de lugar e retirou sua carteira de clientes, além de tratá-la com indiferença no ambiente de trabalho. Além disso, o gerente a impediu de utilizar o banheiro próximo ao setor. A funcionária pediu então demissão em janeiro de 2008 e, em seguida, ajuizou ação trabalhista na 4ª Vara do Trabalho de Uberlândia (MG).
Na primeira instância, a Global foi condenada a pagar a indenização por assédio sexual de R$ 10 mil e de R$ 5 mil por assédio moral. Descontentes, as partes apelaram ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, de Minas Gerais. A ex-empregada para majorar os valores arbitrados em primeiro grau e a Global para reduzir o valor da condenação. O TRT reprovou a conduta do gerente, porém, ao prover parcialmente o recurso da empresa, reduziu o valor da indenização do dano moral para R$ 1 mil.
Ao TST, no Recurso de Revista, a empresa alegou que a prova oral era insuficiente para concluir que o gerente tenha praticado conduta ilícita. O ministro Lelio Bentes, relator do caso, aceitou parcialmente o recurso da empresa e disse que o tribunal apurou a existência de todos os elementos caracterizadores do ato praticado pelo gerente, não se justificando a reforma do julgado. A decisão foi unânime. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.


Fonte: http://www.conjur.com.br/2011-out-26/empresa-indenizar-funcionaria-assediada-gerente

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Meio Ambiente do Trabalho Saudável

Palestra sobre meio ambiente do trabalho saudável
Saúde mental e assédio moral nas relações de trabalho serão temas abordados
Mais uma ação dentro da campanha de prevenção de acidentes de trabalho em Formiga e região será realizada na próxima quinta-feira, dia 27, com a palestra “Trabalho, saúde mental e assédio moral nas relações de trabalho”. O evento será realizado no auditório da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), a partir das 19h.


As palestrantes serão a psicanalista Judith Euchares Ricardo de Albuquerque e a psiquiatra forense Naray Paulino. O público-alvo é composto por magistrados e servidores do TRT, empregados, empregadores, advogados, estudantes de direito, profissionais da área de saúde, membros de CIPAS (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes) e demais interessados no assunto. Será emitido certificado de participação.


O auditório da CDL está localizado na avenida JK, 133, bairro Engenho de Serra. Mais informações (37) 3322-1280 (Formiga) e (31) 3238-7862 (EJ-TRT/MG - Belo Horizonte). Escola Judicial do TRT-3ª Região: www.trt3.jus.br/escola.


A campanha


A campanha, que visa o melhoramento do meio ambiente do trabalho, é de iniciativa da juíza Graça Maria Borges de Freitas, titular da 1ª Vara do Trabalho de Formiga, em razão do elevado número de ocorrências registradas diariamente no Foro Trabalhista do município. São parceiros da ação a 16ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Formiga), o Centro Universitário de Formiga (Unifor), a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região e a Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB-MG.


Com a posse do titular Marco Túlio Machado Santos, a 2ª Vara do Trabalho de Formiga passou a integrar a campanha, que também tem o apoio da CDL, de sindicatos, Rádio 93 FM, Rádio Cor, Rádio Web PCN de Arcos, TV Oeste, Programa Uniformação e vários órgãos de imprensa de Formiga e região que colaboram na divulgação da campanha.



O tema da campanha é “Meio Ambiente do Trabalho Saudável” e foi lançada em agosto deste ano, com o objetivo de promover a conscientização da comunidade local e regional sobre as regras de saúde, segurança e conforto no ambiente de trabalho, com vistas à prevenção de litígios e redução de lesões à saúde, bem-estar e integridade física dos trabalhadores de Formiga e região.


O tema foi aprovado pela comissão gestora da campanha local, que também incorporou os temas da campanha nacional do Tribunal Superior do Trabalho (TST) sobre prevenção de acidentes do trabalho. A atividade do próximo dia 27 é a terceira da campanha neste ano.


Outras duas palestras já foram realizadas, no salão nobre do Unifor, sendo a primeira no dia 9 de agosto, com o tema “Meio ambiente do trabalho saudável: prevenção de doenças do trabalho e doenças ocupacionais”, ministrada pela juíza Graça Maria Borges de Freitas; e a segunda, no dia 22 de setembro, com o tema “A atuação do Ministério Público na defesa do meio ambiente do trabalho”, proferida pelo procurador do trabalho Paulo Gonçalves Veloso.
Fonte informação: Assessoria de Imprensa do UNIFOR (Centro Universitário de Formiga)

Jornalista Denuncia Assédio Moral


Amigo Ricardo.

Hoje, segunda feira (ontem) está completando 35 dias que a minha irmã Maria Isa Silva, com 30 anos de serviço na CAERN, está em coma na UTI do hospital da Unimed.

Ela sofreu um AVC Hemorrágico, com rompimento de aneurisma, no dia 6 de setembro último.

Saiu direto do trabalho, a Regional Litoral Sul da Caern, que fica ao lado do campus universitário da UFRN, para o hospital, de onde até hoje não saiu, sendo muito grave o seu caso.

Colegas de trabalho que a conduziram ao hospital informaram para a família que ela havia sofrido forte pressão moral do chefe da unidade, que naquele dia a colocou, inclusive para fazer vistoria de uns carros que estavam sendo entregues à companhia.

Antes de sofrer forte dor de cabeça, por causa do assédio moral, ela havia se despedido de alguns colegas, dizendo que depois do feriado do dia 7 ia pedir para retornar ao escritório central, mesmo que ficassem sem nenhuma função, porque já não agüentava a pressão da chefia.

Com base nessas informações dos próprios colegas de trabalho, a família, por meio de Alcimar, que é advogado, fez uma correspondência à diretoria da Caern, pedindo o afastamento do chefe (Lamarcos Teixeira) e abertura de uma sindicância, com acompanhamento de um advogado indicado pela família.

O documento foi entregue no dia 21, depois de uma conversa entre nós (Alcimar e Aldemar) e dois diretores da CAERN, acompanhado pelo prefeito de Jucurutu, Júnior Queiroz, que como amigo da família tomou a iniciativa de cobrar uma posição.

Os dois diretores concordaram com as reivindicações e pediram para que elas fossem encaminhadas por escrito.

Somente no dia 6 deste mês chegou a resposta, entregue na portaria do prédio onde funciona o escritório de Alcimar.

A resposta é uma preciosidade. Muito evasiva. E veja que está assinado por quatro diretores. Minha irmã, até o início dessa administração da CAERN trabalhava na Comissão de Controle Interno.

Há inclusive documento do Ministério Público elogiando a sua conduta e a seriedade com que cumpria as suas atividades.

Ela, por exemplo, advertia até diretores que não podiam ter contratos de serviços com a companhia, de acordo com o que determina o regimento interno.

Seguem em anexo a correspondência enviada à CAERN e a bela resposta da empresa, assinada por quatro diretores.

Eles iniciaram a sindicância sem a comunicação prévia e sem o advogado da família.

O possível causador do assédio moral não foi afastado, conforme o combinado e na semana passada estava viajando para o Rio Grande do Sul, de acordo com informações que conseguimos de dentro da própria empresa.

Fazer uma sindicância com a presença do chefe é a mesma coisa que jogar a raposa dentro do galinheiro.

A cada dia o caso da minha irmã se agrava, sem que oficialmente, a companhia tenha feito sequer uma visita ao hospital.

É um caso que pode ter consequencias, pois o meu pai está com 95 anos e minha mãe com 94. É com eles que Isa mora.

Veja os documentos (acima) e divulgue o que for possível.

Agradeço em nome da família.

Aldemar

Observação do Fator RRH:

O blog abre espaço para a denúncia, por considerá-la grave e por conhecer Aldemar de Almeida e Alcimar há muitos anos. Aldemar é jornalista,  professor do Departamento de Comunicação Social da UFRN e Alcimar, além de advogado, professor da UFRN e ex-delegado da Receita Federal no RN.

A Empresa, por sua vez, também não está se negando a atender e a investigar a denúncia. Mas a família não se mostra satisfeita com a postura da Caern. 

Fonte: http://www.fatorrrh.com.br/2011/10/jornalista-denuncia-assedio-moral-na.html 


A Diretoria da Caern lamenta informar o falecimento da colaboradora MARIA ISA SILVA, ao meio dia desta quarta feira, (19), após permanecer internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Unimed, durante 42 dias. O óbito foi causado por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e infecção generalizada.
Isa trabalhou na empresa durante 23 anos, ocupando diferentes funções, entre elas a de Chefe da Comissão de Controle Interno (CCI) e por último, a de Chefe da Unidade de Administração Financeira da Regional Natal Sul.
Deixa o filho João Paulo de Almeida e Silva, os pais Mardelice Lacava da Silva e Alcindo Arnaldo da Silva, além de quatro irmãos...
O sepultamento aconteceu no Cemitério Morada da Paz, em Emaus, Parnamirim. 


Fonte: http://www.saude.rn.gov.br/contentproducao/aplicacao/sesap/imprensa/enviados/noticia_detalhe.asp?nImprensa=0&nCodigoNoticia=27676



P.S. Assediados: Assédio Moral Adoece e Mata 

Diversidade no trabalho é tema do III Fórum de Gestão com Pessoas na UVA

26 e 27 de outubro (Campus Cabo Frio)
8 e 9 de novembro (Campus Barra)
 
 
Diversidade de gerações, dificuldades de trabalhar em equipe, assédio moral, competição interna e externa, diversidade cultural e qualidade de vida no trabalho serão alguns dos temas discutidos durante o III Fórum de Gestão com Pessoas, promovido pela Universidade Veiga de Almeida. O evento será realizado nos dias 26 e 27 de outubro no campus Cabo Frio; e nos dias 8 e 9 de novembro no campus Barra da Tijuca.
 
A programação do campus Barra, no dia 8, tem início às 18h30, no auditório principal. Já no dia 9, as atividades terão início pela manhã, às 8h, e à noite, às 18h30. Haverá painéis com práticas vivenciadas pelos profissionais de empresas de diversos segmentos, palestras e oficinas, que visam promover o desenvolvimento e a integração entre profissionais, estudantes e interessados em compreender a diversidade no trabalho e as diferenças inerentes ao processo de administrar equipes nas organizações contemporâneas. 
 
O evento é gratuito e voltado para profissionais, pesquisadores, acadêmicos, professores e interessados na área de Administração, Gestão com Pessoas e Psicologia. As inscrições devem ser feitas pelos e-mails: Campus Cabo Frio - even...@uva.br e Campus Barra - even...@uva.br. Mais informações e a programação completa no site www.uva.br. 
 
Serviço
 
Data: 26 e 27 de outubro (Campus Cabo Frio); 8 e 9 de novembro (Campus Barra)
Local: Campus Cabo Frio – (Estrada Perynas, S/N) e Campus Barra (Av. Gal. Felicissimo Cardoso, 500)
Gratuito.

Inscrições: Campus Cabo Frio - even...@uva.br e Campus Barra - even...@uva.br.

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=53558:diversidade-no-trabalho-e-tema-do-iii-forum-de-gestao-com-pessoas-na-uva-&catid=58:cat-eventos&Itemid=333

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente começou hoje em Cuiabá


Representantes da sociedade civil, sindical, poder público e empregadores participam da 1ª Conferência Estadual de Emprego e Trabalho Decente de Mato Grosso a partir de hoje (25) às 19 horas no Cenarium Rural, em Cuiabá. 
 
O evento que segue até quinta-feira (27) terá no primeiro dia  lançamento de programa e fala de autoridades do Estado. O Sindicato dos Bancários de Mato Grosso (SEEB-MT) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT/MT) serão um dos representantes sindicais. 
 
O segundo dia da Conferência (26) terá entre outras atrações, a palestra “Análise de Conjuntura Nacional e Mundial: O desenvolvimento sustentável e os déficits de trabalho Decente”, com a diretora da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo. 
 
Já na quinta-feira (27), haverá grupo de trabalho com a apresentação e aprovação dos grupos, seguindo com a eleição dos delegados para a Conferência Nacional que será em 2012.
 
“A Conferência tem como objetivo construir propostas que venham a contribuir para criação de empregos decentes, fim do trabalho escravo e infantil, combate ao assédio moral no trabalho e estabelecer o diálogo social. A Central Única dos Trabalhadores tem propostas e vai defendê-las na Conferência”, afirma o diretor do SEEB-MT e da CUT-MT, João Dourado.  
 
Fonte: http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=390550

Convite para lançamento do livro: 

ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

Assédio moral de secretário será denunciado nesta quinta pelo Sindsaude

  
 
O Sindicato dos Profissionais de Saúde (Sindsaude) vai denunciar nesta quinta-feira, 13, ao Ministério Público Estadual (MPE), o assédio moral praticado pelo secretário municipal de Saúde de Macapá, Eduardo Monteiro, durante uma paralisação ocorrida na segunda-feira, 10, na Unidade Básica de Saúde Rubin Brito Aronovitch, localizada no bairro Santa Inês.
Além da denúncia, o Sindsaude emitiu nota de repúdio. Segundo os profissionais, o secretário, de forma descontrolada, adentrou a UBS, ameaçando cortar o ponto dos profissionais e transferi-los para outras unidades. Retirou a faixa que informava a manifestação, além de proferir palavras de baixo calão. Detalhe: tudo foi gravado pela categoria.
O presidente do Sindsaude, Dorinaldo Malafaia, classificou o ato como antidemocrático, desrespeitoso e que revolta ainda mais a categoria. “Não serão atitudes como essas que irão calar o sindicato, muitos menos os trabalhadores. Vamos continuar fazendo mobilizações, não só neste mais em outras UBS, até que os problemas se revolvam”, comentou Malafia.
Antes de fazer a paralisação o Sindsaude informou o ato, através de documento, ao Ministério Público Estadual, ao Conselho Municipal de Saúde, e ao próprio secretário Eduardo Monteiro.
Motivos da paralisação: sobrecarga de trabalho dos profissionais da área de saúde, problemas estruturais como instalação elétrica, falta de água e energia elétrica, que comprometem a segurança dos profissionais bem como da população, bem como a falta de medicamentos e correlatos que tem prejudicado a população.
Resultados
Pelo menos no caso da Unidade Básica de Saúde Rubin Brito Aronovitch a paralisação deu resultado. Mesmo o secretário negando a existência do problema, na terça-feira, 11, um dia depois da paralisação uma equipe da prefeitura de Macapá esteve no local. Fez a limpeza da área externa e interna, colocou central de ar e resolveu o problema da falta de água e luz, além de repor alguns remédios e correlatos que estavam em falta.
Caos na saúde do município
A mobilização do Sindicato dos Profissionais de Saúde coincide com as denuncias feitas pelo presidente da Comissão de Saúde da Câmara dos Vereadores, Washington Picanço (PSB), que já ocupou os meios de comunicação pedindo que o poder público municipal resolva a falta de medicamentos e correlatos como amoxicilina, ambroxol, gazes, atadura, soro fisiológico e água destilada que estão em falta na maioria das unidade de saúde do município de Macapá.
“A falta desses remédios sobrecarrega o sistema de saúde, já que muitas vezes o cidadão com uma dor de cabeça, que poderia ser tratada na Unidade de Saúde, acaba indo para o Hospital de Emergências. O município tem responsabilidade a cumprir e queremos saber o motivo da falta desses remédios e correlatos, já foi feito uma licitação para a compra dos mesmos”, declarou o vereador.
De acordo com Dorinaldo Malafaia os vereadores de Macapá têm conhecimento do problema. No entanto, somente os vereadores Washington Picanço (PSB) e Clécio Vieira (PSOL) manifestaram apoio a categoria.
Do Sindicato dos Profissionais de Saúde fazem parte enfermeiros, técnicos em enfermagem, em laboratório e em radiologia, entre outros.
Contatos para entrevistas
Dorinaldo Malafia 8112-5050 ou 9164-5575
Washington Picanço 9981-3760
Nota de Repúdio
No dia 10 de outubro do corrente ano ocorreu a paralisação da UBS Rubin Brito Aronovitch. localizada no bairro Santa Inês, por conta de péssimas condições na infraestrutura, da interdição de algumas salas e a sobrecarga de trabalho.
A paralisação foi deliberada no dia 7/10 pelos trabalhadores da UBS, como forma de advertência ao poder público municipal. É necessário ressaltar que além do Sindsaude outras entidades acompanharam e apoiaram a manifestação, como por exemplo, o Coren e Associação de Moradores do bairro Santa Inês.
No entanto no dia da paralisação o Secretário de Saúde do Município de Macapá, Sr. Eduardo Monteiro, invadiu a UBS com total desequilíbrio emocional rodeado por “seguranças”, arrancando a faixa de paralisação, assediando moralmente todos os trabalhadores usando palavras de baixo calão e questionando a autonomia do Sindesaude.
O Sindicato vem a público esclarecer que atua de forma autônoma, tem posições independentes a polarização política entre Governo do Estado e Prefeitura de Macapá, e se pauta a partir das reivindicações dos trabalhadores da saúde e das demandas da população. É importante destacar ainda, que a atitude do Sr.º Secretário, demonstra sua total ignorância acerca do sucateamento na qual encontra-se as UBS’S de Macapá, situação comprovada quando afirmou desconhecer, até mesmo o fato, de ter sido ordem de sua secretaria a interdição das salas de curativo, observação e clinica médica. Como Médico o Sr. Eduardo Monteiro desconhecia também que o CRM já havia afirmado a impossibilidade da categoria médica permanecer atendendo no Rubin Brito Aronovitch.
Ao ser informado pelo sindicato, imediatamente disse que cortaria os pontos dos profissionais, em uma demonstração clara de desrespeito aos trabalhadores e ao direito de organização sindical. Em momento algum o secretario se propôs a buscar solução a questão, pelo contrario, utilizou de truculência e arbitrariedade contra profissionais de saúde, fato repudiado pelo Sindesaude.
Informamos ao prefeito Roberto Góes e ao seu secretariado que as mobilizações continuarão, e qualquer irregularidade será denunciada. Caso seja necessário continuaremos paralisados.
Sindicato dos Profissionais de Saúde (Sindsaude)

12/Outubro/2011 
Fonte: http://www.correaneto.com.br/site/?p=15455

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sociedade precisa lidar com paradigmas da era pós-industrial


Fábio Utz Iasnogrodski, de Turim, Itália

Mundo tem que se adaptar à era da inovação, defendem especialistas.

Quanto mais se trabalha, mais se produz. Quanto menos se para, mais representativo é o resultado final de uma atividade. 

Esta parecia uma lógica difícil de ser contestada. No entanto, um novo paradigma ganhou força no mundo das relações de trabalho: a questão do ócio produtivo. 

Embora com visões diferentes, especialistas chegam à conclusão de que é preciso adaptar essa realidade ao momento pelo qual passa a sociedade.

A chamada era pós-industrial, como definiu o sociólogo Domenico de Masi durante o VII Congresso Mundial de Administração e o XII Fórum Internacional de Administração, em Turim, na Itália, necessita de um novo entendimento. 
"É um problema muito grande, difícil de definir em apenas um minuto", afirmou o especialista. "O drama do desemprego está relacionado com a incapacidade de se lidar com a inovação tecnológica."

Segundo ele, na chamada "folia do trabalho", há aqueles que preferem dedicar mais horas ao ofício, mesmo que não tenham o que fazer, ao invés de estar com a família, realizando uma simples atividade intelectual e não deixando, por exemplo, espaço para os seus filhos também realizarem uma atividade. "Não há distinção entre trabalho e não trabalho. Para muitos, ir ao teatro, brincar e passear é perda de tempo. 

A sociedade pós-industrial (também conhecida como era do conhecimento, da informação) se formou muito rapidamente e não conseguimos criar paradigmas para administrá-la." Para De Masi, é necessário disponibilidade e flexibilidade para lidar com as mudanças e, assim, passar a produzir ideias, valores, conhecimento (bens imateriais), que são os grandes produtos da era moderna.

O economista Carlos Hilsdorf, mesmo discordando de algumas ideias, crê, também, que, "na sociedade do conhecimento, o grande produto é a inovação", algo que só se consegue com criatividade e conhecimento. 

Neste sentido, os chamados "veteranos" estão voltando ao mundo do trabalho, tanto que muitos jovens acabam sem emprego, já que representam a chamada "geração perdida". "É o retorno daqueles que têm a sabedoria", argumenta. Segundo ele, não existe divisão entre vida pessoal e profissional. 

"Trabalho é dignidade. Para dar qualidade de vida no trabalho, tem que considerar o indivíduo de maneira holística. Cada um de nós leva para onde for tudo o que tem dentro de si", diz. 

Assédio moral também entra na pauta dos debates

Trazido à tona durante o VII Congresso Mundial de Administração e o XII Fórum Internacional de Administração, o assédio moral no ambiente de trabalho, segundo Rita Sanlorenzo, juíza do Trabalho da Segunda Instância de Turim, é um fenômeno que avança com o crescimento do mercado de trabalho. Para ela, "esta é uma patologia do próprio ambiente de trabalho".

Dando ênfase ao assédio vertical, através do qual um superior faz uso de atitudes como ameaças e isolamento para ferir o seu subordinado, a especialista acredita na necessidade da mediação interna, através da criação de comitês dentro das próprias empresas para a tentativa de solução ao caso.

"Muitas vezes, as vítimas são as pessoas mais ambiciosas, que almejam o sucesso profissional. É incrível ver como o assédio moral possa atingi-las. Essas pessoas, que consideram o ambiente profissional o local para o crescimento, acabam sendo ‘afastadas', o que pode trazer consequências físicas e patológicas", destaca.

Fonte: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=75638

domingo, 23 de outubro de 2011


O blog “Assediados” conta desde o seu nascimento com a colaboração de várias pessoas, tanto no fornecimento de relatos, compilações e artigos, como também na sua divulgação.
 
Como desde o princípio, abrimos um espaço de livre expressão que permite interação e desabafo em forma de relatos com preservação de identidades, artigos e informações atualizadas. Estes, com a manutenção de suas fontes.

Não há da parte do grupo "Assediados" interesse algum em expor nenhum dos lados da moeda, por isso mantemos a impessoalidade dos relatos.
 
Sabemos que a vítima de Assédio Moral no Trabalho, encontra muita dificuldade no que diz respeito à solidariedade e compartilhamento. Seus amigos passam a considerá-lo perigoso e obcecado pelo tema. E isso se deve ao “desespero” em se fazer entender e ter o seu sofrimento reconhecido.
 
Entendendo as dores que envolvem o Assédio Moral no Trabalho, é que este espaço foi criado e será mantido, até quando considerarmos que seu papel social foi cumprido.
 
Contamos com sua divulgação e colaboração.

Os relatos postados em “Assediados” vêm sendo analisados para outras formas de publicação.
 
Avaliamos como um compromisso moral conosco e com a sociedade, alertar sobre os perigos e dores que envolvem o tema.
 
O grupo de "Assediados" junta-se a outros já existentes para continuidade da luta por dignidade,   respeito e justiça para todos. 
 
Agradecemos   as muitas manifestações de  apoio que temos recebido de "assediados", e "não assediados".
 
O grupo de "Assediados" continua contando com o apoio de todos os aliados possíveis na batalha "contra o assédio", batalha esta em que não há vencedores ou perdedores, enquanto houver assédio moral nos espaços de convivência.
 
Um grande beijo a todos e nosso agradecimento sincero por suas visitas ao nosso blog.


Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre!


Os Segredos de Quem é Feliz no Trabalho

Pesquisas mostram que a grande maioria dos brasileiros está infeliz no emprego. Conheça algumas características das pessoas que estão de bem com a vida profissional e saiba como obter mais satisfação no dia a dia

Débora Rubin

chamada.jpg
PRAZER
Neusa Floter está há 43 anos na mesma empresa e diz
que seu segredo é fazer um dia ser diferente do outro
Depois de dez anos na mesma empresa, João estagnou. Já tinha passado por diversos setores, mudado de cidade, coordenado equipes e ajudado a lançar campanhas de produtos. Estava infeliz. Não acreditava mais naquele projeto, não via por onde ir e tinha sofrido assédio moral. Naquele ponto de sua vida, o paulistano João de Lorenzo Neto, 34 anos, tinha duas opções clássicas: seguir infeliz num cargo de gerência ou jogar tudo para cima e viver do seu hobby favorito, a fotografia. Nem um nem outro. João fugiu do óbvio. “Não queria jogar fora uma década de experiência”, recorda. “E, em vez de levar a minha habilidade profissional para o hobby, decidi levar todo o prazer que sinto no hobby para o profissional.” Ele mudou a lente, ajustou o foco, ampliou suas possibilidades e deu um novo tratamento à sua carreira. Aceitou a proposta de uma empresa concorrente que estava lançando um projeto novo, abraçou a causa e hoje, mesmo trabalhando mais horas por dia, sente-se pleno. “Vejo que estou construindo algo, deixando minha marca, e faço o possível para ver minha equipe sempre feliz e motivada”, diz ele, que é gerente de trade marketing de uma empresa de cosméticos.


João faz parte de uma minoria no Brasil, a dos felizes no trabalho. De acordo com uma pesquisa feita pelo International Stress Management no Brasil (Isma-BR), apenas 24% dos brasileiros se sentem realizados com sua vida profissional. A imensa maioria tem se arrastado todos os dias para o escritório. Entre as mulheres, a porcentagem de infelizes é ainda maior, dada a quantidade de afazeres extras além do expediente. “As principais queixas são a carga horária elevada, cobrança excessiva, competição exagerada e pouco reconhecimento”, explica a autora da pesquisa, Ana Maria Rossi, presidente do Isma-BR. E, hoje, um infeliz não pensa duas vezes quando quer sair de onde está. Em tempos de baixo desemprego (6%, segundo dados do Ministério do Trabalho), os profissionais têm mais possibilidades profissionais e podem se dar ao luxo de mudar com mais facilidade. Além disso, algumas companhias têm um grande contingente de funcionários da geração Y (entre 20 e 31 anos), famosa por ser inquieta e descompromissada. O resultado é um troca-troca que deixa as empresas perdidas em relação à gestão de pessoas. O problema é que nem sempre os profissionais ficam satisfeitos com a mudança. Um levantamento feito pelo site Trabalhando.com mostra que 39% das pessoas que aceitaram uma nova proposta não ficaram mais felizes.
img.jpg
MOTIVAÇÃO
Para deixar sua marca pessoal no trabalho e ter uma equipe
empolgada, João Neto mudou de emprego e de postura
Nesse contexto, o que faz de João uma exceção? Ele é o que o psicólogo holandês Arnold B. Bakker, estudioso do tema, chama de “naturalmente engajado”. Ou seja, aquela pessoa que consegue colocar energia, otimismo e foco no que faz. É mais aberta às novidades, produtiva e disposta a ir além da obrigação. “Mais que isso, são pessoas que conseguem moldar o ambiente de trabalho para se encaixar melhor em suas qualidades e não o contrário”, explica Bakker, professor da Universidade Erasmo de Roterdã. Postura semelhante tem a gerente de recursos humanos Neusa Floter, 56 anos. Ela é figura rara, que quase já não existe nos quadros das grandes empresas: mulher de uma companhia só. Está há 43 anos – sim, desde os 13, você fez a conta certa – em uma indústria agroquímica que ela viu crescer e se tornar a líder de seu segmento. “Quem ouve minha história acha que eu sou uma acomodada, aquela que se encostou na primeira empresa que entrou”, conta, rindo. “Bem ao contrário, nunca um dia meu foi igual ao outro e sinto que ainda tenho aquele mesmo gás do começo da carreira.”

Neusa é uma otimista de carteirinha, sempre em busca de motivos para fazer seu dia ser o melhor possível. O otimismo é uma das características que ligam pessoas como Neusa e João. Segundo o estudo feito pelo Isma-BR, os 24% felizes têm também a autoestima elevada, são confiantes, flexíveis e sabem o que querem. “Não têm medo de ser quem são”, resume Ana Maria. Essas pessoas buscam, por exemplo, carreiras e corporações que lhe deem autonomia. “Não é à toa que as empresas de tecnologia viraram o sonho de consumo da geração Y, porque elas são mais ousadas e permitem que o funcionário seja quem ele é”, exemplifica o headhunter e consultor de executivos Gutemberg Macedo.

Foi o que seduziu o programador Dalton Sena, 23 anos, de Belo Horizonte, a continuar em seu emprego em uma start-up – nome dado às pequenas empresas de tecnologia. Quando ela dava seus primeiros passos na área de produção de softwares para vídeos digitais, Dalton foi aprovado em um concurso público. Para desespero de seu pai, ele não assumiu o cargo, porque queria continuar onde estava. “Cheguei para meus chefes e disse a verdade: ‘Eu quero continuar com vocês, mas vocês querem continuar comigo?’” A resposta foi sim. E o estudante de análise de sistemas pôde continuar exibindo seu longo rastafari e usar bermuda em horário comercial. Seu local de trabalho tem até uma salinha com videogames, mesa de pingue-pongue e outros entretenimentos que podem, e devem, ser usados a qualquer momento. A verdadeira razão pela qual o jovem quis continuar ali, entretanto, tem a ver diretamente com sua produção. Além da autonomia para criar, Dalton se sente desafiado diariamente. “Nada chega aqui mastigado, você sempre tem que descobrir como fazer as coisas.”
img2.jpg
COMPANHEIRISMO
O bom ambiente de trabalho conquistou Ludmila
Vasconcelos, que tem nos colegas sua segunda família
Intrigada com tanta gente reclamando da vida profissional, a consultora de recursos humanos Elaine Saad, da Right Management, decidiu fazer um levantamento amplo via Twitter. Ela quer saber de um milhão de brasileiros se eles estão felizes, ao menos 70% do tempo, em seus trabalhos. “Coloquei essa porcentagem porque felicidade o tempo todo não existe”, pondera. Até agora, dez mil participantes já deram seu “sim” ou “não”. Seu objetivo é comparar as respostas de funcionários do mundo corporativo com a de profissionais liberais e pequenos empreendedores. De acordo com estudos feitos anteriormente por ela, os dois últimos tendem a ser os mais felizes, pois são donos de sua produção, e não apenas uma peça em uma engrenagem maior. Levar esse sentimento para dentro das corporações é um dos grandes desafios dos departamentos de recursos humanos hoje, segundo a especialista. “A ideia é fazer cada um se sentir um pouco dono do negócio, essência do conceito de líderes empreendedores que começa a crescer cada vez mais em grandes grupos.”

Saber aonde se quer chegar e ver sentido naquilo que se faz também é um traço marcante dos satisfeitos. A maioria infeliz está, em grande parte, em um estado de inércia. É o que o especialista em desenvolvimento humano Eduardo Shinyashiki chama de “aposentadoria mental”, quando a pessoa trabalha horas por dia, produz bastante, mas sua mente está completamente alheia a tudo aquilo que ela está fazendo. “É o famoso piloto automático”, diz ele. Como em um relacionamento amoroso, raramente o trabalho vai ser perfeito e de todo agradável. O que os especialistas chamam a atenção é para que o pacote não seja mais negativo que positivo. Quando nada mais motiva uma pessoa a sair da cama de manhã é porque está na hora de mudar o caminho. A grande maioria, no entanto, está insatisfeita apenas com alguns aspectos da vida profissional. “Se o lugar que você está é incrível e te paga bem, mas você nunca é reconhecido, vá buscar reconhecimento em outros lugares, no trabalho voluntário, em sua igreja, na sua família ou com seu hobby”, exemplifica Ana Maria, do Isma-BR.
img1.jpg
SER LIVRE
Dalton Sena preferiu continuar em uma empresa que
lhe dá liberdade e desafios a ser funcionário público
Os empregadores também precisam fazer seus ajustes para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores. De nada adianta criar ambientes agradáveis com salas para relaxar, subsídios generosos e cafezinho importado se a jornada é massacrante e a empresa estimula a competição em vez de cooperação. Tampouco surtem efeito palestras motivacionais se os computadores são ultrapassados, as cadeiras quebradas e os líderes engessados. Na maior parte das vezes, entretanto, os problemas mais complexos estão nas relações humanas. Um dos principais entraves é a comunicação entre chefes e subordinados.

Um estudo feito pela Michael Page Brasil, uma das maiores empresas de recrutamento de executivos do mundo, mostra que existe uma distância imensa entre o que líderes pensam sobre seu comportamento e como seus liderados os avaliam – 52% dos ouvidos não estão satisfeitos com seus gestores, mas 73% dos gestores se acham capacitados para o cargo. Para 53% dos chefes, o fato de ser íntegros e honestos é o que faz deles capacitados. Para 70% dos subordinados, seria mais interessante se seus chefes fossem grandes motivadores. “Em um momento bom da economia, com desemprego baixo, são os profissionais que estão escolhendo a empresa e não o contrário”, destaca o diretor-executivo da Michael Page Brasil, Marcelo DeLucca. “Melhorar a comunicação entre as partes é fundamental para reter os talentos.”

Apostar na felicidade do funcionário é acreditar na saúde da própria empresa. Afinal, trabalhador feliz falta menos, comete menos erros e produz mais. O bom ambiente de trabalho é o que motiva Ludmila da Silva Pinheiro Vasconcelos, 32 anos, no dia a dia como operadora de telemarketing. “É a minha segunda família”, garante. Ela quer mais: fazer faculdade, estudar inglês e crescer dentro da empresa que tanto admira. É o próprio indivíduo, porém, o maior responsável por sua satisfação profissional. A boa notícia, segundo o psicólogo holandês Arnold Bakker, é que todos podem se tornar um pouco mais engajados. “Muitas vezes o trabalho é tedioso mesmo e temos que tolerá-lo”, afirma o psicólogo. “Um primeiro passo para evitar que isso seja um drama é justamente não se colocar padrões tão elevados de felicidade.”

Para o headhunter Gutemberg Macedo, é preciso olhar também para fora dos muros da empresa em busca de um sentido maior nos afazeres cotidianos. “Leia, ouça música, vá ao teatro, cultive as coisas do espírito, ame os seus. A vida só vale a pena se damos algum sentido para ela.” E aprenda com os felizes que estão ao seu redor. O João do começo desta reportagem decidiu que não queria mais seguir o padrão de só ser feliz aos sábados e domingos, longe das tarefas profissionais. “É muita responsabilidade para o fim de semana. Optei por ser feliz todos os dias.”
img3.jpg
img4.jpg
img5.jpg 

Fonte: http://www.istoe.com.br/reportagens/170174_OS+SEGREDOS+DE+QUEM+E+FELIZ+NO+TRABALHO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage