"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


domingo, 18 de setembro de 2011

Relato 8 (A reunião/ O Bingo)


Em Junho de 2011, após uma reunião com a coordenação da empresa em que trabalho, que segundo os mesmos objetivava que os funcionários pudessem expor as facilidades e dificuldades encontradas no local de trabalho, e tornar a administração mais próxima da nossa realidade, uma das pessoas presentes, que não sei se por medo e/ou incompetência, opta pela estratégia do puxa-saquismo, ao retornar ao local de trabalho, contou à gerente todos os detalhes do que cada um dos presentes havia dito durante a reunião. Para se ter uma idéia das atitudes do “pombo-correio”, ao final da reunião foi dada a todos a oportunidade de fazer uma ponderação final. A fala que se seguiu foi a seguinte: “Você não imagina a alegria que senti quando passei no processo seletivo desta empresa, porque eu tinha sido demitida de outra, e isto me deixou muito triste, já que trabalho desde os 11 anos.Quando fomos admitidos fizeram uma reunião conosco,  e você não sabe a alegria que senti   quando você entrou na sala (falando para a Coordenadora), porque eu tinha "sonhado com você..." Esse tipo de atitude me deixa extremamente irritante.

A minha percepção sobre os comentários foi de que nada do que foi dito comprometia as equipes de trabalho ou a gerência. Apenas pequenas dificuldades como a necessidade de material de escritório em alguns momentos, envelopes plásticos, melhor adequação dos horários de almoço em alguns setores, orientação de novos profissionais na contratação para que dúvidas recorrentes não se repetissem, e outras coisas assim.

Como trabalhamos para o SUS, não nos é permitido cobrar por nenhum serviço, e isso é sabido por todos. Nesta reunião comentei que quando saíssemos dali eu iria para um grupo e faríamos o “Bingo da Saúde”, onde não bastava acertar os números, mas também a uma pergunta relacionada a orientações dadas nos últimos 3 meses, e comentei que eu havia lhes comprado um bom presente e que quando contei ao grupo o que faríamos, os participante resolveram que gostariam de dar dinheiro para que fossem comprado mais brindes para sortear no bingo. Por decisão do grupo os mesmos decidiram por um valor de R$ 5,00. Entretanto dar o dinheiro não era pré requisito para participar do bingo, já que eles não queriam que as pessoas trouxessem coisas da “1,99”. A Coordenadora perguntou então se o restante das equipes sabia sobre o bingo, porque boas idéias precisavam ser compartilhadas.

A minha ponderação final foi que não era fácil quando nos chamam para uma reunião (aquela era a primeira), porque não sabíamos o que seria feito com as coisas que falássemos. Acho que eu já estava antevendo o que aconteceria.


Durante a reunião, em que circulou pacote de biscoito recheado de mão em mão, comecei a ficar incomodada com uma unha quebrada e abri a tesourinha que tenho no chaveiro e cortei a unha, como continuava incomodando, lembrei que tinha uma lixa na bolsa, pois mandara lavar o carro e a tirara do quebra sol, porque odeio quando a unha quebra e fica daquele jeito. Peguei a lixa umas três vezes porque a unha não parava de incomodar. (Você deve estar imaginando o que isso tem de relevante, mas vai descobrir em relato posterior).

Na reunião geral do dia seguinte a gerente me atacou com veemência diante de outros colegas, perguntando por que é que só a minha equipe tinha reclamado de falta de material de escritório e outras coisas. Eu disse que ela não sabia o que estava falando e ele gritou: "O que?" ao que eu respondi: ‘Você não estava lá, não foi só a minha equipe que se pronunciou, vários falaram a mesma coisa. ’ Ela disse que eu não sabia respeitar. Eu respondi que não havia ido lá para tapar a boca das pessoas e que elas estavam livres para dizer o que quisessem.

Ela continuou: “E que negócio é esse pegar dinheiro das pessoas? A gente é o que? A gente é SUS! E se um usuário desses faz uma ouvidoria dizendo que você está cobrando pra eles participarem do grupo?” Respondi que dar dinheiro fora uma iniciativa do grupo, e que não era “cobrança”, já que não era um pré-requisito para participar do bingo. Falei que a Coordenadora não falara nada sobre isso, apenas perguntara se o restante das equipes sabia sobre o bingo, porque a ideia de um podia ser útil a outro, e que ela dissera que em uma visita à nossa unidade, fizera uma pergunta sobre algo que acontecia em outra equipe e a pessoa não sabia.

Ela respondeu: “Mentira! Ela nunca veio aqui falar com ninguém, ela queria era pegar vocês. Você fala demais! Você não conhece a chefe! (referindo-se a coordenadora) Dependendo do "ALÔ" com que ela me atende eu sei se posso ou não, falar o que eu queria falar.”

- Durante este episodio comecei a me sentir muito mal com o rosto e os olhos queimando muito. Ao chegar a minha casa verifiquei a minha Pressão Arterial (PA) que é sempre muito baixa, e a mesma apresentava alteração significativa. Nos dias seguintes a PA manteve-se sempre tendente a elevar-se.

Quanto à fala em relação “a chefe” (coordenadora), ficou nas entrelinhas que ela (gerente) tem um grau de intimidade tamanha, que nos coloca em grande desvantagem se precisarmos levar algum problema até ela; ou que ela é alguém em quem não se pode confiar. Alguém que está sempre querendo “nos pegar”.


Qualquer uma das opções é assustadora!




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