"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre"

"Sofrimento é passageiro, desistir é para sempre" Lance Armstrong


segunda-feira, 3 de julho de 2017

Servidor do Incra é condenado a 6 anos de cadeia por assédio moral e sexual

O servidor do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Gerson Policarpo Enore, foi condenado pelo juiz Paulo Cézar Alves Sodré, da 1ª Vara Federal de Mato Grosso, a seis anos e um mês de prisão, em regime semiaberto, pelos crimes de injúria racial, calúnia, difamação e assédio sexual praticados contra seus colegas de trabalho.
Em uma ocasião, Gerson ofendeu a honra de uma colega chamando-a de “incompetente, burra, corrupta, que fica sumindo com processos e documentos”. A mesma mulher também sofreu assédio sexual. Ele disse para ela “Você é muito gostosa”; “meu amor, me dá um beijo"; “larga do seu marido e casa comigo que eu vou comprar um apartamento pra você.”
Conforme a denúncia do Ministério Público Federal, ele proferiu palavras racistas contra outro servidor do Incra, chamando-o de “negro, negrinho, saci e macaco”.
O juiz concluiu que todas as acusações contra Gerson foram comprovadas através dos depoimentos das vítimas e testemunhas.
O magistrado afirmou que "os constrangimentos sofridos se apresentaram de diversas formas, ora com a utilização de expressões de elevado teor sexual, ora com piadinhas, racismo, versinhos amorosos e telefonemas indiscretos, se revelando em algumas situações, inclusive, em inaceitáveis puxões de braço, empurrões e tentativas de abraços e beijos forçados".

Fonte: Repórter MT

domingo, 18 de junho de 2017

Assédio moral: como se proteger desse vírus

Pode-se dizer que a violência social nas relações de trabalho é algo tão antigo quanto a própria noção de trabalho e do desenvolvimento das relações de poder, hierarquia e propriedade privada na civilização humana. Apesar disso, a reflexão sobre o sofrimento no trabalho é uma novidade, sendo que essa espécie de parasitismo somente foi trazida à luz no século passado, por especialistas de diversas áreas do saber humano.

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terça-feira, 30 de maio de 2017

Sindicato dos Jornalistas reforça luta contra assédios sexual e moral

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, por meio de sua Comissão de Jornalistas pela Igualdade de Gênero, está realizando uma pesquisa para retratar o impacto dos assédios sexual e moral sobre a categoria. Rápida e objetiva, a consulta pode ser respondida em menos de cinco minutos, com sigilo garantido. A partir dos dados da enquete, o Sindicato buscará ampliar o debate sobre o problema, a fim de proteger as mulheres e homens jornalistas vítimas de assédio e cobrar medidas de combate mais efetivas pelas empresas de comunicação.
Ações para combater o assédio vêm sendo discutidas nas reuniões mensais da Comissão e, nesta terça-feira (30), na primeira rodada de negociação da Campanha Salarial de Jornais e Revistas da Capital 2017-2018, a bancada dos jornalistas discutirá com os empresários uma nova redação para cláusulas que tratam do combate aos assédios na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
Há anos o Sindicato luta para enfrentar o problema e a atual CCT tem uma cláusula de combate ao assédio. Contudo, a redação vigente é genérica e foi aperfeiçoada para garantir um maior engajamento das empresas.
Na CCT vigente, a cláusula define que “as empresas promoverão regularmente, palestras e campanhas de conscientização contra a prática de assédio moral e sexual, a todos empregados“.
A nova redação foi alterada para enfatizar o combate ao problema e separar as medidas específicas para os casos de assédio moral e os de assédio sexual. Entre as ações, canal de denúncias e proteção às vítimas que denunciam os casos ao Poder Público, com garantia de sigilo e impedimento da demissão imotivada até a conclusão do inquérito.
As novas cláusulas também serão apresentadas para as negociações da Campanha Salarial de Jornais e Revistas do Interior e Litoral 2017-2018.
Veja AQUI a íntegra das novas cláusulas sobre o assédio.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Vamos falar de lei e saúde: Assédio Moral

De alguma forma, pode-se entender que, o conceito de trabalho dignifica e aumenta a autoestima do homem e traz satisfação pessoal poder suprir seu sustento e de sua família. Infelizmente, a prática do assédio moral se apresenta o oposto, onde deixa a vítima desse crime depressiva, angustiada, com transtornos psicossomáticos, podendo levar, em casos mais extremos até ao suicídio.
A lesão da dignidade pessoal vem com a forma de humilhação, a situação degradante que a vítima é exposta, as críticas reiteradas ao desempenho laboral assim como a ruptura do princípio da igualdade. O assédio moral pode ocorrer de vários maneiras, direta ou indireta, por ação ou omissão, atitudes de desprezo, hostilidade, zombaria. Este tipo de tratamento prejudica a vítima não somente no ambiente de trabalho, mas também em todos os aspectos da sua vida.
Muitas vezes a vítima não se dá conta da agressão que vem sofrendo, achando normais as atitudes tomadas contra ela, se acha culpada e que merece o tratamento que vem sofrendo. Com a promulgação de uma lei penal específica para o assédio moral, aumentaria a discussão sobre o assunto e consequentemente chegaria até a população a gravidade e as formas de agir deste crime.

O que fazer?!

Significado de Assédio

O que é Assédio:

Assédio consiste numa perseguição insistente e inconveniente que tem como alvo uma pessoa ou grupo específico, afetando a sua paz, dignidade e liberdade.
Existem diferentes tipos de assédios, como o moral, sexual, psicológico, virtual, judicial, entre outros. No entanto, todos são baseados no princípio de perseguir e forçar alguém a fazer algo contra a sua vontade. 
O assédio visa provocar o desconforto do assediado, sendo que este pode desenvolver sérios traumas como consequência deste tipo de violência.

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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Afinal de contas, o que é assédio moral?

O chefe deu instruções para sua equipe. No meio da tarefa, alguém comete um erro e todo o trabalho vai por água abaixo. Como resultado, o gestor perde completamente a paciência e repreende os funcionários aos gritos. Assédio moral, certo? Não necessariamente. Embora a expressão seja popular, ela não serve para designar qualquer comportamento rude.
Só quando uma pessoa sofre humilhações frequentes no ambiente de trabalho, em um período prolongado de tempo, pode-se dizer que houve assédio moral. A bronca do chefe do ano passado não vale. Achar que o “chefe me persegue” ou “pega no meu pé” são elementos comuns que fazem muita gente usar o termo, sem aplicá-lo com clareza.
“Como poucas pessoas entendem o que de fato é o assédio moral e quais são seus limites, o termo acabou passando por uma banalização”, diz o advogado Renato Almeida dos Santos, sócio da S2 Consultoria, especializada em prevenir e tratar atos de fraude e assédio.
O oposto também é verdade: há profissionais que foram vítimas do assédio e nem se dão conta. “Geralmente, a vítima do assédio moral não sabe que está passando por aquilo — leva muito tempo para perceber que está sendo assediada”, explica o advogado Rodrigo Wasem Galia. Autor de “Assédio Moral no Trabalho” e coordenador do curso de pós-graduação em direito do trabalho da escola de ensino à distância Verbo Jurídico, ele diz que a confusão é comum. Afinal, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não existe uma definição para o assédio moral. Com base em decisões prévias da Justiça, no entanto, é possível qualificar o que é e o que não é o assédio.

Como identificar?
 
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