"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


quarta-feira, 25 de maio de 2016

Atenção Portugal!! Assédio moral no trabalho em debate no IPVC esta sexta-feira

Assédio moral no trabalho em debate no IPVC esta sexta-feira


O Instituto Politécnico de Viana do Castelo vai ser palco de um debate sobre assédio moral no trabalho, na próxima sexta-feira, num seminário que conta com vários especialistas em análise de riscos psicossociais.

A iniciativa “Riscos Psicossociais no Trabalho: o fenómeno do Assédio Moral” acontece no âmbito da unidade curricular de Gestão dos Recursos Humanos, do Mestrado de Gestão das Organizações, e tem lugar no auditório Francisco Sampaio, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, a partir das 18.30 horas.

Segundo avança António Cardoso, docente do IPVC e membro da organização, “as condições de trabalho e de vida em geral têm-se degradado com a recente crise económica e, sequentemente, são cada vez mais visíveis os riscos emergentes ligados, quer os relativos ao desemprego e à precarização no trabalho, quer a outros de caráter psicossocial, riscos esses amiúde presentes nas próprias organizações e condições do trabalho, tais como o stress, assédio moral/mobbing, burnout e/ou depressão”.

Numerosos estudos apontam que “estes riscos psicossociais têm enormes consequências para a saúde dos trabalhadores, economia e sociedade em geral”, refere o docente.

O membro da organização considera ainda que “este é um tema que tem merecido a atenção dos diversos atores, no estudo, no controlo e no tratamento do fenómeno, tais como universidades, órgãos de soberania (parlamento, governo, justiça) organizações e gestores, sindicatos, serviços e autoridades de saúde, higiene e segurança no trabalho”, justificando a realização deste seminário.

São várias as temáticas a abordar ao longo do debate que tem início ao final da tarde de sexta-feira. O seminário abre com a temática da “Prevenção de Riscos Psicossociais – o caso do Assédio Moral”, protagonizada por Hernâni Neto, sociólogo e investigador, IS-Universidade do Porto.
O Assédio Moral ou Mobbing: proposta de soluções (iuri condendo) vai ser apresentado por  Nuno Cerejeira Namora, advogado, especialista em direito do trabalho.
A programação encerra com a intervenção de Ana Maria Palhares, advogada e ex-vereadora da Câmara Municipal de Viana do Castelo, que vai apresentar “Um caso prático de Assédio/Bullying ou Mobbing em contexto de empresa: breve abordagem sobre uma particularidade – a formação profissional”.
A iniciativa é aberta a todos os interessados e a entrada é livre.

Fonte: Rádio Alto Minho

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Assédio moral: professor entenda como se proteger desse tipo de situação


Palavras ofensivas, atitudes abusivas, humilhações recorrentes. Ações que isoladamente não representam muito, mas que ao serem praticadas repetidas vezes contra uma mesma pessoa podem ser psicologicamente destrutivas. Mal que apesar de existir desde os primórdios da civilização, passou a ser identificado apenas no século passado como assédio moral.

No ambiente de trabalho essas atitudes podem representar muito mais do que o desejo de realizar uma brincadeira – de mau gosto –, já que frequentemente tem a intenção de coagir a vítima.

Enquanto o assédio moral é uma sequencia de atos praticados habitualmente com o objetivo de enfraquecer o empregado a fim de  eliminá-lo do grupo de trabalho, o dano moral representa o resultado efetivo da ação. Por não se tratar de um objeto palpável ou mensurável, muitas vezes o indivíduo sofre as consequências sem saber ao certo que está sendo vítima.

Sou vítima de assédio moral. O que fazer?

1. O primeiro passo é juntar o máximo de provas a seu favor, como fotos constrangedoras, e-mails vexatórios, gravação e depoimentos de testemunhas.

2. Sempre dê publicidade ao fato. Primeiramente converse com o autor do assédio. Se não surtir efeito, encaminhe o caso ao superior do assediador, à ouvidoria interna do estabelecimento de ensino.

3. Se houver afastamento do trabalho por motivos de saúde ocasionados pelo sofrimento decorrente do assédio, converse com o médico sobre a real causa da angústia. Não se esqueça de guardar todos os documentos capazes de reforçar a prova do dano, como receitas de medicamentos (antidepressivos, por exemplo), atestados e laudos médicos.

4. Caso o problema não consiga ser resolvido internamente, junte todas as provas obtidas e denuncie ao Sindicato dos Professores de Alagoas (Sinpro/AL) e/ou ao Ministério Público do Trabalho.

Fonte: Sinpro Alagoas

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Depressão é uma das doenças que mais afastam trabalhadores

Assédio moral, que abrange humilhações, perseguição e agressões verbais são os principais fatores que prejudicam a saúde mental no ambiente de trabalho

 A Justiça do Trabalho de Mato Grosso do Sul condenou uma operadora de telemarketing de Campo Grande apagar R$ 3 mil de indenização por danos morais e materiais a uma assistente técnico que trabalhava no call center da empresa e desenvolveu depressão moderada e transtorno do pânico, alegando que era tratada de forma ríspida e com xingamentos.
A empresa negou as acusações, mas o laudo pericial apontou que o trabalho foi um fator desencadeante para o desenvolvimento das doenças psicológicas da empregada e as testemunhas também confirmaram o tratamento ríspido e xingamentos por parte de superiores.

"A forma como a trabalhadora era tratada pelos prepostos da empresa era de fato desrespeitosa e muito exigente, e uma pessoa sensível ou que tenha algum problema psíquico-emocional pode sim desencadear ou ter agravado um quadro depressivo ou de outros problemas psíquico-mental em razão desse tipo de tratamento", afirma o relator do processo, Desembargador do Trabalho Francisco das C. Lima Filho.

O magistrado ainda esclarece que esse tipo de doença - depressão e transtornos do pânico - pode, em certas condições, ser considerada como doença do trabalho equiparada pela legislação trabalhista como acidente do trabalho. "A decisão tem grande importância e pode servir de alerta para os exageros que, às vezes, são cometidos, especialmente quando se leva em conta o novo modelo de desenvolvimento e as novas formas de trabalho baseados em tecnologias invasivas, quase sempre baseados no cumprimento de metas para as quais muitos trabalhadores não foram preparados", explica Francisco.

Doença recorrente
 
Dados do Ministério da Previdência Social mostram que a depressão está entre as 20 doenças que mais afastam trabalhadores do mercado de trabalho, ocupando o 8º lugar no ranking nacional. De janeiro a novembro de 2015, foram concedidos 60.435 benefícios de auxílio-doença por episódios depressivos e transtornos depressivos recorrentes no Brasil.

O auxílio-doença é o benefício que o segurado da Previdência Social recebe, mensalmente, ao ficar incapacitado para o trabalho, por mais de 15 dias, por motivo de doença ou acidente. Pode ser previdenciário (sem relação com o trabalho) ou acidentário (quando relacionado à atividade profissional). No caso da depressão, o auxílio previdenciário corresponde a 95% dos afastamentos pela doença.

Ainda de acordo com a Previdência, o número de auxílios-doença concedidos em razão de transtornos mentais ou comportamentais tem crescido drasticamente. De 2006 para 2007, por exemplo, o número de auxílios-doença acidentários por transtornos mentais subiu de 615 para 7.695 e, no ano seguinte, passou para quase 13 mil. No total, de 2004 a 2013, há um incremento da ordem de 1964% para esta concessão.

A alta demanda de trabalho, o desequilíbrio entre esforço e recompensa, a dedicação exclusiva ao trabalho e o assédio moral, que abrange humilhações, perseguição e agressões verbais são os principais fatores que prejudicam a saúde mental no ambiente corporativo.

Devido à importância do assunto, o tema "Transtornos Mentais relacionados ao Trabalho" foi escolhido pelo presidente do Conselho Superior do Trabalho (CSJT), ministro Ives Gandra Martins Filho, ,para pautar no biênio 2016/2017 o Programa Trabalho Seguro - uma iniciativa de toda a Justiça do Trabalho para implementar medidas buscando contribuir diretamente para a redução de acidentes de trabalho e valorização da saúde e da vida dos trabalhadores.

Fonte: a crítica

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sindicato dos jornalistas do DF lança campanha contra o assédio moral


De acordo com a entidade, a questão é um dos principais assuntos da lista de reclamações dos jornalistas. Para isso, o sindicato elaborou a cartilha “Assédio Moral: uma violência que não pode ser silenciada”, como primeira ação da campanha. 

O objetivo do sindicato é munir os profissionais de imprensa com informações sobre o assunto para que saibam como caracterizar o assédio moral, bem como ter conhecimento de como comprovar essa prática na Justiça.

A cartilha informa que o assédio moral prejudica o trabalhador, a ponto de causar doenças físicas e psicológicas. Não à toa, casos de depressão, crises cardíacas, aumento do consumo de álcool, baixa autoestima e falta de motivação no trabalho e nas relações afetivas e sociais são exemplos de consequências do assédio moral.

O jornalista que quiser denunciar algum caso de assédio poderá utilizar o canal da ouvidoria do Sindicato, enviar um e-mail para ouvidoria@sjpdf.org.br ou fazer contato direto por telefone (3343-2251). Não é obrigatório se identificar e a entidade garante o sigilo

Fonte: Portal Imprensa

sexta-feira, 6 de maio de 2016

III Seminário “O Assédio Moral nas Relações de Trabalho"


O que é Assédio Moral?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções. São exemplos: a pressão excessiva por metas, ameaças, humilhações, discriminação, às vezes na frente de colegas e clientes. Segundo a Organização Internacional do Trabalho metade dos brasileiros já foram vítimas. As consequências podem ser desastrosas para o trabalhador.

O evento

No dia 18 de maio de 2016, a partir das 19h, na Câmara Municipal de Ribeirão Preto será realizado o III Seminário “O Assédio Moral nas Relações de Trabalho”. A atividade é gratuita e destinada a sindicalistas, empregadores, estudantes, trabalhadores, profissionais de recursos humanos, operadores de direito e público em geral e integra os eventos do Dia de Luta contra o Assédio Moral nas Relações de Trabalho instituído pela Lei Municipal 12.766/2012.

Debatedores

Os palestrantes são especialistas na matéria, Dra. Márcia Cristina Sampaio Mendes (Juíza do Núcleo de Execução do Fórum Trabalhista de Ribeirão Preto) falará sobre “Assédio Moral e Consequências Jurídicas”; Dr. Leonardo Monteiro Mendes (Médico Psiquiatra e Perito) abordará as “Implicações do Assédio Moral na Saúde do Trabalhador” e Dra. Camila Magrini (Advogada e Coordenadora da Comissão de Seguridade Social da OAB de Ribeirão Preto) falará sobre “Assédio Moral: Benefícios Previdenciários”.

Serviço

O Evento será gratuito e haverá entrega de certificados
Informações e inscrições pelo telefone: (16) 36074050 (Flávia ou Lucimara)

Câmara Municipal de Ribeirão Preto
Avenida Jerônimo Gonçalves, 1200 – CEP: 14010-907

Fonte:  emRibeirão

quarta-feira, 4 de maio de 2016

IBGE terá que pagar indenização por assédio moral a funcionária


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) terá que indenizar uma ex-agente de pesquisa em R$20 mil por danos morais. A ex-servidora relatou ter sofrido uma série de assédios e ameaças do seu supervisor, além de ser submetida a extensas jornadas de trabalho. A decisão foi proferida na última semana pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).




A jovem de Porto Alegre foi contratada em 2011 para trabalhar como agente de pesquisa e monitoramento em regime temporário. Durante os dois anos em que atuou no órgão, ela apontou ter sido perseguida pelo chefe. Os assédios relatados incluem ameaças, reclamações e atitudes desrespeitosas no seu ambiente de trabalho, como deboches e beliscões.




A autora também relatou que trabalhou em contato com tintas e poeira, ficando exposta, em algumas situações, a temperaturas em torno de 40 graus sem que lhe fosse oferecida proteção para seus olhos e pele.




O IBGE alegou ter instaurado uma sindicância na qual foram ouvidos todos os servidores que atuavam no setor onde autora trabalhou e que concluiu pela inexistência dos assédios alegados.




Segundo o Instituto, nunca existiu qualquer indício de perseguição pessoal ou atitudes preconceituosas contra a ex-agente, e as denúncias foram motivadas pela ‘instabilidade emocional’ da autora, que não aceitava a normal interferência de seu supervisor na rotina de trabalho.




Após analisar os depoimentos prestados pelos antigos colegas da ex-agente de pesquisa na sindicância administrativa, a Justiça Federal de Porto Alegre decidiu condenar o IBGE ao pagamento de indenização. O magistrado responsável pela sentença entendeu que “o supervisor utilizou de posição hierárquica para constranger a autora, dirigindo a ela expressões e gestos que diziam respeito a sua intimidade”.




O órgão entrou com recurso no TRF4 pedindo a reforma da sentença. No entanto, por unanimidade, a 4ª Turma manteve a decisão de primeiro grau.




A relatora do processo, desembargadora federal Vivian Josete Pantaleão Caminha, entendeu que “não há como considerar brincadeira a atitude de um superior que dirige à subordinada comentários e piadas com conotação sexual ou com ar de deboche, além de apertar a sua cintura”.